Todo VR será resenhado

Imagino que alguns de vocês estejam aguardando ansiosamente por uma resenha completa do PlayStation VR, como sempre costumo fazer aqui com consoles e acessórios de porte adquiridos.

O que posso dizer é: tenham calma, pessoal. Além do período fértil atual dos jogos, o aparelho não foi feito para longas sessões, e estou usando-o por 1 a 2 horas de cada vez. Como comentei no Godmode Drops, não cheguei a ter náuseas… Mas após esse período, começo a ficar tonto, e insistir causa uma leve dor de cabeça. Não é à toa que os jogos para VR não são longos; você não vai querer ficar 3 horas ou mais imerso no mundo virtual com um capacete preso na cabeça.

Além disso, o disco de demos que acompanha o produto tem nada menos do que 21 jogos – sem contar outros que adquiri ou já tinha, como Batman: Arkham VRSuper Stardust Ultra VRVolumeBound (sim, esses dois últimos foram atualizados com modos VR). Não faço questão de experimentar ou terminar todos, mas quero conferir o máximo possível de conceitos diferentes para fazer aquele artigo longo e recheado, que sirva de consulta por meses e anos.

Isso dito, fiquem com mais uma série de transmissões que andei fazendo no canal da equipe PlayRoom no YouTube. Assinem lá para acompanhar, estou transmitindo algo novo quase todo dia.

The PlayRoom VR – Minigame de plataforma

Thumper VR

Super Stardust Ultra VR

7 comentários sobre “Todo VR será resenhado

    1. Nem uma coisa nem outra. Ou melhor, é um rascunho de parte do futuro.

      Você nunca vai querer jogar um Witcher, um FPS AAA/”completo” ou um RPG de ação em VR, não importa o quanto a tecnologia melhore e barateie. E olha que para um aparelho de consumo geral de primeira geração, o PS VR funciona bem demais para o preço que custa (lá fora, claro).
      Simplesmente não dá para ficar horas e horas imerso ali sem se sentir mal, seja fisicamente ou porque deu vontade de relaxar com as costas no sofá, sem pensar muito.

      Agora, para jogos de sessão rápida, daqueles que você pode tranquilamente curtir por até uma hora quando der vontade, talvez duas forçando a barra… Aí VR é foda. Jogos de puzzle, corrida, minigames, multiplayer competitivo ou cooperativo (de arena/mapa ou fases curtas, e sem ser frenético demais) ou jogos mais narrativos em capítulos, por exemplo. Não é à toa que Resident Evil 7 vai poder ser todo jogado em VR, enquanto um Star Wars Battlefront ou Final Fantasy XV ganham apenas modos extras. Não é à toa que o Batman VR é tipo um episódio interativo da Telltale na engine da trilogia Arkham, e não um jogo de combate. É na imersão por períodos relativamente curtos que o VR se sobressai.

      Curtir

    2. Outra coisa importante: sensores de movimento em si não mudavam nem “habilitavam” conceitos radicalmente novos de jogo. Eles mudavam a forma de controlar, o que podia gerar mais imersão, mas os jogos eram essencialmente versões do que já tínhamos visto. Ter controle de movimento não fez Silent Hill: Shattered Memories ser tão diferente assim dos melhores Silent Hill, embora seja mais imersivo.

      O VR permite ideias que só funcionam nele MESMO. Headmaster, por exemplo. Você poderia fazer o jogo para controles normais na tela da TV, mas seria outra coisa, um jogo de puzzle com física comum. Você poderia fazer um Batman em primeira pessoa, mas você não seria O BATMAN como é em Batman VR. Você pode fazer jogos de nave e tanque em primeira pessoa, mas nenhum vai permitir atirar para trás e acima enquanto segue em frente, como o modo extra do Super Stardust Ultra VR permite. E assim por diante.

      Mesmo os tipos de jogos que já existiam de forma parecida na era dos controles de movimento ganham com o VR. Por exemplo, Until Dawn: Rush of Blood é como todo shooter on-rails, mas ele te faz abaixar a cabeça para escapar de serras elétricas vindo na sua cara, por exemplo. Ou seja, na pior das hipóteses, o VR já é um nível acima do que os sensores de movimento proporcionavam.

      O engraçado é que, se você pensar bem, um jogo bom de VR hoje é uma mistura de 3D estereoscópico, sensores de movimento e vídeo em 360 graus (ou algo perto disso), todas tecnologias que não “pegaram” muito em separado. Pode dar certo exatamente porque é o pacote completo, enquanto essas coisas sozinhas não acrescentavam tanto assim.

      Curtir

      1. Ler que Sword Art Online muito provavelmente não será uma realidade antes de 2035 foi uma das coisas mais tristes que eu já li. No aguardo do seu post completo!

        Curtir

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s