TooManyGamesCurtiram a desova de artigos de ontem? Pois é. Ainda essa semana sai Jogo do Ano de 2015 e este blog poderá voltar às atividades normais – incluindo, talvez, quem sabe, quiçá, pseudo-resenhas sobre o que estiver jogando, ou primeiras impressões, ou mais comentários sobre o que me chamou a atenção.

O ano com certeza começou bem movimentado. Quem acompanha o Godmode Podcast tá ligado, inclusive do que eu ando jogando, mas… Imagino que nem todo mundo aqui é de seguir podcast, então vai aí um resumão do que já joguei/estou jogando este ano, e que pode dar as caras aqui no blog em maiores detalhes depois. Tá difícil acompanhar, mas uma hora eu consigo…

========== 2016 ==========

Assassin’s Creed Chronicles India/Russia (no PS4)

ACChroniclesIndiaCoverComecei o primeiro, nem encostei no segundo. Foi interessante ver a diferença na direção de arte do India para o China, e a jogabilidade parece ser tão sólida quanto a do anterior, mas não ando no clima para esse tipo de jogo agora. Aliás, qualquer coisa que envolva quebra-cabeças não anda me prendendo, como veremos em outro jogo abaixo…

Dragon’s Dogma: Dark Arisen (no PC)

Ahhh, que delícia cara… jogar esse jogo a 60 frames sem quedas constantes! O original já tinha sido incluído aqui entre os Melhores de 2012, mesmo com desempenho de console da geração passada, imagina então rodando lisinho? O melhor é que as boas ideias de Dragon’s Dogma ainda estão longe de envelhecerem, por não terem sido imitadas em 3 anos e quase nunca superadas; só The Witcher 3 conseguiu ser um RPG de ação com combate tão bom quanto, noves-fora a série Souls, que é um caso à parte.

The Witness (no PC)

Sempre quis um Myst em 3D com movimentação livre e nunca duvidei que Jonathan Blow, por mais hipster que seja, tivesse a capacidade de criar os quebra-cabeças necessários para tanto; logo, The Witness era compra certa. O único problema é que o jogo saiu “profundo” até demais, a ponto de exigir uma certa exclusividade de atenção que não estou disposto a encarar agora. Entendam: talvez seja o jogo de quebra-cabeças mais incrível e mais recheado desde sempre (coisa de 18 horas para terminar a “história”, mais de 40 para fazer tudo), mas é impossível de jogar em doses homeopáticas. Não é Portal, não é The Talos Principle, é uma obsessão. Foi parar na lista de espera por isso.

Dying Light: The Following (no PS4)

Dying Light foi uma grata surpresa de 2015 que, contrariando minhas próprias previsões iniciais, se manteve no meu Top 10 durante o ano todo, apesar de tantos lançamentos bons. É óbvio que eu não deixaria um DLC gigante como esse passar, até pela premissa: ir para o campo, poder dirigir um buggy e lidar com um culto religioso que parece ser imune à epidemia zumbi. O tamanho do mapa e a quantidade de conteúdo são generosíssimos para o preço, mas no final das contas, é mais Dying Light, só que com um carro e menos parkour. Vamos ver como a narrativa se desenvolve.

Firewatch (no PC)

FirewatchLogoEsse é curto – pode ser terminado em 3 a 5 horas, dependendo do seu nível de envolvimento – e uma pura aventura em 3D estilizado. A receita é simples: pegue uma história interativa linha Telltale; retire praticamente todas as escolhas e suas consequências; acrescente liberdade de locomoção em um mapa e um pouquinho de inspiração metroidvania, no sentido de que você precisa de item X para poder acessar área Y; polvilhe uma mecânica interessante de conversa por walkie-talkie, em que você aponta o cursor para um item do cenário e inicia um diálogo via rádio sobre aquilo, com opções de resposta; e pronto, saiu do forno o bolo chamado Firewatch. A receita se sustenta única e exclusivamente na narrativa, que por sorte é “deliciosa”: com alguns dos melhores diálogos já escritos em qualquer jogo, atuações sensacionais dos dois personagens principais e um final tão sóbrio que irritou quem estava esperando algo mais fantasioso (bem feito!), o jogo valeu a pena, ainda mais por ser barato.

Unravel (no Xbox One)

O jogo tem versão trial no EA Access com dez horas. Dez. Por tudo que li/ouvi, é mais do que suficiente não só para terminar, mas para fazer 100%. Portanto, não comprei. E para ser sincero, cheguei a começar e… achei um verdadeiro sonífero. É lindíssimo, é melancólico, mas jogá-lo parece encarar um LittleBigPlanet muito mais limitado… E com uma trilha sonora repetitiva em loop que dá sono, mesmo jogando em plena luz do dia. Os quebra-cabeças são esparsos e não são bons a ponto de te “acordar”. Acabou indo bem lá para baixo da lista de “vou jogar”, senão para a última posição absoluta.

Layers of Fear (no PC)

LayersOfFearLogoJogou e curtiu P.T., aquele teaser jogável do Silent Hills de Kojima que foi para o limbo? Talvez Layers of Fear vá saciar a vontade de ver um jogo inteiro daquele jeito. Sim, um jogo indie, mais curto (me tomou entre 4 e 5 horas) e em um cenário mais antigo, mas ainda assim muito semelhante. Só entenda que, assim como P.T., é um trem-fantasma: a interação é mínima, não há inventário, não há quebra-cabeças “de verdade” (apenas “interaja com o item certo na hora certa e a coisa anda”) e não é nem 20% tão assustador quanto. Na real, é menos assustador que praticamente qualquer bom jogo de terror dos últimos anos. Os pontos fortes de Layers of Fear são a ambientação – o visual é incrível, com uma das melhores direções de arte de qualquer jogo de terror já feito – e o mistério a ser resolvido, que envolve o suficiente para te levar até o final. O jogo também tem problemas de queda de framerate, mesmo sendo tão confinado a corredores e aposentos pequenos, mas no PC deu para levar. Pelo preço barato, vale a pena para quem gosta de imersão em jogo de terror.

Plants vs. Zombies: Garden Warfare 2 (no Xbox One)

Outro que experimentei no beta/EA Access e, por mais legal que seja, parece uma versão expandida – e bem mais cara – do anterior. Isso seria bom se não tivesse me passado a sensação de falta de cuidado: a quantidade de itens e habilidades novas, além de coisas para interagir no cenário e as três classes adicionadas, deixou as partidas tão, mas tão caóticas que fiquei zonzo. Não sei se estou ficando velho ou se já tive minha cota com o primeiro jogo, mas foi tanta coisa explodindo, tantos prompts e números pulando na tela e tantas cores berrantes para todo lado que mal conseguia ter uma ideia vaga do que estava fazendo, e não conseguia discernir as situações engraçadas de antes no meio do caos. Deu vontade de voltar a Splatoon. Vou tentar de novo com mais calma, mas não me empolgou como o anterior.

SUPERHOT (no PC)

SuperhotSuper. Hot. Super. Hot. Super. Hot. Super. Hot. Super. Hot. Super. Hot. Super. Hot. The most innovative shooter in years! Tell your friends! (Quem terminou vai entender essa…)

P.S.: Casando aposta aqui que SUPERHOT será o fenômeno linha Hotline Miami de 2016. E ainda vou transmitir os modos extras, especialmente o Endless. Fiquem de olho!

Far Cry Primal (no PC)

Por um lado, a base de Primal é a mesma dos dois últimos Far Cry de grande porte: se você está enjoado de passear na floresta caçando (e fugindo desesperado de) animais, catando plantas, derrotando inimigos e tomando “fortalezas”, não espere escapar dessas atividades só porque o cenário voltou 10.000 anos. Por outro, é preciso dar crédito à Ubisoft por ter se arriscado a variar, e não só no cenário: há alguns elementos leves de jogos de survival, como reunir recursos para montar suas próprias armas e expandir sua vila, e domesticar animais é um sistema que acrescenta bastante. O jogo está bem mais equilibrado; mesmo horas e horas depois, você ainda terá medo de sair explorando. A “história” – ou melhor dizendo, a premissa que justifica o progresso – é interessante: encontre companheiros de tribo dispersos para trazê-los de volta à sua vila e assim aprender novas habilidades, reconquistando o território perdido para tribos inimigas. A versão de PC está sensacional de bonita e otimizada, e mesmo as de console têm impressionado. Um dos melhores jogos de 2016 até agora. Você pode conferir mais em um vídeo aqui mesmo no blog.

The Division (no PC)

Cheirinho de Destiny? Sim, bastante. Mas com algumas diferenças cruciais, e não só no cenário/premissa. Para começar, o conteúdo solo é bem mais longo: estou com mais de 40 horas – apenas 1 delas na Dark Zone – e ainda no nível 25, quando o máximo é 30. Além disso, se você é dos reclamaram da história esparsa de Destiny no lançamento, saiba que The Division faz o jogo da Bungie parecer Metal Gear Solid 4 em termos de exposição via cutscenes: o jogo da Ubisoft está aí para ser uma grande galeria de tiro em 3ª pessoa em mundo aberto, não para explicar muita coisa. O “grosso” da narrativa está na ambientação, como em um jogo Souls da vida, e nos documentos/áudios/vídeos curtos que se encontra no cenário como itens coletáveis. O que na verdade pode até ser uma solução mais “honesta” e interessante, mas não vai agradar a todo mundo, com certeza. De resto, o lance é aquele mesmo de Destiny: uma mistura de RPG de loot (linha Diablo ou Borderlands) com um jogo de tiro (aqui, em 3ª pessoa) voltado para cooperação online e com elementos de MMO.

Jogar sozinho não tem a mesma graça, mas ainda assim é divertido e funcional (vide as minhas 40 horas…), especialmente pela excelente – excelente – direção de arte e pelo design de arenas top de linha. Imagine um The Last of Us, com aquele nível de detalhe em cada canto do cenário, em um mundo aberto e você terá uma ideia ainda vaga do que The Division consegue realizar em termos de personalidade visual. Já as arenas, com tantos andares, escadas, veículos, obstáculos e possibilidades, estão entre as melhores já feitas para qualquer jogo de tiro em 3ª pessoa; Gears of War 4Uncharted 4 podem até acabar apresentando uma jogabilidade mais fluida por não estarem presos às amarras de um RPG, mas vão sofrer para se equipararem a The Division no design de fases. Ah, e a versão de PC é o port mais completo, otimizado e bonito já feito até hoje, ao lado de Metal Gear Solid V. Vocês podem conferir 2 horas de The Division, mais ou menos após o ponto em que o beta acabava, em um vídeo aqui no blog.

Hitman (no PC)

Todo mundo já sabe a essa altura que o reboot de Hitman vai sair em partes, meio como um formato episódico, mas na verdade centrado em fases amplas, cada uma em uma cidade. O recém-lançado starter pack (US$ 15) vem com duas fases menores de tutorial – que estavam no beta e podem ser conferidas neste vídeo aqui no blog – e um gigante palácio em Paris, com centenas e centenas de pessoas, dois alvos principais, áreas externas, porão, vários andares etc. E, como seria de se esperar, diversas formas de assassinar. Há uma história com cutscenes apropriadas e “gancho” para o próximo “episódio”, mas nada muito elaborado nem extenso: na real, cumprir apenas os objetivos dela, junto com os tutoriais, demora algo entre 1 ou 2 horas, dependendo de sua proficiência ou familiaridade com Hitman. O jogo foi claramente feito para ser experimentado várias vezes de maneiras diferentes.

Em termos de jogabilidade pura, este é o melhor Hitman até agora: movimentação, menus, uso de itens, interações, interface… A série nunca foi tão suave de jogar, deixando sua cabeça totalmente livre para pensar no que fazer, que é o que importa. Os Contratos online dão sobrevida e alto valor de replay, seja na criação intuitiva ou simplesmente tentando repetir o que outros jogadores fizeram de melhor. O modo Escalation é uma belíssima adição nesse sentido também: rejogue cada fase (inclusive as de tutorial) com objetivos e alvos diferentes a cada tentativa, que vai ficando cada vez mais complexa e restritiva, como uma espécie de modo survival aplicado à lógica de Hitman. E se você for novo na série e quiser um pouco mais de orientação, as Oportunidades, se deixadas ligadas, vão enfileirar objetivos a cumprir à medida que você “topar” com conversas e situações em cada fase.

Se fosse me limitar apenas a esses fatores, Hitman seria tranquilamente a melhor coisa que joguei este ano, ao lado talvez de SUPERHOT e olhe lá. Só que há outras questões. Primeiro, o jogo ainda precisa de alguma otimização: as versões de console rodam a menos de 30 frames, e a de PC “me forçou” a instalar o Windows 10, já que a versão DirectX 12 está mais estável que a DX11. Assim como Just Cause 3, pensem em uma máquina na configuração Recomendada se quiserem mais de 30 frames e não precisar jogar com tudo no Mínimo. Os challenges – os desafios de assassinar usando item ou disfarce X na circunstância Y etc. – estão atrelados ao servidor; isto é, você pode jogar offline, mas não desbloqueará nenhum desafio. Aliás, se estiver jogando online e a conexão cair, você será “kickado” da fase; no modo normal há checkpoints automáticos e você pode salvar em qualquer lugar, mas nos Contratos e em Escalation, salvar fica desabilitado, então você pode ter que recomeçar a fase inteira se a Internet cair. Enfim: enquanto jogo, é quase impecável, mas tropeça em aspectos técnicos e algumas decisões relativas a conexão. Vamos ver se patches corrigem os problemas e os Eventos online futuros compensam as desvantagens da conexão online constante.

========== 2016 ==========

“Mas não tem jogo faltando aí, Sooner?”. Tem sim:

Resident Evil 0 HD Remaster – Mal joguei o Remaster do Resident Evil original e não terminei o de Resident Evil 4, então esse vai esperar promoção pesada no Steam.

XCOM_2_cover_artXCOM 2 – O anterior foi um dos meus candidatos a melhor jogo de 2012, mas desculpa, sem suporte a controle não rola. Não, não venham com essa de “aaaainnn jogo de estratégia!!!” – não é em tempo real e a interface é praticamente a mesma de Enemy Unknown, que tinha um suporte excelente a controle, então isso não é desculpa. Quando sair suporte a controle de Xbox 360/One ou uma versão para console eu pego. Antes disso, nem em promoção. Questão de princípio: pode ser o melhor jogo do mundo, não premio preguiça nem discriminação babaca linha “PC master race” com meu dinheiro.

Mario and Luigi: Paper Jam – Não comprei, jogo da Nintendo no Brasil tá caro demais para arriscar e “dar uma conferida”. Também não ando muito na pilha de RPG do Mario.

Street_Fighter_V_box_artworkStreet Fighter V – Não jogo game de luta online, vou precisar dos tutoriais e desafios para aprender a jogar minimamente direito, e estou curioso pelo modo história “cinemático”, na linha Mortal Kombat. Logo, vou deixar para comprar quando o jogo estiver completo – e provavelmente mais barato.

The Walking Dead: Michonne – A Telltale Miniseries – Não terminei a segunda temporada, não joguei Game of Thrones e estou um pouco saturado da fórmula da Telltale, ainda mais após Life is StrangeFirewatch apresentarem variações interessantes. Ficou para depois.

Pokken Tournament – Jogo da Nintendo caro, não gosto de Pokemon e não tenho nenhum apreço especial por Tekken. Não esperem me ver jogando isso, nem a preço muito menor.

DayOfTheTentacleRemasteredCoverDay of the Tentacle RemasteredTrackmania TurboAutomatron (DLC de Fallout 4) – Saíram hoje e vou dar uma “limpada” na fila primeiro antes de encarar, mas os três são certezas em algum nível. Nunca joguei Day of the Tentacle, gostei do beta do novo Trackmania (só vou esperar o preço baixar um pouco) e comprei o season pass de Fallout 4 antes que aumentasse de preço – Automatron já está baixado neste momento, inclusive. Questão de tempo.

========== 2016 ==========

Ainda tem também alguns títulos já comprados e só esperando lançar: além dos DLCs de Fallout 4 via season pass, já peguei Quantum Break – com pre-load feito no Xbox One e código futuro de brinde para a versão Windows 10 – e Dark Souls III, que infelizmente subiu de preço no PC ontem. (Se você não comprou por R$ 100-110 reais, agora é R$ 147-160, dependendo do desconto para quem tem outros jogos Souls no Steam).

Agora vocês já têm uma ideia de por que os Melhores de 2015 atrasaram tanto, e do que esperar no blog/canais do YouTube/Twitch nos próximos dias. Fiquem ligados!

2 comentários sobre “2016 a todo vapor: o que ando jogando

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