Melhores de 2013: 3DS

Melhores de 2013 Re: GamesEste artigo faz parte da série Melhores de 2013, com os games lançados este ano que este humilde blog considera que devem ser jogados por quem puder. Este ano, o blog volta a dividir os jogos em categorias, por pura falta de tempo de fazer resenhas para uma grande quantidade de jogos. Consulte a página Melhores de 2013 – Lista de categorias para ver as outras categorias já publicadas e o artigo Teaser: Melhores do ano? Toma 50 para começar para considerações gerais e uma pré-lista com 50 jogos de 2013.

Sem dúvida alguma, se fosse necessário escolher o console de 2013, o vencedor seria o 3DS. Do lado comercial, o novo portátil da Nintendo disparou em vendas no mundo todo, conseguindo até mesmo quebrar uma hegemonia de mais de um ano do Xbox 360 como o console mais vendido nos EUA. Do lado “artístico”, o aparelho recebeu pelo menos um grande título por mês, geralmente acompanhado de pequenas pérolas na eShop – e isso sem contar os relançamentos, incluindo uma elogiada linha de versões 3D para clássicos do Genesis/Mega Drive no finalzinho do ano. De resto, um aviso: para esta categoria, valem apenas os exclusivos de 3DS, com “exclusivo” significando “não saiu em console concorrente. Isto é, jogos que também saíram (antes ou depois) no Wii U, no PC ou em celulares estão valendo… Mas se o jogo estiver disponível em consoles da Sony e/ou da Microsoft, não vale. 

Como só adquiri o aparelho este ano, acabei jogando o melhor da biblioteca do 3DS desde o lançamento em 2011, somando mais de 300 horas (!) em um mero portátil. Entre eles, esteve o maldito, desgraçado, absurdamente viciante em sua simplicidade Animal Crossing: New Leaf, que me fez entender aquelas pessoas que dizem “joguei dezenas de horas e não gostei”: o jogo despertou 25 horas de amor e um ódio absoluto posterior em mim. Saindo do terreno da dialética nonsense, Steamworld Dig usou ideias de vários gêneros 2D para se apresentar como um joguinho de escavação e exploração em um cenário de Velho Oeste com robôs (hein?), e que no final acaba sendo muito único no que faz. Já Gunman Clive é uma espécie de Mega Man no Velho Oeste com visual de rascunho animado, e um jogo que não teve medo de apelar para ideias absurdas nas 5 fases finais (de 20 no total). É curto (terminei com 1 dos 3 personagens em 2 horas) e relativamente fácil, talvez por vir de iOS/Android, mas custa apenas US$ 2 e vale pelo visual e conceito.

Urso em Etrian Odyssey IV (3DS)
Etrian Odyssey IV, o jogo que induz fobia a urso por dezenas de horas

Project X Zone já foi comentado na categoria Melhor Jogo de Estratégia, mas vou aproveitar para explicar mais o motivo do jogo ser citado mesmo achando-o fraco na parte de estratégia: ele é, antes de tudo, um crossover para fãs, e acerta em muita coisa nesse aspecto. Vale inclusive notar que eu mesmo não conhecia boa parte dos personagens da Namco e os mais antigos da Sega, mas o jogo faz um belo trabalho para apresentá-los de forma carismática e te deixar curioso para conhecer as séries originais – tanto que peguei Tales of Vesperia depois e finalmente resolvi conferir Shining Force, que já tinha na coleção SEGA Mega Drive Classics para PC. Outro jogo de 3DS já mencionado é Etrian Odyssey IV: Legends of the Titan, esse na categoria Melhor RPG, e preciso reiterar aqui o quanto gostei dele. Foi como jogar Phantasy Star (Mega Drive) de novo pela primeira vez: queixo caído com a expansividade do jogo, os belos gráficos para o aparelho, todas as possibilidades narrativas e recursos de gerenciamento inéditos para sua época, e assim por diante. Sem contar a dificuldade. Já falei que o jogo é brutal? Pois então: em nenhum outro jogo de 2013, montar um “loadout” correto para cada personagem foi tão importante.

A disputa dessa categoria, então, ficou em grande parte entre Etrian Odyssey IV e os dois jogos que ganharam as categorias acima citadas: Fire Emblem: Awakening (Estratégia) e Shin Megami Tensei IV (RPG). E aí, acho que vocês já sabem por qual sou mais “parcial”…

========== 2013 ==========

Shin Megami Tensei IV

Capa de Shin Megami Tensei IV (3DS)
A edição portátil que satisfaz

Já adiantei quase tudo que precisava sobre Shin Megami Tensei IV na categoria Melhor RPG, então basta dizer o seguinte aqui: apesar de ainda sonhar com um jogo mais bonito da série em um console doméstico com saída HD, fiquei feliz de ver Shin Megami Tensei ir para o 3DS. Claro, já tivemos Strange Journey e os spinoffs de RPG tático Devil Survivor no DS, mas agora a Atlus acertou quase tudo em cheio: menus, apresentação, sistema de save, acessibilidade… Faltou só usar melhor o 3D (“fantasmas” aparecem em alguns pontos, não importa em que ponto você deixe o slide 3D – só somem se você desligar totalmente o efeito). E bem ou mal Shin Megami Tensei IV representa uma tendência: RPGs japoneses com apelo de nicho ganhando sobrevida no ocidente em portáteis, seja o 3DS ou o Vita. Eu comprei o 3DS por esse jogo, muita gente comprou o Vita por Persona 4: Golden, e assim um mercado (JRPGs) alimenta o outro (portáteis). Não vou achar ruim se essa tendência continuar, não.

========== 2013 ==========

Games que não joguei e poderiam ter entrado nesta categoria: Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate, Luigi’s Mansion: Dark Moon, LEGO City Undercover: The Chase Begins, Mario and Donkey Kong: Minis on the Move, The Starship Damrey, The Denpa Men 2: Beyond the Waves, Bugs vs. Tanks!, Attack of the Friday Monsters! A Tokyo Tale, Mario & Luigi: Dream Team, Scribblenauts Unmasked: A DC Comics Adventure, Sonic: Lost World, Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies, The Legend of Zelda: A Link Between Worlds, Mario Party: Island Tour

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