Switch, uma bênção para os indies: Vaccine, Stardew Valley e SteamWorld Dig 2

Quando a Nintendo lançou o Switch, os céticos (e haters em geral) se apressaram em chamá-lo de “máquina de rodar o novo Zelda“. Com o tempo, ficou bem mais difícil repetir esse mantra bobo de gamer “rardicó”: Splatoon 2Mario + RabbidsARMSFire Emblem Warriors, os iminentes Super Mario OdysseyXenoblade Chronicles 2… Isso sem contar relançamentos de primeira como Mario Kart 8 DeluxeLego City Undercover, e até Ultra Street Fighter II: The Final Challengers se o seu saudosismo for tão grande quanto a sua carteira. Enfim, é preciso ser muito chato para não achar outros lançamentos físicos/AAA dignos do seu tempo no Switch.

Embora todos esses títulos sejam mais do que suficientes para justificar os oitos meses de lançamento do console até então, o que o deixa realmente fora de série em termos de catálogo é a quantidade absurda de jogos indies, recentes ou não, que já chegaram para ele. O sensacional conceito de aparelho híbrido de console portátil/”de mesa” e a facilidade e rapidez da transição entre modos trazem inúmeras vantagens: libertam os jogos da limitação estacionária do PC, oferecem mais praticidade do que jogar em um notebook, e permitem voltar para a TV quando der na telha, algo que o PlayStation Vita não era capaz de fazer.

Como consequência, ando experimentando muitos jogos indies que talvez deixasse para depois no Steam, especialmente em promoções. Pensando nisso um pouco, percebo que embora sempre tenha dedicado algum tempo a indies em diversas plataformas, nunca comprei tanto indie no lançamento/por preço cheio quanto em 2017, e o “culpado” por isso é o Switch. A coisa chegou a um ponto em que não pego mais indie nenhum no PC sem pesquisar antes se ele sairá no console da Nintendo, agora ou depois, mesmo que tenha que pagar um tantinho a mais pela conversão do dólar. E nos últimos dias, três jogos têm sido mais um bom exemplo dessa atitude.

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Atualização 4.0 do Switch adiciona captura de vídeos, suporte a headsets e mais

Atualizado em 22/10/2017: Conforme descoberto por usuários do Reddit, a atualização de sistema 4.0 também introduz suporte a headsets USB sem fio. Leia mais abaixo!

O Switch talvez já seja a história de sucesso do ano, mas nem por isso a Nintendo parece estar descansando sobre os louros (e os dólares) recebidos. Ainda há uma série de melhorias menores ou maiores que ela pode fazer no console, na rede e no sistema operacional. E ontem, dia 18/10, chegou uma nova atualização de sistema que adiciona um recurso muito bem-vindo: gravar e compartilhar vídeos de gameplay.

Como se trata de um híbrido de console doméstico e portátil com menos potência do que os concorrentes atuais, a captura de vídeo tem suas limitações. Só é possível salvar os últimos 30 segundos, editar o início e o fim do vídeo, e compartilhar no Twitter e no Facebook. Por enquanto, o recurso está disponível em quatro jogos específicos da Nintendo recém-atualizados: The Legend of Zelda: Breath of the WildMario Kart 8 DeluxeARMSSplatoon 2. Outros jogos devem se juntar à lista à medida que forem atualizados.

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Amazon começa a vender games no Brasil, mas não se anime muito (ainda?)

Há alguns dias, li uma notícia em um site de economia afirmando que a Amazon passaria a vender eletrônicos no Brasil esta semana. Hoje, esse velho sonho de consumo se tornou realidade – e sim, a loja huehuebr de eletrônicos da empresa inclui games e consoles. Eba! Finalmente teremos preços melhores? Mais produtos importados à disposição? É o fim das concorrentes locais e suas “brasileirices”? Ao que parece, não exatamente, pelo menos por enquanto.

O catálogo da Amazon.br está em linha com os dos grandes varejistas online do país em termos de preço, e como ela acabou de chegar, os produtos disponíveis ainda são limitados. No caso dos consoles, é possível encontrar alguns bundles um tanto mais baratos do que nas Saraivas e Submarinos da vida, mas os jogos estão com aqueles preços de sempre. Há títulos de Switch entre R$ 300 e R$ 400, por exemplo. Isto é, continua sendo mais barato comprar nas Santas Ifigênias e lojas menores online – algumas, como a ZigStore e a Games4, já vendem no marketplace da Amazon inclusive.

Pelo menos temos mais uma concorrente no mercado com suas promoções ocasionais e, quem sabe, mais produtos que não chegam no Brasil tão facilmente no futuro. Também é preciso ver se a filial local manterá os padrões de entrega e atendimento da matriz; em caso positivo, vai valer bem mais a pena comprar nela produtos com valores próximos aos dos concorrentes online. Além disso, ela costuma se virar para te dar alguma coisa extra: por exemplo, se você comprar algum produto da loja de Games e Consoles, ganha um eBook de brinde.

Ver a Amazon chegar aqui justo após de um feriado emendado com greve dos Correios, em que recebi dois produtos com atraso e um terceiro com defeito, pode ser um belo alento. Vamos ver se um dia poderemos comprar edições de colecionador por um precinho um pouco mais camarada e recebê-las em casa no dia seguinte via drone…

Os Melhores do Ano vão se desenhando

Acabei de ver que a Edge publicou a primeira análise de Super Mario Odyssey, com uma sonora nota 10 (bem rara, no caso deles), e que o site My Nintendo News revelou alguns dos detalhes da resenha em questão. Como estamos em outubro e a maior parte dos jogos mais aguardados do ano já foi lançada, ando pensando bastante em quais títulos irão figurar no meu Top 10 pessoal ao final de 2017 – e a possibilidade de Super Mario Odyssey estar entre eles pinta um quadro bastante interessante na concorrência entre as empresas first-party.

Se eu acabar concordando com a Edge quando puser as mãos no jogo, a Nintendo pode ultrapassar a Sony na quantidade de jogos exclusivos de console na lista final, que já não eram poucos. Enquanto isso, a Microsoft só escapa de não ter nenhum jogo “dela” sequer no Top 10 – pior, no Top 20 – graças a um lançamento bem recente… Mas se vocês acham que vou sair entregando o ouro, podem tirar o cavalinho da chuva. Além de precisar jogar mais alguns títulos e começar outros, vai saber que surpresas o ano ainda nos reserva. Então, vou só listar aqui os 20 jogos lançados até agora que podem acabar disputando vaga na lista final deste blog, e ainda por cima somente em ordem alfabética. Que comecem as especulações!

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Sai de mim, Destiny: primeiras impressões de Cuphead

Como já mencionei aqui no artigo anterior, finalmente cheguei a um ponto em Destiny 2 que me permite jogar com menos frequência e abrir espaço para outros lançamentos recentes. Depois de Mario + Rabbids – que continuo jogando aos poucos, iniciando o 2º mundo – agora é a vez do jogo mais aguardado do ecossistema Microsoft em 2017, e talvez um dos indies mais esperados do ano também: Cuphead.

Para quem estava vivendo em uma caverna, Cuphead é um jogo de plataforma e tiro 2D que chamou bastante a atenção desde seu anúncio em 2014 – tudo graças ao visual excepcional, que emula perfeitamente desenhos animados da década de 30. A cada novo vídeo de jogabilidade, ficava claro que ele teria outra vantagem atraente: apesar do visual “bonitinho”, não seria nada fácil. E agora que foi lançado, como se sai nos dois aspectos que o destacaram em um mar de concorrentes? Vamos lá:

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Galeria de fotos: Mario + Rabbids Kingdom Battle

Atualizado em 15/10/2017 com mais sete imagens!

Mesmo com tantos outros lançamentos rolando, ainda continuo jogando um pouco de Mario + Rabbids: Kingdom Battle regularmente. Terminei o primeiro mundo e descobri que nessa hora o jogo abre desafios extras (batalhas curtas com condições especiais) e uma nova habilidade de navegação do mapa, o que me fez voltar a todas as áreas para ver o que rolava. Fiz alguns puzzles que dependiam da nova habilidade, achei um “mundo secreto” com mais batalhas e prêmios, e completei 7 dos 10 desafios disponíveis. Conferi o primeiro capítulo do segundo mundo e também surgiu outra novidade: agora os inimigos também podem ter Habilidades semelhantes às dos protagonistas.

Mario + Rabbids ainda continua surpreendendo, e por consequência, comecei a tirar um monte de capturas de tela no Switch. O belíssimo visual e a zoeira ocasional merecem, ainda que o jogo às vezes aplique um blur (desfoque) forte demais em alguns momentos, principalmente quando a câmera se afasta demais do cenário. Tem até um ou dois exemplos disso na galeria abaixo, deem uma olhada:

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Sai de mim, Destiny: primeiras impressões de Mario + Rabbids

Nesse exato momento, enquanto faço o pre-load de Middle-earth: Shadow of War no Steam, estou pensando em como finalmente consegui me desvencilhar um pouco de Destiny 2 para experimentar outros lançamentos recentes. Ainda há jogos que peguei em promoções, instalei e mal encostei, como Echo (sugestão do Cilon, leitor de longa data) e até mesmo Danganronpa V3: Killing Harmony (mais por puro medo de entrar em outro jogo que me prenderia exclusivamente por 30+ horas do que por qualquer outra coisa). E minha cópia de Metroid: Samus Returns ainda nem chegou no país.

Ainda assim, consegui passar algumas horinhas em outros títulos. Com quase um mês de atraso, chegou meu Mario + Rabbids: Kingdom Battle; acabei sucumbindo à curiosidade e fui olhar Marvel vs. Capcom Infinite, após um beta com trechos de um modo História que parecia horrível; e há cerca de 10 dias, saiu Cuphead, talvez o lançamento mais aguardado do ano no ecossistema Xbox. E quando achava que já estava bom, Stardew Valley chegou ao Nintendo Switch, e como ainda não tinha dado uma chance a ele…

Só joguei de 2 a 4 horas em cada um desses títulos, mas com tanta coisa acumulando, está na hora de falar de algo além de Destiny 2 no blog. Então vou começar com minhas primeiras impressões – daquelas bem “primeiras” mesmo – sobre o jogo da Ubisoft com a Nintendo:

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Destiny 2: raid Leviatã fechada, dicas gerais e vídeo comemorativo

Demorou um pouco, foi bem em cima do reset semanal, mas ontem finalmente conseguimos o objetivo final de todo endgame de Destiny: completar a raid!

Leviatã foi uma raid interessante, para dizer o mínimo. Embora uma série de mecânicas lembrem algumas das raids do jogo anterior, outras diferenças claras surgiram. Em primeiro lugar, a ordem das três etapas para liberar a sala do chefe final muda a cada semana, o que ajuda a diminuir a frustração de falhar N vezes no mesmo lugar e ter que refazer a mesma etapa de novo após o reset. Na prática, a cada semana “treinávamos” uma ou duas partes e na seguinte descobríamos que agora a raid estava iniciando em outra etapa.

Em segundo lugar, a impressão geral que Leviatã passa é que a Bungie resolveu se concentrar mais nos quebra-cabeças e nas mecânicas do que no seu nível de Poder. Claro, você ainda precisa causar um bom dano em algumas partes, e quanto maior o Poder de suas armas, mais fáceis essas partes ficam, especialmente no chefe final (dã). Mas a maioria das falhas da equipe será de coordenação, como atirar na seta errada e/ou no momento errado ou ser visto antes da hora em um trecho de furtividade. Um sintoma claro disso é que, desta vez, não há “mid-bosses” em duas das três etapas iniciais (se você considerar as feras do Jardim como tal).

Ainda assim, há algumas armas que parecem muito mais apropriadas para a raid, além de algumas estratégias e subclasses particularmente eficazes em trechos e papéis específicos. Vamos a elas antes de uma opinião mais geral sobre a raid e um vídeo divertido com música de Persona 5 no final:

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A seca do blog vai acabar

Um post rápido de aviso: calma, pessoal, que a “seca” do blog vai acabar.

Hoje saiu aquele que deve ser o último update digno de nota em Destiny 2 – o que reintroduz as facções do jogo original – até a primeira expansão oficial em dezembro. Quase terminei a raid no fim de semana e, assim de finalizá-la pelo menos uma vez e dar uma olhada geral nas novidades das facções, a loucura de jogar todo dia vai diminuir um pouco, abrindo espaço para outros jogos.

E dois estão na fila. Semana passada saiu Marvel vs. Capcom Infinite, e já dei uma olhada rápida no modo História – que parece terrível em vários níveis, incluindo na “montanha-russa” de dificuldade (porque curva não é mesmo, de forma alguma). Pelo menos a jogabilidade parece ótima, especialmente pela adição das gemas do infinito, que trazem efeitos interessantes e diferentes de outros jogos de luta. E hoje saiu Danganronpa V3: Killing Harmony, um jogo que com certeza vai me prender obsessivamente por dias até terminar, como quase sempre acontece nos títulos da Spike Chunsoft (vide Zero Escape).

Enfim: aguardem que até o fim de semana o blog volta ao normal, e com mais algumas coisas de Destiny 2 no bolo também.

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