Melhores de 2013: Horror

Melhores de 2013 Re: GamesEste artigo faz parte da série Melhores de 2013, com os games lançados este ano que este humilde blog considera que devem ser jogados por quem puder. Este ano, o blog volta a dividir os jogos em categorias, por pura falta de tempo de fazer resenhas para uma grande quantidade de jogos. Consulte a página Melhores de 2013 – Lista de categorias para ver as outras categorias já publicadas e o artigo Teaser: Melhores do ano? Toma 50 para começar para considerações gerais e uma pré-lista com 50 jogos de 2013.

Quem acompanha o blog faz tempo vai notar que este é o primeiro ano em que os jogos de Horror ganham sua própria categoria, o que é um indicativo claro dos rumos do gênero a partir de 2013. Sim, claro que houve jogos de horror de qualidade entre 2010 e 2012 (Amnesia: The Dark DescentDead Space 2Silent Hill: DownpourZombiU, por exemplo), mas no geral a quantidade não exigia uma categoria própria, embora sempre fosse um problema misturar jogos como os citados com os melhores de ação e aventura. Já em 2013, o horror voltou com força, tanto com lançamentos em estado final quanto em jogos early access (acesso antecipado a versões alfa) no Steam – e isso fora os diversos anúncios de jogos do gênero para 2014 nos consoles de nova geração. Vejam, 2013 foi tão rico em horror que teve até um novo Luigi’s Mansion para 3DS, 12 anos depois…

Screenshot de Betrayer (PC)
É isso aí que o pessoal ex-Monolith está preparando para a gente

Mas voltando aos jogos sérios, quem teve Steam e espírito aventureiro pôde se esbaldar. De Paranormal (PC), que se arrisca a criar uma experiência de casa mal-assombrada procedural com eventos aleatórios, a Doorways (PC), um survival horror argentino (!) em episódios que promete se concentrar em terror psicológico, passando pela versão “bombada” do já clássico Slender (The Arrival, PC), não faltam opções variadas das mãos de desenvolvedores novatos. Outra tendência interessante, porém, é ter veteranos da indústria saindo do mainstream para fazer jogos de horror/suspense – desde o aclamado Gone Home (PC), desenvolvido por ex-designers da 2K que trabalharam juntos em Minerva’s Den (DLC de Bioshock 2), até Betrayer (PC), um jogo de exploração em um mundo assombrado no século XVII feito por ex-designers da Monolith Productions, responsável por séries como F.E.A.R. e Condemned.

Até mesmo jogos que talvez não sejam considerados necessariamente de horror/terror tiveram seus elementos “emprestados” dos clássicos. The Last of Us (PS3), por exemplo, se inspirou em Silent Hill em mais de um momento; Shin Megami Tensei IV (3DS) teve alguns dos ambientes mais perturbadores de qualquer jogo em 2013, além de uma revelação assustadora sobre a natureza do mundo do jogo; e Kentucky Route Zero (PC) é um adventure do tipo apontar-e-clicar, mas também empresta de Silent Hill e de David Lynch para criar uma atmosfera misteriosa e sombria. Por outro lado, tivemos também sequências que não cumpriram as expectativas, como Dead Space 3 (PC/PS3/X360) e Amnesia: A Machine for Pigs (PC), e os inevitáveis jogos de ação com temática de horror ou terror, como Dead Rising 3 (X1), Dead Island: Riptide (PC/PS3/X360) e um novo Castlevania (Lords of Shadow – Mirror of Fate, 3DS).

Ufa. Obviamente que não consegui jogar todos esses, não há coração que aguente. Mas teve um que me prendeu desde o início, e que embora não seja tão bom enquanto jogo quanto The Last of Us, é mais jogo de horror, e por isso merece ganhar a categoria. E esse jogo é…

========== 2013 ==========

Outlast (PC/em 2o14, PS4)

Capa de Outlast (PC)
Não esqueça de usar fraldas especiais

Outlast já faria por merecer o prêmio “só” por ser um jogo genuinamente assustador, ter ótimos gráficos, fazer um excelente uso de efeitos sonoros e ser muito bem acabado como produto, sem bugs nem travamentos que atrapalhem a imersão da experiência. Mas além disso, Outlast representa algumas das tendências do horror nos últimos anos (e espera-se, no futuro): é um jogo que surgiu de repente, sem grande fanfarra; foi feito por pessoas que saíram de grandes estúdios (Ubisoft e Naughty Dog) e montaram uma nova empresa apenas para “provar” sua paixão pelo horror; e descarta completamente o combate em favor de uma jogabilidade meticulosamente pensada para exploração e suspense no volume 11.

Aliás, por isso mesmo Outlast acabou se tornando a sequência “espiritual” (pun intended) do jogo mais assustador já feito, Amnesia: The Dark Descent. A sequência “oficial” lançada este ano, A Machine For Pigs, foi feita por outro estúdio e descartou parte das ideias de jogabilidade do original (sistema de sanidade, ter que recarregar o óleo da lanterna etc.), mesmo em um cenário que não divergia muito do primeiro jogo. Já Outlast se inspirou claramente no Amnesia original e adaptou o que fazia sentido para um cenário mais moderno, um sanatório explorado por um jornalista investigativo em busca de um furo de reportagem; por exemplo, a única forma de enxergar no escuro é a visão noturna de sua câmera, que pode ficar sem baterias se você bobear. Além do mais, Outlast refinou as mecânicas de movimento, corrida (com direto a olhar para trás afobadamente apenas apertando um botão) e interação com obstáculos, o que o torna uma espécie de próximo passo evolutivo no que Amnesia conseguiu estabelecer para o horror moderno. Com isso, não tinha como não ser o melhor jogo do estilo em 2013.

========== 2013 ==========

10 comentários sobre “Melhores de 2013: Horror

  1. Mais um jogo de horror “early access” no Steam que só descobri agora, e ainda por cima *brasileiro*: Damned.
    http://store.steampowered.com/app/251170/

    Conceito interessante: é um survival horror a la Amnesia, só que *multiplayer*. Quatro jogadores são sobreviventes e precisam achar as chaves e itens necessários para escapar de uma casa, enquanto outro joga como um monstro tentando matar os sobreviventes.

    Tá em promoção por R$ 12 no Steam pelas próximas… 15 horas. Peguei aqui, estou baixando, vamos ver.

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  2. Há tempos não jogava um survival horror realmente como deve ser!
    Parabéns pela produtora, só achei ele curto demais, mas espero ansiosamente o 2 o 3 e até o 4 podem vir que vai ser ótimo!

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  3. Vou dar aqui minha opinião sobre o jogo Outlast os pros e contras.

    Pros

    – Cara, o jogo eh bom, começa bem legal com um ar de mistério e tensão
    – Sons e músicas de fundo perfeitos
    – Da para sentir o pânico do protagonista quando ele corre, respira ofegante e tal
    – jogabilidade ótima
    – Gráficos ótimos
    – Eh legal quando pode se ver o resto do corpo no personagem

    Contras

    – Os pacientes manicômio são meio que tudo igual, tem uns 4 ou 5 tipos diferentes somente
    Acho que fui perseguido pelo mesmo ”modelo” umas 5 vezes no decorrer do game
    – Se movem todos igualmente, parecem estar passeando no parque num dia de sol
    – Mesmo estando de pés descalços, se ouve barulho de passos como se estivessem de botas
    [SPOILER!!! Removido pelo autor do blog]
    – Câmera v8, nunca vi uma câmera acabar com as baterias tão rápido
    – Personagem fecha as portas com tal delicadeza de uma porca dando cria, mas ninguém ouve nada
    – Jogo curto
    – No início do game tem várias cabeças em uma estante, porém muitas delas são iguais
    – Final meio: ”ta e ai?’’

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    1. Registrado, mas quanto à duração, vai um recado para você e para o Von Dews: o jogo custa apenas US$ 15 e é de extrema qualidade técnica para um jogo independente. Durar 6-7 horas nessas circunstâncias não é “muito curto” nem aqui nem na China. É a duração correta, até maior do que o normal para jogo desse preço e qualidade. Clássicos como Limbo e Journey duram 2-3 horas só, e funcionam melhor assim – se fossem mais longos o conceito se diluiria. Papo & Yo é um que tentou esticar para 4 horas com puzzles e, como eles não eram bons, o jogo sofreu com isso, com muita gente não terminando-o e perdendo o lindíssimo final.

      Além do mais, como Outlast se passa em um manicômio, se fosse mais longo ia inevitavelmente se arrastar – ainda mais considerando as outras críticas que você mesmo fez, como as dos pacientes serem meio parecidos. De novo, isso é facilmente explicável considerando o custo do jogo e o cenário que ele se propõe a mostrar.

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  4. Amnesia: A Machine For Pigs que decepção! Falhou miseravelmente na sua proposta de ser assustador.
    Com o primeiro game da série eu me assustei consideravelmente, chegando quase a parar de jogar mas com este só me decepcionei…
    Jogabilidade pobre, gráficos aceitáveis mas terror quase nenhum.
    Minha conclusão: Só vale a pena jogar se não tiver mais nada pra fazer…muito decepcionante…

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  5. Boa narrativa, bons sustos e muito, muito terror! A Red Barels devia ensinar o que é survival horror a outras desenvolvedoras! Jogão! Quanto ao Crhis Walker(aquele gordo com correntes que te persegue em algumas partes do jogo), esse puto sempre me dá medo! To na espera do dlc e de uma possível sequência!

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