Terminando jogos – Monster Hunter: World e a caçada infinita

Confira os outros artigos-resenhas desta “minissérie” sobre Far Cry 5Assassin’s Creed: Origins

É estranho escrever “terminando jogos”, assim no gerúndio, quando eu vi as letrinhas subirem em Monster Hunter: World há mais de um mês. Por outro lado, também é estranho falar em “terminar” esse jogo em especial, ainda mais quando lembro que ele me prendeu por mais ou menos seis horas seguidas no domingo passado. Só há dois critérios razoáveis para definir se você terminou World: ou você considera que “acabou” ao chegar aos créditos ou quando fizer todas as missões oferecidas, de todos os tipos. E mesmo com mais de 400 horas de jogo (sim, quatrocentas, não há zero a mais não!), eu ainda não cumpri o segundo critério. Falta uma missão opcional especial – que só apareceu agora, depois de concluir todas as anteriores – e alguns desafios de arena.

Isso não ocorreu porque o jogo tem tanto conteúdo a ponto de durar esse tempo todo; na verdade, um jogador diligente ou um resenhista com um prazo nas costas já teria feito essas missões mais de 300 horas atrás. A questão é que Monster Hunter: World não é um jogo linear comum nem exatamente de mundo aberto, e sim um grande parque de diversões selvagens – mais precisamente, cinco “parques”/mapas – criado para ser visitado sempre. E se alguns outros jogos também são parques de diversões, World agora é a referência, a Disneylândia deles: para todas as idades e gostos, clássica, perene e sempre adicionando coisas novas. Agora imagine que essa “Disney” tem monstros gigantes, está sempre do lado da sua casa e você pode pagar uma entrada vitalícia pelo custo de um game. Quem não iria sempre?

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Jogos indies bacanas de graça no PC

Aviso rápido no meio do trabalho e de um artigo-resenha gigante sobre Monster Hunter World: dois jogos indies estão “digrátis” nesse momento para quem joga no PC.

O primeiro é The Flame in the Flood, um jogo single-player estilo survival com visão isométrica em um cenário que segue um rio. Peguei ele no Switch recentemente em uma promoção, joguei um pouco e parece bem legal. Você pode pegá-lo na Humble Store, mas corra: acaba às 14h horas deste sábado, dia 12/05.

O outro é Stories: The Path of Destinies, que chegou a ser distribuído na PSN Plus mas acabei não experimentando ainda. No Steam, a recepção dos usuários é “Muito Positiva”. É só entrar na página do Steam e mandar instalar, e não achei nenhuma informação se é por tempo limitado ou não… Mas não custa garantir logo.

Quem estiver sabendo de mais jogos de graça assim, é só avisar aqui nos comentários!

Destiny 2 (PC) por R$ 41 no Humble Monthly

Quem joga no PC deve estar ligado, mas na dúvida, aí vai: a Humble Bundle, que há tempos virou uma loja online completa de jogos digitais, iniciou no final de 2015 o Humble Monthly, um plano de assinatura com X jogos por mês. O esquema é parecido com a PlayStation Plus ou a Games with Gold, mas com uma diferença crucial: como os jogos vêm como downloads separados ou na forma de chaves do Steam/Battle.net etc., não é necessário continuar assinando para mantê-los desbloqueados. Você pode assinar, registrar/baixar os jogos daquele mês e cancelar – ou até “pausar” – antes da virada para o mês seguinte. E além disso, há uma biblioteca fixa de jogos “menores”/antigos/indie que estão sempre disponíveis, assim como o Vault do Origin/EA Access.

Eu nunca assinei porque sempre calhou dos jogos principais daquele mês serem algo que já tinha, embora tenha chegado bem perto de fazê-lo no mês passado, que teve Dead Rising 4Moon HuntersKerbal Space ProgramRuiner, NBA PlayGrounds e Crazy Machines 3, entre outros (desses, só tenho RuinerDead Rising 4, e ainda assim só no Xbox One). No geral, cada mês tem pelo menos 1 jogo AAA, 1 jogo inédito (que saiu naquele mês), e mais alguns jogos de catálogo. Hoje, a primeira sexta-feira do mês, a Humble Bundle “fechou” o anterior – quem perdeu os jogos acima, perdeu – e liberou o primeiro “early unlock” de junho, e… É nada mais, nada menos que Destiny 2, por meros US$ 12 (cerca de R$ 41).

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Danganronpa 3, o anime: quando jogos não bastam

Acabei de assistir Danganronpa 3: The End of Hope’s Peak High School, o anime que “fecha” tudo dos dois primeiros jogos da série (Danganronpa V3: Killing Harmony, resenhado aqui no blog e um dos meus 10 jogos do ano passado, na verdade é uma nova trama, embora se passe no mesmo universo e requeira bom conhecimento do primeiro jogo para ser aproveitado por completo).

Faz tempo que não assisto algo tão absurdo, em todos os sentidos (alguns beirando o ruim, muitos outros bons), e ao mesmo tempo tão bem amarrado. Danganronpa nunca foi uma série “normal”, longe disso, mas esse anime em particular vai a patamares que eu não esperava, tanto em níveis “micro” – detalhes menores de cenário, coisas impossíveis que os personagens fazem etc. – quanto “macro”, ou seja, temas gerais, reviravoltas narrativas, surpresas de trama e perguntas de grande impacto.

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Terminando jogos – Far Cry 5 (e seu polêmico final)

Continuando a “minissérie” de artigos Terminando jogos, que iniciei esta semana com Assassin’s Creed: Origins, agora é a vez de Far Cry 5 – um jogo que desceu tão, mas tão redondo que terminei sem fazer um tradicional “hiato” no meio, mesmo sendo de mundo aberto. Claro, o fato dele ser mais curto que outros jogos modernos do tipo – terminei em 27 h com 95% de conclusão – ajudou bastante, mas ainda assim, ter continuado nele até acabar é um indicativo claro do quanto a Ubisoft acertou em coisas como estrutura do mundo, jogabilidade e diversão.

Boa parte dessas qualidades já foi destrinchada aqui na época do lançamento, e terminar Far Cry 5 não mudou praticamente nada do que escrevi sobre ele aqui antes. Ainda assim, além de acrescentar mais alguns comentários, há um aspecto que precisa ser abordado: o final (o “verdadeiro”, o que evidentemente se sobrepõe ao “alternativo” e ao “inicial secreto”, com poucos minutos de jogo). Até então, não tinha visto/lido/ouvido nada sobre ele além de críticas ou, na melhor das hipóteses, indiferença. Agora que o joguei, tenho que comentá-lo aqui, com os devidos avisos de spoiler e texto em branco lá no final do artigo.

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Terminando jogos – Assassin’s Creed: Origins

Em março e abril, com uma quantidade relativamente menor de lançamentos do que o normal, acabei voltando a alguns jogos de meses anteriores na tentativa de terminá-los. Consegui chegar ao fim de alguns e agora é um ótimo momento para repassar o que achei dos finais de Monster Hunter: WorldFar Cry 5 e, se tudo der certo, Xenoblade Chronicles 2 Kingdom Come: Deliverance, dois em que estou bem perto de acabar.

Mas quero começar mesmo pelo último que terminei: Assassin’s Creed: Origins. O principal motivo é pelo final que mais me agradou até agora (embora a pura audácia de Far Cry 5 chegue perto), mas não foi só isso. Como costuma acontecer comigo em mundos abertos longos, por melhores que eles sejam, sempre acabo cansando um pouco no meio e voltando um tempo depois… E os melhores são aqueles que, nesse segundo “mergulho”, fazem lembrar imediatamente o quanto são bons e começam a escalar as coisas de forma empolgante. E a ascendente de Origins acabou sendo nada menos que sensacional: o que já tinha começado bem demais acabou transcendendo a mera “modernização”.

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Far Cry 5: um passo firme (e explosivo) adiante

Até cerca de dois meses atrás, não estava tão empolgado assim para Far Cry 5. Nem cheguei a terminar Primal, por mais que tenha gostado. Mas desde então a Ubisoft fez um excelente trabalho de destacar pontos divertidos do jogo, especialmente maluquices como o urso Cheeseburguer, o modo Arcade e o bizarro passe de temporada com três cenários alternativos totalmente diferentes do principal e entre si. E aí a Nuuvem faz promoção de pré-venda com 30% de desconto no boleto (30%!!!)… Não deu para resistir, mesmo com três perguntas chatas zanzando na minha cabeça:

  1. Será que vai ser mesmo um festival de estereótipos anticristãos e antiamericanos, só para encher o saco porque o Trump ganhou a eleição?
  2. Será que vai ter alguma coisa de realmente diferente dos outros Far Cry em cenários modernos, como os do terceiro e do quarto jogo?
  3. Será que a série vai incorporar alguma lição dos jogos de mundo aberto mais bem estruturados da atualidade, como os de The Witcher IIIBreath of the Wild e, da própria Ubisoft, Watch Dogs 2?

Após 12 horas de jogo, incluindo uns 15 minutos no modo Arcade, já posso responder algumas dessas perguntas em parte – e todas com a graça de Deus. Aleluia, irmãos! A-le-lu-ia!

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Sea of Thieves: um mar de decepções

AVISO: Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que eu tenho uma preferência confessa pelos exclusivos da Sony e da Nintendo sobre os da Microsoft. Se ao ler isso você imediatamente pensa em “fanboy”, recomendo fechar essa janela agora. Se as suas sinapses cerebrais têm o mínimo de desenvolvimento necessário para não fazer tal salto lógico, ou você ainda lembra que jogos como Forza Horizon 3 (até hoje meu jogo de corrida predileto), Sunset Overdrive, Cuphead e Ori and the Blind Forest foram amplamente elogiados aqui, enquanto outros que muitos consideram “bombas”, como Quantum BreakReCore, também foram defendidos, então continue lendo.

Como o mundo dá voltas. Com a chegada da geração atual de consoles, a Sony recuperou a liderança de base instalada que havia perdido inicialmente na geração anterior. Ainda em 2014, a Microsoft, sob nova direção, tomou uma série de medidas de “autopenitência” – descritas aqui em um artigo de Retrospectiva daquele ano – que ajudaram a desfazer toda a má imagem construída com as medidas draconianas e outros erros de cálculo e marketing pré-lançamento do Xbox One. Cheguei até a “prever” que, naquela toada, ele acabaria alcançando o PS4 em algum ponto futuro, mais ou menos como aconteceu com o PS3 antes. A quantidade de bons lançamentos daquele ano dava esperanças, inclusive, de que a empresa resolveria um de seus maiores problemas: a quantidade relativamente pequena de estúdios internos produzindo novos títulos e franquias.

Corta para 2017, quando foi inevitável apontar que a Microsoft nunca teve um ano tão ruim em termos de biblioteca. Claro, ela lançou o console mais poderoso do mercado (o Xbox One X), um serviço interessante de jogos a la Netflix (o GamePass) e continua engordando sua retrocompatibilidade todo mês, incluindo agora até jogos do primeiro Xbox . Ainda assim, a distância para o PS4 não diminuiu, e o sucesso estrondoso do Switch ameaça até sua segunda posição nos próximos anos. Prova cabal do óbvio: nada, nada é mais importante para um aparelho do que os games feitos para ele. Assim, a responsabilidade dos poucos exclusivos já anunciados para 2018 aumenta exponencialmente, e o primeiro deles saiu semana passada: Sea of Thieves. O potencial era grande, mas infelizmente, a decepção veio em igual proporção.

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O mundo capotado: a importância de Burnout Paradise Remastered

Quem acompanha este blog há tempos, especialmente nas premiações de Melhores do Ano, sabe que não tenho nenhum problema particular com portsremastersremakes e afins, inclusive dedicando uma categoria inteira a eles e mencionando-os em outras relevantes. O princípio central é simples: se uma nova versão de um jogo o deixa mais facilmente disponível para um público que não o experimentou antes, então é válido. Isso é especialmente verdadeiro no caso dos games, em que a preservação e distribuição de obras ainda são menos sólidas do que no cinema, na música e em outras formas de arte e entretenimento.

Burnout Paradise (PC/PS3/X360)

É claro que nada disso impede que cada relançamento seja avaliado de acordo com sua proposta e outros fatores, como a relevância do original, o trabalho feito na “reconstrução” (seja em que nível for), o preço e se há mesmo um público para aquilo. E quem resolveu entrar nessa seara justo no momento atual, em que reclamar da “quantidade de remasters” virou opinião pré-embalada, dessas que se vende por atacado em supermercado online para hipsters de fóruns comprarem e fazerem encenação de “senso crítico”? A EA, a única das grandes publishers que ainda não tinha embarcado na onda. Ao mesmo tempo, qual jogo ela resolve usar de ponta de lança? Justo Burnout Paradise, até hoje um dos jogos mais amados no gênero corrida, e que nunca ganhou uma sequência de grande porte mesmo após 10 anos.

O que isso significa? Podemos olhar para Burnout Paradise Remastered de uma série de perspectivas, desde avaliar o remaster em si até o que ele representa para a EA ou o gênero ao qual pertence – melhor, até para jogos de mundo aberto em geral, já que há lições aqui que podem ser vistas hoje até no mais recente Legend of Zelda (sério). Mas vamos por partes, como diria o mecânico virtual que magicamente conserta todos os carros que você destruirá 345 mil vezes no jogo…

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