FAQ: Perguntas frequentes

Por que o blog se chama “Re: Games”?

Capa de Vampire: the Masquerade - Bloodlines (PC)

Por um motivo bem mais prosaico do que se poderia imaginar. No período em que estive mais afastado dos videogames, cheguei a ficar uns bons anos com RPGs “de mesa” como hobby. Nessa época, participava de alguns fóruns e listas de discussão, especialmente de Mundo das Trevas. Com o tempo, acabei montando um blog e fazendo alguns trabalhos de tradução para a editora Devir.

Um dia, alguém me mandou um e-mail com o assunto “Games”, provavelmente porque eu mencionei que estava jogando um dos dois Vampire: The Masquerade no PC ou algo assim. E vocês sabem, quando se responde um e-mail sem mudar o assunto, fica um “Re:” na frente. Aquela conversa por e-mail me estimulou a montar este blog aqui, e daí veio o nome.

O que é o Re: Games, exatamente? Qual é o propósito?

Candidato sério a jornalista de gamesEu gosto de escrever sobre meus hobbies, simples assim. Já tive blog de música, de RPG, e agora de videogames. Ele é apenas um lugar onde posso deixar pensamentos registrados em texto. Nunca parei realmente para “achar um nicho” nem para pensar em como “popularizar” o blog, mas há duas coisas que sempre serão parte dele.

Primeiro, estou pouco me lixando se os textos ficarem longos demais. Quem tem preguiça de ler, que vá para outro lugar – portais e blogs de notícias e opiniões mais condensadas não faltam. Segundo, embora tenha formação em Comunicação e Letras, não vou fazer um blog para repetir os vícios de nenhuma das duas áreas. Jamais seguirei normas da ABNT, manuais de redação ou “práticas recomendadas” de estilo. De resto, só escrevo o que estou matutando e acabou.

Você odeia a imprensa? Alguns textos passam essa impressão…

Jornalismo que calaNão exatamente. Entrei na faculdade de Comunicação com aquele idealismo que costuma inspirar quem vai buscar a carreira, mas os anos na UFRJ e a experiência direta em alguns estágios acabaram me deixando cínico. Eles mostraram que todo o ambiente acadêmico e jornalístico atual joga contra os propósitos alegados da profissão – supostamente, informar da maneira mais imparcial possível os acontecimentos. Por isso acabei perseguindo outra carreira.

Não acho que a imprensa de games seja particularmente ruim, e sim tão ruim quanto a imprensa em geral nos últimos anos. Na pior das hipóteses, eu acho que o modelo padrão da imprensa de games – fazer prévia, receber jogo das editoras, jogar com um prazo apertado e publicar uma resenha no dia do lançamento – adiciona ainda mais obstáculos e problemas a um modelo jornalístico geral já desgastado. “Só” isso.

Você é bem riquinho, né? Tem todos os consoles, joga de tudo e tal…

Mario e suas moedas em Smash Bros Wii U

Estamos no Brasil, ninguém aqui fica rico trabalhando como tradutor autônomo e vindo de família de bancários. Só estou com mais de quarenta, sou separado, moro sozinho em um apartamento pequeno, trabalho em casa, não tenho carro, não tenho filhos nem família próxima para sustentar, e não sinto mais aquela necessidade de ter que ir para a balada ou beber com os amigos todo fim de semana. Some tudo o que você gasta por ano com faculdade, gasolina, manutenção, transporte, filhos, happy hours, táxi para voltar bêbado para casa etc. e você perceberá que dá para comprar um Xbox One, um PS4 e um Switch sem problemas – e ainda sobra.

Alguns quarentões, especialmente os separados, resolvem comprar uma moto, começar ou voltar a praticar esportes radicais, vestir jaqueta de couro e sair dando em cima de meninas de 18. Eu provavelmente assisti House demais e acabei assumindo um lado misantropo: todo mundo mente, jogar videogame é mais divertido, e não ponho os pés para fora de casa se não for para fazer algo muito interessante. Ah, e meu “Vicodin” são os cigarros. Claro, falta ser um gênio da medicina, saber tocar piano e guitarra e ter uma fração da capacidade para sarcasmo, mas ainda é bem melhor do que pagar mico por aí tentando ser “jovem” de novo.

Você não participava de podcasts também?

Zumbi gamer ouvindo podcast de jogos eletrônicosSim, pelo menos três: Respawn, Godmode e PlayRoom. Mas essa época, sinceramente, acabou. Por um lado, acabei notando que isso sempre acaba “roubando” tempo e cabeça daquilo que realmente sei fazer melhor: me expressar em texto. Por outro, cansei de ter que lidar com os outros quando estou falando de games. Mesmo com pessoas legais, o resultado acaba se tornando um mínimo denominador comum dos participantes, e depois de um tempo percebi que não vale a pena lidar com idiossincrasias, paranoias e manias dos outros para acabar expressando menos do que poderia em um artigo.

Talvez um dia este blog tenha um podcast próprio, ou uma série de resenhas em formato vídeo, ou alguma coisa do gênero. Mas em conjunto com outras pessoas, nunca mais. Amigos, amigos, projetos à parte.

Por que o blog não tem forma de contato e os comentários são moderados?

House Facepalm - Ícone da seção Stop

Bom… Se você leu as respostas acima, no fundo já sabe o porquê. Blog apenas para expressão pessoal, sem “nicho” estabelecido, misantropia leve… O Re: Games não existe para fazer amigos nem entrar em longos debates, construtivos ou não. Quando eu quiser fazer isso, entro em grupos de Facebook, fóruns de discussão, essas coisas. Além do mais, você é livre para falar e escrever bobagens ou epifanias o quanto quiser, e eu defenderei esse seu direito até a morte… em outro lugar. Aqui é a minha “casa”, e aqui só aparece o que eu achar razoável. Não gostou, abra seu próprio blog.

Você é “reaça”/”coxinha”, né? De vez em quando tenho essa impressão em um ou outro texto seu…

Depende. Você é daqueles que acha que ser de esquerda é ser “do bem”, “se preocupar com os pobres” e “promover a igualdade”? Tenho duas notícias para você. Primeiro, ou você foi enganado ou é mau caráter. Torço de coração para ser o primeiro caso, eu também já fui um iludido. Segundo, sim, para você eu sou “reaça” – eu e 90% do mundo. Be afraid. Be very afraid. Esse “bando de reaça” está lá fora, doido para acabar com o seu mundinho “pogreçista” usando instrumentos terríveis como… liberdade de expressão e de pensamento, humor sem amarras fabricadas, trocas voluntárias, esforço individual, livre mercado e um belo foda-se para o seu bom-mocismo de fachada que não engana (quase) ninguém.

Para aqueles que não vivem em uma versão particular do mundo de 1984 do George Orwell e ainda lembram do verdadeiro significado das palavras, não, eu não sou “reaça” nem “coxinha”. Não estou nem aí para o que você faz entre quatro paredes, já perdi qualquer fé há muito tempo, não tenho uma camisa social que preste mais no armário… E por mim, quanto mais mulheres e etnias em tudo, inclusive nos games, melhor. É só que a experiência me fez descobrir que nenhuma das propostas e métodos da esquerda para atingir esses objetivos funciona – pelo contrário, mais atrapalham do que ajudam, e nunca são sinceros. NUNCA. No máximo, mascaram por um tempo o verdadeiro objetivo: poder absoluto sobre a individualidade.

Se você me forçar a fazer um teste de espectro político, sempre vai dar libertário. E isso é o máximo que vou dizer. Não gosto quando a imprensa de games começa a misturar demais com política (ainda por cima política furada, como as defendidas por 99% dos jornalistas do mundo), e não vou ficar enfiando esse assunto toda hora aqui no blog. Mas como eu já tive que ler idiotices na linha “o blog se chama Re: Games para não dizer ‘Reaça Games'”, tá aí a pergunta e a resposta. Faça com isso o que quiser, e fique ou vá embora. Just don’t tread on me.

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