Jogando: a toada de sempre contra o tempo

Essa talvez seja a “coluna” Jogando mais enxuta e, confesso, meio sem graça desde que voltei a escrever regularmente no blog. A semana foi puxada de trabalho, gastei bastante tempo com dois artigos longos sobre tendências da indústria – um sobre o “efeito Remnant”, outro sobre o mau caratismo agora escancarado da Epic Games – e no final das contas, só continuei jogando o que já estava, sem terminar nada. Para piorar, ainda voltei com tudo a Destiny 2 por mais um novo motivo. Mas nem por isso quero deixar de publicar algo: a prática faz a perfeição, e eu gosto da ideia de tratar os artigos Jogando como algo regular, que possa consultar daqui a alguns anos para matar saudades.

No começo da semana até pensei que ia me concentrar em Devil May Cry 5, mas o primeiro jogo da lista abaixo também tem um combate mais para o hack n’ slash e resolvi tentar terminá-lo primeiro, ainda que sem sucesso. Os intervalos do almoço – quando disponíveis – continuam sendo de Marvel Ultimate Alliance 3, que por sinal acabou de receber mais uma atualização, agora com conteúdo novo: Ciclope e Colossus liberados como heróis jogáveis e três skins, para Homem-Aranha (Simbionte), Hulk (Planeta Hulk) e Capitã Marvel (a Miss Marvel original). Só tem um porém: tudo está atrelado a uma nova série de Desafios do Infinito, que dão desde o nível 23 (Ciclope) até 68 + Thanos liberado (Planeta Hulk). Ainda estou com meu segundo grupo de heróis no meio da história e no nível 31, então… Vai demorar um pouquinho.

Mas chega de delongas e vamos ao apanhado da semana:

Ainda passando por cima dos monstros de anime

Enquanto deixava o PC atualizar algumas coisas no meu tempo livre, acabei ligando o PS4 e voltando a God Eater 3, que em poucos minutos me lembrou por que estava gostando tanto dele. Após mais alguns dias, estou chegando ao fim do Ranque 5, aparentemente perto de terminar a campanha se a história for alguma indicação – o grupo agora faz parte de uma iniciativa geral para invadir a área mais casca-grossa das Ashlands, as terras cobertas por cinzas que geram monstros mais fortes do que o normal e ameaçam acabar com o pouco que sobrou dos humanos.

O combate afiado e acelerado continua ótimo, assim como a progressão suave: em nenhum momento precisei repetir uma missão mais do que uma ou duas vezes para criar ou aprimorar uma foice, arma de assalto ou escudo-torre (as peças que estou usando no meu god arc). God Eater 3 consegue ser ainda mais generoso que Monster Hunter: World em materiais, e só tem alguma chance de exigir grind real quando for rejogar com tipos de peças diferentes. Além disso, mesmo com a subida leve na dificuldade e ainda usando uma ou outra coisa Ranque 4 em missões de Ranque 5, continuo conseguindo terminá-las em uma média de 5-6 minutos com classificação SS ou SSS – tirando um caso ou dois em que demorei 10 minutos e fiquei “só” com S. Pelo visto, é bem verdade o que li por aí: se você quiser se desafiar mesmo, tem que ir nas missões sozinho, sem levar NPCs junto.

O tempo total de jogo até então, que já passa das 35 horas, acabou revelando uma coisinha incômoda menor. Por mais que o ritmo seja bom, com a história sempre oferecendo algo novo a cada duas ou três das missões principais, ficou claro que nada que acontece na trama muda qualquer coisa na estrutura do jogo em si. Tudo fica muito no diálogo, nas possibilidades, e nunca se traduz em variação prática e palpável na hora de jogar as missões. Por exemplo: no meio do Ranque 4, o grupo foi incumbido de passar por uma área onde uma organização rebelde atuava. Apesar de todo o drama nas falas e cenas desse trecho, as missões em si foram… sair a campo, caçar monstro X ou Y e acabou, como todas as outras. Desde o Ranque 3, a única novidade estrutural na campanha até agora foi a introdução de missões ocasionais em duas etapas, com uma cena-menu de acampamento semelhante à de Final Fantasy XV entre cada etapa.

Talvez isso seja meio esperado em jogos de caçada a monstros, mas Monster Hunter quebra um pouco esse ritmo desde seu terceiro jogo, seja com missões de cerco (aquelas com canhões, balistas etc.), combate submerso, minigames ou variantes de objetivo mesmo. Por exemplo, em World há missões em que uma NPC aparece no meio e precisa ser resgatada, uma de escolta em que você distrai um monstro e no final caça outro, e assim por diante. Tudo bem que ainda não fiz nada fora da campanha de God Eater 3, e é nesses modos extras que há tipos diferentes de missão… Mas uma campanha tão longa precisa de algo mais do que apenas uma sequência de missões-padrão de caçada e uma história cativante nos intervalos – ainda mais quando os mapas continuam bem contidos e estreitos, como nos jogos anteriores para portáteis. Espero que o próximo God Eater se inspire mais no que Monster Hunter virou em World: é o próximo passo lógico.

Saboreando aos poucos como bom vinho

Depois de tantos elogios a Remnant: From The Ashes, tanto em um artigo próprio já linkado lá em cima quanto na coluna Jogando anterior, talvez vocês imaginem que eu esteja jogando-o sem parar todo dia… Mas isso não é exatamente verdade. Eu tenho uma relação meio esquisita com os jogos Souls que afeta um pouco minha abordagem de Remnant, e ao mesmo tempo não deveria. Ela é o seguinte: os jogos da From Software são absolutamente fascinantes para mim, mas há horas em que simplesmente não estou com cabeça para lidar com a tensão que eles geram, tanto pela dificuldade quanto pelo cenário. Quanto estou na pilha, jogo-os por horas na sequência, mas depois eu sinto o peso e no dia seguinte acabo indo jogar algo mais tranquilo, para voltar dias depois quando estou mais bem humorado, e assim por diante. Bizarro, eu sei.

O negócio é que Remnant não é exatamente um Souls, e menos ainda nesses dois aspectos específicos. Ele é bem mais fácil na dificuldade Normal – algo como jogar um Gears no Hard, talvez – e seu cenário é mais misterioso e alienígena do que propriamente sombrio e opressor. Mas o cérebro tem seus truques, e um deles são as reações instintivas: como Remnant tem uma estrutura de fases muito semelhante aos Souls, você acaba ficando meio tenso quando carrega o save e começa a jogar. Só depois de alguns minutos, de avançar uma área e lembrar que o bicho não é tão feio assim – por exemplo, derrotei os dois chefes que encontrei na segunda ou terceira tentativa, e dois NPCs hostis na primeira – é que você relaxa e curte mais o tiroteio, as possibilidades de build, o grind de juntar dinheiro e materiais e assim por diante.

O resultado é que nos dias de trabalho intenso, quando o tempo livre finalmente chegava à noite, eu acabava nem abrindo o jogo por puro “medinho” besta. Mas nos outros, com a cabeça mais fria, abri ele e voltei a áreas anteriores para explorar cantos que ainda não tinha visitado, e é nessa hora que Remnant brilha. Foi aí, por exemplo, que achei os tais NPCs hostis, que me deram equipamentos e Características novas. Depois foi uma questão de seguir em frente, derrotar o segundo chefe – que me deu uma arma nova com projéteis de fogo – e chegar ao segundo Mundo, Rhom. Inclusive, fiz uns testes de transmissão no Mixer sem muito aviso, pensando em mostrar mais do jogo para vocês no futuro, mas a qualidade de imagem e som ficou bem ruim, sei lá por quê. Se ficarem curiosos mesmo assim, cliquem neste link e me vejam matando o chefe de fogo na segunda tentativa… e morrendo ao mesmo tempo! (Pulem para os 41:20 para ver).

Ontem ainda joguei mais um pouco para explorar Rhom, uma espécie de deserto tribal com prédios devastados ao fundo, que lembra um pouco uma área de Nier: Automata. Mais uma vez, tentei explorar cada canto, e a coisa se pagou: uma masmorra que vai tirando sua vida aos poucos, um monolito misterioso que pode ser aberto com um quebra-cabeças no chão à frente (e que faz inimigos aparecerem se você errar), e finalmente outra masmorra com cara de interior de nave espacial (!!!). Nessa última, meu nível de Ataque não está dando conta, e por isso pretendo voltar e “farmar” mais as áreas abertas de Rhom. Aos poucos eu vou avançando, saboreando Remnant como um bom vinho – nem de longe tão amargo quanto os da From Software, e quase tão refinado quanto.

Rendido aos Renegados

Comentei na última Jogando que tinha voltado a Destiny 2 e, nesse meio tempo, acabei conseguindo terminar a expansão Warmind, que era ainda do início do ano passado. Poderia só ficar aproveitando a nova estrutura do jogo enquanto esperava Shadowkeep chegar daqui a pouco mais de um mês, mas… sabe como é… Acabei não me segurando e peguei a edição completa de Forsaken (com o Passe Anual de 2018 e tudo mais) no Battle.net, aproveitando os 60% de desconto. E meus amigos… Desde quinta praticamente só jogo Forsaken. A missão inicial já impressiona pelo cenário, com a Prisão dos Anciões destruída (quem jogou o primeiro Destiny lembra bem dela) em uma tentativa de fuga em massa, e acaba com uma porrada no estômago, mesmo que já soubesse há tempos que alguém iria morrer ali.

O mais curioso é que uma série de coisas foram se abrindo no mapa estelar do jogo e, acreditem se quiserem, eu ainda nem comecei a terceira missão da expansão. Estou apenas zanzando pelos planetas cumprindo bounties, fazendo atividades semanais, avançando etapas de missões de armas exóticas novas, explorando mais do conteúdo pós-campanha de Warmind e subindo o nível de Luz – cuja progressão com Forsaken, aliás, ficou bem mais generosa. Antes, eu tinha subido uns 10 níveis, de uns 330 para 340, em duas noites. Agora, em outras duas noites e uma tarde, já estou com 502 de Luz, graças a drops caindo 20 a 30 níveis acima da média em que estava. Também acabei de abrir a terceira e nova fileira de habilidades da subclasse de Void do meu personagem principal Caçador, e estou adorando virar o assassino invisível com duas adagas na mão – bela sacada temática, Bungie.


Mas mesmo com esses saltos enormes de nível, ainda tenho muito pela frente. Entre o resto da campanha de Forsaken, explorar o novo modo PvE + PvP Gambit e jogar o conteúdo do Passe Anual – três temporadas de coisas para fazer – é uma bela jornada até o próximo patamar de Luz, 650. E depois ainda há o conteúdo mais recente, que aumenta esse limite mais ainda… É, acho que vou continuar jogando até Shadowkeep sair. E Warframe, vocês perguntam? O domingo esta aí para ele, tenho um Rhino para “upar”. Ah, esses looter shooters espaciais viciantes… Eu sei que tem quem não goste por conta dos sistemas de RPG e do grind com coisas diárias, semanais e etc., mas é uma pena; tanto Destiny 2 quanto Warframe são belíssimos, rodam muito bem no PC, são imensamente gostosos de jogar à sua maneira, e deixam os outros jogos de tiro em 1ª pessoa no chinelo. É só não levar o “colecionismo” de itens a sério e curti-los pelo que são.

Corrida contra o tempo

Para encerrar, só gostaria de lembrar umas “coisinhas de nada”…

  • Astral Chain, o novo jogo da Platinum, saiu na sexta passada com uma ótima recepção geral e duração estimada de 30 horas (!!!). Fiz pré-venda da versão física há tempos e, se seguir o padrão de Marvel Ultimate Alliance 3, deve chegar no começo da outra semana (a partir de 09/09).
  • Logo antes, na sexta dia 06/09, chega Monster Hunter World: Iceborne. Esse eu não ia aguentar esperar e comprei DLC digital mesmo no PS4. Podem contar com transmissão no mesmo dia – lógico que vou jogar sem parar nessa noite.
  • Uma semana depois, no dia 13, é a vez de Borderlands 3 – mais um jogo prometido para durar umas 30 horas.
  • Por volta dessa data, Gears 5 também chega, e como assinante do Game Pass para PC, devo baixar para ver qual é. As prévias da campanha estão intrigantes; parece que a série saiu da linearidade, ainda que não tenha abraçado mundo aberto e sim áreas maiores sequenciais. Veremos como ficou.
  • No resto do mês ainda tem Daemon X MachinaThe Legend of Zelda: Link’s Awakening. Vou esperar pela recepção para decidir se pego (no 1º caso) e se vou de versão física ou digital (em ambos).

Ou seja: tenho basicamente uma semana para tentar terminar pelo menos God Eater 3Devil May Cry 5Remnant. Isso sem contar que SekiroDays Gone estão na fila… E agora estou em mais projetos no trabalho… Aaaagh. Nessa altura eu devo dar uma segurada em Destiny 2Warframe, pelo menos enquanto não termino a campanha de Iceborne. Continuem acompanhando o blog que setembro deverá ser um mês de mais resenhas, vídeos e muitas primeiras impressões!

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