Melhores de 2016: Jogo de Plataforma

melhores2016Este artigo faz parte da série Melhores de 2016, com os games lançados este ano que este blog considera que devem ser jogados por quem puder. Consulte a página Melhores de 2016 – Lista de categorias para ver as categorias do ano e o artigo Segurem essa lista de 2016 para ver quais jogos são candidatos a todas as categorias.

No ano passado, Plataforma foi “subcategoria” em grande parte porque andava meio enjoado de jogos em 2D clássico que não tivessem alguma outra coisa para “apimentar” o pacote além de saltar buracos e na cabeça de inimigos. Em 2016 o sentimento não mudou muito, mas pelo menos tivemos jogos de plataforma em 3D que me fizeram redescobrir o prazer de acertar um salto difícil, quase milimétrico, em meio a outros tipos de jogabilidade e com tipos diferentes de câmera. Ainda faltou um bom Rayman ou Mario, mas… Vamos a eles:

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Antes de mais nada, é bom lembrar que este foi o ano da volta da série que definiu como se faz parkour e plataforma em 1ª pessoa, com Mirror’s Edge: Catalyst. Pena que o senso de velocidade e a precisão dos saltos foram praticamente as únicas coisas que sobreviveram intactas – até melhoradas – do jogo original, enquanto todo o resto, salvo o visual modernizado, ficou devendo. Na mesma linha, também tivemos a volta de Titanfall, só que com a grata surpresa de ver tudo – especialmente a movimentação e os saltos – aprimorado. No mesmo barco de menções honrosas, vale apontar como o reboot de Doom incorporou verticalidade muito bem – e isso significa saltos e escaladas em bordas, tanto para escapar de inimigos quanto para perseguir criaturas, tanto para avançar nas fases quanto para achar áreas secretas.

DownwellVitaVerticalMas esses jogos todos são de ação e tiro que por acaso usam bem elementos de plataforma, e não jogos mais “puros” de 2D ou 3D. Não é o caso da série Trials, que sempre foi uma mistura de plataforma com corrida de moto, e que resolveu incluir tiros 2D a la Contra na mistura em Trials of the Blood Dragon… Para chegar a um resultado completamente decepcionante, que não “casou” nada bem. Melhor fez Downwell, que “girou” um típico jogo de Nintendinho em 90° e criou uma espécie de jogo de plataforma e tiro 2D em queda livre. O “truque” talvez não seja o suficiente para sustentar várias fases e te prender por muito tempo, mas pelo menos o jogo é barato até para os padrões indie e merece reconhecimento por tentar algo diferente.

Falando em algo diferente, vale destacar aqui o minigame de plataforma de The PlayRoom VR. É apenas uma fase e realidade virtual não parece ser algo que contribua de forma evidente para plataforma em 3D, mas o minigame introduz conceitos que não esperava. É até difícil de explicar como a perspectiva aérea e em 360º muda sua percepção de um platformer, ainda mais com uma versão virtual do seu controle de PS4 servindo como “lançador de gancho” para seu personagem… É melhor assistir para entender. Se a Sony for esperta, vai transformar esse minigame em um ponto de partida para algo maior, seja com uma franquia mais conhecida ou uma IP nova.

recore-platforming2

2016 foi também o ano em que o iminente renascimento da plataforma 3D ficou cada vez mais claro, e ReCore ajudou a reforçar essa impressão. O jogo também tem tiro, mas como algo mais estratégico e automatizado, deixando claro que o foco mesmo da jogabilidade são as opções de salto, movimentação, dash e uso dos robôs para abrir novos caminhos e alcançar partes específicas do cenário. As masmorras de tempo foram alguns dos desafios mais interessantes de plataforma em muito tempo – talvez desde Super Mario Galaxy 2 – mas infelizmente o jogo sofre de tantos pequenos problemas que as notas gerais ficaram no mediano, e toda essa excelência de plataforma não chegou às mãos de muita gente.

E aí, com todos esses “poréns” acima, cabe a uma franquia tradicional de plataforma 3D e aventura salvar o ano com uma aula de reboot

Ratchet & Clank (PS4)

ratchet-clank-ps4-box-640x794Sim, eu sei que Ratchet & Clank tem bastante tiro e ação, e que as partes de plataforma não são particularmente difíceis. Mas isso no fundo é acessório: saltar e alcançar áreas específicas com os gadgets e opções certas ainda são uma parte fundamental do jogo, e foram muito bem executadas aqui, independentemente da dificuldade. O jogo não tem medo de ser acessível a todas as idades, e isso é um mérito quando o objetivo principal – a diversão – é atingido em conjunto.

E, cara, como Ratchet & Clank é divertido. Claro, a maluquice das armas é um dos principais motivos para isso, mas também passei bastante tempo “fuçando” cada área procurando itens extras e usando todas as opções de travessia que o jogo te dá, e isso é um típico mérito de um bom jogo de plataforma 3D. Fazer todos esses pulos e exploração em uma verdadeira animação interativa, com aqueles cenários lindíssimos e um desempenho impecável (ainda que travado em 30 frames para tanto) também ajuda bastante. Esse reboot foi um dos destaques de 2016 e um belo prenúncio do que pode vir no campo da plataforma 3D, e merece levar como Melhor Jogo de Plataforma.

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Jogos que poderiam ter entrado mas não joguei ou comprei: Mighty No. 9, Owlboy, Slain!, Super Mario Run

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