Melhores de 2016: PlayStation

melhores2016Este artigo faz parte da série Melhores de 2016, com os games lançados este ano que este blog considera que devem ser jogados por quem puder. Consulte a página Melhores de 2016 – Lista de categorias para ver as categorias do ano e o artigo Segurem essa lista de 2016 para ver quais jogos são candidatos a todas as categorias.

2016 talvez tenha sido o melhor ano do PS4 até então. Embora muitos dos anúncios mais fortes do ano tenham ficado para depois (Horizon: Zero DawnGod of WarDays GoneSpider-Man etc.), o console teve pelo menos dois exclusivos disputando prêmios de Jogo do Ano; um dos melhores reboots já feitos nos últimos tempos; um punhado de surpresas no “time B” de lançamentos AAA; o sucesso do PlayStation VR, com a melhor biblioteca de realidade virtual até então, mesmo “enfrentando” nada menos do que uma Valve; e mais uma série de indies de respeito, como no ano passado. Isso sem contar o PS4 Pro, que mesmo não sendo um salto tão visível, pelo menos não alienou a base já instalada e tem suas vantagens para quem estiver disposto a investir.

ps4-pro3-1200x672Não à toa, o PS4 passou dos 50 milhões de aparelhos vendidos e segue na trilha para superar o PS2, se mantiver o ritmo. Claro, alguns dos problemas da plataforma ainda não foram sanados (o suporte a HD externo está chegando, finalmente!), mas no que realmente importa – jogos – a diferença para os concorrentes foi bem aguda em 2016. Então vamos lá:

========== 2016 ==========

A lista de jogos está tão grande que este artigo vai ter que ser corrido… Começando pelas relativamente poucas decepções. ABZÛ (que sai no Xbox One em 2017) e Bound tentaram resgatar o feeling de Journey, cada um à sua maneira, mas falham por não apresentarem nenhuma mecânica tão interessante quanto a interação online minimalista do “original”. Ainda assim, valem a pena serem jogados quando você estiver a fim de relaxar um pouco e encontrá-los em promoção.

Outros jogos “menores” foram bem mais interessantes. Downwell saiu para PS4 e Vita e apresentou um conceito novo de jogo de plataforma retrô: saltos e tiros caindo na vertical. Brut@l apostou na estética, com seu roguelike isométrico a la Diablo em um mundo todo ASCII. Headlander resgatou aquele humor meio sujo da Double Fine, de tempos menos politicamente corretos, em um cenário inspirado em Barbarella e jogabilidade estilo metroidvania. Por fim, Salt and Sanctuary provou que é possível transformar Dark Souls em um jogo 2D – e ainda salpicar algumas surpresas no meio do caminho.

saltandsanctuary

E aí temos uma saraivada de títulos para o PlayStation VR. Um deles foi talvez a maior decepção do ano: Harmonix Music VR (entenda os porquês nesta resenha). Outro, EVE: Gunjack, peca por ser a típica experiência de Google Cardboard (realidade virtual de celular) “portada”, bem curto e repetitivo, mas ainda assim uma boa distração a preço baixo. Um terceiro título não passa de um adendo bem-vindo: o suporte a VR de Super Stardust Ultra via DLC. O pacote inclui um modo extra, uma espécie de versão no solo e em 1ª pessoa do jogo-base; nada obrigatório, mas pode matar a secura pelo caríssimo Battlezone (60 trumps!!!) por meros 7 dólares.

E aí começa o filé. Tumble VR poderia ser apenas um port do jogo de quebra-cabeças com pilhas de blocos para Move no PS3, mas veio com fases novas e até outros tipos de jogabilidade, como completar circuitos eletrônicos com blocos de ligação – e mesmo assim custa apenas 10 doletas. Batman: Arkham VRUntil Dawn: Rush of Blood cumprem bem o que prometem e estão entre as experiências obrigatórias do PS VR, como já resenhados aqui (siga os links!). Headmaster chama a atenção pelo conceito inusitado – um jogo de cabecear bolas para o gol em uma prisão distópica, com humor reminiscente de Portal – mas peca um pouco pela curva de dificuldade alta e um tanto arbitrária. Ainda assim, é algo que você tem que experimentar se tiver um VR.

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Calma que ainda tem mais e melhor. Thumper já levou a “subcategoria” jogo de música, e não apenas pela falta de concorrência geral. Eagle Flight foi uma belíssima surpresa com seu cenário de mundo aberto estilizado e seu mix bem equilibrado de vôo relaxante, curiosidades sobre a vida das águias e desafios de corrida e “combate” aéreo. E Rez Infinite… Bom, Rez já era um clássico do Dreamcast/PS2, uma experiência atemporal de música, visual futurista e tiro on rails, e ficou ainda melhor com a imersão da realidade virtual… E a nova Area X, que utiliza a maior potência de processamento para fazer um show de partículas coloridas e acrescentar vocais à música, dá dois passos adiante no que já era quase perfeito. O preço de 30 doletas pode assustar para o relançamento de um jogo refeito em HD na geração passada por 10 dólares, mas vale cada centavo.

E ainda vou “guardar” mais um jogo de VR para depois, mas uma coisa de cada vez. Entre os exclusivos “normais”, tivemos God Eater Burst 2 – que se não avança muito a fórmula do primeiro jogo e continua sendo um port de jogo do PSP/Vita, pelo menos dá acesso à franquia para os donos de PS4. No Man’s Sky pode ter sido o centro de uma das maiores “polêmicas” do ano, mas ainda é um jogo bem interessante de exploração espacial que me consumiu por mais de 50 horas, e melhorou bastante com as últimas expansões e patchesGrand Kingdom foi uma grata surpresa que apareceu do nada para PS4 e Vita, misturando estratégia, movimentação em tabuleiro e combates em arenas 2D com timing, em uma espécie de beat’em up por turno.

TheLastGuardian

The Last Guardian teve problemas típicos de desenvolvimento longo e atribulado, como a péssima movimentação do garoto, as travadas e quedas ocasionais de framerate no PS4 “básico” e a pior câmera de um jogo que já vi… Mas também apresentou o bicho com o comportamento mais absurdamente realista que você jamais verá em um videogame. Trico conduz e impulsiona praticamente sozinho uma das jornadas mais emocionantes do ano. O jogo também foi, disparado, a narrativa mais “fechadinha” que o Team ICO já fez, embora não tenha a surpresa final de Shadow of the Colossus. Por Trico e a jornada apenas, o jogo chegou ao topo de algumas listas, mas pessoalmente não posso ignorar os problemas, que foram sérios demais; para mim, ainda não se compara a Colossus.

Não podemos esquecer de Street Fighter V, apesar de todos os problemas de “entrega em pedaços”, servidores e moeda interna do jogo; o quanto tudo isso realmente importa quando a base de jogabilidade é tão boa, acessível e sólida ao mesmo tempo? Vai depender da sua paciência. Como jogo quase sempre sozinho (no máximo, com amigos em lobby privado) e paguei bem menos no PC, nada disso me incomodou tanto. E o que dizer de Ratchet & Clank? Sim, tecnicamente é um remake do primeiro jogo, servindo de reboot para a série… Mas ao mesmo tempo, o salto visual enorme, a fluidez da jogabilidade e as diversas melhorias em sistemas, como os de upgrades de armas, deixam ele com cara de jogo novo. Não à toa, levou a categoria Plataforma com uma certa facilidade.

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Antes de chegarmos ao vencedor, uma surpresa: ando cada vez mais viciado em RIGS: Mechanized Combat League, o jogo de esportes e combate com mechas da Guerrilla Games para o PlayStation VR. É como se tivesse em mãos um mini-Fifa… Só que, porra, com mechas atirando, saltando no ar e batendo uns nos outros. Os campeonatos podem ter apenas 8 times, mas até isso acaba sendo bacana: nada de ligas intermináveis para decidir o campeão. Tudo funciona perfeitamente e, com um pouco de prática, você acostuma a ponto de não sentir mais nenhuma tontura – um feito para um jogo mais frenético como esse. Além do mais, é com folga o jogo com os melhores gráficos do VR. RIGS virou meu jogo de finalizar sessões de realidade virtual: sempre que ponho o acessório para jogar outra coisa, acabo saindo depois de um tempo e jogando algumas partidas de RIGS antes de tirar o capacete. E olha que ainda nem encostei no online.

RIGS pode ser a compra mais certa do PlayStation VR, junto com Rez Infinite, e um dos melhores jogos inéditos do PS4 em 2016… Mas o vencedor desta categoria, claro, só pode ser…

Uncharted 4: A Thief’s End (PS4)

uncharted-4-box-artO jogo foi onipresente em todas as premiações de Jogo do Ano, normalmente perdendo apenas para aquele que tomou o mundo de assalto (vocês sabem, um tal de Overwatch). E não foi à toa. Já expliquei uma série de porquês na categoria Jogo de Aventura, em especial quanto às melhorias visíveis de jogabilidade. Também matutei aqui no blog sobre coisas que Uncharted 4 me fez pensar (ou na verdade lembrar) sobre a moralidade de matar criminosos em jogos, e se ele representa mesmo o fim de uma era – com direito a uma bela galeria de capturas de tela como cereja do bolo.

Falta ainda me aprofundar na narrativa (inevitavelmente com alguns spoilers), mas isso fica para outra categoria dos Melhores de 2016. O fato é que Uncharted 4 acabou sendo um dos jogos mais bem-sucedidos da Sony no PS4, alavancando as vendas no ano, e na hora certa – isto é, logo após um pequeno “surto” de perdas para o Xbox One nos EUA no final de 2015. O jogo também provou que a Naughty Dog ainda está em sua melhor forma, mesmo com a saída de alguns nomes importantes do estúdio, e tem algumas das melhores atuações vocais já vistas em videogames, especialmente da atriz da Elena. Talvez se estenda um tantinho mais do que deveria, mas esse é o único “defeito” possível de se apontar nele. Só podia ser o Melhor Jogo de PlayStation de 2016 mesmo.

========== 2016 ==========

Jogos que poderiam ter entrado mas não joguei o suficiente ou não comprei: 100ft Robot Golf, Adr1ft, Aragami, EVE: Valkyrie, GNOG, Here They Lie, Job Simulator, The King of Fighters XIV, Let it Die, PlayStation VR Worlds, Obduction, Odin Sphere Leifthrasir, Severed, Star Ocean: Integrity and Faithlessness, Stories: The Path of Destinies, VEV: Viva Ex Vivo, Wayward Sky

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