Ontem finalmente recebi o código da versão de Quantum Break para Windows 10 (brinde da pré-venda digital no Xbox One). Após um download de 42 GB na Windows Store, que demorou mais ou menos o dobro do que seria no Steam, pude reservar uma meia horinha para verificar como o port ficou.

Quem anda acompanhando as notícias deve ter lido/visto pelo menos um burburinho sobre essa versão estar abaixo do esperado. Dependendo da fonte, opiniões vão desde “jogável, mas pesado e com poucas opções de customização” até “uma bagunça nível Batman: Arkham Knight“. A intenção aqui é relatar a minha experiência pessoal com a versão e dizer onde eu acho que o jogo realmente ficou nesse “escala” tão subjetiva, e evitar gastar linhas e parágrafos demais falando sobre isso em uma futura resenha.

Versão “para leigos”

QuantumForDummiesNem todo mundo se interessa por detalhes muito técnicos, então aqui vai uma “tradução para leigos” das reclamações mais comuns sobre o desempenho de Quantum Break, tanto no Xbox One quanto no PC.

O jogo não roda em Full HD “de verdade” em nenhuma das versões (assumindo que você escolha 1080p, ou Full HD, como resolução no seu computador). A Remedy usa uma técnica própria que “reconstrói” (seja lá o que isso for) a imagem a partir de uma resolução HD (720p), algo que já tinha feito em outra escala com Alan Wake no Xbox 360. Ao mesmo tempo, a desenvolvedora eleva o nível dos efeitos e usa um filtro cinematográfico, “escondendo” a diferença.

Se você jogou Alan Wake no 360, já sabe o resultado: um jogo até mais bonito do que a maioria dos seus pares no mesmo console, mesmo aqueles que rodam em Full HD “de verdade”. E o caso de Quantum Break é idêntico: consigo pensar em apenas dois ou três jogos mais bonitos do que ele no Xbox One. No PC, alguns ports recentes de alta qualidade como The DivisionFar Cry PrimalRise of the Tomb Raider são mais bonitos, mas não a ponto de fazer Quantum Break parecer “datado” ou em outra escala. Enfim, a resolução menor “real” não parece ter feito diferença alguma no visual.

Quantum-Break-on-Windows-Store-limitations.jpg.pagespeed.ce.S8MSbKmSj-Os problemas apontados no PC na verdade são outros, muitos deles derivados da exclusividade na loja de aplicativos (Windows Store) do Windows 10. A “exigência” desse sistema operacional/da loja tem a ver com a nova versão da tecnologia DirectX (12), proprietária da Microsoft e introduzida nesse sistema, além das óbvias vantagens mercadológicas para a empresa (fazer pessoas migrarem). O negócio é que a Store e o DX 12 limitam algumas opções que nos acostumamos a usar/personalizar no Steam e em jogos no geral. Essas limitações estão na imagem ao lado, mas o que importa para a maioria é entender que parte das questões não está nas mãos da desenvolvedora Remedy, e sim da Microsoft.

Em termos práticos, para quem não joga no PC ou o faz em configurações comuns e sem mergulhar demais em tecnicalidades, o que a versão de Quantum Break te limita é:

  • Alguns programas de transmissão de gameplay, como o XSplit Gamecaster, não “detectam” jogos rodando em DX 12 (não só Quantum Break, o mesmo ocorre aqui com Hitman se jogar na versão DX 12);
  • Programas de contagem de FPS (quadros por segundo) também não detectam jogos em DX 12, e o mesmo pode acontecer com qualquer outro programa geral feito para “detectar” um jogo rodando;
  • O jogo não tem um botão de Sair (isso pode ser feito por padrão em jogos da Windows Store movendo o mouse para o canto superior direito e clicando no X da janela, mesmo em tela inteira);
  • Não há suporte a algumas configurações mais avançadas de jogo em PC, como mais de uma placa de vídeo ou mais de um monitor;
  • Se você não tiver feito a atualização de março do Windows 10, o cross-save entre a versão de PC e a de Xbox One pode não funcionar direito, apagando seu progresso no Xbox One.

Quantum Break PC requirements/requisitos

Ou seja: se você só quer abrir o jogo no PC e curtir no seu monitor ou TV comum, talvez com um controle plugado, não deve enfrentar nenhum grande problema… desde que tenha uma máquina de acordo. É no “máquina de acordo” que a porca torce o rabo para quem não tem saco de verificar algumas coisas. Os requisitos de Quantum Break são maiores do que qualquer jogo no mercado até hoje (maiores até do que os de Batman: Arkham Knight), e não foram exagerados pela produtora. Para entender isso, é preciso entrar um pouquinho nos meandros técnicos de jogar no PC…

/PC mode=”technical” level=”medium”

Muita gente só olha para o “tamanho” da placa de vídeo que tem ao avaliar se vai conseguir rodar um jogo (se não resolverem apelar para uma “versão sueca” como “teste” antes, algo um tanto mais complicado de fazer com um jogo exclusivo de Windows 10/Store que exige conta da Microsoft/Xbox Live). Se os requisitos Recomendados dizem “GTX 970” (da nVidia) e o sujeito tem uma, ele assume que vai poder rodar o jogo no High a 60 frames em Full HD. Isso vale para a grande maioria dos jogos lançados até uns 2-3 anos atrás, mas tem mudado desde então: cada vez mais jogos usam a CPU (processador do PC) com a mesma intensidade do que a placa de vídeo, especialmente os de mundo aberto (embora não somente).

CPUtrocaO negócio é que mesmo jogos mais elaborados/expansivos, como The DivisionThe Witcher 3 ou Fallout 4, são otimizados para não exigir uma CPU recente/veloz demais, mesmo nas configurações Recomendadas. Trocar a CPU não é tão simples quanto a placa de vídeo: na maioria dos casos, requer trocar a placa-mãe inteira, o que na prática “zera” tudo no computador e só costuma ser feito quando a pessoa quer trocar o PC inteiro logo de uma vez. Além do mais, o desempenho da CPU é mais afetado pelo estado geral do seu Windows/BIOS, o que pode exigir uma reinstalação completa do sistema/do BIOS se os jogos não estiverem conseguindo aproveitar a CPU ao máximo. Para fechar, mesmo quando se olha para uma CPU Intel, alguns cometem o engano de “ver” apenas a designação “iX”, assumindo que um i7 sempre será melhor que um i5, por exemplo.

Para efeito de comparação, vou usar The Division, o jogo mais bonito que já experimentei no PC. Quantum Break exige uma CPU de 3,9 GHz no Recomendado e usa como referência para isso um processador Intel i5-4690, que saiu há cerca de dois anos (maio de 2014). Já The Division, também no Recomendado, requer um Intel i7-3770, que tem frequência menor (3.4 GHz) e foi lançado dois anos antes (2º trimestre de 2012). Reparem que o processador Recomendado para Quantum Break parece “menor” do que o para The Division (i5 vs. i7), mas na verdade é mais rápido e dois anos mais recente. Da mesma forma, Quantum Break exige 16 GB de memória RAM no Recomendado, enquanto The Division requer 8 GB.

PCnaTVNesses detalhes é que muitos jogadores de PC são pegos de surpresa. É confortável acreditar que todo jogador de PC está familiarizado com esse tipo de minúcia, mas a realidade é diferente, ainda mais de uns cinco anos para cá. Jogar no PC está cada vez mais fácil, muitas vezes exigindo apenas instalar um Windows recente, o Steam e o jogo; plugando um controle de Xbox e um cabo HDMI para a TV, vira quase um console melhorado. Lojas vendem configurações predefinidas para um certo nível de jogos e quem puder pagar um pouco mais não precisa se preocupar com montagem. Eu mesmo adquiri o meu PC atual dessa forma há uns três anos, em uma loja com preços bem próximos do que seria montar a mesma máquina por conta própria. Fazer upgrade na placa de vídeo e adicionar mais RAM é fácil de executar por conta própria ou pagando 20-30 reais em qualquer stand de informática.

Mas entender detalhes ainda pode ser essencial. Por exemplo, como tenho uma CPU meio antiga (i7-2600, de uns quatro anos atrás) mas veloz o bastante para The Division no Recomendado (3,4 GHz), além dos outros requisitos pedidos (8 GB de RAM, placa de vídeo GTX 970), consigo rodá-lo no padrão comum de Full HD/1080p no High a 60 frames. Só que para Quantum Break isso não basta. Um usuário menos curioso na minha situação pensaria “tenho um i7, a placa de vídeo que pedem, e o jogo não é grande como The Division, então vou rodar de boa”. Não é assim. Sabendo que minha CPU e minha RAM estão abaixo do Recomendado, já esperava que Quantum Break não seguraria 60 frames no High aqui, e sim no Medium ou algo próximo. E foi exatamente o que aconteceu.

QuantumBreakDisplayOptions

Na customização em si, Quantum Break tem as opções mais comuns, como antisserrilhamento, sombras, iluminação, efeitos, reflexos, oclusão ambiental e afins, além de permitir “travar” em 30 ou 60 frames. Porém, não tem sincronização vertical (v-sync), que em tese é ligada por padrão em jogos DX 12 (pelo menos segundo a Remedy nesse post de seus fóruns). Na prática, eu experimentei o famoso efeito de screen tearing (quando os quadros de imagem “quebram” no meio durante o jogo) típico de falta de v-sync. A solução foi ligar o v-sync da própria placa, o que pode ser feito no programa de configuração dela (no caso, o Painel de controle nVidia). Para os jogadores de PC mais experientes, isso é “conhecimento básico”, mas de novo, a realidade não é essa: mexer no Painel de controle nVidia não é necessário em 90% dos jogos atuais, quando muito.

Otimização e gerenciamento de expectativas irreais

Com todas essas informações na mão, fica mais fácil entender por que alguns estão se frustrando e xingando a Microsoft e a Remedy por Quantum Break no PC. De fato, o jogo é pesado demais para o que entrega, se comparado com outros lançamentos recentes. Quantum Break é linear e sem grandes áreas, tem resolução “real” menor e não apresenta efeitos visuais melhores ou cenários mais detalhados do que seus “concorrentes” – alguns de mundo aberto e conexão online constante – e ainda assim exige mais da sua máquina. Pior: essas exigências não são tão claras para uma parcela razoável dos jogadores, acostumados a olhar os requisitos sem reparar em todas as minúcias. Isso não quer dizer que o port seja ruim ou “injogável”, apenas que não está tão otimizado quanto os melhores casos.

Batman-FatIsto é, a comparação com Batman: Arkham Knight passa do exagero. O jogo da Rocksteady/Warner não era apenas pesado, mas bugado além do normal e com desempenho imprevisível. Máquinas muito acima do Recomendado tinham problemas para manter framerate constante e às vezes até chegar a 60 frames, mesmo baixando tudo para Low. Texturas demoravam para carregar ou permaneciam em baixa resolução. Crashes eram comuns, embora isso possa acontecer em qualquer jogo de PC, caso seu Windows ou hardware tenha qualquer problema menor de configuração ainda não detectado. Quantum Break não sofre de nada disso, exceto por crashes na inicialização, admitidos pela própria Remedy, que já isolou o problema e prometeu corrigi-lo na próxima atualização (aqui não ocorreu, mas joguei pouco).

O que também entra no bolo são outras expectativas. The Division e outros jogos podem ter acostumado mal os “PCzeiros” mais dedicados, daqueles que conectam mais de um monitor, usam telas com frequência maior do que 60 Hz e fazem SLI (instalar mais de uma placa de vídeo para maior desempenho, geralmente a 4K). Quantum Break não tem suporte a SLI e a Remedy já informou que não conseguirá adicionar esse suporte. Pelo que li sobre DX 12, de fato o suporte a SLI não é o ideal ainda, o que pode explicar a decisão. De qualquer forma, trata-se de um caso típico de torrar rios de dinheiro antes e exigir resultados de acordo depois: poucos jogos realmente fazem bom uso de SLI, que ainda está longe de ser necessário para rodar quase qualquer coisa em Ultra e Full HD, e monitores/TVs de 4K ainda não estão tão difundidos.

windows10Uma demonstração clara disso é que a gritaria intensa pela falta de suporte dessas tecnologias não acontece em outros jogos recentes, como Dark Souls III. A maioria dos jogadores de PC já sabe que os jogos Souls não costumam ter ports elaborados na plataforma, o que só comprova que o gerenciamento de expectativas pessoais tem um peso nessa história toda. Mas o importante mesmo é o papel da Microsoft. Se você leu meu artigo sobre como está na hora de perdoar a Ubisoft, sabe que eu acredito que comunidades de jogadores adoram eleger um “inimigo de estimação” da vez, e basta estar ligado nas notícias recentes para notar que a Microsoft está brigando para ser a bola da vez.

Microsoft, “inimiga de estimação”

Motivos não faltam. O DirectX 12 ainda não está “redondo” e só “entrega” ganhos reais de desempenho em máquinas com processadores específicos e jogos “pensados” para a tecnologia, o que é pouco retorno para o trabalho de atualizar o Windows inteiro, mesmo que de graça. Para piorar, DX 12 atrapalha o uso de outros programas relacionados, um tiro no pé na era de ascensão dos YouTubers e usuários de Twitch. E mesmo para quem está cagando para esses detalhes, tem o problema mais evidente e generalizado: a exclusividade. Já passamos por isso uma vez com a EA, que até hoje mantém seus jogos como exclusivos do Origin, abandonando de vez o Steam. (Aliás, voltando à Ubisoft, vale lembrar que ela teve a sapiência de continuar vendendo os seus no Steam. É chato instalar/abrir mais um programa ao jogar, o uPlay? É. Mas pelo menos ela não limita suas opções como consumidor.)

Win10-7

A Windows Store, assim como o Origin no começo, é extremamente limitada em termos de compra, instalação e gerenciamento dos seus jogos. A opção de escolha da pasta de instalação está enterrada em uma configuração do Windows. A barra de download tem apenas Pause/Resume e não mostra nada além da quantidade de dados já baixada/total. A velocidade perde até para a Origin e o uPlay, quanto mais o Steam. Informações básicas como versão do jogo/atualizações instaladas são difíceis de encontrar, quando estão disponíveis. As formas de pagamento são as mesmas da Xbox Live, ou seja, mais limitadas do que no Steam ou em lojas como uma Nuuvem da vida – que, aliás, não vendem códigos da Windows Store. E no Brasil, a Microsoft colocou o jogo ao mesmo preço da versão de console, R$ 200.

XboxBrandDeadJunte a isso o anúncio de que todos os exclusivos de Xbox One terão versões em PC a partir de agora e você tem um mix perigoso de emoções. De um lado, jogadores de console se sentindo “traídos”; do outro, usuários de PC “solicitados” a atualizar o Windows e conviver com menos opções do que estão acostumados, tanto de hardware quanto de software. Brasileiros nesses dois lados sofrem ainda mais quando se lembra que o custo de um Xbox One no mercado oficial quase paga um PC razoável para jogos, ou no mínimo uma placa de vídeo de ponta, e que jogos a R$ 200 no PC são um precedente perigoso novo em nosso país (embora não isolado: publishers como Konami e Bethesda já fizeram o mesmo, como em Metal Gear Solid VFallout 4 e o futuro Doom, todos com preços iguais ou próximos às versões de console).

A Microsoft se tornou sim um “inimigo de estimação” de respeito nessa sua busca recente e trôpega pelo mercado de jogos no PC, não dá para negar. Mas isso significa que algumas pessoas se sentem justificadas em fazerem relatos apaixonados, porém desonestos. É da raivinha contra “o inimigo” da vez que nascem comparações como as de Quantum Break com Arkham Knight. É da perspectiva de “fechamento do mercado” via Windows Store que nasce a atitude “dois pesos, duas medidas” de cobrar suporte a SLI em Quantum Break enquanto não se abre a boca para reclamar que Dark Souls III também não tem opção de v-sync, mesmo não sendo DX 12. É por isso tudo que as avaliações de usuários do primeiro na Windows Store são mais duras do que as avaliações do segundo no Steam, mesmo que as opções de customização em ambos os ports sejam quase idênticas (noves-fora o fato de que Dark Souls III parece ser um jogo melhor e fazer parte de uma série amada, obviamente).

QuantumBreakUserReviews

Quando essas emoções todas são deixadas de lado em nome da racionalidade, o quadro não é tão feio assim – pelo menos não para Quantum Break especificamente. As práticas exclusivistas da Microsoft são sim preocupantes a médio e longo prazo, mas o port do jogo em si está dentro da normalidade, ainda que pudesse ser bem melhor.

Mas afinal, devo comprar no PC ou não?

Depende. A primeira coisa que eu avaliaria é o preço. Eu só fiz pré-venda digital no Xbox One porque desconfiei desde o princípio que a versão de PC sairia pelo mesmo valor aqui (vide precedente de outras publishers mais gananciosas no Brasil e o próprio fato da versão de PC vir “de brinde”); então, se era necessário pagar R$ 200 para experimentar o jogo no lançamento, escolhi fazer do jeito que me dava as duas versões. Pagar esse valor na versão de PC sozinha no lançamento? Nunca. Investi dinheiro no PC para recuperá-lo pagando menos em jogos, não apenas pelas versões melhores e/ou a 60 frames. A preço de console, prefiro “aturar” as versões mais simples de PS4/Xbox One e não me preocupar com ajustes de PC.

RiseOfTheTombRaider80reaisIsso dito, tenha em mente que jogos de Xbox One andam caindo de preço muito rapidamente no Brasil. Casos como Halo 5Rise of the Tomb Raider são notórios, podendo ser encontrados a R$ 100 ou menos a essa altura. Cerca de um mês após o lançamento, já apareciam em promoções por R$ 150 ou menos. Como Quantum Break é o primeiro “exclusivo” de Xbox One a sair simultaneamente no PC, não sabemos se a mesma tendência vai ser seguida na Windows Store, mas vale a pena apostar. Não tenha pressa: aguarde pelo menos um mês antes de se decidir. Eu sou maluco e não me aguento, mas você não precisa fazer o mesmo.

A segunda coisa é (re)ler com calma a parte “técnica” acima. Verifique com cuidado as especificações do seu PC e tenha as expectativas corretas. Posso adiantar que Quantum Break no Medium tem efeitos de fog e luz/sombra mais bonitos que a versão de Xbox One, mas a melhoria não é tão evidente quanto em, por exemplo, The Division. O principal ganho é no framerate, que não passa de 30 em média no console. Se sua máquina for boa o suficiente para rodar Quantum Break no High a 60 frames – isto é, tiver as configurações Recomendadas sem tirar nem pôr – e o preço do jogo no momento estiver OK para você, pode comprar a versão de PC que será visivelmente melhor. Aprenda a ligar o v-sync na sua placa, se não souber ainda, e seja feliz. O pior que pode acontecer são umas pequenas “engasgadas” (stuttering) bem ocasionais, que também ocorrem na versão de Xbox One de qualquer forma.

WindowsStoreIsShitPor fim, talvez você simplesmente não esteja certo quanto ao jogo em si ou queira tomar uma posição de não premiar a Microsoft pelas suas atitudes no momento. Leia/assista resenhas por aí (ou aguarde a que publicarei aqui lá pela semana que vem), como provavelmente faria para qualquer outro jogo. E na boa, não vou condená-lo por querer levantar o dedo médio para a Microsoft, não. Gostei bastante de Quantum Break, mas não é um jogo indispensável nem uma revolução imperdível. Além disso, embora ache que poder experimentar as duas versões valeu meu dinheiro no total, o fato da Microsoft não ter dado mais opções irritou sim, ainda mais após ter pago meros R$ 130 pelo ótimo port de The Division.

Em termos gerais, fico feliz de ter dado um força para a Remedy, que merece ganhar mais pelos jogos que faz – ela já não foi recompensada como deveria pelo ótimo Alan Wake, que não vendeu tão bem assim. Mas a Microsoft não ajuda. Se ela quiser que eu “migre” do Xbox One para o PC nos jogos dela, vai precisar melhorar muito uma série de coisas: o DX 12, a Windows Store e, aqui no Brasil, os preços. Podem apostar que se Gears of War 4 rodar a 60 frames no Xbox One (improvável, mas não custa sonhar), não vou nem lembrar que o jogo existirá no PC; se rodar a 30, só comprarei no PC após cair para a média da plataforma (em torno de R$ 130). Mesmo que a Microsoft ofereça o mesmo “pacote” de Quantum Break, não sei se vou “cair” nessa de novo; talvez seja melhor aguardar.

Espero que isso tudo ajude a tomar uma decisão. Estou curioso para ver o que pensam nos comentários, mandem ver! Vão comprar o jogo? Se sim, em que plataforma, e a que preço? Para quem joga no PC, este artigo ajudou? Fiquem à vontade para comentar!

Um comentário sobre “Desmistificando Quantum Break no PC

  1. Eu tinha ficado bem interessado nesse jogo depois das resenhas, mas esse lance da exclusividade da loja do windows é demais pra mim. Ultimamente tenho pegado jogos somente no GOG por serem livres de DRM, quase não abro mais o Steam por isso. Enquanto a loja do windows continuar com essas restrições todas, vou ficar de fora.
    Sobre o jogo em si, concordo que a desenvolvedora merece, parece um excelente trabalho =)

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