The story so far: 2016 na metade

Como prometido anteriormente, vamos recapitular o ano de novo agora que o 2º trimestre acabou. Eu sei, eu sei… Dá para acreditar que metade de 2016 já se passou? Pois é. E esse trimestre poder ter sido o mais agitado do ano inteiro: olhando minha tabela pessoal de lançamentos, talvez apenas setembro tenha chances de ser tão “recheado” quanto maio, e nem o último semestre do ano se compara a abril-maio-junho em termos de número de lançamentos de ponta.

Desta vez, vou partir para um formato um pouco diferente: vamos percorrer a “lista provisória de melhores” a partir dos “piores” primeiro. Ainda há títulos que nem enconstei direito, e não estou levando em consideração relançamentos ou remasters “puros”, como Day of the Tentacle RemasteredATARI VaultDead Island Definitive Collection (que saiu praticamente de graça para quem já tinha os originais no Steam). Vamos ao que interessa, então:

<<<<< 2016 >>>>>

Na pendura

Certos jogos você “entende” ou “saca” logo de cara, outros você percebe que precisa jogar mais para se sentir à vontade de dar uma opinião e/ou incluí-los em uma lista ordenada. Estes a seguir se encaixam no segundo caso, o da “pendura”. Ainda não consegui “entrar no clima” de Unravel, Adr1ftThe Witness, por exemplo. Ratchet & Clank, coitado, mesmo parecendo muito bom, está parado aqui por ser quase fisicamente impossível ligar o PS4 e entrar em qualquer outro jogo que não seja aquele, que vocês sabem muito bem qual é… (Aliás, também nem encostei no multiplayer de Uncharted 4 pelo mesmo exato motivo.)

ZeroTimeDilemmaCharacters
O elenco de Zero Time Dilemma

Severed é uma aquisição bem recente que mal comecei a jogar, embora já tenha a impressão de que vai se catapultar facilmente para o Top 10 com mais algumas horas – escutem o Roomcast 67 para saber mais. Por fim, podem considerar Zero Time Dilemma como candidato sério ao Top 5: já tenho 12 horas nele em 2 dias (!!!). O terceiro título da série Zero Escape conseguiu a proeza de me tirar daquele jogo, e só não o incluí direto na lista porque ele é 100% dependente da qualidade de sua história e seus quebra-cabeças; quero terminar tudo antes de arriscar qualquer tentativa de classificá-lo, até mesmo em comparação com o anterior da série, Virtue’s Last Reward.

<<<<< 2016 >>>>>

Time B: 17º ao 11º

Agora começa a “dança das cadeiras”! Vamos ver que jogos subiram e que jogos caíram no meu conceito depois de jogá-los um tanto mais, ou até por causa de fatores como updates e conteúdos extras lançados – para o bem e para o mal.

Dois deles continuam na mesmaLayers of FearFirewatch. Seus méritos estão basicamente em história e gráficos, com quase nenhuma jogabilidade “real”. Suas narrativas, embora boas, não são tão sensacionais (ou bizarras, como a de Zero Time Dilemma) a ponto de carregarem sozinhas os jogos para posições mais altas. A tendência é que, com mais lançamentos no resto do ano, caiam para além do 20º lugar. Ainda assim, se você estiver no clima de pegar um jogo barato no Steam (nem que seja em promoção, para ficar mais barato que um ingresso de cinema) e passar uma noite ou duas apenas acompanhando uma boa história, eles valem a pena, especialmente Firewatch.

DownwellVitaVerticalA seguir, uma novidade: Downwell. Mais um jogo indie de plataforma pixelado/8-bits “com um twist“, mas desta vez bem interessante: é um roguelike (fases construídas aleatoriamente) “na vertical”, em queda livre, no qual você atira com as solas das botas do personagem. Pode ser jogado com o Vita em pé para melhor visualização, tem um desafio razoável, é inusitado e – talvez o mais importante – custa apenas US$ 5. Também está disponível no PC, no Android e no PS4 (como cross-buy). Se quiser saber mais sobre ele, ouça o Roomcast número 67.

Aliás, nesse mesmo podcast, você também pode ouvir mais sobre Mirror’s Edge: Catalyst, que infelizmente oscila o tempo todo entre alegria e decepção completas. Em seus aspectos de jogabilidade mais puros e na mudança de formato para mundo aberto, é quase perfeito: se você gostava da sensação de velocidade e da liberdade do jogo original, vai pirar com ambas em Catalyst. Porém, o novo sistema de upgrades não parece acrescentar muita coisa além de uma progressão meio artificial, e… Tudo relativo ao cenário e à história – narrativa, personagens, diálogos – é horroroso. Terrível. E antes que você diga “caguei”, tome cuidado: essas coisas ainda informam a estrutura de missões, e sempre há alguém falando com você, mesmo enquanto corre livremente. Não é tão fácil assim “se desligar” dos aspectos narrativos quando eles tornam as missões mais chatas.

StreetFighterVRyuO “time B” se completa com três jogos que antes estavam no Top 10, mas “caíram” por motivos variados. Hyper Light Drifter “sofreu” apenas porque não segui adiante nele ainda, e há toda a possibilidade de que volte a “subir” quando jogar mais. Street Figher V caiu por ter ficado muito tempo sem atualizações – mas isso pode mudar, já que o Modo História Cinemática acabou de ser liberado. Por fim, The Division continua recebendo updates constantes… Mas que não estão ajudando muito o endgame. Se do lado do loot e aprimoramentos de progressão a Ubisoft tem acertado, em termos de conteúdo real, ainda está devendo um tanto. Por exemplo, a primeira Incursão foi apenas um modo horda simplista disfarçado (e meio sem graça), e o conteúdo single player novo envolve apenas ir atrás de inimigos “nomeados” no mapa principal. Há o primeiro DLC pago, Underground, mas ainda não o adquiri.

<<<<< 2016 >>>>>

Titulares em campo: 10º ao 1º

Agora sim, o filé da coisa toda, aqueles que ainda estão brigando para ficar entre os melhores jogos quando o ano acabar. E com direito a todo tipo de surpresa, como mudanças bruscas de posição e três novos “titulares”. Imagina como a coisa não vai esquentar quando terminar Zero Time Dilemma e jogar mais Severed

20160519120553_1

10. Salt and Sanctuary (PC/PS4)

Primeiro “novo titular” em campo! Para quem não conhece, trata-se de um jogo indie visivelmente inspirado em Dark Souls… Só que em 2D. No começo, a “homenagem” parece um tanto próxima demais do “original”, forçando os limites do plágio… Mas à medida que você joga, as diferenças de estrutura, progressão e jogabilidade vão aparecendo e/ou aumentando em importância. Além disso, é bem interessante perceber como os desenvolvedores “entenderam” a essência da franquia da From Software no que diz respeito a mistério, iconografia e clima geral. Sua experiência com Dark Souls lhe ajudará aqui, mas de vez em quando o jogo puxa seu tapete com uma solução inesperada… E se você é daqueles que nunca conseguiu mergulhar na série Souls mesmo com experiência em jogos de plataforma antigos, Salt and Sanctuary pode ser a sua redenção. Na dúvida, confira a minha transmissão do início do jogo.

QuantumBreakHeader

9. Quantum Break (PC/Xone)

O tempo não mudou muito minha opinião sobre Quantum Break, mas ele acabou caindo várias posições graças a alguns fatores. Há “novos titulares”; joguei mais de outros títulos, que subiram no meu conceito; e saíram atualizações de outro “titular” que, tecnicamente, ainda nem está finalizado. O que há de novo a dizer sobre o jogo da Remedy é que consertaram parte dos problemas na versão de PC, que agora tem framerate mais estável e algumas opções menores, resultantes das mudanças da Microsoft no DirectX 12. Nada que mude o que já escrevi sobre ele.

cropped-farcryprimaldentedesabre.jpg

8. Far Cry Primal (PC/PS4/Xone)

O jogo mais recente da série Far Cry conseguiu manter sua posição intacta, apesar dos “novos titulares”, por um motivo simples: estou jogando mais. Sim, em algum momento senti saudades de ficar perdido na pré-história, e aconteceram algumas coisas que reativaram meu interesse no jogo. Por exemplo, um aviso: não tente tirar nenhuma conclusão definitiva sobre Primal enquanto não conseguir domar e montar alguns dos animais mais fortes do jogo, como o dente-de-sabre ou os ursos. Além de acelerarem a movimentação pelo mapa, eles aumentam suas opções de abordagem e geram momentos aleatórios muito divertidos. Por fim, as missões principais posteriores têm momentos memoráveis, comparáveis aos melhores da série. Prepare-se para uma fuga tensa nas terras geladas do norte, para viagens alucinógenas com flechas de meteoro (sério!) e caçadas paralelas muito tensas, em busca de versões “épicas” dos animais mais fortes.

HitmanHeader

7. Hitman (PC/PS4/Xone)

Ainda não joguei o 3º episódio, Marrakesh, mas tudo que escrevi até agora sobre Hitman (pós-atualizações e pré-atualizações) se mantém – o jogo só perdeu as duas exatas posições “tomadas” por novos candidatos no Top 10. Também ainda não mergulhei de cabeça nos elusive targets, que continuam “surgindo” com frequência, aumentando a longevidade e o valor de replay dos episódios. É possível que a continuação da história, melhorias de desempenho (se houver alguma) e os targets novos trazidos pelo 3º episódio elevem ainda mais o conceito do jogo, e não vou me surpreender nem um pouco se isso acontecer.

cropped-20160521153320_1.jpg

6. Doom (PC/PS4/Xone)

Essa é, com certeza, a maior surpresa do novo Top 10 in progress – e ninguém se surpreendeu tanto quanto eu mesmo. O beta de Doom tinha reduzido muito minhas expectativas, tanto em termos de desempenho quanto de escolhas de design; embora fosse apenas do multiplayer, não era nada encorajador ver os desenvolvedores jogando fora algumas das ideias multijogador do Doom original e incluir modernices desnecessárias aqui, como loadouts. Só que, no jogo final, a campanha é exatamente o oposto completo do beta: focada no que define Doom, com mecânicas novas que só reforçam os pontos fortes da série, e rodando perfeitamente a 60 frames. Ainda por cima, é essa belezura aqui – um dos jogos mais bonitos do ano, com certeza. Você pode ouvir mais sobre o jogo no Roomcast número 64. E olha… Ainda nem testei o modo SnapMap, que pode compensar o multiplayer esquecível.

superhot+splash+logoless

5. SUPERHOT (PC/Xone)

Nada mudou sobre SUPERHOT. Quer dizer, ele vai “migrar” para Realidade Virtual, o que pode deixá-lo ainda mais alucinante: lembrem-se, a narrativa surreal dele já é baseada em simulação virtual. Que mindfucks os desenvolvedores podem inventar com as possibilidades? Pode ser o Inception dos videogames. Mas tudo isso é especulação, e ao que parece, SUPERHOT VR será um novo jogo, até para suportar todas as possíveis mudanças narrativas. Mesmo sem essa versão, continua sendo um dos jogos mais inovadores do ano – senão o mais inovador – e foi preciso sair um candidato a Game of The Year para derrubar SUPERHOT uma posição na lista de Top 10 provisória.

cropped-battlebornheader.jpg

4. Battleborn (PC/PS4/Xone)

Sim, eu “subi” Battleborn nessa lista. E querem saber mais? Não foi tanto por causa de melhorias, que nem foram tão significativas assim. Eu só joguei mais dele. Nem estou jogando com tanto frequência a essa altura, mas ainda assim, sempre me lembro de Battleborn, pelo menos uma vez por semana, e “dou uma passada” no multijogador, cooperativo ou competitivo. Todos os problemas dele ainda estão lá – e agora com menos jogadores, à medida que mais e mais pessoas compram e se viciam naquele jogo que vocês sabem qual é. Mas… É difícil de explicar. Tem alguma coisa em Battleborn que me cativou de verdade.

Pode ser o fato dele ainda ter modos e possibilidades de progressão de personagem que aquele jogo não tem. Pode ser a maior quantidade de personagens, já que ainda não experimentei direito todos eles e não maximizei nenhum (Isic é o que está mais perto). Ou pode ser simplesmente por que, mesmo com todos os seus defeitos, Battleborn foi ambicioso – e eu gosto de quem se arrisca, mesmo que nem tudo dê certo. Duvido que o jogo permaneça no Top 5 até o final do ano, mas mesmo que continue no estado atual até lá, não vai sair totalmente do meu radar.

cropped-darksoulsiiiheader.jpg

3. Dark Souls III (PC/PS4/Xone)

Esse é um caso meio peculiar: na verdade, joguei muito pouco a mais de Dark Souls III, e vocês podem ver onde estou – até hoje – no vídeo da transmissão que fiz há mais de um mês. Ainda falta muito, mas muito para terminá-lo. O negócio é que não tenho a menor dúvida de que sua curva futura será apenas ascendente. Uma certeza meio irracional, sim, mas vamos lá, vocês sabem do que estou falando: é Dark Souls nas mãos da “equipe A” da From Software. Nem vale a pena mexer muito na posição dele no Top 10 provisório, porque do Top 5 ele não deve sair nem sob decreto. A questão na verdade é outra: quando terminá-lo, será que consegue superar o “novo titular” que pulou direto na 2ª posição?

cropped-uncharted4drakecorda1.jpg

2. Uncharted 4: A Thief’s End (PS4)

Para muita gente, colocar um ótimo Uncharted em uma posição como esta é barbada, normal, previsível. Mas aí vai um segredinho: por mais que eu goste da série e ache que ela sempre veio em curva ascendente (sim, prefiro o terceiro ao segundo, me processem), não sou tãããõ fã assim dela a ponto de considerar os Uncharted candidatos naturais a Jogo do Ano. Por exemplo, de 2009, prefiro Fallout 3Metal Gear Solid 4Batman: Arkham Asylum, Assassin’s Creed II e talvez até Borderlands (nem que seja pela inovação apenas) a Uncharted 2, e isso só de cabeça. E nem precisamos entrar no superano de 2011, né? Uncharted 3 não tinha chance alguma.

Só que Uncharted 4 é um caso à parte. Ele me fez matutar sobre questões de design, combate e moralidade em videogames. Do lado técnico, é candidato sério a jogo mais bonito já feito, e eleva drasticamente tudo que já era bom na série, desde as atuações vocais até o áudio. E o que dizer da narrativa? A experiência de The Last of Us fez bem à Naughty Dog, que conseguiu amadurecer Uncharted de uma forma que não sacrificou o tom geral da série, e sim o elevouA Thief’s End só não é escolha certa para o primeiro lugar porque ainda é possível encontrar pequenos problemas nele, nem que sejam menores, como “cagadas” ocasionais da IA – e há outro jogo de 2016 que não tem nada disso…

cropped-overwatch_screenshot_05-1500x844.jpg

1. Overwatch (PC/PS4/Xone)

Sim, a expectativa pós-beta se confirmouOverwatch é aquilo tudo. Já estou ouvindo alguns de vocês: “ah mas é só multiplayer! Tem só três modos! Falta conteúdo para um jogo de preço cheio! Com assim não tem defeitos!?”. Olha… Primeiro, nada disso é defeito de design, e sim escolhas conscientes da Blizzard. Ser apenas multiplayer é uma proposta, ter só três modos é uma questão de foco, e “falta de conteúdo” é uma perspectiva enquanto consumidor. O que importa é que, no design de mapas, personagens, mecânicas e jogabilidade – ou seja, no grosso do que faz um jogo ser um jogo – Overwatch beira a perfeição. É por isso que, mesmo quase 40 dias após o lançamento, jogo ele praticamente todos os dias em que o trabalho permite, e estou ainda longe de dominar todos os personagens. Na real, até hoje eu e meus amigos ainda descobrimos possibilidades novas, e olha que alguns já fizeram “prestige” (passar do nível 100 e “zerar”).

Isso tudo vai ficar mais claro quando terminar um artigo (é, daqueles longos) sobre algo que notei em Overwatch: embora ele pareça não ser exatamente inovador, por seguir o molde de Team Fortress com algumas ideias isoladas pinçadas de MOBAs, na verdade o jogo dá certo porque faz tudo “errado”. Notem as aspas: embaixo da superfície, quanto mais você joga, mais fica claro que Overwatch se escora em decisões de design que jamais seriam aceitas – em alguns casos sequer consideradas – em outros jogos de tiro em 1ª pessoa online. É por isso que ele já está com mais de 10 milhões de jogadores: é muito familiar à primeira vista, mas totalmente único quando você o joga por algumas horas que sejam. É uma aula de design em diversos níveis, mesmo se jogado sozinho, e nem se comenta o quanto fica divertido com amigos. Vou cantar a bola desde já: duvido que qualquer outro lançamento futuro de 2016 vá superá-lo, pelo menos aqui neste blog.

<<<<< 2016 >>>>>

É nesse pé que estamos. Ainda há coisas que posso jogar mais, adquirir ou começar – por exemplo, ainda estou aguardando a entrega de Tokyo Mirage Sessions #FE, e como fã de Shin Megami Tensei/Persona, taí um candidato razoável. Fiquem de olho no blog, que voltamos a essa lista no final de outubro. Até lá!

Anúncios

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: