Meus 10 jogos mais aguardados da E3 2017

A E3 está quase terminando e, após assistir todas as conferências e alguns vídeos de gameplay diretos da feira, resolvi agrupar aqui os 10 jogos do evento que mais me deixaram naquela secura de jogar.

No geral, o critério foi escolher jogos que ofereceram alguma surpresa razoável, que estão em vias de lançamento (com data até 2018), e cujo gameplay foi mostrado de alguma forma. Mesmo assim, abri duas exceções notáveis abaixo que explico melhor na hora. Entendam que casos como o de Metroid Prime 4 não se encaixam porque não tivemos nem mesmo trailer e muito menos previsão, senão entraria fácil. Além disso, organizei os jogos por ordem de anúncio nas apresentações do evento, não por preferência pessoal.

Antes de passar aos “10 mais”, vou citar outros “candidatos” que acabaram ficando de fora por algum motivo, também por “ordem de conferência”. Entendam que todos esses devem ser compra certa assim mesmo:

  • A Way Out – Confio nos produtores de Brothers: A Tale of Two Sons, mas quero ver mais gameplay e o resultado visual final com calma antes.
  • Anthem – Confio na Bioware e os gráficos estão sensacionais, mas o que vi de gameplay estava um pouco “padrão” de tiro em 3ª pessoa.
  • Star Wars Battlefront II – Comprarei no 1º dia, mas a aproximação a Battlefield me preocupa um tantinho. Gosto do jeitão descompromissado do anterior.
  • Assassin’s Creed: Origins – Curiosíssimo com os elementos de customização, as mudanças no combate e, claro, o visual. Mas Assassin’s Creed tem que se provar mais ainda.
  • Ori and the Will of the Wisps – Não vi nada de gameplay final, mas já considerei para a lista só por continuar Ori and the Blind Forest. Basta fazer mais daquilo.
  • The Elder Scrolls V: Skyrim (Switch) – Quero a portabilidade, os itens de Zelda e os controles de movimento para uma imersão ainda maior. Mas no fim das contas, é Skyrim de novo.
  • The Evil Within 2 – Tranquilamente um dos melhores trailers da E3, mas eu nunca consegui me empolgar para terminar o primeiro jogo, então…
  • Lawbreakers – Mais pela declaração ousada de Cliff Bleszinski: “é 30 dólares, chega dessa merda de jogo multiplayer a 60 dólares”. E o jogo parece bom, sim.
  • Skull & Bones – Quero simulador de pirata online em mundo aberto tanto quanto vocês, mas estou na dúvida quanto ao valor como jogo solo. Veremos.
  • The Inpatient – Jogo de suspense para VR dos criadores de Until Dawn? Tô MUITO dentro. Só que não vi nada além do trailer. Aguardando mais.
  • God of War – O jogo está bonitaço, o combate parece uma mistura do original com Dark Souls, e o Kratos até parece um personagem menos binário. Mas quero ver mais antes.
  • Xenoblade Chronicles 2 – Mais Xenoblade já tá ótimo, e não tenho muitos problemas com o estilo mais anime. Acho até que cabe bem. Só não vi nenhuma grande novidade.

Pronto. Chega de enrolação, né?

The Last Night

Fiquei bastante impressionado e curioso com a estética de The Last Night no trailer da conferência da Microsoft. Era uma espécie de 2.5D com uma mistura de cel-shading, efeitos de iluminação de ponta, detalhes realistas e personagens totalmente pixelados. Mas o trailer não mostrou nada de jogabilidade, e a coisa mais fácil de acontecer com um jogo indie é “parar” no visual diferentão, sem oferecer nada a mais.

Aí veio a PC Gaming Show, o jogo apareceu de novo, e… Ficamos sabendo que é um de “plataforma cinemática” com elementos de tiro e furtividade, em um cenário onde máquinas podem fazer qualquer trabalho trivial e as pessoas não precisam mais trabalhar – o que dá todo um contexto para os humanos serem retratados pixelados. Ainda por cima, o jogo será estruturado em dias, com eventos que só acontecerão em certas datas e podem ser perdidos. Agora sim estou morrendo de curiosidade. Que venha o mais rápido possível!

Wolfenstein II: The New Colossus

Tinha até esquecido que a sequência de The New Order foi ventilada já no ano passado, e a confirmação de The New Colossus já me deixou feliz. Mas surpresa mesmo foi ver o tom geral no vídeo de mais de 8 minutos de apresentação do jogo, que incluiu um pouco de tudo. A Bethesda começou mostrando paródias de seriados americanos dos anos 50 (o que fez muita gente achar que era um novo Fallout, mas o primeiro bicho mecânico que aparece vinha direto de The New Order) e depois partiu para uma sequência muitíssimo bem editada alternando momentos de história e tiroteio, alegria e tristeza, humor e seriedade, explosões e exploração.

Escrito assim pode parecer uma salada, mas o resultado deixou o jogo com muita cara de ser épico em todos os sentidos, desde as minúcias da história até a ação mais desenfreada. Foram oito minutos de uma montanha-russa de emoções com gráficos sensacionais, uma aula de como apresentar um jogo novo de forma confiante na E3 – e que não à toa encerrou a conferência da Bethesda. Ah, e a última cena ainda mostrou um sujeito tomando um ácido em pleno campo de batalha. Como não amar? Confiram:

Mario + Rabbids: Kingdom Battle

OK, vocês que não viram nada sobre o jogo, podem tirar esse cara de espanto daí. Vocês vão precisar trocar por uma muito maior, na real. Sim, eu também não via nada de especial em misturar os universos de Mario e Rabbids. Quando o nome do jogo vazou há algumas semanas, na hora imaginei que fosse algo na linha Mario & Luigi, que sinceramente não sei mais para onde pode ir. Os vazamentos posteriores confirmaram que era sim um RPG. E aquele canhão a la Megaman na mão do Mario deixou muito jornalista “pogreçista” enojado, mas realmente não parecia fazer muito sentido.

Aí veio a conferência da Ubisoft e, olha só – é RPG sim, mas tático. Para tudo. ISSO é novo para Mario. Agora faz sentido termos 8 personagens principais. Vamos ver a jogabilidade… Cara, que cenário lindo e detalhado, parece uma versão melhorada de Mario 3D World… Opa, começou a batalha… Pera… Você movimenta os personagens como em… XCOM?! Eles usam cobertura igualzinho a… XCOM de novo?! Tem uma habilidade idêntica ao overwatch de… XCOM!? Os ataques são mostrados com câmera em 3ª pessoa assim como em… Porra, vocês já entenderam. A UBISOFT USOU MARIO E OS RABBIDS PARA FAZER SEU PRÓPRIO XCOM VERSÃO LITE. Deixem essa ideia cozinhando na cachola de vocês por alguns segundos.

Querem saber? É GENIAL. Eu sou 200% a favor de toda e qualquer subversão possível em franquias, mesmo que seja chupinhando muita coisa de fontes improváveis – e neste caso, fontes de primeira. Para melhorar, ainda mostraram algumas adições à fórmula que remetem mesmo a Mario, como pular na cabeça de outros personagens para se movimentar o dobro dos espaços. E com certeza será uma alternativa menos punitiva a XCOM, algo ótimo para introduzir novos jogadores ao gênero de estratégia por turno. Ah, e sabem quando sai? Já em AGOSTO. Tá logo ali. Pouco mais de dois meses. EU QUERO.

P.S. irônico: no mesmo dia de Mario + Rabbids, sai a… expansão de XCOM 2. Sério.

The Crew 2

Outro que muita gente não deu bola, mas é um caso até meio parecido com o de Watch Dogs (menos o hype, claro). The Crew estava a poucos passos de ser um dos melhores jogos do seu gênero, mas algumas de suas falhas – visual quase de geração anterior, dirigibilidade um pouco escorregadia no início – fizeram muitos o abandonarem sem ver todo o potencial do resto: um país inteiro para explorar de carro, com progressão de RPG e uma boa estrutura de atividades. Quem insistiu sabe como os patches foram melhorando esses detalhes, mas The Crew precisava mesmo era de uma sequência feita para esta geração (sem port pro Xbox 360). Com gráficos mais atuais e incorporando de cara as melhorias anteriores, The Crew 2 poderia ser o único jogo de corrida realista que realmente importa hoje além de Forza Horizon.

Aí a Ubisoft vem e mostra não somente um visual sensacional (se não houver o downgrade ocasional) como expande o passeio pelos EUA com aviões e barcos. Talvez a lógica disso não seja evidente, mas como alguém que jogou The Crew inteiro, eu digo: acertaram na mosca. O jogo é sobre disputa e velocidade também, mas principalmente sobre exploração – talvez o jogo de corrida mais dedicado a isso que existe. Jogo de carros e motos tem aos montes, mas apenas The Crew é sobre descobrir coisas em uma área tão vasta. Se Forza Horizon tem eventos contra trens, aviões, barcos e balões, por que não pilotar alguns desses veículos em um jogo como The Crew? Parabéns, Ubisoft: você mostrou que sabe vender aquilo que a gente nem sabia que queria.

P.S.: Muito mais promissor do que Need for Speed: Payback. Desculpaí, EA.

Beyond Good & Evil 2

Tá, eu sei, só vimos trailer em CG do jogo. Nada de jogabilidade real. E ainda por cima o lançamento é em algum ponto nebuloso no futuro, provavelmente não antes de 2019, senão depois. Eu deveria deixar ele de fora, mas abri uma exceção porque os desenvolvedores já adiantaram muitas coisas bem interessantes sobre o jogo. Será um mundo aberto online contínuo, com viagens interestelares; os sistemas terão rotação realista dos planetas, afetando ciclos de dia/noite; há vários protagonistas, e você poderá montar seu personagem; e vejam só, terá co-op. Beyond Good & Evil com co-op. Soa como uma mistura de Mass Effect com o melhor de No Man’s Sky, mas calma: ainda teremos os animais antropomorfizados fugitivos, a exploração, as missões, o modo fotografia.

Parece mesmo uma sequência modernizada, de tantos jeitos que nem dá para contar nos dedos. Chega a ser tão ousado que dá aquele medo de coisa demais a cumprir, como em, ahem, No Man’s Sky… Mas pensem bem, desta vez é uma equipe com orçamento gigante – e de uma produtora que vem acertando muito, não uma EA da vida. As chances de dar certo são maiores, e as mudanças parecem seguir o que a Ubisoft sabe fazer direito; é só olhar para Ghost Recon: Wildlands e ver que co-op e mundo contínuo não são problema para ela. E cara. Tem o trailer. Beyond Good & Evil está de volta. Dá para ver todo o DNA ali, até um pouco mais épico e bem-humorado. Eu acredito.

Monster Hunter World

Há quanto tempo se pede Monster Hunter em outras plataformas, especialmente de volta nas da Sony? Há quanto tempo pedem para a Capcom fazer um jogo da franquia que seja mais acessível ao paladar ocidental? Há quanto tempo todo mundo enxerga o potencial, menos a Capcom? Pois é, parece que tudo isso mudou: Monster Hunter World vem aí, com direito até a versões de PC e Xbox One, além da promessa de que será mais “ocidentalizado”. Se a Capcom facilitar a conexão online, simplificar um pouco os sistemas e deixar o combate um pouco menos lento, podem apostar que a PlayRoom inteira vai mergulhar de cabeça – nem precisa de visual de ponta, esse aí já tá “ótemo”. Co-op de caçar monstros? Tamo junto!

Shadow of the Colossus

Eu sei, mais um jogo sem gameplay extenso mostrado… Mas sério… Precisa? É Shadow of the Colossus, o melhor jogo do Team ICO e um clássico atemporal. Mesmo que a jogabilidade seja exatamente igual à do remaster de PS3, ainda assim será mais redonda do que a de The Last Guardian. E reparem: não é mais um remaster, e sim um remake total, do zero. Há espaço e chances de melhorias de câmera, sistema de controles e, claro, visual. Porra, o visual. O VISUAL. The Last Guardian tinha uma ótima direção de arte, mas era claramente um jogo da geração passada que “correu” para a atual. Esse remake? Isso sim é um jogo da Team ICO no PS4 de verdade. Além do que ninguém esperava esse anúncio, vamos combinar. Até caiu uma lagriminha aqui na hora.

Spider-Man

Já esperávamos coisas boas de um Spider-Man feito pela Insomniac (Ratchet & ClankSunset OverdriveSong of the Deep), mas duvido – DU-VI-DO – que qualquer um estivesse preparado para o que vimos nos nove minutos de apresentação do jogo. Aquele visual. Os elementos de stealth e combate diretamente inspirados na série Arkham. O tom de humor certo, do Peter Parker clássico. As animações de esquiva, pulo e ataque durante o combate, simplesmente as melhores já vistas em qualquer jogo. Sentido aranha acionando uma câmera lenta a la Bayonetta. Uso de cenário no combate. A ação cinematográfica de tirar o fôlego. Rei do Crime presente, ajudando a capturar um vilão obscuro. A movimentação pela cidade, sem teias pregando no vazio. Foi demais até para quem não é fã do Aracnídeo, para quem é então… Cadê meus sais, produção?

Super Mario Odyssey

Se você estava preocupado com a ousadia de colocar Mario em uma cidade com humanos, New Donk City, perceba que essa é uma das coisas menos amalucadas de Super Mario Odyssey. A verticalidade desse cenário é absurda, maior do que uma renca de jogos de mundo aberto, e muito mais foi visto durante a E3. Para começar, Mario pode jogar o seu novo boné-vivo Cappy em adversários e controlá-los diretamente – e isso inclui desde bullet bills até, segurem essa, um dinossauro. Os mundos parecem gigantes, do tamanho de jogos inteiros de plataforma 3D, e vi pelo menos cinco: uma cidade mexicana a la Dia de Los Muertos, uma floresta, um deserto, um de gelo e a tal cidade.

Tem mais. Novos golpes e movimentos, como girar o chapéu em 360 graus para ataque em área. Um segundo tipo de moeda, usada para comprar itens de customização. Um senso de exploração que parece combinar o melhor de Super Mario 64 com os mundos abertos modernos. Motos e animais que podem ser montados para atravessar áreas mais rápido ou completar puzzles. Co-op com um 2º jogador controlando Cappy diretamente. E segundo os desenvolvedores, a diferença entre as luas (que fazem o antigo papel das estrelas) necessárias para completar o jogo e todas as disponíveis no jogo é bem grande, sugerindo um ótimo valor de replay. Tudo compõe para uma transformação nível Super Mario Galaxy. Ah, e sai já em outubro. As coisas estão boas para quem tem um Switch…

Metroid: Samus Returns

Os fãs de Metroid já devem ter dado pulos de alegria com o anúncio de um novo Prime, ainda que para o futuro distante; após Federation Force e, para alguns, Other M, parecia que a série estava prestes a seguir o caminho do esquecimento, como anda F-Zero. Aí começam as transmissões direto da Treehouse da Nintendo e, vejam só, há um Metroid 2.5D a caminho também, e nada menos do que um remake do segundo jogo para o 3DS (lembrando que o primeiro já foi devidamente reimaginado em Metroid: Zero Mission do GameBoy Advance).

Um “mero” remake pode não parecer muita coisa de primeira, mas o que foi mostrado empolgou demais. O jogo está nas mãos da MercurySteam (Castlevania: Lords of Shadow) e do co-criador da franquia, Yoshio Sakamoto, e parece ter um equilíbrio perfeito entre manter a essência do original e incluir novidades que a complementem. Há habilidades inéditas, mudanças cinematográficas de câmera (nunca na jogabilidade, que permanece 2D), um estilo visual mais colorido e ainda assim adequado, e outras modernidades bem-vindas como descrição de itens no mapa e fast travel (em pontos que você precisa achar, como convém a um Metroid). Confira e diga se não é para ficar animado! Ah, e sai em setembro agora!

No geral, foi uma E3 mais surpreendente e melhor do que eu esperava. E vocês, o que acharam? Quais são seus jogos mais aguardados? Contem aí nos comentários!

Anúncios

3 comentários em “Meus 10 jogos mais aguardados da E3 2017

Adicione o seu

  1. Fica aquela suicida dúvida agora: e se o herói da história sempre foi o chapéu que só possuiu um encanador aleatório do Brooklyn todos esses anos? *TAM TAM TAAAAAM*

    Curtir

    1. Pior que eles deixaram no ar que o chapéu tem uma história sim. Mas também disseram que esse não é o boné original, que é roubado no começo do jogo, e por isso Mario passa a usar o Cappy.

      Curtir

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: