Melhores de 2016: Multiplataforma

melhores2016Este artigo faz parte da série Melhores de 2016, com os games lançados este ano que este blog considera que devem ser jogados por quem puder. Consulte a página Melhores de 2016 – Lista de categorias para ver as categorias do ano e o artigo Segurem essa lista de 2016 para ver quais jogos são candidatos a todas as categorias.

E chegamos à categoria que é, basicamente, a referência para quem joga no PC e um gostinho prévio do “prêmio final”, ou seja, Jogo do Ano. Com as categorias Nintendo, PlayStation e Xbox já publicadas, é só “salpicar” os jogos mais aclamados nelas no meio da lista abaixo e você terá uma ideia razoável de como será o Top 20 no final da coisa toda. Sem mais delongas que o tempo tá curto, vamos ao que interessa:

========== 2016 ==========

Desta vez, vou fazer uma listagem relativamente mais breve do que o normal. Há uma série de títulos que gostei de ter jogado e que não apresentam nenhum problema gigante de design, como Rock Band 4: RivalsBatman – The Telltale SeriesThe Solus ProjectFirewatchF1 2016 ou Layers of Fear, mas que ficaram devendo de mais de uma maneira. Isso sem contar aqueles que acertaram muito algumas coisas enquanto erraram feio em outras, como Mirror’s Edge: Catalyst (liberdade + parkour vs. todo o resto), The Division (cenário + jogabilidade vs. endgame e falta de variedade) ou Mafia III (cenário + narrativa vs. falta de variedade).

Entrando nos mais dignos de nota, Battlefield 1 surpreendeu pela ótima campanha e pelo multijogador ainda mais meticuloso do que o normal, graças ao cenário da 1ª Guerra Mundial e suas armas e veículos prestes a falhar a qualquer momento. Far Cry Primal foi uma dose de ousadia muito bem-vinda na fórmula da série e um feito técnico… E em que outro jogo você pode montar em um tigre dente-de-sabre? Battleborn foi injustamente esquecido enquanto passava o ano todo refinando sua mescla de Borderlands, MOBA e campanhas curtas cooperativas, deixando cada vez mais claro o quanto não tem (quase) nada a ver com Overwatch – pelo contrário, é indicado justamente para quem descartou o jogo da Blizzard por ser apenas competitivo online.

No campo dos indies, três se destacaram mais do que o resto. Song of the Deep foi a primeira empreitada da Insomniac no campo dos metroidvania e mostrou solidez e beleza fora de série. Oxenfree é candidato sério na categoria Narrativa, graças ao seu ar meio Stranger Things/Stephen King/filmes de colégio dos anos 80, e se destaca também pela estrutura incomum de diálogos e relacionamento com outros personagens. Por fim, Inside andou “roubando” prêmios de jogos AAA por aí, e de forma compreensível: um design extramamente bem amarrado, um cuidado quase sobrenatural com todos os aspectos visuais e sonoros do jogo, uma narrativa inquietante e uma reviravolta que pegou todo mundo de calça curta.

No campo dos RPGs, dois se destacaram por motivos bem diferentes. Dark Souls III mantém e refina a jogabilidade fora de série que só a From Software sabe fazer, mas sofreu um pouco com o excesso de autorreferência e por ser a quarta rendição do mesmo tipo de cenário (incluindo Demon’s Souls). Já Final Fantasy XV foi o contrário: debaixo do verniz de chocobos, protagonista meio emo, itens clássicos e outras características intrínsecas à série, há um jogo de ação muito bem feito, um mundo aberto bem mais “ocidental” e uma ênfase ainda maior em exploração, liberdade e combate, a ponto da narrativa ter ficado meio que em segundo plano.

Battlefield 1 pode ter sido bom, até melhor do que os anteriores, mas ainda não chega aos pés de dois outros FPS do ano: Titanfall 2Doom. O primeiro talvez seja o mais divertido que um jogo de tiro online competitivo possa ser sem entrar no terreno mais cartunesco e baseado em heróis de um Overwatch da vida, graças ao design amarradíssimo e à quantidade de opções de movimentação e loadout… E ainda veio com a campanha mais variada e insana de um jogo do tipo em anos. Falando em campanha, Doom está aqui exclusivamente por causa dela… E já é mais do que o suficiente. Confira a resenha para entender como o jogo é uma aula de remake.

No campo dos jogos de ação em 3ª pessoa, Watch Dogs 2 foi uma das mais gratas surpresas, com seu cenário colorido e variado, personagens bem carismáticos, situações divertidas em meio a assuntos sérios e uma estrutura de mundo aberto mais do que louvável, em que toda missão paralela é um meio para o fim narrativo das missões principais. O jogo é tão fluido e divertido que você perdoa rapidamente os problemas menores, como a ruindade da direção de alguns veículos e a dissonância narrativa entre o protagonista hacker gente boa e a possibilidade de sair matando gente com todo tipo de arma. Foi o primeiro jogo de mundo aberto em muito tempo em que fiz todas as missões secundárias, sem exceção, e já estou no meio das missões do primeiro DLC.

Hitman é outra história completamente diferente, um caso de sucesso notável na transição para um modelo episódico. Aqui, cada “pedaço” não é um capítulo estruturado como série de TV, e sim um mapa enorme entregue como um grande parque de diversões assassinas. O modelo online, com alvos temporários, placares de líderes e afins, se ajustou melhor a Hitman do que se poderia imaginar. E mesmo que você não esteja nem aí para essas coisas, ainda há as Escalations, ou desafios progressivamente mais difíceis, em que o jogo vai empilhando mais condições para cada assassinato, como teste do seu conhecimento do mapa e das mecânicas do jogo. Se você esperou o lançamento em disco de Hitman, faça um favor para si mesmo: não o jogue em sequência, uma vez por mapa. Explore cada um cuidadosamente e rejogue-o pelo menos duas ou três vezes antes de seguir adiante, e aí a estrutura do jogo ficará bem mais clara e impressionante.

Já chegando na reta final, temos Zero Escape: Zero Time Dilemma, que foi minuciosamente dissecado (sem spoilers) em uma resenha aqui no blog; e mais um RPG, Deus Ex: Mankind Divided, que venceu a respectiva categoria. E aí então, sobra o mais que esperado vencedor…

Overwatch (PC/PS4/Xbox One)

Até agora, Overwatch ganhou aqui na categoria Tiro – por enquanto. O que torna o jogo inovador e extramamente bem desenvolvido no seu gênero está bem detalhado lá, e em outras categorias será necessário comentar também o fenômeno que ele é.

Overwatch é um jogo que “converte” pessoas que nunca gostaram de competição online, ainda mais em 1ª pessoa; um universo tão carismático que gerou toda uma base de fãs nas áreas de arte e animação, e que sequer jogam videogame; e uma belíssima desculpa para passar tempo com os amigos. E não vamos esquecer, tudo isso como a primeira experiência da Blizzard no campo dos jogos de tiro competitivos online, usando restolhos de um MMO (Titan) que não chegou a ver a luz do dia mesmo após anos e anos de desenvolvimento.

Além do mais, é um jogo em constante evolução (mesmo que às vezes pareça que a “equilibrada” não deu muito certo, como o caso do “up” no Bastion dos últimos dias), com eventos sazonais e novos mapas e heróis adicionados totalmente de graça. Isso mesmo, sem cobrar um tostão a mais. Mil pontos para a Blizzard, e leva aí para casa essa vitória aqui na categoria Jogo Multiplataforma de 2016 também.

========== 2016 ==========

Jogos que poderiam ter entrado mas não joguei o suficiente ou não comprei: Ark: Survival Evolved, Attack on Titan, The Banner Saga 2, Call of Duty: Infinite Warfare, EA Sports UFC 2, FIFA 2017, The Final Station, Hyper Light Drifter, I Am Setsuna, Mighty No. 9, PES 2017, Plants vs Zombies: Garden Warfare 2, Shadow Warrior 2, The Technomancer, The Turing Test, The Walking Dead: Michonne – A Telltale Miniseries 

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