Normalmente prefiro não ficar comentando sobre o mesmo jogo várias vezes à medida que vou jogando-o, mas Mafia III, infelizmente, é um caso especial no ano.

mafia3_pcboxartNo artigo do sábado passado, apontei que as resenhas estavam atrasadas graças à decisão da 2K de enviar os códigos para a imprensa apenas na quinta/sexta-feira. Já estamos na terça e ainda há apenas 9 resenhas no Metacritic, e só uma delas vem de um portal/revista de renome, a IGN.

Além disso, o tal patch prometido para o fim de semana, que desbloqueia 60 frames e a opção de profundidade de campo, saiu poucas horas após a publicação do artigo.

Considerando as duas coisas e as atuais 8 horas de jogo que tenho, acho que vale a pena fazer uma atualização do estado de Mafia III:

  • mafia3_shootoutApós a introdução com o pé na porta em termos narrativos, o jogo se “abre” e a quantidade de cutscenes se reduz drasticamente. O protagonista parte para a “conquista” da cidade de New Bordeaux, território por território, e as cenas posteriores em grande parte se resumem a conversas com “underbosses” e uma ocasional execução de um capo de um distrito.
  • Os sistemas de domínio de território, como tudo no jogo, são simples e funcionais, sem muito brilho: invada o local X, cause prejuízo de alguma forma (destruir drogas, roubar o dinheiro etc.), elimine ou pressione os líderes e atribua um “underboss” seu, que passará a comandar o local e pagar uma taxa para você. O que ajuda é o stealth ser bom – estou usando-o sempre que posso, o que torna cada missão mais divertida e tensa.
  • Somente após 7-8 horas de jogo, ou o tempo de tomar todos os locais em um distrito e eliminar o capo dele, apareceu uma missão paralela para fazer. Não há nenhum sinal de atividades extras por enquanto. Parece ser o típico Mafia: o mundo aberto está lá mais para imersão e ambientação do que para “se perder” fazendo mil coisas.
  • mafiaiiiFalando em eliminar capos, o alvo do primeiro distrito estrela uma fase tão surpreendente quanto o início da história. Não vou nem contar aonde se passa para não estragar a surpresa e a ambientação – é algo que tem que ser visto por conta própria.
  • Sobre o patch, ele desbloqueou 60 frames sim, mas não consigo manter uma taxa estável mesmo com tudo no Low; ela fica flutuando entre 40 e 60 o tempo todo. Para piorar, ficar mexendo nas configurações com o jogo rolando causou mais um crash, e mudar as configurações no launcher parece não fazer efeito algum. Acabei travando em 30 frames de volta com tudo no High, e o jogo roda normal agora. Não é ideal para jogo em PC, claro, mas pelo menos funciona.

Resumindo tudo, me parece que as resenhas da IGN (7,5) e do Hardcore Gamer (8,0) podem ser as mais precisas: narrativa, personagens e ambientação fortes – entre as melhores do ano – aliados a um gameplay padrão e alguns problemas técnicos (lembrando que essas resenhas são da versão de PS4, ainda por cima).

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