A fina flor das conferências da E3 2016

Ufa. As principais conferências da E3 acabaram e tivemos a nossa dose anual de anúncios, trailers, momentos constrangedores, hype e surpresas. Como esse blog não é bem de notícias e o trabalho está intenso (mais sobre isso abaixo!), não deu para postar após cada evento… E é hora de fazer um resumão do que achei mais interessante na coisa toda, com algumas opiniões rápidas.

Vamos aos destaques da E3 de acordo com este blog, em ordem mais ou menos cronológica:

EA: Gameplay de Titanfall 2

Maior, mais detalhado, com mais opções e campanha single player. Precisa mais? O primeiro jogo já foi um dos melhores de 2014 mesmo com relativamente pouco conteúdo e restrições naturais para um título que saiu para duas gerações; imagina agora sem freio, mais orçamento e multiplataforma.

gameplay do segundo jogo não deve convencer quem não se interessou antes, mas com certeza vai animar quem passou dezenas de horas pulando em prédios, matando bots e pilotando robôs – ainda mais com o novo gancho, as opções extras de melee, seis titãs extras e poderes ainda mais chamativos. E o melhor: os DLCs de mapas e modos serão todos gratuitos.

E você é daqueles que queria uma campanha de verdade? Toma aí então:

Bethesda: reboot de Prey pela Arkane Studios

OK, antes de mais nada, saibam que eu tenho o Prey original mas nunca encostei nele (veio de “brinde” surpresa em uma troca). Não sei nada do jogo, nada mesmo. Mas o anúncio do reboot pareceu interessante e, além do mais, está nas mãos da Arkane Studios, que se provou com sobras em Dishonored. O visual está ótimo e o clima, intrigante. Então podem me considerar a bordo.

Bethesda: Dishonored 2

O jogo já havia sido mostrado de passagem em 2015, mas agora, próximo do lançamento, veio com força total, ocupando o lugar de maior destaque na conferência da empresa. O salto gráfico é gritante, sem perder a arte um pouco cartunesca dos personagens, e as novidades de gameplay animaram – principalmente o equipamento para alternar entre diferentes timelines.

Primeiro, vejam o trailer oficial, que tinha vazado um pouco antes:

Depois, preparem-se para 12 minutos de gameplay. A parte do salto entre timelines começa lá pelos 10 minutos, e não foi guardada para o final à toa:

Microsoft: bagunçando o conceito de “geração”

Sim, eu sei, ninguém quer gastar mais dinheiro. E estou olhando para o meu Xbox One neste momento e dizendo: “só não te vendo por causa de Sunset OverdriveForza Horizon 2 e mais um punhado de jogos”. Mas vamos ser realistas: os consoles atuais não estão dando conta de algumas coisas, especialmente o da Microsoft. Mesmo que se ignore tendências já batendo na porta, como VR e 4K, a diferença das versões de PC para as de console voltou a ficar nítida. E no caso da empresa de Bill Gates, a urgência é maior: a distância nas vendas para o PlayStation 4 voltou a aumentar.

A resposta foi, de início, uma versão slim do Xbox One com suporte a vídeo (não jogos) em 4K e um HD mais apropriado para a geração, de 2 TB:

No final da apresentação, a surpresa (se você não estava acompanhando os boatos, pelo menos): um novo Xbox no final de 2017, por enquanto intitulado Project Scorpio. A promessa é de um salto de potência visível, pronto para rodar jogos em 4K e VR “sem perda de fidelidade”… E o mais importante: todos esses consoles são “Xbox Ones”. Isto é, todos rodarão os mesmos jogos que o One de hoje roda – ou pelo menos essa é a promessa. O modelo lembra o de celulares, em que duas ou três versões continuam compatíveis, mudando apenas o desempenho.

Microsoft/PC: todos os jogos da Microsoft Studios no PC, com cross-buy, cross-save e cross-platform play

Sim, é isso mesmo. A partir de agora, todos os jogos da própria Microsoft sairão ao mesmo tempo no Xbox e no PC, e comprar uma versão inclui a outra de graça. Calma que tem mais: os saves são intercambiáveis (como já acontece com Quantum BreakKiller Instinct) e jogadores das duas plataformas poderão se encontrar online. Isso é excelente para quem mantém as duas plataformas (por qualquer motivo) e principalmente para os jogadores de PC, que terão acesso a franquias que estavam fora do alcance antes (exemplos abaixo).

Por outro lado, sim, há um aspecto um pouco contraditório aqui: para quê investir em um console da Microsoft então? Mas isso é discussão para outro dia. O que há de bom é o acesso, poder jogar com amigos que não têm PC bom/Xbox One, e assim por diante. Fora que pagar R$ 200 por um jogo e receber duas versões, nem que seja para vender/trocar o código da outra, é um bom negócio.

Microsoft: Forza Horizon 3 confirmado

Já havia especulações, mas é sempre bom ver o jogo existir – e sair ainda este ano, em setembro. O segundo ainda é o melhor e mais livre jogo de corrida desta geração, e o terceiro deve expandir tudo que for possível para ficar ainda melhor. O cenário é na Austrália, com muitos tipos diferentes de terreno e um vasto espaço para explorar. Ah, e já falei que sai no PC? Pois é. Se já era bonito e a 60 frames em um console restrito, imagina agora… Primeiro o trailer:

E aí, o que mais importa, gameplay – com direito a cross-play entre dois Xbox One Slim e dois PCs, acessórios distintos e pessoas entrando online no meio da corrida:

Microsoft/Square: vídeo impressionante de Final Fantasy XV

Eu já estou convencido quanto a Final Fantasy XV (assumindo que corrijam a câmera e o framerate até o lançamento…), mas a luta contra chefe exibida na conferência da Microsoft (surpresa!) só animou mais ainda. Confiram:

Microsoft: gameplay de Scalebound

É da Platinum, é do Kamiya (BayonettaViewtiful JoeThe Wonderful 101) e tá com cara de Devil May Cry com dragões e co-op entre quatro pessoas. Ah, e como prometido, é cross-buycross-play com PC. Tô dentro, com força. Só falta confirmar data – ficou para 2017:

Microsoft: gameplay de Sea of Thieves

Eu estava bem descrente quanto a esse jogo, em grande parte por estar nas mãos da Rare, que não faz nada decente há muito tempo (tirando reviver seu passado em um belíssimo pacote, é claro). E o gameplay em si não parece oferecer muitas opções nem nada revolucionário: um jogo online aberto sobre piratas com visual cel-shading.

O negócio é que a Microsoft/Rare escolheu um jeito muito bom de mostrar o jogo: colocar pessoas para descobrir o que fazer, sem tutorial, só pela diversão. Isso sozinho me fez imaginar o pessoal do Godmode MACHINES! jogando Sea of Thieves junto; pena que a maioria só tem PS4. Se você tiver um grupo frequente, esse vídeo vai parecer bem mais divertido:

PC Gaming Show: “assistível” e Lawbreakers

Só de termos um grande destaque do show da “PC master race” já demonstra que melhoraram muito o formato em comparação com a chatice do ano passado. Menos talk show, mais trailers, anúncios, gameplay… Agora sim! No meio de algumas coisas interessantes, como Tyranny,  da Obsidian; a revelação de Oxygen Not Included, novo jogo da Klei (ShankMark of the NinjaDon’t StarveInvisible Inc.); e Observer, mais um trem-fantasma belíssimo do estúdio de Layers of Fear, Cliff Blezinsky – ele mesmo – foi ao palco para soltar o primeiro trailer de Lawbreakers, seu primeiro jogo como desenvolvedor independente. Parece ser um Overwatch mais “durão” e em gravidade baixa. Confiram vocês mesmos:

Ubisoft: gameplay do novo South Park

Não que South Park: The Fractured But Whole tenha tanta diferença ou novidade em comparação com o jogo anterior, mas… Quem precisa? A Ubisoft mostrou bastante do jogo, o que é sempre bom; colocou Trey Parker e Matt Stone para elevar a zoeira mais uma vez; anunciou data de lançamento (6 de dezembro); e avisou que o primeiro jogo está disponível agora nos consoles atuais, também como brinde de pré-venda de The Fractured But Whole. Boa!

Ubisoft: campanhas de For Honor

gameplay de For Honor mostrado ano passado era bem interessante, mas tinha dois fatores que poderiam se tornar um problema: só mostraram multiplayer, e era uma mistura estranha de três civilizações diferentes. Este ano, a empresa revelou que o jogo terá uma campanha para cada “facção” – samurais, vikings e cavaleiros europeus – e deu uma vaga ideia de que o universo do jogo é uma versão alternativa pós-cataclisma, “explicando” (muito pouco) a mistura bizarra. O jogo em si parece uma versão ocidental de Dinasty Warriors com visual de ponta. Vejam:

Ubisoft: Trials of the Blood Dragon

É simples, pessoal: pegaram Trials, colocaram o cenário de Blood Dragon (sim, aquele spin-off zoeiro de Far Cry) e… tiro em 2D, se você quiser. Como descreveram na conferência, é uma espécie de filhote de Excitebike com Contra. E está disponível agora, a meros 40 pilas e alguma coisa. Precisa mais? Só não comprei por que falta pouco para a Summer Sale do Steam…

Ubisoft: relaxando em Watch Dogs 2

Bom, não relaxando no literal, mas em termos de tom. Meus únicos problemas reais com o primeiro jogo eram a narrativa e o protagonista: sérios demais, mas sem impacto e sem carisma algum. Os vídeos de gameplay da sequência estão mostrando que a coisa mudou agora, e aí preciso fazer um disclosure: estou na equipe de tradução do jogo, então tenho uma boa ideia do tom geral. Uma pequena palhinha desse tom está aqui – e pequena mesmo, acreditem:

Ubisoft: Steep

Não estou incluindo esse jogo aqui por estar particularmente interessado, mas por um único motivo extemporâneo: é preciso muita confiança para encerrar uma conferência na E3 com um jogo novo de esportes radicais na neve online. Vamos admitir. E o gameplay parece ser bom para o que se propõe, então…

Sony: antes de mais nada, que formato!

Isso tem que ficar registrado: a conferência da Sony foi quase uma hora ininterrupta de trailer, jogo, trailer, jogo. Se juntar todo o tempo gasto com apresentadores falando algo no palco, mal deve dar uns cinco minutos. Tire mais uns cinco minutos dedicados a uma abertura com orquestra tocando ao vivo, e sobra 50 minutos de jogo na sua tela sem parar, a maior parte de gameplay real.

1-sonysunchartVocê pode não ter se interessado por nenhum jogo (seu coração parou de bater?!), estar descrente com VR e/ou decepcionado pela total falta de notícias sobre o “PS4K”, mas vai ter que admitir: o formato da conferência da empresa deste ano foi o ideal. É o que todo mundo pede: sem enrolação, mostra os jogos, e acabou. Isso dito, vamos aos destaques, começando por aquele que justificou a orquestra:

Sony: God of War

Não, não está faltando um “quatro”. O nome mostrado foi esse mesmo, God of War, puro, sem subtítulo. Mas a surpresa vai ainda mais longe. Já havia vazado que o jogo seria em um cenário nórdico, com um “Kratos” (se é que o nome se manteve!) diferente, mas… Ninguém estava preparado para saber que a jogabilidade mudou visivelmente. Câmera mais atrás do ombro, um pouco de Dark Souls nas lutas com inimigos maiores, combate mais detalhado e… Até bastante tempo dedicado a uma narrativa mais pessoal, familiar.

Não estava nada empolgado com um novo God of War e agora quero ver esse jogo pra ontem – ainda está sem data… E nem precisa falar do visual, né?

Sony: gameplay de Days Gone

Não vou nem colocar o trailer de anúncio aqui, já que a premissa sozinha não empolga: a Sony Bend (Siphon FilterUncharted: Golden Abyss) está fazendo seu próprio jogo de pós-apocalipse zumbi. Durante o trailer, muita gente deve ter achado que era um spin-off de The Last of Us. Aí, mais adiante na conferência, mostraram seis minutos de gameplay. Só deu para pensar: Dead Rising perdeu a liderança no quesito “caramba quanto zumbi na tela!”. O jogo parece se concentrar em fugir e se livrar dos zumbis usando o cenário, também. Visual de primeira, muita tensão, clima de filme de estrada, com moto e tudo… Até que promete para mais um jogo do tipo.

Sony: novo trailer e data de lançamento de The Last Guardian

Pois é, vai sair em 2016 sim: 25 de outubro. E o trailer mostrou mais um bicho gigante fofinho e assustador ao mesmo tempo. Confiram:

Sony: novo gameplay de Horizon: Zero Dawn

Já estava convencido sobre o novo jogo da Guerrilla Games, como eu? Não importa, assista a esse gameplay. A coisa só se expande, o visual é fora de série, a vontade de jogar só aumenta. Lembrando: sai em fevereiro de 2017.

Sony: SURPRESA! Resident Evil em 1ª pessoa e VR!

Pois é… #EuJáSabia. Taí o jogo que estive traduzindo desde dezembro. Resident Evil VII (em números romanos mesmo) é real, vai ser em 1ª pessoa e com suporte total (e opcional, calma!) a PlayStation VR. O clima é bem P.T., o teaser jogável de Silent Hills, e o visual está demais. Por tudo isso, durante o vídeo todo, muita gente deve ter achado que era jogo do Kojima. Sim, do Kojima. Não é viagem não, faz sentido. Resident Evil está renascendo e “voltando às raízes” de um jeito bem inesperado e animador. Vejam vocês mesmos:

Ah, e importante: a demo está disponível agora na PSN (sim, traduzida por moi). Bem escondida, então sigam estes passos se não encontrarem. É preciso ter assinatura da PlayStation Plus para baixar. O jogo em si sai em janeiro de 2017.

Sony: PlayStation VR a US$ 400 em outubro

Não que a Sony tenha dado muito motivo para você comprar o capacete de realidade virtual dela, mas… Taí. Tem data, custa US$ 200 menos que o Rift e metade do Vive… E vá lá, eu bem queria jogar Resident Evil VII nele, mesmo já conhecendo a campanha de cima a baixo. De resto, segue um punhado de jogos e modos extras para VR mostrados e anunciados na conferência. Notem que o Batman nem teaser direito é (deve ser um extra da remaster dos dois primeiros Arkham) e que o vídeo de Final Fantasy XV mostra mais do jogo “normal” antes do modo extra:

Sony: Crash Bandicoot está de volta… com um remaster e no novo Skylanders

Não tenho nenhuma saudade/nostalgia particular por Crash, mas vou colocar aqui como destaque por dois motivos: um, eu sei que muitos de vocês têm esse amor todo; dois, porque foi um dois dois únicos momentos em que o palco mudou. Tenho que admitir, foi divertido. Crash ganhará um remaster – que nem foi mostrado – e estará no novo Skylanders.

Sony: Kojima is in the house com Death Stranding

Falando em momentos em que o palco mudou… Já aviso: é só um teaser, nada de gameplay. Mas é o Kojima, né. E com o Norman Reedus como especulado, sim. Bastou para voarem cuecas e calcinhas no palco (metaforicamente, claro!)

Sony: Homem-Aranha da Insomniac!? YEEEAAAH!

Durante a semana já circulavam boatos de que o contrato da Activision para fazer jogos do Amigão da Vizinhança tinha expirado, e que os direitos podiam reverter para a Sony. E aí, meu chapa… Vai dizer que nunca pensou como seria se o Homem-Aranha parasse nas mãos de um estúdio grande… Ainda mais depois do ótimo mundo aberto de Spider-Man 2? Claro que sim. A Sony também, pelo visto. Sim, exclusivo de PS4. Sim, Homem-Aranha da Insomniac. Só falta a data agora pelamordedeus (2016 não vai ser, com certeza).

Em tempo: NÃO é ligado ao próximo filme, apesar da mudança no uniforme (e essa aranha branca aí, hein?…). Podem ficar tranquilos.

Nintendo: o nome é The Legend of Zelda: Breath of the Wild

A transmissão da Nintendo Treehouse está rolando no momento em que escrevo, e após mais de meia hora de Pokémon, estão mostrando o novo Zelda há quase duas horas. Para ser sincero, a transmissão está um pouco arrastada e chata, e o visual de Wii U poderia estar melhor, mas o jogo parece expansivo como prometido – e é Zelda em mundo aberto “de verdade”, pô. Muita área para explorar, algumas novidades interessantes de itens/habilidades/interação, e até dublagem real em inglês (sem gibberish).

Segue o trailer do início da transmissão; procurem a overdose de gameplay real no canal da Nintendo quando a transmissão acabar.

 

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