Bem-vindos ao Brasil, GoG!

GoG.com

Há mais de seis anos, escrevi sobre o serviço Good Old Games, o GoG.com, ainda em fase beta. Nem conhecia The Witcher direito, que tinha saído três anos antes, e cuja sequência sairia apenas no ano seguinte. Muita coisa avançou no serviço da CD Projekt desde então, incluindo seus softwares de instalação, seu suporte e sua biblioteca – que hoje também contém jogos modernos, todos sem DRM.

E agora, no momento mais propício, em meio a dólar ainda acima de R$ 3 e um surto generalizado de preços loucos por parte das maiores produtoras no PC (vide EA com Battlefield 1Titanfall 2), o GoG.com chegou ao Brasil. Isso mesmo: loja e suporte em português, formas de pagamento como boleto bancário e preços em real de acordo com a nossa realidade econômica. Já de cara, uma promoção de 30% em um jogo obrigatório, Shovel Knight; além de pagar menos que no Steam, você obtém uma versão sem nenhuma espécie de “trava” antipirataria, online ou não.

GoGBrasil

Não se esqueçam, a CD Projekt estará na Brasil Game Show deste ano. Quem for lá, além de aproveitar para experimentar Gwent em primeira mão, tem que pelo menos apertar a mão dos poloneses em agradecimento.

PlayRoom LIVE! amanhã com Deus Ex: Mankind Divided no PC

PlayRoom LIVE! amanhã com Deus Ex: Mankind Divided no PC

Play Room Games

Na semana passada não teve PlayRoom LIVE! por problemas técnicos – é difícil transmitir algo sem Internet, né – e de agenda… Mas esta semana voltamos um dia mais cedo, amanhã, dia 24/08, às 21h. E desta vez é com tudo: nada menos que o grande lançamento AAA do mês, Deus Ex: Mankind Divided. É só entrar amanhã no canal da PlayRoom no YouTube. Assine para ser avisado por email e no seu celular quando a transmissão começar!

PlayRoomLIVE24082016

Para quem não está ligado, vale a pena assistir a transmissão de duas semanas atrás com o jogo anterior, Human Revolution, e se preparar para a mistura única de FPS, RPG, stealth e hacking na temática cyberpunk-futurista da série Deus Ex, conhecida pela enorme liberdade de abordagem em cada fase.

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Sony confirma serviço PlayStation Now e adaptador sem fio do Dualshock 4 para PC

PSNowLogoOntem, na versão europeia do PlayStation Blog, diversas imagens exibiam como texto alternativo “PS Now on PC Announce Post” (Publicação de anúncio do [serviço] PS Now no PC). Há poucas horas, a Sony confirmou não apenas a futura disponibilidade do serviço em PCs, como também o lançamento de um adaptador sem fio para usar o controle DualShock 4 no seu computador.

O serviço, que permite jogar títulos de PlayStation 3 via streaming no PlayStation 4 e no Vita, será disponibilizado como app para PC, primeiro em partes da Europa e logo após nos Estados Unidos. Nenhuma data foi confirmada, nem foi feita menção à disponibilidade em outros mercados. O preço normal é US$ 20 por mês e dá acesso a séries como UnchartedRatchet & ClankKillzone, inFAMOUSGod of War, assim como jogos icônicos das plataformas PlayStation, como Journey e The Last of Us, até então todos inéditos no PC. Infelizmente, Demon’s SoulsMetal Gear Solid 4 ainda não estão disponíveis no serviço. Você pode ver a lista completa aqui.

donglePCdualshock4Já o adaptador sai no início de setembro, com preço sugerido de US$ 25, e permite usar no PC todos os recursos do controle, incluindo o touchpad – desde que o jogo suporte, claro. Um exemplo são os dois Far Cry mais recentes, 4Primal.

As especificações recomendadas para rodar o serviço PlayStation Now são:

  • Windows 7 (SP1), 8.1 ou 10
  •  Intel Core i3 3.5 GHz/AMD A10 3.8 GHz ou superior
  • 300 MB ou mais; 2 GB ou mais de RAM
  • Placa de som; porta USB
  • Conexão com fio de pelo menos 5 Mbits

“Nova fase” da EA: “como podemos piorar jogos?”

“Nova fase” da EA: “como podemos piorar jogos?”

“Como assim, nova fase?”, pergunta o leitor desavisado. “E qual foi o problema agora?” Deixa eu explicar.

Houve um tempo em que todo mundo reclamava da EA, mas pelo menos ela tentava lançar IPs novas com frequência e variados graus de sucesso, de Dante’s InfernoDead Space, de Mirror’s EdgeShadows of the Damned. Depois, veio um período em que ela tomou decisões empresariais ruins: marketing falho, ideias polêmicas como as do Online Pass, passes de temporada que custam quase o mesmo que os jogos-base e as declarações do tipo “todo jogo tem que ter um componente online” – até Dragon Age ganhou multiplayer.

Ainda assim, as principais franquias da EA mantinham certo nível de qualidade, tirando os bugs e problemas de servidor iniciais em Battlefield 3. A empresa conseguiu trazer Dragon Age de volta ao topo com Inquisition e manteve Fifa em alto nível mesmo após anos sem ter um concorrente real em termos de vendas. Battlefield 4 foi melhor que o 3, até na campanha solo. Também começaram a tomar decisões comerciais mais interessantes e ponderadas, como liberar os Online Passes e adiar Star Wars: BattlefrontNeed for Speed (2015) para maior polimento. Até jogo indie de puzzle-plataforma mais contemplativo, Unravel, eles publicaram.

De uns dois anos para cá, a coisa mudou. Levaram Battlefield para uma direção nada a ver, o pior jogo que experimentei ano passado, e ainda usaram-no para fazer proselitismo ideológico baratoNeed for Speed vinha em uma ascendente após o mediano The Run, mas o reboot da franquia, mesmo com um ano a mais de desenvolvimento, foi uma grande decepção, e só ficou recomendável após meses e meses de upgrades – já a ponto de ficar “de graça” no EA Access em menos de um ano. Mirror’s Edge: Catalyst só precisava ser maior e melhor, e mesmo assim conseguiram piorar o que era ruim ou meia-boca, sem que as melhorias de jogabilidade compensassem tanto assim.

Titanfall2-Networks-01-MyNeworksPercebam: antes, o problema da EA era enquanto empresa. As decisões comerciais poderiam afetar o design de alguns jogos, sim, mas nada tão radical quanto o que vem acontecendo: mesmo abandonando praticamente tudo a não ser as franquias mais rentáveis, estão conseguindo baixar a bola de quase todas consistentemente. E aí, neste fim de semana, começou um teste alfa de Titanfall 2 e…

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Ô, a Internet voltou… A Internet voltou, ôôôô

Não, o blog não estava parado por falta de assunto: foram quase 48 horas sem Internet fixa mesmo, graças às chuvas que voltaram a cair – e com tudo – em São Paulo. O que só sublinhou todo o assunto do recente Roomcast número 70: como a gente vive sem a Internet nos games hoje?

Deus-Ex-Mankind-Divided-Gameplay-TrailerEsse período deixou notícias meio velhas para comentar aqui, como o novo trailer de Resident Evil 7: Biohazard ou os detalhes do update 4.0 do PlayStation 4, que trará o aguardadíssimo recurso de organizar sua biblioteca em pastas personalizadas. Atrasou o download aqui do teste aberto de Titanfall 2, embora ainda tenha o fim de semana inteiro para jogar, assim como o do pre-load de Deus Ex: Mankind Divided no Steam – aliás, as resenhas estão saindo e parece ir bem, especialmente nos grandes portais.

Nesse meio tempo, até o patch beta de No Man’s Sky virou oficial; para quem estava aguardando, os relatos sugerem que resolve os problemas de stuttering e framerate, além de coisas como o uso de alt+tab. Eu já tinha resolvido boa parte disso com o fix que publiquei aqui, mas antes da Internet cair, optei pelo beta para acessar as opções extras e poder subir as configurações quase ao máximo. O jogo agora está a 60 fps lisos mesmo com tudo no talo exceto antialising – a opção “SSAA x4” até virou “Ultra – SSAA x4”, de tão pesada que é, derrubando o fps para 30-40 aqui. Jogadores que não optaram pelo beta, têm máquinas mais modestas e/ou não tiveram seus problemas de desempenho resolvido com o fix devem ter uma versão estável com o patch oficial novo.

star_fox_zero_box.0Por outro lado, o tempo sem Internet foi o momento ideal para iniciar Star Fox Zero no Wii U, que tinha acabado de encontrar por um preço razoável na Paulista. Mais sobre o jogo em breve, mas de cara, já posso dizer que não achei os controles tão difíceis e pouco intuitivos como algumas resenhas e relatos sugeriram não. Eles são mais complexos, sim, mas apenas por expandirem bastante o que já conhecemos. Pelo menos neste início, acostumar-se com os novos controles tem sido um preço aceitável a pagar pelas novidades de jogabilidade e de layout de fases, além da onda de ver o cockpit no GamePad.

Além disso, como os dois primeiros Mass Effect ficaram a meros R$ 15 no Steam, aproveitei a oportunidade para testar um mod que adiciona suporte a controle e… Além de funcionar perfeitamente, substituindo até os ícones e atualizando os tutoriais de acordo, é facílimo de instalar, exigindo apenas copiar uns arquivos nas pastas certas. Com isso, descobri que a versão PC no talo é tão superior ao original que já parece um remaster, mesmo no primeiro jogo. Agora até entendo a demora da EA em soltar uma trilogia remasterizada para os consoles atuais: só “subir” para 1080p e 60 frames não basta, eles vão precisar refazer todas as texturas e modelos com calma se quiserem justificar a recompra.

Agora vou lá jogar um pouquinho das coisas online que andei sentindo falta… E aguardem transmissão de alguma coisa neste fim de semana.

Konami anuncia Metal Gear Survive na Gamescom

MetalGearSurviveLogoQue a Konami ainda usaria a fenomenal engine de Metal Gear Solid V para mais alguma coisa, mesmo após a saída de Hideo Kojima, era algo esperado. Afinal, foram anos e anos de elaboração para utilizar apenas em dois jogos e em Pro Evolution. Só faltava saber o quê eles fariam e quando. Agora não falta mais: hoje, na Gamescom, a empresa anunciou para 2017, nos consoles atuais e no PC, Metal Gear Survive… Um jogo co-op de sobrevivência contra pseudo-zumbis, estrelando os soldados que conseguiram escapar da morte no final de Ground Zeroes.

Sim, Ground Zeroes, não The Phantom Pain. Esses soldados teriam sido tragados por wormholes para um universo paralelo, infestado com o que a Konami chamou de “ameaças biológicas”, mas que parecem claramente alguma forma de zumbi, a julgar pelo trailer abaixo. Não houve nenhuma menção a personagens recorrentes, o quanto o stealth será importante, ou quais membros da equipe original de desenvolvimento, se algum, participam do novo jogo. Segundo a Konami, este será um jogo de sobrevivência “do jeito Metal Gear“.

Pelo menos não é uma máquina de pachinko… E se aproveitar o que foi bem feito na parte online de Metal Gear Solid V, pode ser melhor (ou menos ruim?) do que parece. A única certeza é que não vai agradar os fãs que esperavam mais história, embora não houvesse grandes chances de conseguir tal feito sem o “mestre Kojima” – e talvez por isso mesmo a Konami tenha tomado uma direção tão contrária ao que nos acostumamos a ver na série.