Setembro acabou, e isso quer dizer que entramos hoje no último trimestre, normalmente o mais movimentado em lançamentos de jogos de grande porte. Vêm aí Mafia IIIGears of War 4Battlefield 1Titanfall 2Call of Duty: Infinity WarfareDishonored 2Watch_Dogs 2Final Fantasy XVThe Last Guardian e Dead Rising 4, entre outros. Mas como já está virando tradição aqui no blog, é hora de olhar um pouco para trás e ver o que tivemos de melhor.

Caso ainda não tenha lido, os artigos “Segura um pouco que está difícil, 2016” e “The story so far: 2016 na metade” cobriram o que eu estava achando do ano no 1º e no 2º trimestres, respectivamente. 2016 foi um ano propício para isso, já que seus primeiros meses foram recheados de lançamentos memoráveis.

Não à toa, sete jogos do primeiro semestre ainda compõem o “top 10 provisório”, com apenas três do 3º trimestre “invadindo a área”. Outros mudaram de posição à medida que os terminava e/ou abandonava. Sem mais delongas, vamos a eles:

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Aguardando a peneira

Como um mero jogador comum que cisma em manter um blog para comentar o máximo de games possíveis, ainda tenho muita coisa aqui para iniciar, jogar mais ou “zerar”. Certos jogos eu me sinto à vontade de incluir em uma lista de melhores mesmo antes de tê-los terminado, por não conseguir imaginar como eles poderiam piorar drasticamente de uma hora para a outra; outros “pedem” que termine primeiro, para ver aonde a narrativa, os sistemas e as mecânicas ainda meio incertas podem chegar – para o bem ou para o mal. De qualquer forma, insisto: me reservo o direito de mudar de opinião a qualquer momento.

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Dos jogos que estavam “na pendura” no artigo do trimestre anterior, apenas um foi terminado: Zero Time Dilemma (mais sobre ele daqui a pouco). Outros ainda mal comecei, como os dois Assassin’s Creed: Chronicles do ano (IndiaRussia), Dangerous GolfOxenfreeStar Fox ZeroTrials of the Blood Dragon, Brut@lBoundGod Eater 2: Rage Burst e Pac-Man Championship Edition 2. Do pouco que vi de cada um desses, podem pender para absolutamente qualquer lado: alguns parecem melhores do que esperava, outros foram um pouco decepcionantes. Quais? Vamos deixar no ar por enquanto – nunca se sabe quando um jogo melhora substancialmente à medida que se avança nele.

Outros casos são mais específicos. Não comecei The Banner Saga 2 por não ter terminado o anterior ainda, mas se for tão bom quanto o predecessor, vai se catapultar direto para o Top 10. Mesma coisa para Shin Megami Tensei IV: Apocalypse, que até agora tem sido mais elogiado do que o anterior. Estou lá pela metade de Headlander e o jogo só fica melhor, mas o humor e as mecânicas ainda não estão 100% sólidos; além do mais, é quase um metroidvania, um subgênero que “pede” para ser terminado antes de qualquer julgamento. Fiz apenas três grandes prêmios de F1 2016, mas até agora tem sido o melhor jogo da franquia em que já pus as mãos (tenham em mente que não joguei o 2015).

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Falando em corrida, meu Forza Horizon 3 ainda não chegou, mas a julgar pela demo, é candidato a melhor jogo do gênero da geração e, quem sabe, de todos os tempos. Por fim, Destiny: Rise of Iron é tecnicamente uma expansão, mas merece registro: seu único defeito é repetir a mesmíssima estrutura de The Taken King com um pouco mais de reaproveitamento de cenários e material. É isso que está derrubando as notas nas resenhas, o que faz sentido de uma perspectiva puramente análitica, mas passa longe do ponto principal: Destiny é uma espécie de MMO e expansões precisam trazer as pessoas de volta – o que acabou acontecendo sim, e com força. Todo mundo está lá, relembrando com muita alegria o que torna Destiny um dos melhores jogos de tiro da geração e a melhor experiência co-op em muito, muito tempo.

Por fim, ainda quero pôr as mãos em uma série de outros jogos, como XCOM 2 nos consoles, The Solus ProjectOdin Sphere LeifthrasirI Am Setsuna e o Batman da Telltale, entre outros. Plants vs Zombies: Garden Warfare 2 foi liberado no EA Access em setembro, mas nem encostei – com os amigos todos no PS4 e outros jogos multiplayer online melhores para curtir, fica difícil encará-lo sozinho no Xbox One.

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Fora de campo e “veteranos”

AbzuCivilizacaoAlguns jogos já estão praticamente sem chances de sequer entrarem no Top 20, quanto mais nos 10 primeiros. Abzû ainda é um jogo que vale a pena, mas a sensação de “Journey embaixo d’água” sem um sistema ou mecânica tão impactante quanto a cooperação online minimalista do “original” derruba-o muito. Layers of Fear continua na mesma, e acabou sendo superado por títulos mais ousados. Mesma coisa com Firewatch, que só se sustenta pela ótima história.

Downwell é um joguinho retrô bem-intencionado com um bom diferencial – plataforma e tiro em queda livre – e um preço super camarada, mas ainda fica naquele limbo de bons jogos de celular/portátil para passar o tempo e nada mais. Mirror’s Edge Catalyst também continua na mesma de antes, e ainda não joguei mais de Hyper Light Drifter, o único aqui com potencial de subir.

"No Gods or Kings, Only Men" - Bioshock (PC/PS3/X360)Vale registrar também que a quantidade de relançamentos, ports e remasters explodiu no terceiro trimestre. Já tínhamos de tudo, de Resident Evil 0 RemasterDead Island Definitive Collection, de Day of the Tentacle RemasteredAtari Vault, de Valkyria Chronicles Remastered aos dois “renascimentos” do ano, Ratched & ClankEvolve Stage 2 (ainda em beta). Para piorar, comprei Gravity Rush Remastered e saíram Marvel Ultimate Alliance 1 e 2 (já devidamente “patcheados”), God Eater Resurrection, os Dead Rising 1, 2 e Off the Record e a Bioshock Collection. Ufa. Dá para passar meses só na nostalgia… Mas os “veteranos” vão ter que esperar.

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Banco de reservas: 20º ao 11º

street-fighter-5-laura-matsuda-fight-kickAgora sim, vamos aos jogos que merecem atenção. Começamos com uma história triste: Street Fighter V. Em termos de jogabilidade pura, excelente. Em todo o resto, especialmente atualizações, uma bagunça notável. Depois de muitos atrasos, finalmente o jogo recebeu o tal modo história “cinematográfico” e outro de luta contra a máquina, mas confesso que nem toquei neles ainda. O timing foi péssimo, “encavalando” as “novidades” (entre aspas porque deveriam estar lá desde o início) com outros lançamentos importantes. Não sei se chega ao ponto de ser uma decepção, mas uma certeza eu tenho: se ele tivesse sido lançado no último trimestre com todos os recursos de agora e outras melhorias menores, estaria brigando por uma vaga no “time titular”. Uma pena.

Outros jogos foram bons, até melhores do que se apregoa por aí, mas sucumbiram ao peso de suas próprias ambições. Joguei mais de 50 horas de The DivisionNo Man’s Sky, mas ambos ainda dependem de atualizações para alcançarem todo o seu potencial, e talvez agora também seja tarde demais. No caso do jogo da Ubisoft, a coisa chegou ao ponto de envolver a comunidade em uma espécie de nova fase beta; no jogo da Sony, o que pesou aqui foi a instabilidade inicial da versão de PC, que “travou” a expansão do conteúdo esperada. Não à toa, por mais que tenha passado 2-3 semanas vidrado nele, ao terminar o caminho do Atlas, larguei No Man’s Sky em vez de partir para o centro do universo – quero ver se algo novo é adicionado antes.

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Três jogos estavam no Top 10 e foram superados: Salt and SanctuaryQuantum BreakFar Cry Primal. O clone 2D de Dark Souls ainda tem potencial, preciso jogá-lo mais. O jogo da Remedy aos poucos se torna uma memória difusa pela alta concorrência, a ponto de considerar um novo playthrough na versão de PC antes de “cravar” os melhores no final do ano. Já Far Cry Primal é meio que uma incógnita. Minha relação com ele é parecida com a que tenho com o The Cure: passo grandes períodos sem lembrar que existe… mas quando eu lembro, passo dias e dias só ouvindo a banda/jogando o jogo, maravilhado. E sim, ainda não terminei – exatamente porque é muito divertido ficar passeando nele, com tudo funcionando direitinho, como deve ser.

Dos jogos que saíram no 3º trimestre, alguns já estão aqui “na meiúca”, com chances de penderem para qualquer lado. Grand Kingdom foi uma grata surpresa que mistura RPG tático/de estratégia com golpes e combos de luta 2D por turno, tudo isso em um cenário medieval à japonesa inusitado, sem justificativas épicas ou morais de “fazer o bem” – pelo menos até onde joguei. Tokyo Mirage Sessions #FE é, no fim das contas, um novo spin-off de Shin Megami Tensei com muita cara de Persona e apenas uma “mão de tinta” de Fire Emblem. Como o jogo usa muitas mecânicas, sistemas e ideias que fazem as séries SMTPersona brilharem, já merece um lugar aqui. Porém, é diferente o bastante – especialmente no cenário e no tom da história – para preferir terminá-lo antes de “cravá-lo” no Top 10.

inside02Por fim, dois casos absolutamente especiais. Inside é uma evolução de Limbo em todo e qualquer aspecto, e contém o momento mais “what the fuck?” dos jogos de 2016, sem contestação. Ainda assim, é totalmente escorado em um punhado de bons quebra-cabeças e em narrativa e ambientação minimalistas; não sei se é o suficiente para uma posição mais alta. Se for, é porque absolutamente nada no jogo está fora do lugar.

Já ReCore é outra grande incógnita. As resenhas foram bem variáveis, deixando-o com cara de mediano para o público em geral, mas eu não me arriscaria a corroborar isso – ainda mais quando a reclamação mais constante sobre ele tem a ver com as horas finais. ReCore começa muito, muito bem e até agora, mais de 10 horas depois, continua ficando melhor e melhor. Por enquanto, é uma excelente aventura 3D de plataforma, tiro e exploração que mistura bons elementos de Ratchet & ClankMetroid PrimeThe Legend of Zelda, sem parecer exatamente com nenhum deles.

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Alguns bugs começam a pipocar à medida que você joga mais, como inimigos “sumindo” no meio das areias e pedras do cenário, mas nada que trave a jogabilidade. Tudo depende agora da malfadada seção final, que alegam ter um pico repentino de dificuldade, daqueles que exigem grind e “arrastam” o jogo. Não consigo imaginar como isso possa fazer ele cair muito no meu conceito – até agora, está bem perto do Top 10, e entraria lá tranquilamente com um bom final e o conserto dos bugs. Vamos ver.

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Titulares: 10º ao 1º

E entram em campo…

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10. Battleborn

Se o jogo da Gearbox subiu antes por ter jogado mais dele, agora caiu simplesmente por não ter tido mais tempo de acompanhá-lo. Não conferi os heróis novos pós-Alani, que chegou a parecer até um pouco overpower, mas a contagem de jogadores no PC começou a cair e acabei deixando-o para trás para jogar outros títulos. Não à toa, os boatos de que virará free-to-play se intensificaram, embora tenham sido negados – o que está nos planos oficialmente é um trial gratuito, e ainda assim somente daqui a alguns meses. Mesmo tendo pago por ele, preferia que virasse free-to-play logo; o jogo merece mais gente jogando, e para ontem.

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9. Song of the Deep

Primeira entrada nova no Top 10, o jogo da Insomniac Games, assim como ReCore, também dividiu bastante as opiniões. Desconfio que ambos também dividem dois motivos para tanto. Primeiro, eles se escoram em subgêneros que não estão entre os mais populares hoje em dia, o que confunde uma nova geração de jornalistas; segundo, foram lançados com alguns problemas de desempenho ou de bugs, corrigidos no patch de dia 1 ou logo após.

Eu joguei Song of the Deep após os primeiros patches e admito que ele tem um início meio lento, mas após umas 2-3 horas se expande e impressiona a ponto de ficar ombro a ombro com os melhores metroidvania. Curva de dificuldade na medida certa, itens extras que exigem neurônios para serem coletados, segredos interessantes, um visual embasbacante, boa duração, uma narrativa emocional sem pender para o piegas… Enfim, o que mencionei aqui só se comprovou verdadeiro até o final. Uma grata surpresa.

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8. Dark Souls III

No artigo passado, eu disse que o jogo não cairia do Top 5 “nem por decreto”, mas… A verdade é que ainda não voltei a ele. Jogos do tipo – e isso vale também para Salt and Sanctuary – exigem dedicação, algo difícil com tantas outras coisas para experimentar, e essa “distância” me faz voltar a ter dúvidas. Mecanicamente parece ser o melhor jogo da série, pelo menos até onde fui, mas o quanto isso “segura” sua excelência em meio à sensação de reaproveitamento excessivo de ideias e conceitos da série? Ouvi falar muito bem do final… Mas e o tempo para dedicar a ele, voltar a jogar minimamente bem? Por enquanto, “deixem” ele aqui em 8º; em novembro ou dezembro eu termino, nem que seja na marra.

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7. Hitman

Sim, o Agente 47 ainda está aqui. A cada novo episódio, o padrão vai ficando claro: a história é interessante, a base do jogo é mais do que sólida, o desempenho técnico vai se aprimorando, os elusive targets sazonais estão entre as melhores novidades na série… Ou seja, a decisão de “fatiar” Hitman e inserir mais elementos online (não multiplayer!) foi, no final das contas, genial.

Você pode até esperar o jogo completo em disco, mas vai perder – não, já perdeu – o zeitgeist de abrir o jogo a cada 1-2 meses, ver conteúdo novo, encarar o evento daquele período, disputar posição em leaderboards e ficar ponderando sobre um novo cliffhanger narrativo, na melhor tradição das séries de TV. Mas para esta lista, há uma questão em aberto: o jogo só será lançado em disco em janeiro de 2017. Se parte do conteúdo só chegar neste mês, Hitman pode ficar de fora das listas de 2016. Por enquanto, continua sólido no Top 10, a não ser que o episódio 5 consiga de alguma forma estragar tudo (acabou de ser lançado e ainda não o joguei).

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6. SUPERHOT

Talvez o jogo mais inovador do ano e uma das maiores surpresas, SUPERHOT só tem caído uma posição por vez, à medida que competidores nível “candidato a Game of The Year” vão entrando. O interessante é que não voltei a ele para fazer mais desafios e modos extras; o jogo se sustenta entre os 10 apenas nas memórias da (curta) campanha principal, da qual lembro cada minuto, cada recanto, cada minifase, cada reviravolta mecânica ou narrativa. Sim, poderia ser ainda melhor, especialmente se mecânicas apresentadas no final fossem expandidas. Mas isso não importa: o que importa é shooter mais inovador em anos, porra!

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5. Doom

É… Doom já estava no Top 10 e subiu. A coisa é simples: eu terminei Doom como mencionei na resenha – naquele ritmo homeopático, uma fase ou duas por vez, curtindo aquela hora ou duas como um período de desopilação suprema no dia-a-dia. E aí quis jogar mais. E mais. Até agora, toda semana eu penso em voltar a ele em algum momento, para recomeçar em uma dificuldade maior ou buscar os itens colecionáveis e segredos que faltam.

Só não o fiz ainda porque Shadow Warrior 2 foi confirmado para outubro e resolvi tentar terminar o anterior antes, começando-o do zero. Doom foi tão bom que até fez Shadow Warrior ficar melhor; desta vez, não estou cansando dele como antes. Ambos têm muito em comum no quesito “aula de remake“, aliás, e dá para dizer que a iD “aprendeu” bastante coisa com Shadow Warrior… Mas o peso da marca, o tratamento AAA e a excelência técnica deixam Doom mais impressionante.

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4. Zero Time Dilemma

Como previsto, aqui está a conclusão da série Zero Escape. Já destrinchei o jogo em uma resenha extensa aqui no blog, então sobra explicar a posição e uma comparação direta. Ele está aqui como a melhor narrativa que experimentei em 2016 até agora, acima inclusive de Uncharted 4, mas uma posição abaixo na lista por questões técnicas – por exemplo, o port porco para PC e as animações duras até para uma visual novel, entre outros detalhes menores.

E a comparação? Se você prestou atenção até agora, pode estar se perguntando por que Zero Time Dilemma, um jogo de narrativa e quebra-cabeças, está tão acima de Inside, outro jogo de narrativa e quebra-cabeças. A resposta é simples: não há nada de “minimalista” em Zero Time Dilemma, e ele não depende de deixar elementos de cenário propositalmente vagos para impressionar.

Todos os seus elementos de jogabilidade e trama são extremamente intrincados, como um castelo de cartas: se um bloco de sustentação sequer fosse mal encaixado, tudo desabaria. E não apenas o jogo segue firme até o final, como ainda se arrisca a experimentar, com a estrutura “fragmentos de memória”, e inserir o jogador na história de uma maneira nunca antes vista. O lugar do jogo é no Top 10, ponto.

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3. Uncharted 4: A Thief’s End

Apesar de ainda não ter jogado o multiplayer dele – de novo, a concorrência nesse campo em 2016 não deixa – Uncharted 4 continua na parte mais alta da lista. E olha que, segundo consta, o multijogador tem se saído bem, com bons updates e jogabilidade. Para mim, a campanha é mais do que suficiente; tudo que escrevi no artigo do 2º trimestre, especialmente no segundo parágrafo e nos links ali inclusos, continua valendo, e será ótimo material de discussão nos podcasts de Melhores no fim do ano. É só aguardar seguindo o Godmode e o PlayRoom.

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2. Deus Ex: Mankind Divided

Eis a grande novidade: sim, o Deus Ex mais recente já entra aqui, e sim, já em segundo. Não, não o terminei ainda. Mas não precisa. Talvez vocês leiam em algumas resenhas por aí que o jogo é ótimo, mas que a história “não é tão boa” ou que ele é “mais do mesmo”, sem contar algumas reclamações de desempenho. O que eu digo é: bobagem. Tudo bobagem.

O jogo é belíssimo no PC, mais do que esperava, e roda tranquilamente a 60 frames – basta saber o que desligar e o que deixar ligado. O “mais do mesmo” neste caso é bem-vindo, já que conserta tudo que precisava ser consertado em Human Revolution e expande uma jogabilidade já única e fora de qualquer comparação direta – e mesmo assim, você vai acabar descobrindo novidades mecânicas que não esperava. Além disso, fica implícito que alguns queriam que o jogo virasse mundo aberto, o que graças aos céus não ocorreu. Os bairros interconectados de Praga, com seus atalhos e recônditos, são bem mais apropriados para o tom da série do que enfiar um mundo aberto na marra.

“Mas e a história? Você não terminou ainda, porra!”. Verdade. Estou fazendo uma aposta aqui, baseado no que vi até o momento; a reclamação tem a ver com uma qualidade incomum de Mankind Divided, uma que eu sei que jornalistas de games modernos são quase sempre incapazes de apreciar: equilíbrio. Em um primeiro momento, a história parece um pouco trivial porque ela se recusa a fazer “declarações” bombásticas, passar “mensagens”, “tomar um lado”. Mas no final das contas, isso só reforça a dificuldade das decisões do jogo ao longo do tempo, algo crucial para Deus Ex – e apropriadíssimo para um jogo que se chama, vejam só, humanidade dividida.

Mankind Divided só não roubou o 1º lugar porque ainda não o terminei. Por mais que aposte que o jogo, no mínimo, manterá a qualidade narrativa única que vi até então, preciso ver o final antes de saber se ele consegue derrubar aquele jogo que vocês sabem qual é…

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1. Overwatch

Desde que Overwatch foi lançado, somente a expansão nova de Destiny, que exige uma certa dedicação e trouxe todo mundo de volta às parties do PS4, me fez parar de jogar o multiplayer de equipe da Blizzard regularmente. Antes disso, a introdução do modo competitivo em temporadas, a nova heroína Ana e o evento especial das Olimpíadas, com um modo de jogo chupinhado de Rocket League na cara dura, me mantiveram grudado em Overwatch.

E sabem o que é pior? Ainda nem joguei direito com a Mercy, com o Roadhog, com o Reinhardt, com a própria Ana… Não experimentei ainda direito a D.Va após os buffs que recebeu, apenas o Zenyatta… E como Overwatch é, basicamente, um minijogo diferente por herói, ainda tenho muito o que aproveitar. Vale lembrar algo importante: eu nunca fui um jogador regular de multiplayer competitivo, em jogo nenhum. Nenhum. E vou jogar Overwatch por anos ainda. O poder de Overwatch é esse: é tão bem desenvolvido, beirando a perfeição, que converte até os mais reticentes. Se você ainda não mergulhou, dispa-se de seus pré-conceitos e do senso comum, por mais “jogador de single player” que seja.

Embora acredite que os novos Deus ExForza Horizon possam beirar a perfeição também, o fator surpresa e o nível de diversão pura, mesmo quando se perde, de Overwatch deve manter ele no topo até o final – a não ser que a Blizzard estrague alguma coisa em atualizações. O evento das Olimpíadas não foi dos melhores, então tudo pode acontecer, mas… Bom, vamos deixar algum suspense aqui, não é?

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titanfall-2-pre-alpha-tech-test-2Resumo terminado, agora é aguardar os lançamentos finais. O interessante é que, conferindo a lista lá do primeiro parágrafo, noto que já tive a chance de testar alguns em beta ou na BGS, como Battlefield 1Gears 4Dead Rising 4Titanfall 2; se cumprirem o que vi nessas ocasiões, para o bem e para o mal, a chance de qualquer um dos quatro entrar no Top 10 é zero. No máximo, ficam na “reserva”, em posições variadas.

Ao mesmo tempo, Doom teve um péssimo beta para um multiplayer esquecível, mas se superou no resto… E Titanfall 2 vai ter campanha pela primeira vez, que a PC Gamer jurou ter mais a ver com Portal do que com jogo de tiro… Hmmmm. E a Respawn mostrou o modo Attrition de volta, e jura que está ouvindo os fãs e ajustando o multiplayer… Hmmmmmmmmmm.

Mafia III está indo bem demais nos trailers e previewsThe Last Guardian é a incógnita de sempre, inclusive se vai chegar a sair em 2016 ou ser adiado mais uma vez. Final Fantasy XV parece ser a redenção da franquia, mas não vou apostar fichas de Top 10 nele por enquanto. Os outros jogos são sequências de séries tradicionais que podem pender para qualquer lado. Enquanto isso, vou terminando jogos aqui e ver que bicho dá. Fiquem ligados, que falta pouco para as discussões reais de Melhores do Ano!

Um comentário sobre “2016 na reta final: um blog dividido

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