Melhores de 2016: “Subcategorias”

melhores2016Este artigo faz parte da série Melhores de 2016, com os games lançados este ano que este blog considera que devem ser jogados por quem puder. Consulte a página Melhores de 2016 – Lista de categorias para ver as categorias do ano e o artigo Segurem essa lista de 2016 para ver quais jogos são candidatos a todas as categorias.

Como explicado na Lista de Categorias, não cheguei a experimentar cinco títulos de alguns gêneros de jogos em 2016, por um motivo ou outro. Estas são as categorias que viraram “sub” por conta disso e nada além disso – isto é, não se sinta ofendido se for fã de algum desses gêneros. Lembre-se que este blog tem apenas um autor, uma pessoa comum que gasta mais do que devia com videogames, e não um profissional que recebe jogos e dinheiro para fazer textos depois. Além do mais, jogos citados aqui estão no meu Top 20 pessoal, então…

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Melhor Jogo de Corrida/Esportes

Mesmo combinando Corrida e Esportes (e sendo bem leniente na definição deste último), apenas quatro jogos formam a lista final. No lado dos esportes, a coisa é mais “magra” ainda: nem encostei em FifaPESNBA 2K e afins este ano. O único jogo aqui que pode ser considerado de esportes é RIGS: Mechanized Combat League, ainda que seja um esportezinho meio violento…

…E antes que alguém reclame que se trata de um jogo de combate de mechas, entendam o seguinte: você é parte de um time, o combate é em uma arena esportiva, todos os diferentes conjuntos de regras são esportivos, toda a direção de arte remete a esportes, os combates são um esporte no universo fictício do jogo e, por fim, toda a estrutura de progressão (offline ou online) é idêntica às de jogos de esporte. Enfim: RIGS é um jogo de esporte, ponto. E um daqueles bem redondos, inovador, capaz de dar o norte de como fazer jogos mais acelerados em realidade virtual sem enjoar o jogador (em todos os sentidos do verbo).

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Os outros três são de corrida, e não poderiam ser mais diferentes. Trackmania Turbo, como o nome sugere, é uma versão bombada e competente do que já conhecemos na franquia, agora com a adição de algum conteúdo em realidade virtual. Ainda assim, nada que mereça maior destaque. F1 2016, um típico simulador de nicho, surpreendeu pela forma como insere tutoriais e desafios na progressão da sua escuderia, e justo na parte que sempre era a mais chata neste tipo de jogo: os treinos e classificatórias. Mais de uma vez, notei que estava me divertindo mais cumprindo os desafios nos treinos do que disputando os grand prix – e, ao mesmo tempo, não conseguiria disputá-los minimamente bem sem repetir esses desafios nos treinos até cumpri-los.

forzahorizon3Mas essa categoria tem um dono absoluto, e vocês sabem qual é: um dos jogos do ano no geral, ponto. Sim, claro que é Forza Horizon 3. Muito será escrito sobre ele em várias outras categorias, então por enquanto, basta lembrar que Forza Horizon 2 já era um dos melhores jogos de corrida já feitos e, mesmo assim, o terceiro jogo conseguiu superá-lo, muitas vezes com folga, em absolutamente tudo. Em parte, isso ocorre graças à exclusividade nesta geração (Horizon 2 ainda chegou a sair no Xbox 360), mas não é só isso: a quantidade de coisas novas e de opções de customização, inclusive do próprio festival Horizon, é impressionante. Forza Horizon 3 é, hoje, o único jogo de corrida que você tem que jogar na sua vida.

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Melhor Jogo de Luta/Beat’em Up

Esta categoria beira o ridículo: joguei apenas Street Fighter V. E o que dizer dele, além do que todo mundo já está careca de ouvir falar e ler? É um Fusca com motor de Ferrari: jogabilidade básica fora de série, personagens novos que conquistaram os fãs, animações sensacionais e um equilíbrio bastante decente, mas… Quase tudo em volta passou boa parte do ano com problemas: matchmaking, modelo de transações, modos, sistema de punição para rage quits, e assim por diante.

Street_Fighter_V_box_artworkComo o jogo é uma plataforma que ainda será atualizada e recheada até 2020 (pelo menos nos planos da Capcom), ainda pode ser salvo, mas corre o risco de perder o timing. Ano que vem teremos pelo menos um novo Injustice, senão outros jogos de luta de ponta (não vou me surpreender se sair um Persona Arena com personagens do 5, por exemplo), e Killer Instict continua lá no seu nicho, devagar e sempre, com um modelo bem mais estruturado do que o de Street Fighter V. Ainda assim, o jogo é muito bom e não ganhou o The Game Awards em sua categoria à toa. Então não é muita vergonha destacá-lo aqui.

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Melhor Jogo de Música

Essa é uma categoria difícil de juntar cinco candidatos em qualquer ano, e ainda por cima a Harmonix não ajuda: sua “biblioteca de música expandida” para PlayStation VR, Harmonix Music VR, foi tranquilamente a maior decepção de realidade virtual que tive este ano. Para completar, Rock Band 4 Rivals chegou e… em grande parte, apenas adicionou o que estava “faltando” de recursos do terceiro jogo, como as interações online, e ainda limitou as 10 músicas novas apenas para quem fez pre-order da expansão. Vale destacar a nova “campanha”, ou Rockudrama, um documentário falso da sua banda no jogo… usando cenas em live action entre uma música e outra. É um modo divertido e genuinamente engraçado, mas depois de Guitar Hero Live ano passado… Não tem o mesmo impacto.

thumper_video_gamePara salvar os jogos de ritmo e ainda por cima rechear a ótima lista de lançamentos iniciais do PlayStation VR, do nada surgiu Thumper, uma das gratas surpresas de 2016 em qualquer gênero. Embora o jogo tenha apenas um “trilho” e comece até bem simplista, ele se destaca pela suavíssima curva de dificuldade, pelo visual inusitado (com direito a besouro mecânico-espacial como personagem) e pela trilha sonora sombria, opressora, até meio assustadora – não ficaria nem um pouco deslocada em uma história de horror, por exemplo. O sistema de combos é bastante único e requer prática para dominar, embora a jogabilidade básica seja bem acessível. Ainda por cima é tecnicamente bem construído, chegando a concorrer ao TGA na categoria Áudio, e funciona perfeitamente no VR. É um jogo que se destacaria mesmo em um ano bom para jogos musicais; em 2016, então…

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Melhor Jogo de Estratégia

grandkingdomboxartEmbora o ano tenha sido repleto de jogos do gênero, acabei não comprando a grande maioria, como os novos Fire Emblem e o indie darling Darkest Dungeon. Isso sem contar a enxurrada de títulos de estratégia em tempo real, um subgênero que não consigo mais ter saco de jogar, e que em 2016 teve direito até a novos CivilizationTotal War. Para piorar, não joguei The Banner Saga 2 ainda pelo simples fato de não ter terminado o primeiro. Completando o quadro soturno, apenas dei uma olhada rápida nos dois jogos que, ainda assim, vou arriscar a mencionar aqui: Grand KingdomXCOM 2.

XCOM_2_cover_artJoguei tão pouco deles, inclusive, que não vou me dar ao trabalho de escolher um vencedor. Sem uma noção mais completa de coisas como curva de dificuldade, opções de personagens, habilidades, sistemas que se expandem com o tempo e assim por diante, não dá para cravar nada. E cada um se destaca de uma forma muito própria: Grand Kingdom é um híbrido bizarro e inovador com RPG japonês e posicionamento de jogos de beat’em up, enquanto XCOM 2 parece ser um refinamento de uma fórmula única e comprovada (a despeito de bugs na época do lançamento). Então, que fique registrado que os dois são obrigatórios para quem tem um mínimo de interesse no subgênero mais tático e por turno da estratégia.

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Melhor Jogo Exclusivo – Nintendo

Por fim, é a vez da Nintendo, que no ano passado escapou de virar “subcategoria” apenas pelo altíssimo perfil dos três jogos dela que experimentei, mas este ano não deu para segurar. Sim, eu sei que saiu Pokémon (para 3DS e smartphones), Paper Mario Color SplashKirby: Planet RobobotPokken TournamentMonster Hunter Generations… E até Metroid Prime: Federation Force, vai. Mas para quem não é fã de Pokémon (como eu), todos esses títulos juntos não somam metade do interesse e do impacto de um SplatoonXenoblade Chronicles X ou Super Mario Maker. Para piorar, outros dois jogos da Nintendo em 2016 que me interessaram, Shin Megami Tensei IV: Apocalypse e Star Fox Zero/Guard, mal foram abertos aqui ainda.

tokyo-mirage-sessions-fe-for-wiiuNeste ano claramente de entressafra dos estúdios da Nintendo em preparação para o Switch, sobrou apenas um jogo, que me prendeu por dezenas de horas: Tokyo Mirage Sessions #FE – ou, melhor dizendo, “Persona J-Pop Sessions“. É colorido, é bonito, é bem adolescente e não tão profundo em sua narrativa quanto os próprios Personas, mas tem suas peculiaridades para compensar: um sistema de batalha altamente recompensador, quebra-cabeças leves que enriquecem a exploração das masmorras e um estilo visual mais próprio, tão arrojado quanto os dos outros jogos da mesma equipe. Se bobear, seria meu jogo predileto da Nintendo em 2016 mesmo que tivesse jogado todos os outros acima, então…

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