Melhores de 2016: Jogo de Horror

melhores2016Este artigo faz parte da série Melhores de 2016, com os games lançados este ano que este blog considera que devem ser jogados por quem puder. Consulte a página Melhores de 2016 – Lista de categorias para ver as categorias do ano e o artigo Segurem essa lista de 2016 para ver quais jogos são candidatos a todas as categorias.

2016 foi um ano meio esquisito para jogos de horror. Tenho certeza de que alguns jogadores de PC serão capazes de citar mais do que um punhado de experiências assustadoras no Steam, mas… Uma boa parte delas ainda está em early access, e o resto simplesmente não me chamou tanto a atenção a ponto de comprar. Com isso, a lista abaixo é composta majoritariamente por títulos de outros gêneros que incorporam um tanto de horror, medo, tensão ou algo equivalente, seja na história ou na jogabilidade mesmo.

========== 2016 ==========

Por exemplo: não importa como você defina (jogo de) horror, poucas séries deixam o jogador tão tenso e assustado quanto Dark Souls – e o III ainda por cima abusou de emboscadas surpreendentes, que fazem você pular da cadeira tanto quanto no momento do cão do inferno no primeiro Resident Evil. Mas o espantoso mesmo é que seu “clone” em 2D, Salt and Sanctuary, também tenha conseguido manter a tensão e o clima opressor mesmo com um visual um tanto mais cartunesco e “chapado”. E sim, às vezes o jogo te dá sustos com emboscadas e segredos, assim como sua inspiração principal.

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Todo mundo pensa em horror em 1ª pessoa quando pensa em realidade virtual, mas infelizmente Here They Lie está causando mais náusea (no literal) do que medo, embora seja sim tenso… Então sobram outras formas de tensão. Thumper não chega a assustar com seu besouro espacial seguindo ritmo em um trilho único, mas a trilha sonora é tão, mas tão opressora que o jogo consegue minar qualquer sensação de conforto que você tinha ao colocar o capacete de VR na cabeça. E Batman: Arkham VR pode ser mais uma experiência linha “simulador de homem-morcego”, mas tem seus momentos de jump scare e tensão psicológica digna de Silent Hill, especialmente no capítulo final. Há até um easter egg que referencia Resident Evil

Outros títulos usaram elementos mais “tradicionais” do sobrenatural em suas narrativas, como no caso de Oxenfree e sua ilha enevoada, deserta e repleta de segredos obscuros. É um jogo que ainda por cima consegue deixar o jogador sempre de orelha em pé e pêlos arrepiados com seus áudios no radinho portátil, sua trilha sonora alienígena e suas reviravoltas guturais. Já Zero Escape: Zero Time Dilemma não usa nada particularmente monstruoso ou de outro mundo, mas envolve a possibilidade de morte dolorosa dos protagonistas o tempo todo, e assim mantém a tensão com um senso de urgência que rivaliza com o de muitos clássicos de horror.

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Layers of Fear foi um dos dois únicos jogos de terror “tradicionais” que joguei em 2016; pela sua premissa diferenciada (ligada à pintura), sua perspectiva em 1ª pessoa e seu conceito geral, deveria levar esta categoria, mas… A real é que ele não assusta muito, não importa o quanto tente. Acaba sendo uma espécie de trem fantasma muito bem produzido, com visuais e efeitos admiráveis e uma boa narrativa, mas não tão eficiente como jogo de horror. E aí… Se é para premiar um trem fantasma, prefiro premiar um que se assume como tal e mesmo assim consegue deixar você tenso e até dar um sustos reais de vez em quando… E tudo isso em realidade virtual:

Until Dawn: Rush of Blood (PS4)

until-dawn-rush-of-blood-us-esrb-ps4jpg-f4795fNormalmente, não consideraria uma galeria de tiro, ainda mais on-rails, como um jogo apropriado de terror, pelo menos não a ponto de vencer esta categoria. Mas além de não ter jogado nada “tradicional” que justificasse algo além de uma menção honrosa, vale a pena reconhecer um feito raríssimo que Until Dawn: Rush of Blood conseguiu: assustar e manter tensão constante mesmo em um jogo deste tipo.

Em grande parte isso acontece pelo bom uso da tecnologia de realidade virtual, como descrito na resenha do jogo neste blog, mas não se trata apenas disso. Ajuda também que a Supermassive Games tenha aproveitado bem referências ao jogo original e conseguido encontrar uma desculpa narrativa razoável para a inclusão de diferentes tipos de monstros, criaturas supernaturais e situações que não caberiam em Until Dawn, mantendo Rush of Blood diverso e o jogador sempre na ponta dos pés e de orelha levantada, sem saber que diabos pode aparecer a cada fase.

No final das contas, o cenário é tão bem construído quanto o de um Layers of Fear, os jump scares são tão bons quanto os (poucos) de Batman: Arkham VR, o sobrenatural está mais presente do que em Oxenfree, o clima geral é tão opressor quanto o de Thumper (embora não pela trilha sonora especificamente), a tensão não para como em Zero Time Dilemma, e mais para o final algumas criaturas dão quase tanto nervoso quanto algumas de Dark Souls (a série da From Software ainda ganha neste quesito no geral). Então, leva o prêmio em um ano que não teve um Amnesia, um Alien: Isolation, um bom Silent Hill ou mesmo um Outlast na concorrência.

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Jogos que poderiam ter entrado mas não joguei ou comprei: Dead by Daylight, Killing Floor 2

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2 comentários em “Melhores de 2016: Jogo de Horror

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