Zumbi gamer ouvindo podcast de jogos eletrônicosSurpresa!

Após um tempo sem posts aqui no blog e o “hiato” (só para usar uma palavra que irrita ouvintes de podcast) do pessoal do finado Cosmocast, surge um novo podcast de games (é, mais um) em que três manolos perdem tempo falando sobre os jogos eletrônicos que estão experimentando no momento (é, simples assim).

Quero dizer, pelo menos temos um piloto. Estrelando Ricardo Pasqual, Francisco “MrXcao” Ramos e este troll que vos escreve, o podcast-ainda-sem-nome existe somente para saciar a nossa vontade de tagarelar. Ponto. Não nos cobrem mais do que isso, não nos cobrem periodicidade, não nos cobrem nada. Nós gostamos de games e de falar sobre eles, e isso é tudo. Nem mesmo consideramos este piloto um “podcast do Re: Games” – ele apenas ficará hospedado aqui enquanto for conveniente.

Mas vocês podem participar de uma maneira legal: como podemos chamar esse podcast? De preferência, um nome relacionado a games, claro (Capitão Óbvio mandou um abraço!). Melhor ainda se condizer com a estrutura da maioria das seções do blog (para quem não se tocou: Back, Combo, Press Down, Select, Start, Tilt… Percebem a orientação geral?). Comentem e dêem sugestões!

Nesse episódio piloto, os três manolos falam de Darksiders, The Darkness II, The Elder Scrolls V: Skyrim, Angry Birds (versão Facebook), Anomaly Warzone Earth (versão para celulares) e Gotham City Impostors. Escutem e/ou baixem o episódio nos links abaixo e divirtam-se!

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Episódios anteriores com os 3 manolos reunidos

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Execuções em The Darkness II – incluindo a ASSecution

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Trailer animado de Gotham City Impostors

Avatar BuddyPoke do autor do blogStart é uma seção recorrente deste blog com primeiras impressões de games que estou “testando”, ou ainda pensamentos um tanto vadios sobre games antigos que estou jogando novamente ou mesmo pela primeira vez. Isto é, não se trata de resenhas completas. Estas podem ou não vir depois, mas não prometo nada.

Capa de Syndicate (PC/PS3/X360)Na semana passada, a EA soltou nos consoles uma demo do modo co-op de Syndicate, uma versão reimaginada do jogo de estratégia e ação cyberpunk de 1993 desenvolvido pela Bullfrog, empresa fundada por Peter Molyneux (Populous, Black & White, Theme Park, Fable). Ah, e importante: por “reimaginada”, entenda-se “como FPS”. É claro que isso gerou uma onda de críticas dos fãs mais caquéticos… ops, mais velhos, já que “mancharia” a franquia com um “jogo de tiro descerebrado”, que “não captura o espírito do original” etc. etc. etc. Tudo isso antes de termos sequer um trailer do gameplay, é claro. Vocês sabem como é. Pouco importava para os senis… ops, os fãs mais velhos que o jogo estivesse sendo desenvolvido pela Starbreeze, conhecida exatamente por ser um dos pouquíssimos estúdios no mundo que faz jogos de tiro “cerebrais”, focados na narrativa e bastante sombrios, como comprovam The Darkness e The Chronicles of Riddick.

Não por coincidência, há poucas semanas a EA acertou um acordo com o GoG.com e liberou o primeiro Syndicate para venda, e eu tive alguma sorte (até que enfim!) de ganhá-lo em uma promoção no Twitter. Não o joguei muito, mas foi o suficiente para ter uma ideia do cenário, da premissa e da jogabilidade. Assim, pude testar a demo co-op da nova versão com um olho em seus méritos próprios e outro na ambientação, no quanto o jogo utiliza do universo e do clima do original. E a impressão que tive foi de que o mapa reimaginado como FPS é estritamente fiel ao tipo de mapa do original – e que em ambos os jogos, ser parte de uma equipe de agentes ciborgues contratados para invadir uma corporação rival não é bolinho. Nem um pouco.

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Avatar BuddyPoke do autor do blogStart é uma seção recorrente deste blog com primeiras impressões de games que estou “testando”, ou ainda pensamentos um tanto vadios sobre games antigos que estou jogando novamente ou mesmo pela primeira vez. Isto é, não se trata de resenhas completas. Estas podem ou não vir depois, mas não prometo nada.

Logotipo de Gotham City Impostors (PC/PSN/XBLA)Em maio do ano passado, a Warner anunciou que iria lançar mais um jogo baseado no universo Batman, mas ninguém esperava o que eles tinham em mente: um jogo de tiro em primeira pessoa (!) por distribuição digital (!!) baseado em equipes (!!!) de ”impostores” – ou seja, fãs/imitadores do Batman vs. seus equivalentes do lado do Coringa (!!!!). Para uma empresa que tinha lançado Arkham Asylum e estava a alguns meses de lançar o sucessor, Arkham City, a diferença de proposta era gritante. E é claro que isso atiçou a ira dos fanboys do morcegão (talvez por se sentirem ridicularizados pelos impostores?) e dos jogadores que adoram resmungar sobre a prevalência do gênero FPS. Mas qualquer pessoa que tem algum apreço por Team Fortress - e não seja chata e aborrescente a ponto de não aceitar uma paródia de uma cena “sagrada” - com certeza ficou pelo menos curiosa sobre Gotham City Impostors (PC/PSN/XBLA).

Pessoalmente, minhas preocupações eram tangenciais a essas. A desenvolvedora era a Monolith, que fez as séries F.E.A.R. e Condemned - ou seja, sem nenhuma experiência com Batman, FPS a la Team Fortress ou jogos apenas para download. Pior, nenhuma experiência prévia com humor, o que seria essencial para um jogo de “impostores” . [Errata: conforme o Humelhor avisou nos comentários, a Monolith fez No One Lives Forever em 2000, um FPS que se escorava justamente em agentes secretos, humor e gadgets. Não conhecia esse jogo]. Além disso, para concorrer com Team Fortress hoje em dia é preciso se diferenciar e entregar uma jogabilidade muito sólida e perfeitinha: por exemplo, Brink não conseguiu fazer com que o parkour fosse central ao jogo e tinha alguns problemas como FPS mesmo (inimigos esponja-de-bala, por exemplo) que o impediram de sequer chegar perto. E olha que foi feito por um estúdio especializado em FPSs multijogador de vários tipos.

Pela curiosidade, me inscrevi no beta fechado para PC de Gotham City Impostors, que aconteceu no final do ano passado, mas não podia falar dele graças a um contrato de confidencialidade. Joguei pouco por conta da concorrência dos outros jogos de fim de ano e pelo beta não ter rodado lá muito bem no meu PC. No último dia 24, porém, começou o beta aberto nos consoles (basta pesquisar por “gotham” na PSN ou na Live). Baixei no mesmo dia e após mais algumas horas jogando, confirmei a impressão que tive antes, na versão PC, e agora posso falar dela: Gotham City Impostors vai surpreender muita gente.

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Nota: esse texto foi publicado no defunto site PowerUps em setembro de 2010. Como pretendo ressuscitar a coluna aqui, estou republicando as três colunas originais, com apenas algumas alterações para tirar as partes que ficaram datadas (“comecei Demon’s Souls há duas semanas” etc.).

Save and Quit é uma coluna sobre games antigos escrita por um tiozinho beirando os 40… Para dizer aos mais novos que, como dizia a canção, eles não devem confiar em nenhum gamer com mais de 30. Aqui serão derrubados, esmigalhados e destruídos vários mitos sobre games da era anterior ao Playstation – mitos que, na verdade, só existem graças ao olhar nostálgico e róseo dos prazeres de infância.

Capa de TRAUMA GAME, quero dizer, Demon's Souls (PS3)

Ainda não consegui terminar Demon’s Souls (PS3), mas após dezenas de horas nele, já deu para perceber que ele é um excelente exemplo de como precisamos passar a enxergar dificuldade em jogos sem viés nostálgico. Para quem ainda não conhece o game, trata-se de um RPG de ação 3D – isto é, com combate em tempo real em vez de turnos – ambientado em um cenário de fantasia medieval incomum. Seus diferenciais são um sistema muito peculiar de multijogador, visuais sombrios e altamente detalhados, um design de fases intrincado e uma jogabilidade que desafia tantas convenções do gênero que surpreende todo mundo que a experimenta.

Por conta da jogabilidade, inclusive, quase toda resenha do game que vocês encontrarem vai dizer, logo de cara, que este é um game bastante difícil – bem mais do que a média dos jogos atuais. De fato, ele não é bolinho. Só que algumas resenhas, especialmente as escritas pelo pessoal “das antigas”, aproveitam a oportunidade para alegar que Demon’s Souls é um game “como era nos bons tempos”, quando designers “faziam games que eram difíceis de verdade” etc. etc. etc. E aí soa o alarme da coluna Save and Quit!

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O blog Re: Games em 2011

Publicado: 25/01/2012 em Artigos, Geral

Os macacos treinados em estatística do WordPress.com prepararam um relatório anual de 2011 para este blog.

Eis um trecho:

 

A sala de concertos em Sydney, a Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 49.000 vezes em 2011. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 18 shows lotados para que tantas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo.

Desenvolvedor de jogos indieNa lição anterior deste manual, você aprendeu que para ser um verdadeiro trú gueimer, precisa demonstrar que sabe mais sobre uma franquia de jogos do que seus próprios criadores, e que deve sempre se “indignar” com qualquer novo título blockbuster que ousar mudar uma coisinha sequer na fórmula (e se não mudar nada, tem que malhar também, mas isso é assunto para outra lição). Porém, não dá para fazer críticas como essa sem ter parâmetros de comparação. Como tudo que há de errado no setor acontece purqueasempresasohpensaemdinheiromano – e aí vai mais uma lição para outro dia: as publishers têm mais é que lançar jogo de graça para os verdadeiros trú gueimeres - você tem que idolatrar qualquer um que faça jogos por conta própria, qualquer um que seja um desenvolvedor indie. O quê? Não, porra, não é “índio”! É indie, de “independente”, caramba! E vai decorando o termo, porque a partir de agora você precisará usá-lo bastante se quiser impressionar os seus amiguinhos de jogatina de porão.

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Capa de The Elder Scrolls V: Skyrim (PC)Quem me acompanha no Twitter e viu com calma a relação dos meus Jogos do Ano (e a dos leitores) sabe que eu não acho (e nem boa parte dos leitores) que The Elder Scrolls V: Skyrim seja tão fora de série assim, por melhor que ele seja – e é sim muito bom, especialmente depois de uma dose de vodka, que te faz esquecer do hype nojento da “nerdaiada” (e do departamento de marketing da Bethesda, que inundou a internet de memes em apenas dois dias). Eu tinha prometido a mim mesmo que não ia mais falar sobre isso no blog, mas uma entidade randômica qualquer da Internet, dessas que não somente lêem o UOL Jogos como participam do fórum (tem pouca coisa mais derrota para um gamer brasileiro do que debater no fórum do UOL), me acusou no Twitter de fazer “golpe de marketing” por não escolher Skyrim como jogo do ano – já que, segundo a tal entidade, “todas as listas elegeram, só a sua é que está certa?“.

Eu poderia perder horas escrevendo sobre a quantidade de absurdos lógicos que alguém com tal déficit de educação/cultura básica é capaz de cometer em uma frase tão curta… Começando pela falácia do apelo à maioria e indo até a ideia ridícula de que listas de melhores disso ou daquilo podem ser “certas”, e não apenas a média de um punhado de opiniões pessoais. Mas acho que não preciso ensinar a missa ao padre nesse blog. O que me impediu de esquecer completamente essa idiotice que o sujeito escreveu foi o uso da palavra “todas”. Até então, só tinha visto as listas do VGA e do Gamespot, e de fato Skyrim levou o prêmio GOTY (Game of the Year, Jogo do Ano) nas duas… Mas há literalmente dezenas de outras fontes. Ainda assim, eu tinha mais o que fazer do que sair caçando os fatos. Porém, recentemente fui notando pelos tweets dos portais e revistas de games que a realidade era bem diferente – Skyrim não é essa unanimidade que alguns fanboys estão arrotando, não. O que é bom: como já dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

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[25/01/2011 - Após baixar e jogar a demo para PC, incluo atualizações em vermelho a seguir]

Capa de The Darkness (PS3)Já mencionei aqui algumas vezes o jogo The Darkness, mas apenas de passagem, e nunca me aprofundei nele. Trata-se de um FPS baseado em um quadrinho underground da Top Cow, sobre um demônio interior que passa de pai para filho. Jackie Estacado, membro de uma família de mafiosos em Nova York, é o mais novo hospedeiro do bicho, que concede poderes como tentáculos demoníacos e controle sobre darklings, espécie de goblins do inferno dos mais variados tipos. Resumindo assim, parece estranho imaginar tal premissa como um FPS em vez de um jogo em terceira pessoa ou mesmo um RPG; mas o impressionante é justamente como a Starbreeze (The Chronicles of Riddick), desenvolvedora do jogo, conseguiu fazer com que a visão em primeira pessoa ficasse mais do que natural.

Assim como em Bioshock ou Metroid Prime, The Darkness não é um simples festival de tiros: a narrativa é sombria e muito bem costurada, com momentos genuinamente emocionantes; o design de fases alterna suavemente entre corredores com opções diferentes de abordagem (graças aos braços demoníacos) e situações de mapa semi-aberto em Nova York, com missões paralelas que podem ser resolvidas em qualquer ordem; e a jogabilidade pede certa inteligência e cuidado, já que a Escuridão não pode ficar muito tempo na luz sem se dissipar – e você pode destruir as fontes de luz de diversas maneiras, seja com tiros, objetos jogados, comandando um darkling e assim por diante. Ainda por cima, o jogo tinha valores de produção espantosos considerando que se tratava de um estúdio novo, tanto no visual quanto nas animações (especialmente dos tentáculos, de dar calafrios), na engenharia sonora, e na atuação vocal. O jogo teve mini-estrelas na dublagem, como Mike Patton no papel da própria Escuridão (talvez uma das escolhas de dublagem mais apropriadas da história dos games) e Lauren Ambrose (Six Feet Under/A Sete Palmos) como a namorada de Estacado, Jenny.

Com tudo isso, fiquei feliz que nem demônio em eclipse do sol quando a sequência foi anunciada. Tudo bem, a Starbreeze não é mais a desenvolvedora, e a Digital Extremes não tem lá um currículo muito bom (Unreal Tournament 2003Dark Sector, port de Bioshock para PS3, port de Homefront para PC), mas… Ainda por cima, os desenvolvedores resolveram optar por um visual semelhante a cel-shading, mais aproximado dos quadrinhos. Porém, quando as primeiras demos foram mostradas em festivais no ano passado – uma delas jogável para os visitantes da PAX – a recepção foi muito, muito boa. Ontem essa demo chegou à Xbox Live Gold, e hoje tive finalmente a chance de jogá-la… E a minha reação foi do “legalzinho” ao arrepio completo em 40 minutos.

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Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Final de Mario 2E chegou a hora de voltar para casa. Estou começando a escrever este texto ainda em Buenos Aires, mas quando ele for finalizado e publicado, já estarei em São Paulo. A última semana foi aquela correria, tanto de trabalho quanto de coisas para visitar na cidade… E como a volta era domingo de manhã, fiquei sem algumas horas disponíveis no fim de semana, justamente quando mais jogo normalmente. Então essa semana está bem mais calma, com os dois games mais jogados marcando em torno de 4 horas cada – e pior, um deles é para Android! Quero dizer, agora tem para Android, em um port direto em HD. Mais abaixo. Além disso, aproveito para dizer que esta deve ser a última edição da Back por enquanto. Ao longo dos últimos meses, percebi que tenho escrito mais e mais na seção – e o que era para ser uma desova rápida de opiniões se transformou em um frankenstein sem nexo, onde não escrevo direito sobre nenhum jogo e muitas vezes tenho que caçar o que falar sobre ele pela milésima vez após várias semanas (algo especialmente verdadeiro para os Assassin’s Creed que tenho jogado). Enquanto isso, ideias para artigos ficam no arquivo morto em prol de uma coluna semanal torta… Então chega. Vamos ver se assim saem mais artigos originais no blog (dedos cruzados).

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Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Nem parece fériasEu não estava de férias por inteiro e tinha me planejado para dedicar no máximo quatro horas por dia útil ao trabalho, mas aí me mandam um trabalho em que metade do conteúdo veio pré-traduzido por máquina… E com isso, descubro que corrigir tradução de máquina demora mais do que apagar tudo e traduzir do zero em alguns casos. Com isso, essa foi quase uma semana normal de trabalho, e não consegui cumprir meu principal objetivo para ela: terminar Assassin’s Creed: Brotherhood. Paciência. Assim que percebi que não conseguiria me concentrar nele – a ideia era ver essa seção com apenas dois jogos – desencanei e joguei um pouquinho outras coisas, até por tê-las comprado nessa semana. Uma veio com o uso de uma promoção no Steam; a outra era o último grande blockbuster de 2011 que precisava pegar, e que finalmente achei em Buenos Aires por um preço um pouquinho menor do que no mercado cinza brazuca. Até que no final das contas o salto foi positivo, ainda mais considerando o quanto gostei desses dois games novos. Sem mais delongas, aí vão os cinco games que mais joguei na semana que passou:

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Argentina em cada décadaCom quase 30 dias em Buenos Aires, percebi que podemos brincar o quanto quisermos sobre como os portenhos se acham europeus, são arrogantes etc., já que há um certo fundamento… Mas eles têm seus bons motivos. Eles atendem melhor, são MUITO mais educados no trânsito, comem melhor e se exercitam mais. Ao contrário do que se imaginaria, também parecem ser bem menos pudicos, a julgar pelo tamanho médio das roupas das argentinas – se soltassem aqui aqueles agroboys e moleques recalcados da Uniban que fizeram os quinze minutos de fama da Geisy Arruda, o número de crimes contra a mulher aumentaria 299% em menos de um mês.

Agora, que os argentinos escrevam melhor sobre videogames me surpreendeu.

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Boa escolhaA julgar pela votação dos leitores, este blog está conseguindo seu objetivo: manter os amigos perto e mandar os “inimigos” – os “guêimers” nerds de porão – para bem longe. Este ano, a sinergia entre o autor e o punhado de leitores deste blog foi ainda maior. Isso não apenas me deixou muitíssimo feliz como me surpreendeu – não por não acreditar em vocês, claro, mas sim por que 2011 foi atípico demais e repleto de opções. É preciso ser muito, muito chato (para não dizer algo pior) para encrencar com as escolhas de jogos de 2011 dos outros, em qualquer categoria… E os leitores provaram que, embora um certo jogo aí tenha ganho vários prêmios de Jogo do Ano, não é essa unanimidade que os nerds de porão acreditam. Provavelmente por que, diferente desses nerds, os leitores do Re: Games prefiram votar e deixar quieto… Enquanto os fanboys mais exaltados do tal jogo me perseguiram no Twitter, me acusaram de “fazer marketing para aparecer” e até mandaram os amigos me abordarem após serem bloqueados. E tudo isso por que não escolhi um mísero jogo eletrônico como um dos 3 ou 5 melhores do ano. Convenhamos, é preciso ser muito Forever Alone/habitante de Get a Life do Sul para considerar um jogo eletrônico uma vaca sagrada intocável. Ainda bem que o mundo lá fora tem muito mais do que apenas games, e que na Internet há espaço para os dissidentes escreverem o que quiserem – e votarem em quem quiserem. Mas chega de desabafo: vamos aos resultados.

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2011 Re: GamesHá alguns clichês de gamer que simplesmente não suporto, mas às vezes clichês são inevitáveis. Veja 2011, por exemplo: se houve algum ano nessa geração que arrebentou a carteira de qualquer um, foi esse. A perspectiva inicial podia não ser tão boa, considerando a tonelada de sequências programadas, mas no final das contas o nível de polimento delas foi alto e recebemos algumas boas novidades que surpreenderam ao longo dos 12 meses – quero dizer, quem estava esperando um Catherine, um El Shaddai, um Stacking, um Bastion, um Outland, um Dead Island quando o ano começou? Quem esperava que os já anunciados Bulletstorm, L.A. Noire, Rage, Shadows of the Damned e Xenoblade Chronicles iriam acabar sendo tão bons? E voltando às sequências, quem imaginou que Alice: Madness Returns, Dark Souls, Driver: San Francisco, Portal 2, Deus Ex: Human Revolution, Mortal KombatResistance 3 e outros iriam aprimorar tanto jogos e séries que já eram (ou foram, no passado distante) muito boas? E olha que ainda nem entramos nos blockbusters que entregaram exatamente o prometido, como Uncharted 3, Gears of War 3, Forza 4, Batman: Arkham City, Battlefield 3 e assim por diante. Ufa. O pior é que não tem prêmio para todos (como se ser escolhido por esse blog seja grande coisa, mas me deixem divagar, por favor – o ponto é a vontade de reconhecer todos os bons jogos). Por isso mesmo, esse ano vou divulgar os meus escolhidos em um post separado… E não só com o vencedor em cada categoria, como também um Top 3 ou mesmo Top 5 quando apropriado (em algumas categorias, não joguei games suficientes para escolher mais do que um). Sem mais delongas, vamos aos melhores.

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Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Steam - Holiday Sale / Gift Pile 2011Aos poucos, estou me acostumando à rotina em Buenos Aires. Não estou falando da carne, das medialunas ou da Pepsi Kick – comida nova eu me acostumo em 10 minutos – e sim de coisas que consigo ou não fazer aqui. Por exemplo, nossa geladeira queimou nos primeiros dias e estamos em dieta simplificada enquanto isso: frutas, biscoitos, massas e pratos de microondas comprados na hora. Outra, mais a ver com esse blog, foi descobrir que não consigo usar o PayPal no Steam por que o sistema detecta que não estou no Brasil, e ao mudar o país para a Argentina, o PayPal percebe e não me deixa completar a transação. Por sorte, a operadora do cartão de crédito não faz essa verificação, então finalmente pude comprar algo na promoção de fim de ano do Steam, após perder algumas boas ofertas. Falando em Steam, com o tempo livre de semiférias consegui dedicar um pouco à parada de cumprir objetivos para concorrer a sorteios de jogos e cupons de desconto. Foi bom para me dedicar um pouco mais a jogos que já deveria ter testado/jogado mais, como And Yet It Moves, Jamestown, Orcs Must Die!, Frozen Synapse, Bastion, Anomaly Warzone EarthAtom Zombie Smasher e um jogo que aparece na lista abaixo. Tudo isso, claro, sempre com uma ajudinha do YouTube, como sugerido pelo Ricardo Pasqual. No final das contas, acabei com um monte de cupons de desconto de jogos que já tenho (50% em Bastion e Super Meat Boy), que não me interessam (50% em Combat Wings: Battle for Britain) ou em qualquer jogo de publishers cujos melhores jogos também já tenho (33% em jogo da Valve e 25% em jogo da Ubisoft). Como não devo usar nenhum com exceção talvez do da Ubisoft, os outros serão sorteados em uma promoção aqui no blog, que tal? Fiquem de olho!

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Melhores de 2011 Re: GamesE chegou a hora de escolher os melhores jogos de 2011 em diversas categorias. Andei mudando umas coisinhas em relação ao ano passado, inclusive no número de votações… E atendendo a pedidos, desta vez tudo está reunido em um post só. Como cada categoria é uma pesquisa separada que registra o seu voto, não é necessário votar em todas elas de uma vez; sintam-se à vontade para voltar ao post e continuar votando quando puderem. Além disso, notem que, assim como no ano passado, a votação de melhor jogo para cada plataforma permite apenas a escolha de exclusivos - isto é, se a opção “Other” for usada para votar em um jogo de Xbox 360 que, na verdade, também saiu para PC e/ou PS3, o seu voto não será computado. De resto, divirtam-se com suas escolhas e deixem qualquer dúvida nos comentários.

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