Melhores de 2013: Votação dos Leitores

Melhores de 2013 Re: GamesEste artigo faz parte da série Melhores de 2013, com os games lançados este ano que este humilde blog considera que devem ser jogados por quem puder. Este ano, o blog volta a dividir os jogos em categorias, por pura falta de tempo de fazer resenhas para uma grande quantidade de jogos. Consulte a página Melhores de 2013 – Lista de categorias para ver as outras categorias já publicadas e o artigo Teaser: Melhores do ano? Toma 50 para começar para considerações gerais e uma pré-lista com 50 jogos de 2013.

Antes de revelar o jogo do ano do autor deste blog, é hora de divulgar os resultados da votação dos leitores. Eles votaram nos seus 5 jogos prediletos de 2013, sem ordem, e a porcentagem de votos de cada jogo foi multiplicada por 5 para chegar a um resultado que reflete quantos leitores mencionaram daquele título. A ideia é premiar os jogos mais lembrados, já que isso contrabalança um pouco as preferências pessoais por gênero e tipo de jogabilidade. Foram 35 jogos lembrados no total – ou seja, que receberam pelo menos um voto – e vou listar todos aqui. Sem mais delongas, vamos a eles!

Entre os jogos que receberam pelo menos um voto e foram lembrados por até 5% dos leitores do blog, tivemos Tearaway (Vita), The Swapper (PC), Shin Megami Tensei IV (3DS), Saints Row IV (PC/PS3/X360), Rogue Legacy (PC), Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies (eShop [3DS]), Outlast (PC/PS4), Metro: Last Light (PC/PS3/X360), Mario & Luigi: Dream Team (3DS), Killer Instinct (X1), Far Cry 3: Blood Dragon (PC/PSN [PS3]/XBLA), Battlefield 4 (PC/PS3/PS4/X360/X1) e Antichamber (PC). Esses jogos ocuparam as posições 23 a 35 na lista final.

No “segundo escalão” dos jogos que foram lembrados por até 10% dos leitores, tivemos Remember Me (PC/PS3/X360), Rayman Legends (PC/PS3/PS4/Vita/WiiU/X360/X1), Pokémon X & Y (3DS), Ni no Kuni: Wrath of the White Witch (PS3), Injustice: Gods Among Us (And/iOS/PC/PS3/PS4/Vita/WiiU/X360), Gone Home (PC), Call of Juarez: Gunslinger (PC/PSN [PS3]/XBLA), Brothers: A Tale of Two Sons (PC/PSN [PS3]/XBLA) e Beyond: Two Souls (PS3). Esses jogos ocuparam as posições 14 a 22 na lista final.

Já no “primeiro escalão”, tivemos 13 jogos lembrados por mais de 10% dos leitores, com direito a empates na 10ª e na 7ª posição. E na ordem, eles são…

========== 2013 ==========

10. Tom Clancy’s Splinter Cell: Blacklist (PC/PS3/WiiU/X360) – 12,3%

Capa de Tom Clancy's Splinter Cell: Blacklist (PC/PS3/Wii U/X360)O jogo mais recente da série Splinter Cell pode não ter ganho nenhuma categoria dos Melhores de 2013 neste blog, mas foi lembrado/indicado em algumas, como Ação/Aventura (sem nenhum prejuízo como jogo de stealth, o que impressona), Wii/Wii U (a melhor versão do jogo para consoles), MultiplataformaMultijogador e Visual. Poderia ter entrado na categoria Surpresa também, já que por um segundo – mais precisamente a E3 de 2013 – duvidei que fosse manter os avanços de Conviction sem perder a ênfase no stealth e virar um Assassin’s Creed militarista. O curioso é que o resultado final conseguiu emular um pouco de Assassin’s Creed sim, mas sem comprometer os outros fatores. Nunca um jogo de stealth foi tão fluido e exigiu tão pouco tempo parado à toa, sem ficar mais fácil ou menos profundo – especialmente jogando na dificuldade Realista. Além disso, Blacklist é um monstro em quantidade de conteúdo: entre campanha, multijogador e pelo menos 3 tipos diferentes de missões extras, o jogo tem material para dezenas de horas – ainda mais se você resolver tentar “cravar” cada missão nos três “estilos” possíveis, GhostPantherAssault (stealth sem matar, stealth matando e ataque direto, respectivamente). É o melhor Splinter Cell com folga, e uma aula de design de fases para quase qualquer jogo, também.

10. Metal Gear Rising: Revengeance (PC/PS3/X360) – 12,3%

Metal Gear Rising: Revengeance (PC/PS3/X360)Metal Gear Rising, assim como o último Splinter Cell, também não levou nenhuma categoria, mas foi bem lembrado em Ação/Aventura, Multiplataforma, Visual e Inovação. Já fiz uma resenha sobre ele aqui, mas vale lembrar sua história pouco usual de desenvolvimento: a Kojima Productions resolve fazer um spin-off da série Metal Gear mais focado em ação, naturalmente com Raiden como protagonista, e ao não conseguir o resultado desejado, “repassa” o título para a melhor produtora de jogos de ação do mundo no momento, a Platinum Games. O resultado final pode não ser perfeito, provavelmente por ter sido um projeto incorporado de última hora durante o desenvolvimento de títulos próprios como The Wonderful 101Bayonetta 2… Mas ainda assim entrega boa parte do que prometia – ação ininterrupta, combate frenético, cutscenes bombásticas, farofada em geral – e ainda inova em várias mecânicas. Como cereja no bolo, ainda é o típico jogo da Platinum, feito sob medida para quem quer se desafiar ao máximo e jogar várias vezes para obter as melhores classificações possíveis dominando o sistema de combate. Os fãs mais cabeça-dura de Metal Gear podem chiar o quanto quiser, mas um mero spin-off de ação após tantos anos, ainda mais tão bem feito quanto esse, foi muito bem-vindo.

10. Guacamelee! (PC/PSN [PS3/Vita]) – 12,3%

Guacamelee! (PSN/Vita)

Guacamelee! já foi bem laureado aqui, ganhando as categorias Distribuição Digital e Surpresa do Ano, além de ser lembrado/indicado em Luta/Beat’em Up, Plataforma, Vita, PS3, Trilha Sonora e Inovação – ufa! De fato, o jogo não é pouca coisa. É familiar em sua base “Metroidvania”, mas diferentão na temática – e como consequência natural de um bom design fiel às escolhas estéticas, também é inusitado em suas mecânicas. Lucha libre, Dia de Los Muertos e iconografia mexicana em geral levam a fases intrincadas, que exigem “saltos” entre dimensões paralelas dos vivos e dos mortos. Enquanto isso, você desbloqueia golpes que enriquecem o combate, permitem acessar áreas novas e são essenciais para superar alguns dos mais difíceis desafios de plataforma dos últimos anos. Mas disso já comentei em outras categorias e na resenha do jogo aqui no blog; o importante é que se trata de um jogo absurdamente redondo, com uma curva de dificuldade na medida, e é baratinho e acessível. Melhor, só se estivesse disponível em todas as plataformas possíveis, para que todos pudessem experimentá-lo.

10. Bit.Trip Presents… Runner 2: Future Legend of Rhythm Alien (iOS/PC/PSN [PS3/Vita]/eShop [Wii U]/XBLA [X360]) – 12,3%

Bit.Trip Presents... Runner 2: Future Legend of Rhythm Alien (iOS/PC/PSN [PS3/Vita]/eShop [WiiU]/XBLA [X360])Runner 2 “bateu na trave” em diversas categorias do autor deste blog, incluindo Plataforma, Distribuição Digital, MultiplataformaSurpresa do Ano e Visual, até finalmente ganhar uma em que não havia discussão: Trilha Sonora. E não só pela música ser boa em si – uma verdadeira sinfonia eletrônica, digna dos melhores trabalhos do Kraftwerk – mas pela integração total dela à jogabilidade. Runner 2 é a última palavra em autorunners – aqueles jogos de plataforma em que o protagonista corre automaticamente – graças a uma bela reviravolta conceitual: pule, defenda-se, use trampolins, escorregue, chute diversos obstáculos etc., tudo ao ritmo exato da música. Esse conceito já estava presente no primeiro Bit.Trip Runner, mas a sequência ganhou tração, carisma e variedade de sobra ao se livrar das limitações da estética 8-bits e da trilha mezzo-chiptune do jogo antecessor. Ter mais fases com mais conteúdo desbloqueável e uma curva de dificuldade mais justa não atrapalhou em nada, também, e o preço final acaba sendo uma barganha (US$ 15). Ainda por cima, não há desculpa para não jogá-lo: lançado em virtualmente todas as plataformas, distribuído de graça para assinantes da PSN+ e alvo de promoções constantes a essa altura, só não joga Runner 2 quem é ruim da cabeça, ou doente do pé. Ou pior, um baita de um mané.

9. DmC – Devil May Cry (PC/PS3/X360) – 16,4%

DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360)

Mais um jogo escolhido pelos leitores que já foi bastante premiado e citado nos Melhores do Ano do blog: DmC ganhou como melhor jogo de Ação/Aventura e melhor Visual, e foi “indicado” em jogo Multiplataforma e Inovação. Isso sem contar que cantei a bola de que seria um dos jogos do ano em resenha logo após o lançamento, publicada ainda em fevereiro. Pena que toda polêmica vazia sobre a reimaginação do protagonista tenha afastado pessoas de um jogo que deveria se tornar a próxima referência básica para títulos de ação/hack n’ slash, ao lado de Bayonetta. Nenhum outro jogo do gênero na atualidade tem um sistema de controle tão redondo, e poucos jogos foram tão criativos e impressionantes visualmente. Sempre achou a série Devil May Cry difícil demais? DmC resolve teu problema, sem “emburrecer” o combate nem deixar que você esmague botões sem parar até o final. Achou o jogo fácil demais? Basta subir um pouco a dificuldade: são sete níveis diferentes, quatro deles mexendo com a disposição de inimigos e mudando regras, ao invés de apenas alterar o dano infligido/recebido ou o número de adversários. O único grande defeito do jogo é não liberar todas essas dificuldades logo de cara – nem mesmo a história tosca com clichês anticapitalistas incomoda, de tão caricata que é. Se você gosta um pouco que seja de hack n’ slash, tem que jogar DmC – Devil May Cry.

7. Super Mario 3D World (WiiU) – 20,5%

Capa de Super Mario 3D World (Wii U)Fadiga de Mario? Fala sério. Jogo do Mario é que nem pizza: até quando não é dos melhores, você pega e devora porque nada além daquilo iria te satisfazer naquele momento. Os “piores” jogos do Mario ainda são aulas de design para 90% do aspirantes a desenvolvedores de jogos de plataforma, especialmente os independentes. E Super Mario 3D World não é dos “piores”: pelo contrário, se compara tranquilamente a Super Mario Galaxy ou Mario 64, no primeiro escalão dos títulos do bigode. Não à toa, além de ser lembrado por mais de 20% dos leitores – um feito, considerando que é exclusivo de um console com baixas vendas e apenas recém-lançado no Brasil – levou aqui as categorias Jogo de Plataforma (ao lado de Rayman Legends) e Exclusivo de Wii U, além de ser lembrado em Visual e Inovação (e provavelmente só não entrou em Multijogador porque não tive a chance de experimentá-lo ainda). Chega a ser espantoso que mesmo após quase 30 anos, a série ainda nos brinde com explosões de criatividade tão grandes, em que cada fase de vários mundos (incluindo secretos) apresenta sempre alguma coisa nova – seja um power-up, uma maneira esperta de “esconder” uma estrela, um mini-puzzle, uma leve subvertida nas regras que te obriga a reconsiderar sua abordagem, e assim por diante. Não sou fã da ideia de considerar um jogo “vendedor de console”… Mas se há um jogo que justifica comprar um console de nova geração hoje, esse jogo é Super Mario 3D World.

7. The Stanley Parable (PC) – 20,5%

The Stanley Parable (PC)Mais um exemplo de sintonia entre este blog e seus leitores: The Stanley Parable levou como melhor jogo de Puzzle/Exploração e Exclusivo de PC, e foi lembrado em Distribuição DigitalNarrativaInovação. O difícil de todas essas citações é continuar tentando vender o peixe dele sem poder falar absolutamente nada relevante sobre o que realmente é, já que se trata de um jogo conduzido por narrativa e, ao mesmo tempo, um experimento que a subverte e não “resolve” nada. Tudo isso com a jogabilidade mais simples do mundo: ande com a alavanca, aperte um botão para interagir e outro para se abaixar – e nesse último caso, pode ser que você nunca ache uma utilidade para o comando. Se você não está entendendo nada, não se preocupe: a intenção é essa mesmo. Melhor baixar a demo no Steam para conferir: ela consegue a proeza de ser totalmente separada do jogo e dar uma ideia do que ele é, mesmo sem entrar em um fio da “trama” principal. Quase qualquer PC deve rodar o jogo, nem que seja nas configurações mínimas, e a perda de alguns efeitos visuais não vai comprometer a experiência em absolutamente nada. Mergulhe fundo e depois volte aqui para contar a experiência…

6. The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS) – 24,6%

Capa de The Legend of Zelda: A Link Between Worlds (3DS)E para variar um pouco, um título que ainda não apareceu porque não o tinha jogado quando a “premiação” começou – mas estou fazendo-o estes dias. Dá para imaginar que, se o tivesse experimentado antes, poderia tê-lo indicado para as categorias Puzzle/Exploração, Exclusivo de 3DS e Trilha Sonora, no mínimo. No início fiquei um pouco incomodado com a reutilização descarada do mapa, da jogabilidade básica e das músicas do seu antecessor, A Link to the Past, quase como se fosse um remake de luxo… Mas os avanços na jogabilidade o tornam tranquilamente o Zelda mais fluido já lançado. Save points bem espalhados no mapa, movimentação um pouco mais rápida, uma forma de fast travelcheckpoints no meio das dungeons e a possibilidade de encará-las na ordem que preferir – graças à disponibilidade de todos os itens para aluguel desde o começo – deixaram  A Link Between Worlds ideal para um portátil e diferente o bastante para espantar a impressão de mais do mesmo. Inclua uma nova história, uma habilidade inédita interessante (“virar pintura” e andar colado pelas paredes) e dungeons que não repetem as do antecessor, e você tem um jogo que se justifica bastante, sim. Talvez seja um pouco fácil demais… Mas até isso ajuda na fluidez da experiência, especialmente se você for jogá-lo ciente de que o ponto não é desafio, e sim exploração.

5. Assassin’s Creed IV: Black Flag (PC/PS3/PS4/WiiU/X360/X1) – 36,9%

Assassins Creed IV: Black Flag (PC/PS3/PS4/Wii U/X360/X1)Black Flag não ganhou nenhuma categoria até agora, mas foi “indicado” em várias: Ação/Aventura, Multiplataforma, Surpresa, MultijogadorVisual e Narrativa. Ou seja, se tivesse sido indicado também para Trilha Sonora e Inovação, teria aparecido em todas as categorias possíveis para ele (e que fazem sentido, já que obviamente um jogo não pode ser Decepção e Surpresa ou Pior e Melhor ao mesmo tempo…). E talvez só não tenha “passado a régua” porque ainda estou no meio dele. Que o primeiro Assassin’s Creed da nova geração seja um festim técnico, visual e de riqueza de conteúdo não espantou ninguém, mas que a Ubisoft se daria o direito de brincar um pouco com si mesma e levar a série mais na fita? Isso foi uma grata surpresa. O jogo começa um novo arco narrativo no presente em que você, o jogador, vira o protagonista, enquanto a figura histórica retratada é um pirata sem o menor compromisso com os Assassinos ou os Templários… E cujas memórias estão sendo acessadas como pesquisa para um videogame da Abstergo. É muita piração para um Assassin’s Creed só. E com todas as mecânicas – combate, escalada, coletáveis etc. – refinadas e expandidas, além das batalhas navais mais elaboradas do que nunca, talvez a série tenha ganho o seu melhor jogo desde sempre, superando Assassin’s Creed II ou Brotherhood. No mínimo, é uma nova aurora para uma série que estava correndo sério risco de estagnar, mas mudou de rumo na hora exata.

4. Tomb Raider (PC/PS3/PS4/X360/X1) – 41%

Capa de Tomb Raider (PC/PS3/X360, 2013)O reboot da série Tomb Raider foi outro jogo que não levou nenhuma categoria, mas foi bem lembrado em Ação/Aventura, jogo Multiplataforma e Surpresa – e acho que vacilei de não tê-lo incluído em Visual, também. Em termos de design de fases, pouquíssimos jogos esse ano se comparam ao novo jogo da (nova) Lara Croft, com sua lógica até meio “Metroidvania”, em que novos itens e habilidades permitem acessar novas áreas. O progresso da narrativa também contribui ao levar você de volta a àreas já visitadas com novas possibilidades, e se você prestar atenção, terminará a campanha com mais de 90% de tudo que pode ser coletado sem precisar sair toda hora do caminho: confie no jogo e ele irá te direcionar bem. Houve quem reclamasse da “falta de tumbas”, mas esse pessoal não sacou a grande jogada: a ilha inteira é uma tumba a ser meticulosamente explorada. A trama em si pode não ter sido excepcional, inclusive pela falta de personalidade de alguns dos coadjuvantes, mas é bem melhor escrita do que qualquer coisa anterior da série e apresenta motivações suficientes para Lara tomar as atitudes que toma. No final, o jogo acabou sendo surpreendente para os fãs antigos que não vinham acompanhando o trabalho da Crystal Dynamics por puro medo (a série estava bem na lama antes do estúdio assumir), e muito mais atraente para quem nunca tinha visto graça na franquia. Agradar gregos e troianos em um reboot não é bolinho, e Tomb Raider praticamente conseguiu um milagre.

3. Grand Theft Auto V (PS3/X360) – 45,1%

Capa de Grand Theft Auto V (PS3/X360)Mais um jogo que não levou nenhuma categora até agora, mas foi lembrado em Ação/Aventura, Multiplataforma, Trilha Sonora e Visual – e quem diria que um GTA se destacaria nessa última em especial? Às vezes, quando você está no meio do jogo, é difícil acreditar que tudo aquilo está rodando em um PS3 ou Xbox 360. Não que o jogo seja tão bonito quanto um Uncharted, mas é milhões de vezes mais amplo e repleto de conteúdo, e por toda a lógica vista durante essa geração de consoles, não deveria estar funcionando tão bem com esse visual. O melhor é que a direção de arte e o trabalho de pesquisa de campo estão melhores do que jamais foram na série: cada quarteirão, cada edifício em Los Santos é único. Ajuda bastante também que a jogabilidade esteja redonda: dirigir agora é um prazer, o tiroteio está tão fluido quanto qualquer competente jogo de ação linear em 3ª pessoa, e não falta coisa para fazer, ao contrário do GTA anterior. Ainda por cima, a troca entre três protagonistas funciona perfeitamente – mesmo com mais de 60 horas de jogo, nunca “peguei” personagens fazendo algo que já haviam feito ao selecioná-los. E o mundo está tão meticulosamente projetado que até as missões extras ajudam a compor a personalidade dos protagonistas. Grand Theft Auto V é uma maravilha técnica, um feito para coroar a geração que se encerra.

2. Bioshock Infinite (PC/PS3/X360) – 53,3%

Capa de Bioshock Infinite (PC/PS3/X360)Como já virou rotina na “metade de cima” dos mais votados pelos leitores, eis um jogo que não chegou a ganhar nenhuma categoria do autor do blog, mas foi “indicado” em várias – no caso, jogo de Tiro, Multiplataforma, Trilha Sonora, Visual e Narrativa. E essas três ultimas categorias resumem muito bem o jogo: uma trama singular (ainda que muito mais “típica de videogame” do que se imagina) embalada por visual acachapante e uma trilha sonora genial e apropriada. Não ganhou jogo de Tiro porque em termos meramente funcionais não é do mesmo nível dos melhores do gênero, mas merece destaque assim mesmo exatamente por não ser um jogo de tiroteio lá muito convencional. Ainda por cima, é o primeiro Bioshock a ter alguma profundidade nas suas pretensões de comentário político – especialmente ao ousar retratar o que realmente acontece quando uma revolta popular toma o poder. As mecânicas dos poderes e sua utilização em campo podem não ser tão sólidas quanto no primeiro jogo, mas o design de Columbia e das fases, o cuidado absurdo na criação de um universo com significado e a maior variedade de inimigos e situações elevaram Infinite ao status de melhor jogo da série até agora. Portanto, não é nenhuma surpresa que os leitores tenham respondido de acordo, colocando-o na segunda posição – abaixo apenas da maior unanimidade de 2013…

1. The Last of Us (PS3) – 65,6%

Capa de The Last of Us (PS3)

E na liderança, nenhuma surpresa: o jogo que ganhou as categorias PS3 e Narrativa, foi lembrado em HorrorMultijogador e Visual, e só não foi “indicado” em Trilha Sonora porque a competição nesse campo esteve braba em 2013. Poderia ter entrado em Surpresa também se o autor deste blog fizesse parte da turma que considera Uncharted apenas um filme de Sessão da Tarde jogável… Porém, sempre defendi que a integração da narrativa à jogabilidade era fora de série nessa franquia – e portanto, a qualidade da trama e de desenvolvimento de personagens em The Last of Us não me surpreendeu nem um pouco, foi “apenas” uma evolução natural. O que me surpreendeu mesmo foi como a jogabilidade do novo título da Naughty Dog parece tentar atualizar Silent Hill – algo que só Alan Wake tinha conseguido a contento sem ser um jogo da própria série. Além disso, se você escolher o nível de dificuldade que lhe parecer apropriado, terá um equilíbrio entre disponibilidade de recursos e utilização comedida deles que não se via desde os primeiros Resident Evil. Falando desse jeito, até parece que The Last of Us é um jogo de survival horror clássico, mas não é tão simples assim: ele é inclassíficável, transitando entre ação/aventura, horror, suspense e puro drama interativo. E ainda por cima tem um multijogador diferente do padrão, mesmo sem a menor obrigação de se preocupar com isso – a campanha com mais de 20 horas já seria mais que suficiente para elevá-lo a um dos grandes clássicos da história dos games. Não é à toa que foi o mais votado mesmo sendo exclusivo de um único console, sem uma mera versão para PC que seja: The Last of Us simplesmente não tem paralelos.

========== 2013 ==========

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