imagesAinda correndo atrás de jogar mais algumas coisas antes de fechar “de vez” os Melhores de 2015, comprei Volume em promoção da PSN e comecei Life is Strange.

Após terminar o 1º episódio e começar o 2º, percebi que a hipsteragem generalizada nem incomoda tanto. Tudo está contextualizado em uma universidade americana moderna: não dá para andar em um lugar desses sem topar com veganismo, baladinhas indie no violão, grupos de “literatura feminina” e outras baboseiras. Até que o jogo não força força pouco a barra com drogas mais pesadas, como feminismo ou anticapitalismo. Pelo contrário: se esforça para mostrar outras facetas de personagens que, em outros jogos/romances/filmes, seriam apenas fanáticos religiosos ou militares “fascistóides”.

E a história é sim fascinante. Inspirar-se (com moderação, claro) em Twin Peaks e filmes/séries dos anos 80 só ajuda.

Mas puta que pariu.

O jogo é MELANCÓLICO AS ALL FUCK.

Life-Is-Strange-episode-2.jpgRecomendo manter sempre o celular por perto com, sei lá, um vídeo de gatinhos fofos fazendo fofice. Também é bom parar uma vez por hora e ir fazer qualquer coisa que lembre como a vida pode ser divertida – ouvir “Friday I’m In Love”, ler revistas Mad antigas ou jogar Splatoon ou Guitar Hero Live. Até o Belle & Sebastian ou o Radiohead devem ter algum disco mais animado do que esse jogo.

Se dependesse das protagonistas de Life is Strange e o jogo fosse ultrapopular, o número de adolescentes cortando os pulsos teria duplicado no mundo em 2015.😛

3 comentários sobre “A vida é estranha… e melancólica

    1. Ha!😀

      Mas convenhamos, qualquer pessoa que não se enrolou com grupinhos no Ensino Médio ou na faculdade vai se identificar pelo menos um pouco com a Max. Se eu ainda tivesse 20 anos estaria mais apaixonado por ela do que o Warren.

      Terminei o jogo. É uma das narrativas mais espetaculares que vi nos últimos anos no geral, caso de comparar com The Last of Us e afins mesmo. Mas o último episódio tem um dos momentos narrativos MAIS BABACAS que já vi ***em qualquer mídia***: as partes de stealth no pesadelo, e não pelas mecânicas. Note que todos ali são homens. Foi gratuito, desnecessário e reducionista apenas para agradar feministas – como se Max não tivesse sofrido nas mãos de algumas mulheres durante a história também.

      O final não era nem para ter escolha, de tão evidente ficou qual era a opção “certa” para fins narrativos – e foi exatamente a que eu já tinha na minha cabeça desde o segundo episódio, caso viesse. No meio do pesadelo ficou evidente que o final ia ser aquilo sim, e não demorei um segundo para apertar o botão. Mas pelo menos o final “certo” foi muito bem dirigido, e achei foi bem feito que a outra escolha tivesse um final tão sem graça: é um castigo merecido para o jogador que foi nessa opção.😀

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    2. P.S: Eu vi Spirits Within no cinema na época e lembro de ter gostado, mas eu nunca tinha jogado nada de Final Fantasy e fui ver pelo espetáculo de animação. Não lembro de um pedaço sequer da história. Acho que vou tentar ver agora.

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