PLAY 2016 destaca indies novos no PS4

Lendas dos Games Indie

Às vezes é preciso ser muito criterioso com jogos indies para separar o joio do trigo, mas uma coisa tem dado certo nos últimos anos: ficar de olho em quais chegam aos consoles. Tirando exceções pontuais como UndertaleHer Story – não por acaso, dois jogos dependentes de teclado em alguma medida – os indies que realmente importam quase sempre acabam nas lojas virtuais da Sony, da Microsoft e/ou da Nintendo. A curadoria das equipes dos consoles tem sido cada vez mais criteriosa e válida, mesmo que você acabe comprando no PC.

(Isso não quer dizer que não existam bons jogos independentes exclusivos de PC, e sim que as chances de um indie ser apenas uma tentativa de copiar/reviver outro, especialmente os de plataforma pixelados, são maiores. Isso acontece porque é mais fácil publicar seu jogo no PC, então a quantidade de entulho é maior. Alguns indies exclusivos de PC podem ser bons de jogar e até valerem bastante a pena, mas têm menos chances de serem jogos que vão ficar na memória/história, de serem um Braid, um Inside, um Bit.Trip, um Guacamelee. Esses quase sempre acabam indo para os consoles, mesmo que seja depois.)

PLAY2016

Voltando à “curadoria”:  hoje a Sony colocou à disposição o pacote PLAY 2016, ou quatro jogos indies, lançados um por semana, que podem ser comprados em pré-venda com 20% de desconto. Quem pegar pelo menos dois antecipadamente ainda ganha um cupom de 20% de desconto (no início de setembro) para usar em qualquer outra compra – incluindo de grandes lançamentos. É um modelo semelhante ao Summer of Arcade, que destacou alguns dos melhores indies já feitos na era do Xbox 360, como LimboCastle CrashersTrials HDBastion e o próprio Braid… Só que agora com um desconto extra posterior como incentivo.

E o PLAY deste ano foi o primeiro que me chamou a atenção mesmo sem ter ouvido falar de nenhum dos jogos antes. Talvez o povo tenha apenas aprendido a ser muito eficiente e/ou esperto nos trailers, mas de qualquer forma, me convenceram: comprei dois. Dos outros dois vou aguardar as resenhas e/ou comprar no PC, mas também têm potencial. Vocês podem ver todos os quatro jogos reunidos no blog do PlayStation, e eu incluirei os trailers de cada um abaixo.

Headlander

Headlander parece ser uma espécie de cruza entre metroidvania, aventura narrativa em 2D e filmes antigos de ficção científica; com a chancela da Double Fine, foi uma escolha fácil. É também um dos dois que também chegarão ao PC, então usuários do Steam podem ficar tranquilos. A premissa da história é interessantíssima: em um futuro no qual a humanidade “se transferiu” para robôs, o último humano vivo é só… uma cabeça. E, claro, não podia faltar um tanto de humor e uma trilha sonora adequada.

ABZÛ

O outro a ir para o Steam é ABZÛ, feito pelo diretor de arte de Journey; as semelhanças visuais, musicais e sonoras são evidentes. Podem apostar que será descrito por muitos como “Journey subaquático”. Como não há nenhum sinal de mecânica inovadora semelhante ao matchmaking de Journeypara mim, 90% da graça do jogo – esse eu deixei para resolver se compro após as resenhas (e provavelmente no Steam, onde está mais barato).

Brut@l

A seguir temos Brut@l, que parece uma espécie de cruza de Dark Souls com Diablo e RPGs antigos… E um visual… computadorizado? ASCII pós-moderno em 3D? Esse foi o que mais me interessou de todos, tanto pelas mecânicas quanto pelo visual totalmente inovador. É difícil de descrevê-lo, mas ao assisti-lo em ação, você entenderá rapidamente as referências. O vídeo de gameplay abaixo, da PSX 2015, parece mostrar bem do que se trata, e o trailer de co-op (infelizmente apenas local e para 2 pessoas) também mostra um pouco da jogabilidade mais de perto:

Bound

Por fim, temos Bound, que parece ser um jogo de exploração e plataforma 3D com inspiração em dança/balé. Embora o conceito e o visual (que também lembra Journey…) sejam bem interessantes, o histórico da companhia, a Plastic, não é dos melhores: são os desenvolvedores de Datura, que foi malhado a ponto de não ser considerado um “game”, mesmo em publicações que já elogiaram outros títulos com pouquíssimo gameplay. Por outro lado, a Santa Monica também está envolvida em Bound, então… Deem uma olhada e julguem por conta própria.

Uma curiosidade: na empolgação, acabei pegando Bound também porque a página do jogo exibiu um desconto de 50% para usuários da Plus (US$ 9.99). Porém, como a PSN ainda estava atualizando, o preço estava errado, e fui cobrado US$ 15.99 – 20%, como anunciado na página do PLAY 2016. Por US$ 15, podia ter comprado Song of the Deep, o novo jogo da Insomniac, que está custando inacreditáveis R$ 100 no Steam e R$ 120 na PSN brasileira (por sair também em disco).

Via de regra, a PSN não aceita reembolsos, mas eles podem abrir exceções para pré-vendas feita com alguma antecedência. Como Bound só sai em 16/08, bastou entrar no Live Chat do PlayStation, e em cinco minutos de conversa já tive o valor reembolsado de imediato – a ponto de poder ver a carteira e comprar Song of the Deep ainda enquanto falava com o operador. Foi o primeiro reembolso que pedi, e fui avisado educadamente que se travata de “um gesto de boa vontade” (os Termos e Condições de pré-vendas falam claramente que não há reembolsos), mas fica a dica em casos extremos e/ou que envolvam erros de exibição de preço.

Agora é esperar os jogos saírem e ver se cumprem as expectativas. Se tudo der certo, semana que vem já transmito Headlander. Fiquem ligados!

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