Jogando: Do céu ao inferno no PC

Semaninha agitada, essa. Com dois grandes lançamentos e dois jogos das semanas anteriores ainda em rotação, não faltam opções por aqui. Dessa forma, nem abri ainda Catherine Full Body – já joguei o original três vezes, afinal – e até fiquei feliz de Astral Chain só ter sido enviado ontem, atrasando um pouquinho. Isso me dará tempo de terminar alguma coisa nesse fim de semana, se tudo der certo. A má notícia é que um dos tais grandes lançamentos vai ficar na geladeira aqui enquanto novos patches não saem, já que o desempenho no PC está terrível, ainda mais em comparação com o outro grande lançamento. Paciência: quem esperou sete anos pode esperar mais sete… dias? Semanas? Veremos.

Chega de enrolação e suspense e vamos aos jogos:

Controle acordado

Se há um jogo com alguma chance de ser terminado este domingo, é Control. Todas as formas da Service Weapon foram liberadas, duas delas estão no nível máximo, todos os andares ficaram disponíveis no elevador do Birô e a história acabou de passar por uma grande revelação, então imagino que esteja prestes a terminar. Provavelmente só não o fiz porque é difícil ignorar as missões secundárias, ainda mais as que envolvem os misteriosos Objetos de Poder, já que elas consistentemente apresentam as situações, quebra-cabeças e chefes mais interessantes do jogo até agora. Mas isso vocês já sabiam da coluna Jogando da semana anterior, né.

A grande novidade a essa altura foi descobrir quantas referências escondidas a Alan Wake há aqui – bem na época em que um vazamento sugere que Control ganhará DLCs de história e, vejam só, um pode ser justamente um crossover. Os documentos encontrados deixam bem claro que ambos os jogos acontecem no mesmo universo, e até oferecem uma semi-explicação para as agruras que nosso amigo escritor Alan Wake passou em Bright Falls. Quem diria? Ainda bem que essa expansão está prevista para o meio do ano que vem, o que quer dizer que posso terminar Control agora de boas e comprar a inevitável versão completa/GOTY em 2020, seja no Steam ou em consoles (meu chute: ela sairá nos próximos PlayStation e Xbox).

Aventuras nos mundos restantes

Esta semana também viu uma atualização importante em Remnant: From The Ashes que deu uma “passada” geral em armas e armaduras e adicionou um novo modo. Nenhuma das armas que estou usando sofreu mudanças, mas a armadura ganhou Defesa maior e um bônus extra, então só isso já iria me fazer entrar no jogo de novo… Mas o lance mesmo foi o modo Aventura. Agora você pode trocar de modo e “re-rolar” um mundo específico para ver se topa com áreas e chefes novos, tudo sem afetar seu progresso na campanha. Testei reiniciando na Terra e, além de conseguir itens novos (ainda não encontrei chefe), a coisa serviu bem para “farmar” scrap (dinheiro) e metal para upgrades, já que o mundo re-rolado vem no nível em que você está – ou seja, essa Terra “dropou” ferro forjado, por exemplo, que na campanha só começa a aparecer no segundo mundo.

O único porém é que isso só acaba me atrasando na história, onde acabei de abrir o terceiro dos quatro mundos. Ainda tenho muito chão pela frente, e considerando a estrutura Souls do jogo, não vai ser em um domingo que o terminarei. Mas tudo bem, assim aproveitarei melhor as atualizações recentes desde cedo. A próxima inclusive trará mais conteúdo narrativo, e justo no mundo onde estou (Corsus), então não há motivo para ter pressa. Quem jogar Remnant e estiver curioso pode conferir as notas de atualização aqui; a intenção geral parece ser incentivar mais conjuntos mistos de armadura, agora que todas têm um bônus extra que ativa com apenas 1 peça, além do bônus do set que vai aumentando com a 2ª e a 3ª.

Muito veneno nas caçadas

É ca-la-ro que continuo jogando Monster Hunter World: Iceborne praticamente todo dia, e mais uma vez não vou detalhar tudo que estou encontrando porque essa expansão maldita te joga uma coisinha nova toda hora. Mas para deixar registrado e ajudar caçadores que ainda estão no meio da campanha, como eu, aí vai uma geralzona do que está dando certo para mim. Lá pelo Ranque Mestre 3 ou 4, começam a aparecer os monstros que retornam de jogos anteriores, e é aí que o poogie começa a torcer o rabo: se os bichos iniciais já tinham vida a dar com pau, esses então… Barioth e Nargacuga me exigiram meia hora cada na primeira tentativa, por exemplo, o dobro do que os monstros estavam me ocupando até então.

Foi aí que entrei no modo experimentação total no Ferreiro, tentando montar sets um pouco mais robustos. No momento, estou usando as espadas + escudos do Grande Jagras – sério, deem uma olhada na versão final de Raridade 10 – e do Pukei, a primeira nas árvores de armas a ganhar a nova afiação roxa, já na Raridade 10 também (Iceborne começa na 9 e vai até 12, pelo visto). Se você prestou atenção e usou o Safari Atacaudas regularmente no Ranque Mestre, a essa altura já deve ter os materiais para abrir a armadura Artian, que tem Olho Crítico e um bônus bem interessante: com duas peças, você causa mais status em golpes críticos. Misturando-a com o set da Rathian, que com duas peças aumenta a duração de veneno, fiz um set que leva a arma do Pukei a quase 600 de Veneno com afiação roxa. O monstro seguinte, Glavenus, “de repente” voltou a durar 15 minutos. Bingo!

Outra opção que ajudou a “farmar” monstros mais “nervosinhos” como Nargacuga e Tigrex foi usar a lança. Esses bichos enjoados adoram dar um salto para longe e de repente avançar ou pular com tudo na sua direção, e é um saco ficar correndo atrás deles com armas de alcance curto. Com a lança, você pode esperar eles virem para cima, usar os golpes de contra-ataque e depois continuar “cutucando” esses bichões chatos. Foi aí que tive a bela surpresa de descobrir que a melhor lança até a Raridade 10 é, vejam só, a do Kulu-Ya-Ku (!!!): 598 de dano-base, bastante afiação branca, 25% de Afinidade (chance de crítico) já de saída e sem elemento (ou seja, ganha mais 30 de dano com a Joia Sem Elemento). Essa lança simplesmente destruiu o Tigrex, que nem durou os mesmos 15 minutos. Bastou usar um set com Olho Crítico e Exploração de Fraqueza no máximo para atingir 95% de crítico em pontos fracos mesmo sem “amaciá-los” com a Prendedora antes.

E essa tem sido a toada no ponto em que estou da campanha. Poderia ter avançado um tanto mais, já que juntei todas as pegadas do Velkhana, o bicho-papão da expansão, há bastante tempo. Mas se há um jogo que não quero apressar de jeito nenhum, é esse. Esperamos um ano e meio por essa batelada de monstros novos, então para que vou correr? Só para virar um dos primeiros a serem enrabados pelo Rajang quando ele chegar em outubro? Nah. Explorar sets e árvores de armas e armaduras no Ferreiro sempre foi uma das partes mais legais de Monster Hunter, e não vai ser agora que vou deixar de fazer isso. Os outros jogos que esperem – nenhum deles chegou perto de Iceborne mesmo.

Não há descanso para a Gearbox

Mesmo desconsiderando a exclusividade na péssima Epic Store, quem anda acompanhando as notícias sabe que as coisas não andavam muito positivas na percepção de Borderlands 3 antes do lançamento. Pessoalmente, não estava muito aí para as coisas bizarras que Randy Pitchford, CEO da Gerbox, ou a 2K andaram fazendo, que foram muito distantes do desenvolvimento do jogo em si. Desde que o jogo fosse bom e rodasse direito, que eles acertassem seus problemas na justiça e com a imprensa. Com as noites de quinta e sexta e o sábado inteiro para jogar, achei que iria poder dar algumas impressões iniciais aqui hoje… Mas infelizmente não será o caso, e por um motivo bem chato: o port para PC está bem ruinzinho. Sim, a ponto de me fazer deixar o jogo de lado por enquanto, mesmo com toda a espera e expectativa.

A série nunca foi conhecida por versões super-redondinhas no PC, mas pelo menos dava para jogar a 60 fps constantes na maior parte do tempo baixando configurações aqui e ali. Com Borderlands 3, isso não rola nem quando reduzo tudo ao mínimo (predefinição Very Low!) e a resolução para 900p, com o fps caindo para 45-50 toda hora. Até Rage 2 estabilizou aqui com reduções menos drásticas. Notem que meu PC pode ser velhinho, mas ainda está acima dos requisitos mínimos e deveria conseguir 60 quadros nem que fosse nessas condições ultrabaixas; esse mesmo PC roda o jogo abaixo liso no High, e Borderlands 3 nem chega perto em termos de fidelidade visual. O port está tão com cara de apressado que o suporte a DX 12 está marcado como “beta” – demorando uma eternidade para carregar, sem benefício visível nenhum de desempenho sobre DX 11 – e exibe problemas que não parecem ser de hardware, como lag ao abrir menus.

Até pensei em fingir que estava em um PS4 ou Xbox básico e travar o jogo em 30 fps, mas não há motivo para ter pressa. Com tanta coisa para terminar, melhor deixar ele de lado enquanto a Gearbox não apara as arestas. O chato é que isso só dá mais credibilidade a algumas reclamações da imprensa no processo de reviews, com relatos muito semelhantes de problemas de desempenho e alguns veículos famosos deixando de receber cópias antecipadas. O pouco que joguei – só fui até o nível 7 de personagem – confirma as impressões gerais de que se trata de apenas mais Borderlands com alguns refinamentos, e embora isso seja exatamente o que eu queria, com esse desempenho sofrível não dá. Não com as outras coisas que saíram no mesmo mês, pelo menos.

Cinco engrenagens redondíssimas

Vocês sabem que eu nunca fui tão fã assim de Gears of War, né? A série é divertida em um senso bem “desliga o cérebro e explode tudo”, e sempre acabei jogando tudo dela até o fim (com exceção de Judgment, apesar de ter curtido as mudanças), nem que fosse comprando mais barato depois. Só que Gears 5 veio direto no Game Pass, e como sou assinante no PC, não custava nada – tirando a mensalidade e a banda de Internet, claro – baixar e já dar uma olhada nele. As prévias tinham sido muito elogiosas, mas considerando o amor que a imprensa americana sempre teve pela franquia, não estava levando muito a sério… E olha… Tive uma bela surpresa. Nada revolucionário nível “é GOTY!!!”, mas o suficiente para renovar com sobras meu interesse em Gears of War.

Para começar, a tentativa de Gears of War 4 de enriquecer o lado narrativo começa a dar frutos desde cedo no quinto jogo. Os personagens estão se desenvolvendo melhor logo de cara, e digo isso como alguém que nunca se envolveu com nada da história da série antes. Parece que Gears 5 não é mais tão “descerebrado”, e em mais de um nível, já que o combate agora tem novas opções estratégicas. O drone Jack ganhou habilidades, como dar um choque em inimigos para tirá-los da cobertura ou buscar itens fora de alcance, e você pode marcar inimigos na sua mira, também. A IA está ainda mais agressiva e você perde vida com menos tiros do que antes, compensando as possibilidades extras. E isso tudo só no comecinho; joguei apenas os dois primeiros capítulos.

O mais legal é que apesar de tudo isso, Gears 5 talvez seja ainda mais explosivo e filme-de-ação do que os anteriores, mesmo no início. O ritmo da campanha por enquanto está sensacional, intercalando bem momentos de introspecção, lutas bombásticas, destruição de ambiente e exploração leve. Ainda não cheguei ao semi-mundo-aberto em que você passeia entre pontos com um veículo a vela, e por tudo que vi em resenhas e vídeos, o mapa maior serve apenas para ambientação, já que não há inimigos nem atividades extras no caminho. Isso pode diminuir o ótimo ritmo inicial, mas mesmo assim, só as melhorias nos campos acima já devem compensar bem… Além de outra maravilha que não posso deixar de mencionar: a versão para PC. PUTA QUE PARIU ESSA VERSÃO.

Gears 5 é, sem dúvida, um dos melhores ports para PC que já vi. Começa nas opções de configuração, que além de serem bem extensas, ainda avisam quando são problemáticas no seu hardware. Sim, você leu direito: cada configuração que for pesada demais para o seu PC é marcada com um ícone vermelho na hora em que você a escolhe. No meu caso, bastou usar a predefinição High e desligar opções cujos efeitos não gosto mesmo quando não pesam (névoa volumétrica e profundidade de campo) e o jogo ficou a 60 fps/1080p lisinhos. O jogo usa resolução dinâmica para manter a estabilidade no framerate, mas em nenhum momento vi a nitidez e a beleza diminuírem por conta disso. Pelo contrário: como Gears 5 é bonito, jisuis. De um jeito que nunca vi na franquia, de um jeito que chega perto de Devil May Cry 5.


E ainda tem mais, como a opção de remapear controle – alguns jogos nem permitem remapear teclas, quanto mais botões de controle – e co-op local com tela dividida (sim, no PC, algo ótimo para quem joga na TV e não no monitor). Eu poderia ficar mais um parágrafo inteiro elogiando esse port, mas por melhor que seja, seria um desserviço ao fato de que o jogo em si me fisgou de cara e está com muito potencial de ser o melhor da série até hoje. Só não estou jogando ele direto porque, vocês sabem, Iceborne, e falta tão pouco para terminar Control… Mas que estou com coceira de Gears agora, estou. Nunca achei que iria me empolgar tanto com Gears 5, e já não acho mais tão exagero dizerem que a Microsoft finalmente entregou um exclusivo de fazer valer a compra de um Xbox One (para quem não tem PC, é claro). Vamos ver se a campanha mantém isso até o final, mas estou bem otimista.

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