Switch, parte 2: pequenos problemas

Após duas noites com o Nintendo Switch, estava tão enamorado com o console e o seu conceito geral que tive que publicar algumas palavras aqui sobre a experiência. Motivos não faltam: o Switch é, de certa forma, uma grande evolução de conceitos do PlayStation Vita. Ele facilita enormemente a transição da sua jogatina entre a tela do portátil e a da TV, e permite fazer isso com qualquer jogo, sem precisar baixá-lo (ou comprá-lo!) mais de uma vez em aparelhos distintos. E bem ou mal, é um novo console da Nintendo, onde se espera aqueles jogos exclusivos que só ela faz.

Isso não quer dizer que ele esteja livre de problemas. São (bem) menores, mas existem. Você pode até achar que minha empolgação inicial passou após mais 5 dias, mas na verdade, já tinha reparado a maioria dos detalhes abaixo desde o começo… Só deixei para relatá-los depois, garantindo que eram apenas pontuais e vendo se outros apareciam. Nenhum deles, ou mesmo todos em conjunto, arranha o valor geral do console, mas é bom deixá-los registrados para um futuro comprador ter todas as expectativas corretas.

Mãos grandes, pequenos problemas

A primeira coisa minimamente negativa que me chamou a atenção sobre o Switch é o “aperto” entre cada botão de ombro e seu gatilho (L/ZL e R/ZR). Reparem que o problema não é o tamanho dos botões, ainda que sejam menores do que a média, e sim o pouco espaço entre eles (algo talvez inevitável dado o design compacto dos joycons, que precisam caber em um tablet fino). Como disse no artigo anterior, o controle montado no grip é confortável mesmo para alguém com dedos grandes… Mas esse “aperto” específico pode fazer você abandonar o hábito (se tiver) de colocar os dedos indicador e médio em cada botão “acima” do controle, passando a usar apenas o indicador.

Como nenhum jogo que experimentei usa botões de ombro e gatilhos rapidamente ao mesmo tempo, essa “mudança de hábito” não fez diferença real alguma ainda; vamos ver o que acontece se o Switch ganhar algum FPS ou jogo estilo Dark Souls no futuro. O que chegou a fazer um pouco de diferença foi o tamanho reduzido dos botões A/B/X/Y, praticamente idênticos aos do 3DS. De vez em quando, nos momentos mais frenéticos de Wonder Boy (chefes, basicamente), acabei apertando Y e X juntos, ao invés de apenas o X. Mas pode ser coisa de quem tem polegar grande: o mesmo acontece comigo de vez em quando no 3DS e no Vita também.

Bateria aceitável, grip sem carga

Ainda nos joycons, vale ressaltar que a bateria deles não chega nem perto de durar o mesmo que alguns controles anteriores da Nintendo. O Pro Controller do Wii U, por exemplo, chegou a segurar mais de 70 horas (!!!) de The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Os joycons oficialmente aguentam 20 horas, mas a minha experiência aqui é de cerca de 15 – ainda assim bem mais que o Dualshock 4, que dura umas 8 horas na versão original e umas 10 na recauchutada pro PS4 Pro. Até aí tudo bem, exceto por um detalhe, talvez seja o único vacilo real da Nintendo no hardware: o grip que acompanha o console não tem entrada USB para carga. Isso significa que, quando a bateria de um joycon se esgota, a única alternativa de carregá-lo é encaixar (CLICK!) no console.

Nessa situação, se você estiver jogando na TV ou no modo tabletop (imagem acima), vai precisar passar para o modo portátil apenas para carregar seus controles. Isso pode ser chato se você tiver interesse em jogos que usam controle de movimento e/ou feitos para 2 pessoas no modo tabletop, já que interrompe de vez a jogatina. Como não tenho o 1-2 Switch nem nenhum outro jogo desse tipo, passar para o modo portátil por um tempinho não incomoda, mas esteja avisado. A Nintendo disponibilizou como acessório um grip com uma entrada e cabo USB para carga, mas isso significa um gasto extra de US$ 30 (cerca de R$ 96, em conversão direta).

Vale avisar que, em caso de viagem, é fortemente recomendado que você leve o carregador oficial que veio com o Switch, desconectando-o da base para TV. Você pode comprar um carregador/cabo USB-C genérico por um preço relativamente barato, ou até um carregador portátil/powerbank de celular, mas atente para a qualidade. Os acessórios mais confiáveis costumam ser bem mais caros no Brasil, e um “furreca” pode não conseguir carregar seu console ou até mesmo danificá-lo. Como a entrada de carga do Switch não é proprietária, é tentador pegar um cabo/carregador extra qualquer… Mas tome cuidado. Desconectar o oficial da base é muito simples e rápido, então é melhor não correr riscos à toa.

Rede ainda com alguns “nintendismos”

Como relatei no artigo inicial, a Nintendo melhorou horrores em quesitos como rapidez da interface, múltiplos usuários e velocidade de atualizações e downloads… Mas ainda sobraram dois ou três poréns menores. O mais gritante é o retorno dos Friend Codes (agh!) para adicionar amigos à sua lista, mesmo que você registre no console uma conta Nintendo já vinculada à sua antiga NintendoID do Wii U ou 3DS. A conta Nintendo permite importar amigos adicionados nos apps de celular, como Miitomo ou Super Mario Run, mas não passa disso. Pelo menos, desta vez, não é mais necessário que ambos os lados passem seus Friend Codes… Basta um fazer o pedido de amizade usando o código e o outro aceitar.

As outras opções são adicionar usuários de outros Switches via conexão sem fio, adicionar pessoas com quem você jogou recentemente, e enviar pedidos de amizade na interface de alguns jogos específicos. Já é um ou dois passos adiante para a Nintendo, mas ela continua correndo atrás da simplicidade de outros consoles nesse campo. Há uma promessa de adicionar busca por NintendoID e entre amigos das suas redes sociais, mas por enquanto, nada feito. E reparem que ninguém falou em busca por nome de usuário da conta Nintendo em si, então só nos resta torcer que isso venha também no futuro.

Outro problema menor é que a conexão Wi-Fi “se perde” um tanto rápido demais. Downloads e atualizações são contínuos e sem engasgos, mas se você largar o Switch por mais que um minuto ou dois enquanto deixa a eShop aberta, será “agraciado” com um erro na maioria das vezes que tentar voltar a navegar na loja. Ainda bem que a eShop está mais rápida, entrar de novo não é nenhum terror. Por fim, se você quiser importar um Mii do seu WiiU/3DS ao invés de recriá-lo no Switch, vai precisar usar um amiibo para a transferência; o editor não importa via rede nem mesmo um Mii criado no Miitomo.

Em breve, o que importa… JOGOS!

Há a possibilidade de outras coisas menores aparecerem; por exemplo, ainda não inseri um cartão SD, não usei os joycons separados para movimento, e não testei o apoio traseiro do console para o modo tabletop. Nesse último caso, o apoio parece mal posicionado e frágil, e por isso estou usando o do case oficial que comprei (compare nas imagens abaixo).

Por enquanto, os probleminhas deste artigo foram os únicos que experimentei. Para um console novo e ainda por cima baseado em um conceito tão único, está bom; nenhum deles contamina a experiência principal. Mas o que interessa são os jogos, certo?

Já mencionei aqui que terminei Wonder Boy no Switch, e além de destrinchá-lo um pouco melhor, há mais alguns títulos e demos para comentar. Continue acompanhando o blog (clique no botão “Assinar blog” no menu lateral direito desta página!) para ler a Parte 3 – Jogos da “saga Switch” em breve!

Anúncios

2 comentários em “Switch, parte 2: pequenos problemas

Adicione o seu

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: