Segura um pouco que tá difícil, 2016

Este ano, resolvi começar a manter algumas listas de melhores jogos à medida que os lançamentos saem, para facilitar um pouco o trabalho da série de artigos quando 2016 acabar. A ideia era divulgar aqui uma lista atualizada do que joguei de melhor ao final de cada trimestre, como fiz no início de abril, mas as coisas estão se acelerando tanto que resolvi adiantar um pouco o “serviço”.

Com Uncharted 4: A Thief’s End recebendo notas 9 e 10 a torto e a direito e a recepção extremamente positiva ao beta aberto de Overwatch, talvez tenhamos dois grandes candidatos sérios a Jogo do Ano de 2016 ainda em maio, e quis adiantar o “estado das coisas” antes disso. Vale dizer que o beta aberto do jogo da Blizzard já inclui todo o conteúdo da versão final, e com mais de 10 horas de jogo no PS4 em apenas dois dias (sim, foi tudo isso), ele já entra na lista abaixo.

OverwatchCharacters1. Overwatch (PC, PS4, Xbox One)

Apesar de achar Team Fortress sensacional, nunca joguei tanto assim – em parte por preferir usar controle, mas não apenas por isso. A questão era mais a dedicação necessária para ir bem no multiplayer. Quando comecei Overwatch, achei que teria o mesmo “problema”. Nem de longe. O jogo é simplesmente genial no design de personagens e mapas, tem uma curva de aprendizado suave, e é divertido mesmo quando você perde de lavada. Tudo nele beira a perfeição: arte, jogabilidade, variedade, tom, desempenho, matchmaking, cooperação sem “treta” de equipe, unlocks cosméticos etc. etc. etc. É bom a ponto de converter até o mais arraigado jogador que não gosta de multiplayer. Compra certa no próximo dia 24.

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2. Dark Souls III (PC, PS4, Xbox One)

Ainda tenho muito o que explorar nele, mas após um punhado de chefes, invasões, co-op e segredos que obviamente não posso revelar, já está claro que o terceiro jogo da série veio para encerrá-la com chave de ouro. Há um tanto de reaproveitamento evidente demais, especialmente de NPCs e ideias de arte, mas as novidades de jogabilidade e atributos compensam – sem falar dos chefes, inspirados como não acontecia desde o primeiro Dark Souls. É o equivalente a comer uma versão fora de série do seu prato predileto: você pode até saber o que vem, mas a refeição ainda vai ser prazerosa como poucas.

QuantumBreakHeader

3. Quantum Break (PC/Xbox One)

O jogo pode ter tido seus problemas no PC, além de uma recepção mista da crítica, mas na verdade é outra boa amostra do poder da Remedy de criar jogos com uma cara e fórmula muito próprias. Como Max PayneAlan Wake, é um shooter em 3ª pessoa bastante focado na narrativa, mas com uma ação estilosa, mecânicas únicas para o gênero e inspirações temáticas bem claras – antes filmes noir e terror, agora ficção científica de viagem no tempo. O melhor é que a empresa nunca entrega algo muito óbvio, e sim meio familiar, meio surpreendente, tanto em termos de trama quanto de jogabilidade e arte. Uma boa geral do que achei do jogo pode ser ouvida no Roomcast do qual participei, mas aguardem que a resenha final ainda sairá aqui, assim como outro Roomcast dedicado apenas ao jogo.

superhot+splash+logoless

4. Superhot (PC, Xbox One)

Sim, essa agitação toda não me fez esquecer do shooter mais inovador em anos! Mesmo sendo curto, dependente um pouco demais do valor de replay e ainda aberto para uma exploração maior das mecânicas que introduziu, é uma experiência inesquecível em jogos, obrigatória para qualquer tipo de jogador. Além do mais, como já escrevi antes, é o Hotline Miami de 2016: violento, estiloso, minimalista, um jogo indie que surgiu do nada e “pegou” todo mundo no puro boca a boca. E vamos lá, é bem barato. A única desculpa para não jogá-lo é não ter Xbox One ou um PC mediano.

HitmanHeader

5. Hitman (PC, PS4, Xbox One)

O modelo “fatiado” do reboot da série do Agente 47 pode ter incomodado alguns no início, mas até que está se provando uma decisão acertada. A IO-Interactive claramente teve tempo de absorver as críticas da base de jogadores e entregar algo ainda mais elaborado com o segundo episódio, Sapienza, e consertar algumas coisas em termos de desempenho. A entrega em capítulos estimula o replay via Contratos, Eventos e Escalation, algo que faz muito sentido para um Hitman. E a maior surpresa: a história pegou tração e deixou aquela sensação de curiosidade que uma boa série de TV (ou jogo da Telltale) gera ao final de cada capítulo.

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Após esses cinco principais, que considero os que têm alguma chance de concorrer a Jogo do Ano aqui, temos mais cinco que valem a pena serem jogados, nem que seja após uma promoção pesada na sua plataforma de escolha:

6. Battleborn (PC, PS4, Xbox One)

Apesar de todos os pesaresbattleborn-pc-pre-order, quando “clica”, o jogo da Gearbox é uma delícia, nem que seja apenas pelos divertidíssimos personagens, a progressão e o loot. A “concorrência” com Overwatch pode não ter ajudado, mas quando isolado, Battleborn vale a conferida, desde que você tenha a mente aberta tanto para Borderlands quanto para as ideias de design trazidas de MOBAs e de jogos linha Team Fortress. A essa altura, já terminei a campanha e estou prestes a mergulhar no multijogador. Mesmo que acabe não me empolgando com ele, as mais de 15 horas de campanha, com um número equivalente de heróis testados, já pagaram meu investimento financeiro nele.

7. The Division (PC, PS4, Xbox One)

TheDivisonBoxArtApós a atualização que finalmente equilibrou direito os drops e aumentou um pouco o conteúdo do endgame, ainda jogo The Division de vez em quando, e ele ficou mais recomendável mesmo sozinho (um dos novos sets de armadura é voltado inclusive para “lobos solitários”). Se você tiver um grupo para dividir a experiência, então, vira quase obrigatório – e se tivesse jogado mais com amigos, provavelmente The Division teria roubado a posição de Battleborn. São 50 horas só para terminar o conteúdo de história, que por sua vez vai ficando mais interessante à medida que você explora o cenário. E nenhum jogo deste ano – eu disse nenhum – tem a direção de arte tão detalhada quanto The Division.

8. Far Cry Primal (PC, PS4, Xbox One)

FarCryPrimalPCBoxArtEm tese, Far Cry Primal deveria entrar na mesma lógica de “prato predileto” de Dark Souls III, mas não é tão simples assim. A jogabilidade básica pode até ser a melhor da série, mas é um pouco limitada pela escolha de cenário. Falando essa escolha, sim, foi uma aposta ousada e que “se pagou” bem, mas não considero que diferenciou taaaanto assim o jogo de seus predecessores. Além do mais, Dark Souls é Dark Souls – por melhor que Far Cry seja, não está no mesmo nível. Por fim, Primal acabou saindo com menos conteúdo do que a média da série. Não me entenda errado: vale muito o seu dinheiro, é aposta certa. Só não é o bastante para estar em uma posição alta nesta lista. Tanto que ainda não consegui voltar a ele, e duvido que o terminarei antes de Uncharted 4Dark Souls III ou dezenas de horas de Overwatch.

9. Street Fighter V (PC, PS4)

Street_Fighter_V_box_artworkTalvez o jogo de luta mais amigável que conheço, e sem perder a profundidade, como já expliquei aqui antes. Os updates adicionaram um tantinho de conteúdo, e ainda tenho personagens a experimentar, mas os problemas iniciais mais visíveis persistem: quedas de servidor/lag, falta de punição imediata para rage quitters e sensação geral de pouco valor ainda pelo preço cheio. Para complementar isso, não senti a menor vontade de comprar Alex ou Guile após testá-los, mesmo com Fight Money quando estiverem disponíveis. Ficou meio evidente o porquê de serem extras: Alex tem uma jogabilidade meio peculiar e Guile, ao contrário dos personagens-base, depende muito de golpes com carga, o que “mata” a acessibilidade a novatos (ou perebas como eu). Ainda assim, para quem gosta de jogo de luta, tem uma base sensacional, e merece ser adquirido em promoção que seja.

10. Hyper Light Drifter (PC, em breve PS4, Xbox One)

HyperLightDrifterBoxArtUma boa surpresa indie que não esperava, já que as descrições em grande parte se concentram na semelhança estrutural com os Zeldas mais antigos, em visão isométrica. Não deixe isso te enganar: os pontos fortes de Hyper Light Drifter são outros. Para começar, não há nenhuma linguagem tradicional no jogo: os NPCs se comunicam por pictogramas e imagens, e decifrá-los faz parte tanto dos quebra-cabeças quanto do sistema de upgrades. O combate usa dashes, espadadas e tiros de forma única, exigindo dedicação e com uma boa dificuldade. E a arte pode ser pixelada, mas não se parece com nada que você já tenha visto. É um jogo intrigante como poucos, e barato demais para deixar passar.

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Da lista do primeiro trimestre, “caíram” The WitnessFirewatchLayers of Fear. Os dois últimos ainda podem disputar um espaço entre as melhores narrativas junto com Quantum Break (especialmente Firewatch), e The Witness pode me impressionar muito mais quando tiver saco de jogá-lo, mas por enquanto não seguram um lugar nos 10 melhores. Agora é continuar nessa toada e ver o que acontece quando chegarem Uncharted 4DoomMirror’s Edge: Catalyst, Shin Megami Tensei IV: ApocalypseDeus Ex: Mankind Divided, Mafia IIIDishonored 2Call of Duty: Infinite Warfare, CupheadFor HonorBattlefield 1Final Fantasy XVPersona 5 e assim por diante…

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