Ah, a imprensa e seu lado negro da Força…

star-wars-battlefront-i-find-your-lack-of-content-disturbing-star-wars-battlefront-635996Interrompendo por um momento a série de artigos da Retrospectiva 2014, tenho que comentar isso…

Acabei de dar uma olhada geral nas resenhas de Star Wars Battlefront e não pude deixar de notar uma reclamação quase onipresente: a de que o jogo teria “pouco conteúdo” (em alguns casos, foi escrito “poucos modos” mesmo).

Sério? Sério mesmo? Ou isso foi mais raiva da EA do que análise distanciada?

Antes de continuar, deixem-me esclarecer alguns pontos:

  • imagesNão sou fã doente de Star Wars. Não tenho nem DVDs/Blu-rays dos filmes, quanto mais merchandise. Nem os prequels me irritaram, pois não estava esperando muito mesmo.
  • Não estou com a menor cabeça para defender a EA ou a DICE, como está óbvio após o que escrevi sobre Battlefield: Hardline.
  • Aliás, desde Mass Effect 3 (2012), somente um jogo da EA (Titanfall) se destacou nas minhas listas de Melhores. Nem Dragon Age: Inquisition me animou tanto.
  • Pior ainda: já adianto que dois grandes jogos da EA vencerão as categorias Decepção do Ano e Pior Jogo dos Melhores de 2015 deste blog.
  • Só comprei Battlefront porque tinha dólares “parados” no PayPal (pagamento por trabalhos menores feitos para agências do exterior), e transferi-los para a conta no banco iria reduzir o valor total consideravelmente (conversão abaixo do mercado, taxa do PayPal, custo de DOC etc.). E mesmo assim, só me convenci após o beta.
  • Apesar dos elogios feitos nas primeiras horas do trial do EA Access e na transmissão do jogo via Twitch do Godmode, não se enganem: o jogo não é tão bom a ponto de entrar na lista de 10 melhores jogos de 2015. Mas isso é assunto para depois…

O ponto é que a única reclamação generalizada é a “falta de conteúdo”. Vamos rever a lista de coisas disponíveis no jogo, então?…

MODOS SOLO/OFFLINE

3b609a77a779b6e002ef8c3f741cd29fda7900c6.jpg__940x420_q85_crop-smart_upscale.jpgSão os seguintes, com um parênteses para que outras opções cada modo dá:

  • Training: 6 missões (co-op local ou online para 2 pessoas)
  • Battle: 8 mapas – 4 de infantaria vs. infantaria, 4 de herói/vilão vs. infantaria (versus local ou online para 2 pessoas)
  • Survival: 4 mapas, 15 ondas de inimigos cada (co-op local ou online para 2 pessoas)

Só o fato de todos esses modos e mapas permitirem tela dividida já é um diferencial e tanto na quantidade de horas que podem ser “extraídas” desse conteúdo. Por exemplo, o melhor tempo que consegui em um modo Sobrevivência na dificuldade Normal foi 23 minutos – imaginem na Difícil ou Mestre. E isso foi justamente no mapa que já tinha jogado algumas vezes no beta.

Vale também apontar que cada missão de Treinamento introduz/ensina mecânicas diferentes e se passa em um mapa distinto; nenhuma Batalha repete herói ou vilão, servindo de treinamento para usá-los, também; e que cada mapa de Sobrevivência não apenas fica em um planeta/local diferente, como inclui inimigos diferentes – Tatooine não tem naves, mas Sullust joga tie fighters contra você, por exemplo.

MODOS MULTIPLAYER/ONLINE

Star-Wars-Battlefront-Victory.jpg

  • Supremacy: o “modo suruba”, com 20 x 20 jogadores capturando pontos e todos os veículos/power-ups disponíveis (inclusive heróis/vilões)
  • Walker Assault: idem ao Supremacia, mas com a Rebelião precisando destruir um ou dois walkers (AT-AT) do Império
  • Fighter Squadron: batalha aérea para 10 x 10 jogadores (e a Millenium Falcon e a nave do Boba Fett disponíveis como power-ups). Inclui naves controladas pela inteligência artificial
  • Blast: equivalente a team deathmatch para 10 x 10 jogadores
  • Cargo: equivalente a capture the flag para 6 x 6 jogadores
  • Drop Zonedrop pods caem do céu, um por vez, e cada time de 8 jogadores tenta capturá-los. O time que capturar mais vence
  • Droid Run: variação de Cargo, só que com três droids em movimento
  • Heroes vs. Villains: dois times de 6 jogadores misturam um herói/vilão com infantaria; o time que manter heróis/vilões vivos por mais tempo ganha
  • Hero Hunt: Um jogador entre 8 “nasce” como herói/vilão; quem o matar “vira” outro herói/vilão. Quem matar mais inimigos como herói/vilão vence

São nove modos com um mínimo de 8 jogadores e máximo de 40, com temas variados, alguns peculiares a Battlefront (quantos jogos de tiro têm algo parecido com Walker Assault, os modos com heróis/vilões ou combate exclusivamente áereo, por exemplo?).

A ressalva, claro, é a quantidade de mapas relativamente modesta. No total são 12 (somente no multiplayer, fora os dos modos solo), o que em tese não é pouco… Mas eles estão espalhados em modos diferentes. Ou seja, na prática, alguns modos online acontecem em 4 a 6 mapas, com BlastHero HuntHeroes vs. Villains chegando a 9.

ANALISANDO O CONTEÚDO…

Star-Wars-Battlefront-character-customization.jpgAlgumas resenhas mencionam a falta de customização da aparência do personagem e de armas. Isso é vero: só dá para mudar a cabeça ou o corpo de cada “boneco”, e em alguns casos apenas varia se aquele humano tem barba ou cabelo (os poucos alienígenas têm sempre a mesma cara/corpo). As armas são “fechadas”, isto é, você só troca o tipo – e são apenas 11. Essas limitações são um pouco compensadas com 24 “cartas”, ou poderes/itens equivalentes a perks, mas morre aí.

Embora essa reclamação seja justa, notem que a quantidade de opções se assemelha à de Titanfall – exceto pelo fato de que as armas e titãs do jogo têm peças que podem ser mudadas. Por outro lado, em Titanfall há apenas uma arma de cada tipo, enquanto Battlefront tem mais de uma heavy blaster, por exemplo.

Considerando que as limitações de Battlefront derivam claramente do universo no qual foi inspirado, por que a crítica se prende muito mais à quantidade de opções nele do que fez em Titanfall? Variedade não é, porque Battlefront não fica muito atrás na quantidade de coisas que podem acontecer durante uma partida. E Titanfall foi lançado com muito menos modos, sem splitscreen e com uma “campanha” que era pouco mais do que mapas do multiplayer com narração por cima.

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Modos de jogo em Titanfall no início – e “Variety Pack” é só um mix dos outros cinco

Continuando essa linha de raciocínio: Star Wars Battlefront tem mais modos online (nove) que Halo 5: Guardians (sete) e, embora não tenha campanha, tem mais opções de co-op – e local, coisa que Guardians não tem. Também tem mais modos que Splatoon, embora este também tenha sido criticado por isso – só que com menos ênfase. Battlefront também tem mais modos que Evolve, especialmente que possam ser jogados solo/offline. Só não dá para comparar mesmo com Call of Duty: Black Ops III, mas aí também é covardia: se esse não for o jogo com mais modos e opções já lançado até hoje, deve chegar bem perto.

E pode ser até que o Battlefront anterior tivesse mais conteúdo, mas não abro mão da infinitamente superior qualidade técnica, sonora e gráfica por causa disso, não. O parâmetro de comparação deve ser títulos desta geração, não de dez anos atrás. A gente sabe que texturas, áudio e afins em Full HD ocupam muito, muito mais espaço, e o netcode atual exige muito mais de servidores.

Por que a seletividade, então?

DISSE ISSO, MAS O QUE INCOMODA É AQUILO

JournoWarriorMeu chute é o seguinte, e aposto que ele vai direto no gol: os críticos odeiam a EA e estão particularmente irritados com o modelo de venda, mas não têm a honestidade de dizer isso abertamente em diversos casos.

A questão do modelo de venda é justa. Assim como em jogos recentes da série Battlefield, há um season pass de excessivos US$ 50 (quase o preço de um jogo novo!), embora Battlefront vá ganhar pelo menos um mapa/modo inédito gratuito, baseado na Batalha de Jakku, do novo filme. Mas isso pode ser visto por algumas perspectivas diferentes.

Primeira: o modelo não impediu Battlefield 4 de receber, no geral, notas mais altas que Star Wars: Battlefront, mesmo que este último seja mais bonito; tenha saído sem grandes problemas no online, no gameplay ou na engine; e tenha uma quantidade de conteúdo semelhante de cara (de novo: sem campanha, mas com diversos modos solo e até mais modos online).

Segunda: como dito, esse modelo já vem desde pelo menos Battlefield 3. Por que “encasquetar” com ele justo agora? É um daqueles casos em que a indignação pode ser justa, mas parece seletiva, em um nível que oculta outras intenções. Isso sem contar que, após 15 anos sem o preço dos jogos aumentar um centavo de dólar sequer, não se pode culpar as produtoras por monetizar seus jogos de outras formas – a inflação não deixou de ter efeito sobre os custos nesse meio-tempo. Podemos debater se essas formas são legítimas ou se passaram do ponto (sim, acho US$ 50 dólares um abuso), mas…

Evolve-DLC.pngTerceira: o caso lembra outro notório de 2015, o de Evolve. O jogo também foi criticadíssimo pelo custo dos DLCs, que chegava a US$ 85 (incluindo os itens cosméticos). Só que Evolve era uma bagunça de microtransações, enquanto Battlefront não tem nada disso: é season pass (4 pacotes de expansão) e pronto. E nas resenhas de Evolve, a crítica detonou o modelo de vendas abertamente. Por que para Battlefront algumas resenhas mal mencionam o modelo de vendas, preferindo apenas a ladinha de “falta de conteúdo”, mesmo que não seja bem assim?

Eu respondo: porque Evolve era um caso isolado de excesso por parte de uma produtora, em geral, bem-quista. Bater diretamente no modelo de vendas de Evolve afeta mais a percepção do jogo, enquanto a da produtora sofre apenas um arranhão.

CONCLUSÕES

Ou seja, conclusão número 1: o problema é a EA.

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De novo: a EA merece críticas, e não são poucas. E pessoalmente, acho que a DICE anda merecendo tanto quanto. O problema é a desonestidade. Um dos truques mais baixos que se usa ao argumentar, especialmente na imprensa, é tentar transformar algo pessoal/parcial em uma “verdade” absoluta, supostamente aceita por todos. E um dos principais artíficios para se fazer isso é não dizer as coisas de forma direta e aberta, e sim genérica.

Conclusão 2: a reclamação de “falta de conteúdo” em Star Wars Battlefront é um desses artifícios.

Como já demonstrado, Battlefront não é particularmente tão “vazio” de conteúdo quanto Evolve ou Splatoon; equivale a Halo 5: Guardians ou Titanfall; e só perde visivelmente para jogos excepcionais neste quesito. Que a crítica “bata” um tanto mais nele por causa disso tem que ter outra explicação, e não consigo pensar em nenhuma além da vontade de usar um truque baixo.

Conclusão 3: os críticos odeiam a EA, mas não admitem.

184dvqxowjalnjpgMotivo? Vai saber. Eu suspeito que alguns estão tentando parecer “isentos”, o que é uma idiotice, já que não existe jornalismo imparcial (sim, isso é um mito que seu professor marxista tentou te vender para continuar enfiando mentiras goela abaixo – todo texto é parcial, e a única “imparcialidade” prática é dizer abertamente de onde suas considerações estão vindo).

Outros provavelmente são muito mais fãs de Star Wars do que eu e ficaram bastante incomodados com a franquia cair nas mãos justo da EA. Isso até entendo: já é assustador lembrar que Mass Effect está nas mãos deles, ou imaginar o que poderia acontecer se, digamos, The Witcher fosse parar lá (como um boato infundado dizia – aliás, um boato que pelo menos um grande veículo da imprensa, o GameSpot, “comprou” inicialmente). Mas esconder a “fanboyzice” continua sendo desonesto.

E tem aquele elefante na sala: a falta de campanha vir justo da EA, que já declarou que quer seus jogos todos multiplayer. OK, eu sei que com um visual e um gameplay desses, uma campanha faz falta. Eu também queria. Mas convenhamos: todo mundo foi avisado desde o início, outros jogos da série também eram assim (ou mascaravam uma sequência de mapas de batalha solo como “campanha”), e no final das contas o novo Battlefront tem mais modos solo/offline do que o esperado.

(Sem contar que, considerando as últimas “campanhas” de Battlefield e outros jogos voltados a multiplayer, como Titanfall, sejamos honestos: quais as chances de uma campanha da DICE em Star Wars Battlefront nos divertir mais do que jogar modo Sobrevivência com amigos? Poucas.)

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Enfim, a principal conclusão: não se deixem levar pelo que foi dito, concentrem-se em entender o que devia ser dito, mas não foi. Em tempos de imprensa tão incompetente, tão ideologicamente orientada (em especial para o anticapitalismo) e tão mesquinha/antiética a ponto de criar uma lista de discussão secreta para combinar pautas conjuntas, não dá para confiar nela. Ainda mais quando pessoas, estúdios e empresas que muitos adoram odiar estão envolvidos – mesmo que desta vez não tenham feito nada de particularmente condenável ou diferente do padrão (season pass caríssimo à parte).

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7 comentários em “Ah, a imprensa e seu lado negro da Força…

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    1. Essa em específico eu não vi, mas passei o olho em outras que não eram muito diferentes.

      O engraçado é que comprei o jogo sem NENHUMA esperança que fosse mais do que o mesmo com uma mão de tinta nova, e no final das contas estou achando as mudanças surpreendentes – a ponto de gastar horas brincando de casinha e armando Sanctuary até os dentes, algo que na época do anúncio pensei que nem ia mexer.

      Expectativa é um negócio engraçado, mas quando você não tem consciência das próprias expectativas, pode ser uma merda.

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      1. Bem, o ponto interessante é esse: todo mundo sabe que o OMFG JOGO DO ANO é um Fallout 3.5 (na verdade é um retrocesso em comparação ao New Vegas sob muitos aspectos), mas isso não é importante.

        O importante é que o “jornalismo de games” está tratando o assunto com tanto dedo e medo de chamar as coisas pelo nome que eu não posso deixar de me perguntar se teria esse cuidado e zelo todo se fosse um jogo da EA, por exemplo

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        1. Engraçado, a minha percepção do jogo é na via oposta.

          O que faz Fallout 4 ser melhor que os antecessores, além de coisas como os sistemas de crafting/settlement, a melhoria na organização das quests e aprimoramentos “quality of life” (não precisar abrir gavetas para ver o conteúdo, por exemplo), foi justamente ter enxugado algumas coisas.

          E a imprensa, presa à necessidade de ter que terminar jogo correndo para a resenha ser publicada no dia do lançamento, não viu isso.

          Ao mesmo tempo, pressionada após o #GamerGate, está cheia de dedos para não irritar os jogadores. E quer saber? Melhor assim do que o estado anterior, em que em vez de dar saltos laterais argumentativos, iria chamar os gamers que discordassem das resenhas de tudo quanto é coisa. Intolerantes, conservadores, até fascistas.

          No final das contas Fallout 4 ficou com uma média bem abaixo de Skyrim e Fallout 3, quando na verdade é um jogo superior. Aliás, BEM superior em comparação a Skyrim.

          Quanto ao povo reclamando que ele “involuiu” em relação a New Vegas, eu li algumas coisas em fóruns e já sabia o que ia encontrar: aquele mesmo tipo de pessoal que reclamou de Mass Effect 2 por ter “menos opções” do que o 1, e aí usava de exemplo coisas como “menos armaduras”. Ah, claro, eu rejoguei o 1 recentemente e lembrei bem como era UM PORRE gerenciar as 356 mil armaduras “diferentes” – 90% delas, na prática, apenas versões com atributos levemente variados das 10% armaduras reais.

          Nesse caso não tô vendo imprensa incompetente e manipuladora não. Apenas covarde, como já se sabia, e dessa vez pelo menos com medo do que DEVE ter medo: o público a quem ela serve e que paga as contas dela.

          E mesmo assim a imprensa criticou e rebaixou o “jogo do ano” o quanto achou que tinha que rebaixar, mesmo que eu não concorde (não vai ser meu GOTY, já adianto, mas vai chegar mais perto do que eu acreditava antes do jogo sair).

          Agora, sim, com certeza a média do Metacritic seria pelo menos 10 pontos menor se o jogo fosse da EA. Mas aí também entra em jogo o amor da “comunidade gamer” pela Bethesda. Troque isso pelo ódio generalizado à EA e era capaz da crítica não apenas dar notas menores, como continuar cheia de dedos para não ter comentários dizendo que a nota foi *alta demais*, que deveria ser 5/10 ou menos blá blá blá.

          No final das contas o que me importa é o factual e não o subjetivo. Achar que remoção de opções é automaticamente retrocesso ou considerar Fallout 4 apenas mais do mesmo é uma opinião à qual qualquer um tem direito, seja jornalista ou não. Agora, dizer que Battlefront sofre de “falta de conteúdo” quando ele está rigorosamente na média atual – algo que pode ser FACTUALMENTE comprovado – já denota algo além da opinião, e é aí que a questão da ética jornalística entra.

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  1. Olha só, o Kotaku publicou um texto dizendo justamente que eles e a Bethesda (assim como a Ubisoft) não tem sequer uma boa relação – eles não tem relação nenhuma. Tipo a Bethesda ignora os emails do Kotaku e não dá acesso antecipado pra eles nem pra teste de cereal em barra.

    http://kotaku.com/a-price-of-games-journalism-1743526293?utm_campaign=Socialflow_Kotaku_Facebook&utm_source=Kotaku_Facebook&utm_medium=Socialflow

    Aparentemente eu estava errado e voce estava certo.

    E sim, concordo que eles se preocuparem com a reação dos leitores é mais importante que se preocupar com a reação da empresa, embora nenhum dos dois seja ideal. Lembro de um EGS brasileira (faz tanto tempo que eu não compro uma revista de games que eu não lembro bem) que o cara passou a matéria toda tacando o pau em Final Fantasy 13 (ou 12) e depois deu nota 10 apenas “porque é final fantasy”. Li algumas resenhas de Fallout 4 tive essa mesma sensação, mas well, essa foi uma sensação subjetiva minha de qualquer forma

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    1. Normal (a sensação subjetiva).

      Mas quanto a se preocupar com reações, não quis dizer que se preocupar com os leitores é mais importante do que tudo. A questão é que no estado anterior de coisas, os jornalistas não estavam preocupados com reação *nenhuma* (a não ser talvez as dos SJW/Democratas americanos). E para isso valia até xingar seu próprio público e combinar artigos afirmando que “gamer is dead”… Aliás, algo no qual o próprio Kotaku se envolveu, e depois o editor finge que não sabe por que perdeu anunciantes e foi vetado por Ubisoft e Bethesda. Pode vir com essa historinha de que foi por vazar jogos antes do anúncio, que não engana ninguém não.

      Eu sou o primeiro a adotar taglines como “Gamers ruin gaming!” quando gamers me irritam, mas 1) estou fazendo apenas um blog pessoal, gratuito e sem renda e 2) nunca xinguei gamer de fascista, homofóbico, racista etc. Posso achar certos gamers burros, analfabetos funcionais, mesquinhos e o diabo a quatro, mas mesmo na minha liberdade editorial tenho meus limites autoimpostos – mesmo não tendo obrigação nenhuma de ter uma “ética jornalística”. Os jornalistas gringos têm essa obrigação em dobro, e fizeram muito pior.

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