Chegou hoje (finalmente!) minha cópia de Tokyo Mirage Sessions #FE para Wii U, antes conhecido como o crossover de Shin Megami Tensei com Fire Emblem. E bem na hora, aliás: acabei de terminar tudo em Zero Time Dilemma – resenha completa em breve, explicando por que o jogo saltou para o meu Top 3 do ano até então.

Voltando a Tokyo Mirage Sessions: só deu tempo de terminar o prólogo, que contém uma dungeon de dois “andares” e um chefe, em cerca de 1h30… Mas já me arrisco a dizer uma coisa: esse jogo é um Persona. O que tem de Shin Megami Tensei nele é apenas e tão somente o que já foi usado também em Persona (lembrando que Persona é um spin-off de SMT que “ganhou vida”). E o pouco que há de Fire Emblem aqui é quase totalmente cosmético: os personagens da série de estratégia da Nintendo servem como “miragens” dos protagonistas. Ou seja, outra forma de… personas. Hmmmm.

Nada de apocalipse nem caos: só uma turminha do barulho fazendo J-Pop

tokyo-mirage-sessions-fe-for-wiiuCombate, lógica, tom, temas, opções visuais, tudo no jogo me faz lembrar de Persona 4. Não há nada de pós- ou pré-apocalíptico na premissa inicial, e não há nada que sugira um conflito entre caos e ordem. É tudo muito leve, com adolescentes japoneses que são aspirantes a ídolos do ramo de entretenimento.

Além disso, os antagonistas não são descritos como nada parecido com “demônios”. Você não conversa com eles, muito menos os recruta ou coleta; apenas os derrota. No caso do primeiro chefe, inclusive, isso quer dizer “espantar” a “miragem” e devolvê-lo à forma humana – outro conceito muito mais de Persona do que de Shin Megami Tensei.

Pelas resenhas, ainda irei “abrir” um sistema de upgrades de armas inspirado em Fire Emblem e outro de “ligações entre personagens”, o que lembra os social links de… vejam só… Persona. Nada que li ou assisti sugere qualquer mecânica intrínseca de Shin Megami Tensei. Não vou me espantar se não houver nenhuma: nada do básico que joguei parece indicado para isso.

Por exemplo, não há ganho de turnos extras quando se atinge um ponto fraco inimigo; o que ocorre é a chance de iniciar uma “sessão”, ou uma cadeia de ataques “automáticos” de vários personagens. E sabem o que essa mecânica nova lembra? Uma versão mais elaborada do All-Out Attack de… É, vocês já sabem: Persona.

TokyoMirageSessionsOverkill

Ah, Atlus, sua malandrinha…

Isto é… Por enquanto, o jogo só está confirmando o que eu suspeitava a cada novo preview e, posteriormente, nas resenhas: em algum ponto, a Atlus desistiu de incorporar Fire Emblem de verdade e usou a chance para fazer algo mais próprio do que um “simples” crossover. Não foi à toa que a Nintendo passou a direcionar menos marketing para Tokyo Mirage Sessions #FE, praticamente ignorando-o na E3: esse é um jogo da Atlus.

A diferença é que… Antes eu achava que ela resolveu criar um novo spin-off de Shin Megami Tensei que tivesse potencial para virar série própria, como aconteceu com Persona. Agora, já desconfio que usaram o jogo mesmo foi para testar mecânicas e estrutura novas para Persona 5.

Vou ter uma opinião definitiva quando jogar mais. Acompanhem aqui as cenas dos próximos capítulos!

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5 comentários sobre “Tokyo Mirage Sessions ou Persona J-Pop Sessions?

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