Tilt: BINGO! Wii U na área

tiltTilt é a seção em que matuto sobre as tendências que mais me incomodam no mundo dos games. Se um certo jogo, estúdio, publisher, veículo, público ou categoria de profissionais adotar um discurso furado, é aqui que irei comentar – ou melhor, criticar.

Após uma E3 com anúncio de preços e jogos de lançamento dos novos consoles da Sony e da Microsoft, uma decisão se cristalizou na minha cabeça: era hora de pegar o Wii U. Embora torcesse por um corte de preço, a confirmação de jogos pesos-pesados para breve e o discurso da Nintendo no evento sugeriram que ela vai segurar o valor pelo menos até o início do ano que vem. Entre um novo Mario 3D (da galera de Super Mario Galaxy!), outro Donkey Kong da Retro Studios, Mario Kart 8 e um bombástico Smash Bros – com surpresas divertidas como a treinadora do Wii Fit, o Villager de Animal Crossing e Mega Man – ficou claro que o Wii U terá jogos suficientes para justificar sua existência até 2014.

Eu já o queria por Pikmin 3ZombiU, The Wonderful 101, Lego City UndercoverBayonetta 2XShin Megami Tensei x Fire Emblem, então… Os consoles dos concorrentes ficam para depois. Afinal, eles virão mais caros – especialmente o malfadado Xbox One a incríveis US$ 500/R$ 2.200, e por conta de um novo Kinect que nem foi mostrado direito – e não terão jogos exclusivos iniciais que não possam esperar seis meses. Até lá, grito BINGO! e fecho a “cartela” de consoles disponíveis no mercado atual com um Wii U Basic Set.

Wii U branquinho básico (Basic Set)
Um branquinho básico, para variar

Basic Set, Sooner? Não era melhor pegar o Deluxe Set?” No exterior, sim, com certeza: não só por Nintendo Land, mas pelo carregador do GamePad, pelos 24 GB de espaço a mais e pelo programa de pontos na eShop. Mas no Brasil, com a diferença entre os dois conjuntos chegando a R$ 300, preferi pegar o set básico e guardar o dindin extra: com ele, dá para comprar um jogo melhor (no meu caso, ZombiU sem pestanejar) e um HD externo de uns 160 GB.

Também foi um golpe de sorte, já que a Nintendo acaba de anunciar que Nintendo Land será relançado à parte com um Wii Remote – e isso já fez o preço do jogo original despencar em alguns lugares. Além disso, pelo menos em São Paulo, diversas lojas que visitei estavam sem o Wii U, aparentemente por conta da empolgação pós-E3; por isso, resolvi comprar logo o set básico que encontrei antes que o pessoal metesse a faca. Vai que finalmente acontece o lançamento oficial no Brasil a preço estratosférico, o pessoal do “mercado cinza” se empolga e vende mais caro também… De qualquer forma, é com o set básico que irei me virar, e vamos começar a falar do console justamente pelo hardware.

Hardware: um Wii longilíneo e com curvas (u-hu!)

Se Sony e Microsoft resolveram abandonar as curvas de seus consoles atuais para encher os futuros PS4 e Xbox One de quinas e ângulos, com o Wii U a Nintendo fez o contrário: pegou o Wii, arredondou suavemente seus cantos e esticou o aparelho em uns 30%. Essa última parte chama a atenção assim que você abre a caixa, já que poucas fotos de divulgação mostram o console de lado – nem mesmo as da caixa, que ainda por cima tem quase o mesmo tamanho da caixa do Wii. Até o posicionamento das entradas não é muito diferente: saem os conectores para acessórios de GameCube do lado esquerdo e entram duas USBs extras na frente (ao lado do leitor de cartão de memória), além da saída HDMI na parte de trás, colada na saída de TV tradicional, ao lado do cabo de força e da saída da barra sensora.

Falando nela, vale avisar que o console vem com uma barra mesmo com outra incorporada ao GamePad – uma decisão sábia, já que o console é retrocompatível e seria idiotice gastar bateria do GamePad enquanto se joga só com o Wii Remote, por exemplo. Ligar tudo é tão simples quanto em qualquer outro console: plugue os cabos de força e de TV/HDMI, emparelhe o GamePad ao Wii U e pronto.

Wii U GamePad - costas
Essa faixa de trás dá um apoio melhor do que parece

Falando no GamePad, de fato ele é bem mais leve do que se imaginaria: cheguei a pegar um controle de Xbox 360 na outra mão sem sentir muita diferença no peso dos dois. Os botões de ombro e de gatilho são extremamente ergonômicos: os dedos se encaixam tão naturalmente que é preciso até tomar cuidado para não apertar um desses botões sem perceber. No início é estranho ter os quatro botões de face (A, B, X, Y) abaixo do analógico direito, mas não é nada que atrapalhe os jogos.

Além dos outros botões tradicionais (+/Start, -/Select, Power, Menu), o GamePad tem um botão “TV”, usado para abrir um overlay na tela tátil que a “transforma” em controle remoto. Há também um microfone, uma câmera e uma caneta stylus, além da barra sensora embutida. A tela tem brilho e nitidez suficientes para convencer, mas não é multitoque e não chega nem perto das telas que se vê em dispositivos semelhantes atuais, como do iPad ou do PS Vita. No geral, o GamePad parece um Meu Primeiro Tablet com botões tradicionais de console embutidos em volta – mas como tudo que a Nintendo faz, funciona direitinho.

O hardware do console e do GamePad têm seus problemas, porém. Após testar um punhado de jogos, fica evidente que o Wii U está no mesmo nível dos consoles atuaisZombiU não mostra nenhum recurso visual que não vimos no PS3 ou no Xbox 360, e ainda tem leves quedas de framerate e telas de loading entre cada área. Até pensei em dar um desconto por ser um jogo de lançamento que transmite muita coisa para o GamePad o tempo todo… Mas aí entra Monster Hunter 3 Ultimate. Mesmo sendo só uma versão HD do Monster Hunter de Wii que usa o GamePad apenas como espaço para botões virtuais extras, o jogo não tem cara de próxima geração e nem sequer deixa de ter loading (embora seja bem menor do que no original).

Já o problema do GamePad é duração da bateria. O máximo até agora foi cerca de quatro horas e meia jogando Monster Hunter 3 ou New Super Mario Bros U; com o jogo de maior uso intensivo da tela, ZombiU, esse tempo cai para três horas – isso com economia de energia ativada, vibração desligada e volume e brilho reduzidos pela metade. E o GamePad ainda demora mais de duas horas para carregar. Melhor deixar o sofá perto de uma tomada ou puxar uma extensão, porque você vai precisar.

Sistema operacional: trabalho em progresso

Armazenamento no Wii U
Espaço ocupado pelo sistema, à esquerda

Para quem pretende comprar um Wii U um dia, eis um aviso e uma dica importantíssimos. Aviso: cuidado com o primeiro update. O console foi lançado com uma atualização grande no 1º dia – e graças a um jornalista desavisado e impaciente, espalhou-se o boato de que a atualização tinha 5 GB e, se fosse interrompida por qualquer motivo, poderia “bricar” o aparelho. Na verdade, 5 GB é o espaço ocupado pelo sistema (sim, sobra meros 3 GB dos 8 GB do set básico); a atualização tem “apenas” cerca de 1,2 GB; e o console não “brica”, apenas continua baixando a atualização em segundo plano com uma tela preta (já que o sistema foi comprometido pela interrupção).

Ainda assim, é uma situação pouco intuitiva e chata. A dica está no link e é simples: ao configurar o console pela primeira vez, após conectar-se à sua rede wi-fi, o Wii U perguntará se você quer atualizá-lo. Clique em “Cancel”, não em “Yes“. O Wii U seguirá para o menu inicial, você poderá jogar normalmente… E a atualização será baixada em segundo plano enquanto isso. Mais tarde, basta ir nas configurações do console, pedir para atualizar o sistema, e o Wii U fará a atualização com os dados já baixados.

Como segui essa dica, tive a oportunidade de usar a primeira versão do sistema do Wii U por umas duas horas, e posso dizer que valeu muito a pena esperar um pouco para comprá-lo: a versão 1.0 era um terror. A interface conseguia ser mais lenta que a do Wii, especialmente ao entrar e sair de aplicativos, jogos e opções de configuração do console; mesmo tarefas comuns, como trocar de usuário ou usar o Menu para mudar opções do GamePad, geravam telas de loading que poderiam demorar mais de 30 segundos.

Diversos aplicativos só ficavam disponíveis após o enorme update, e funções cruciais como o Miiverse, a eShop e o gerenciador de downloads não estavam disponíveis. Não era possível conectar dois dispositivos de armazenamento para transferir conteúdo de um para outro, mesmo com quatro portas USB disponíveis. O sistema do Wii U só ficou aceitável agora, na versão 3.0, em que os tempos de loading caíram para 5 a 15 segundos e todas as funcionalidades foram adicionadas – além de alguns detalhes menores e úteis, como poder apertar o botão B durante o carregamento do sistema para entrar direto no Modo Wii.

Tela do Miiverse (Wii U)
A bagunça de Miis e comunidades Miiverse

Isso dito, mesmo como trabalho em progresso, o sistema do Wii U faz algumas coisas únicas que não vemos em outros consoles. A ideia de sobrepor um controle remoto virtual é algo menor, mas bastante útil, já que eu preciso apenas pegar o GamePad e sair jogando. Já o Miiverse é uma ideia mais interessante do que parece à primeira vista.

Por padrão, o Menu principal do Wii U (bem parecido com o do Wii) é exibido na tela do GamePad; enquanto isso, na sua TV aparecem os seus Miis no centro, cercados por uma multidão de Miis baixados da Internet, cada um “passeando” próximo à comunidade Miiverse de um jogo, aplicativo ou assunto. São exibidos balões com resumos de posts recentes, com direito a imagens se for o caso. Se algo lhe interessar, você pode alternar essa visualização para o GamePad, clicar na comunidade e ver os posts. Alguns são gerados automaticamente pelos jogos quando você termina uma fase, morre ou faz algo digno de nota, mas a maioria é criada pelos usuários. A parte mais divertida, porém, é que os posts permitem desenhos com a caneta stylus – e a criatividade da galera vai longe (confira parte da graça na versão para navegadores). O Miiverse não é um “Facebook da Nintendo”, e sim uma bela ferramenta de compartilhamento que precisa ser abraçada por todos os desenvolvedores.

Infelizmente, o sistema peca um pouco quando se trata de lidar com usuários e contas online (pois é, vocês sabem, Nintendo…). Finalmente um console da empresa permite criar mais de um usuário, inclusive atrelados a países diferentes, como no PS3 e no Xbox 360; porém, as funcionalidades online exigem que o país configurado nas opções do console seja o mesmo configurado na Nintendo Netword ID associada ao usuário logado. Isto é: se eu quiser alternar de um usuário brasileiro para um americano, preciso primeiro alterar as opções de região do console para “Estados Unidos”, ou tanto o eShop quanto qualquer função online ficam desativados. É algo que você se acostuma a fazer, mas também é um passo desnecessário que nenhum outro console exige, simplesmente porque não irá deter ninguém que queira ter acesso às vitrines online de países diferentes.

Além do mais, as compras feitas em cada eShop continuam atreladas ao console, e não a cada Network ID: se seu Wii U apresentar problemas e precisar ser trocado, você não vai poder simplesmente recuperar o usuário no console novo e baixar os jogos novamente – somente a própria Nintendo pode fazer isso para você, se mandar o aparelho para ela mesma consertar/substituir.

eShop: ainda um patinho feio

Nintendo eShop no Wii U
Pelo menos está mais rápida e mais organizada

A eShop da Nintendo no Wii U tem uma série de melhorias de interface e desempenho em comparação com a do 3DS e a loja virtual do Wii, mas sofre com outros problemas. O mais evidente é a falta de conteúdo. Como se já não bastasse a biblioteca reduzida do próprio Wii U no momento, seções da eShop como jogos indies, títulos disponíveis apenas em formato digital e o Virtual Console mal chegam a 20 opções cada (quando chegam!).

Outro é um problema antigo da empresa há tempos: preços. Por mais que Super Metroid seja um dos melhores jogos já feitos, cobrar US$ 8 por ele a essa altura é uma piada, ainda mais quando a versão do eShop do Wii U não tem nenhuma funcionalidade nova além da integração com o Miiverse.

Além disso, a escolha de títulos é meio bizarra: não há nenhum Zelda, mas temos SpelunkerBalloon Fight. E como a retrocompatibilidade com o Wii exige entrar em um sistema separado (o Modo Wii, uma espécie de emulador interno), toda a vasta biblioteca do Virtual Console anterior não fica acessível na tela principal do Wii U: você precisa trocar de modo e aguentar a instável loja virtual do Wii original mesmo.

A Nintendo parece estar aos poucos despertando para a situação dos preços, com promoções aqui e ali, mas fica claro que eles não têm para onde correr por falta de material disponível no momento. Earthbound está prometido para breve, mas só isso não vai bastar. O Virtual Console precisa ser “engordado” rapidamente, junto com a fileira de novos lançamentos para o Wii U a partir de agosto, ou será apenas uma filigrana supérflua na loja online da Nintendo.

Ela também precisa cortejar mais ativamente os desenvolvedores indies, já que a tela de toque permite “portar” facilmente muita coisa de smartphones e dispositivos como o Vita. Que o portátil “falho” da Sony receba tantos jogos indies que o Wii U não recebeu demonstra que a Nintendo precisa se esforçar mais, e para ontem.

GamePad: distração ou adição?

Uso do GamePad em ZombiU (Wii U)
Muita calma nessa hora, ou um zumbi aparece de repente

Uma pergunta muito comum sobre o Wii U diz respeito à tela do GamePad: é um recurso que distrai ou que adiciona algo aos jogos? Como todo acessório ou ideia nova, depende de como o jogo o utiliza. No DS/3DS as duas telas estão literalmente coladas uma na outra, e portanto alternar a visão entre elas não complica a jogabilidade; já no Wii U a história é outra.

Os melhores usos do GamePad, pelo menos nos poucos jogos que experimentei, são aqueles em que o desenvolvedor entendeu que desviar o olhar da TV deve ser algo que acontece com um propósito. Por exemplo, faz sentido que jogos de ação intensa não compliquem e exibam apenas um mapa; por outro lado, o aplicativo gratuito Rayman Legend Challenges tem fases inteiras baseadas em toque, e nessas horas você  olha para o GamePad enquanto a TV reproduz a mesma exata imagem. Game & Wario tem minigames em que o desafio é justamente tentar manter a atenção nas duas telas, e ZombiU faz o melhor uso do GamePad porque mistura cada uma dessas possibilidades na hora certa para gerar imersão.

É temerário esperar que todos os desenvolvedores tenham bom senso com uma ferramenta como essa, e em alguns jogos a tela pode parecer supérflua, mas não dá para inovar sem arriscar. E mesmo quando não se inova, o jogo pode pelo menos deixar a tela útilMonster Hunter em especial se beneficia do espaço extra para botões virtuais, graças às diversas camadas de gerenciamento de itens e informações do mundo de jogo (sua mochila, sua bolsa de munição, a lista de itens que podem ser criados por combinação, relatório de monstros na região etc. etc. etc.), e a Capcom foi esperta o suficiente para permitir que você altere o layout da tela e escolha quais botões e atalhos serão exibidos. E bem ou mal você pode jogar alguns títulos diretamente na tela do GamePad, liberando a TV; em geral, os jogos que usam intensivamente a tela não permitem o “Off-TV Play”, mas para quem divide a televisão com família, é um belo adianto.

Finalmente, o que importa: os jogos

Jogos de lançamento do Wii U
No lançamento, eram esses aí

Todos vocês estão carecas de saber que há poucos jogos disponíveis para o Wii U, e que as melhores promessas ainda estão para sair, mas há algo de aproveitável por enquanto. É preciso ter um pouco de disposição para apreciar gêneros radicalmente diferentes ou você pode acabar com um tijolo branco e apenas um ou dois jogos, principalmente se já tiver outros consoles/um bom PC e zero motivos para pegar ports atrasados de títulos como Mass Effect 3Batman: Arkham City e Deus Ex: Director’s Cut. (E se não jogou algum desses, pesquise antes: Mass Effect 3 não vem com todos os DLCs e os mais recentes não saíram na eShop, enquanto Batman inclui todos os extras e mais alguma coisa nova, por exemplo). Com poucas opções, já peguei em cópia física ou digital tudo que queria exceto Nintendo Land, que prefiro pegar em uma promoção qualquer. Logo, aí vão algumas primeiras impressões, do pior jogo para o melhor:

Tank! Tank! Tank! nem de longe era um jogo de Wii U que eu queria, ainda mais após a bomba que levou no Metacritic, mas como foi disponibilizado em formato free-to-play na eShop, não custava baixar. É uma versão de um jogo para fliperamas em que você controla um tanque (dã) e sai atirando em insetos gigantes e monstros invasores, mas não consigo deixar de imaginá-lo como um jogo bobo de iOS, desses que são vendidos a US$ 2 ou 3. A arte digna de desenho animado tosco dos anos 80, o controle simplista do tanque, a falta de profundidade e estratégia, tudo cheira a coisa para celulares.

Tank! Tank! Tank! nem utiliza o GamePad durante o jogo, apenas para tirar sua foto e fazer gracinhas com seu perfil. Dá para se divertir por uns 15 minutos no multijogador online, que mistura cooperação (destruam os monstros rapidamente para ganhar medalhas de ouro e desbloquear cenários extras) e competição (cada jogador recebe pontuação), mas não passa disso. Que esse jogo tenha sido vendido a US$ 50 é um absurdo sem tamanho, e a versão gratuita vem tão “pelada” – nem mesmo um pedacinho da campanha single player está incluído! – que talvez não valha a pena gastar largura de banda ou espaço com ele.

Minijogo Gamer em Game & Wario (Wii U)
Jogar escondido da mãe, quem nunca?

Outro jogo que, infelizmente, pode não valer muito o seu tempo é o recém-lançado Game & Wario – que não faz parte da série WarioWare e está mais para um Nintendo Land, com 12 minigames single-player e quatro multijogador (todos locais). O mais triste é que o GamePad é bem utilizado no geral, e quando o jogo acerta a mão chega a ser brilhante… Mas a pouca quantidade de conteúdo e os minijogos mais fracos impedem a recomendação, mesmo por US$ 40 diretamente na eShop (e tem loja nacional vendendo a versão física a R$ 180, cuidado!).

O ponto alto de Game & Wario é o minijogo Gamer, em que você controla o personagem 9-Volt tentando jogar seu portátil na cama, após a hora de dormir, sem que sua mãe o pegue “no flagra”. A graça é que você fica jogando os típicos microgames de WarioWare na tela do GamePad enquanto fica com o “rabo do olho” na TV, esperando pistas visuais/sonoras da mãe de 9-Volt para esconder o portátil debaixo do cobertor antes que ela apareça. No outro extremo, jogos como Ski e Patchwork só exigem inclinar o gamepad ou arrastar peças na tela tátil, com tanta profundidade e diversão quanto um jogo de celular gratuito qualquer. Vale esperar uma promoção para experimentar GamerPirateShutterTaxi, e talvez Arrow, e ignorar solenemente todo o resto (exceto pelo fato de que você tem que terminar cada minijogo uma vez para destravar o seguinte, o que só realça a diferença de qualidade entre eles).

O primeiro jogo que não me arrependo de ter adquirido é Monster Hunter 3 Ultimate, uma remasterização em HD mais do que decente, com conteúdo e recursos extras, de Monster Hunter Tri (Wii). A série Monster Hunter costuma gerar reações do tipo ame-ou-odeie, mas como Tri foi disparado o jogo mais “amigável” até agora (ainda não consigo jogar Monster Hunter Freedom 2 direito no PSP, por exemplo), Monster Hunter 3 Ultimate pode ser uma boa oportunidade para entrar no mundo das caçadas a monstros gigantes com animações de golpes intermináveis e muita, muita preparação prévia. Até o fato de poder jogar em uma TV HD ajuda, já que certos detalhes ficaram mais visíveis – desde minúcias do mapa até a cor do osso da carne que você está assando (serve de pista para saber quando ela já está bem-passada). Essa versão também tem modo online aprimorado, segundo as resenhas, mas ainda não o testei.

Murphy's Dungeon - Rayman Legends Challenge App (Wii U)
Mova pra cima, para baixo, gire, esfregue

Uma ótima surpresa disponível de graça na eShop no momento é Rayman Legends Challenges App, ou o modo de Desafios Online de Rayman Legends, disponibilizado como compensação pelo fato do jogo ter sido adiado para lançamento simultâneo com versões para Playstation 3 e Xbox 360 em setembro. A versão para Wii U do jogo completo está pronta desde o início do ano, e Challenges App apresenta um gostinho do que vem por aí.

Não joguei muito Rayman Origins ainda, mas Legends não só parece ter o mesmo nível de polimento, qualidade e humor, como os desafios feitos para o GamePad sugerem que a versão de Wii U ainda será a definitiva. Por exemplo, um dos desafios exige que o jogador vá tirando obstáculos do caminho com gestos de toque enquanto um dos protagonistas corre automaticamente para o fim da fase, e inclui momentos hilários como esfregar o dedo em um inimigo para fazer cócegas nele e distrai-lo. Cada desafio tem uma leaderboard e, acredite, ela já está lotada de gente mandando muito bem (não cheguei nem na metade de cima dos placares ainda…).

Eu já escrevi aqui que não estava tão interessado em mais jogos do Mario, já que tenho tantos para terminar, mas com a biblioteca limitada do Wii U, acabei capitulando e fui de New Super Mario Bros U. Ainda bem: ele reacendeu meu interesse por jogos de plataforma 2D do Mario como New Super Mario BrosNew Super Mario Bros WiiNew Super Mario Bros 2 nunca fizeram. Em parte pela beleza de ver o Reino dos Cogumelos finalmente realizado em HD, em parte porque ele recupera um pouco da dificuldade dos jogos antigos (sério, eu consegui morrer na primeira fase – uma vez, mas morri), New Super Mario Bros U parece ser o jogo que a “equipe A” estava fazendo enquanto a “equipe B” cuidava de New Super Mario Bros 2 para o 3DS (por mais que eu goste das poucas novidades de NSMB2).

Além do desafio e do visual, esse talvez seja o jogo tradicional do Mario com mais novidades em muito tempo: uma nova roupa (esquilo voador), novas habilidades para power-ups antigos (mini-Mario corre por paredes, por exemplo), dois novos modos de jogo (Desafios e Boost, em que o jogador com o GamePad pode interagir com o ambiente e ajudar os outros que controlam personagens), a possibilidade de personalizar Coin Battles via tela tátil, e integração com o Miiverse. Além disso, a essa altura já saiu New Super Luigi U, um DLC com várias fases novas, mais curtas e com menos tempo, e consequentemente mais desafiadoras.

Sobrevoando a cidade em LEGO City Undercover (Wii U)
Só falta a bazuca para explodir os puliça… Opa, peraí

Uma boa surpresa do catálogo do Wii U saiu esse ano, e vem de onde talvez não se esperasse muito: a série Lego. Lego City Undercover é o primeiro jogo da série com conteúdo 100% próprio, e não apenas uma adaptação humorística de licenças conhecidas como Batman, Indiana Jones ou Star Wars; ainda por cima, arrisca uma estrutura de mundo aberto justo quando a fórmula da série já estava cansando. Portanto, o resultado poderia ser desde um fiasco total a uma obra-prima. No final das contas, veio como uma injeção de vitalidade que os jogos de Lego estavam precisando.

A fórmula de desmontar coisas aleatórias no cenário, coletar peças e usá-las para remontar itens e resolver quebra-cabeças se renova quando você tem a liberdade de desmontar e montar por toda a cidade, em vez de em fases confinadas. Poder fazer coisas tipicamente GTA, como pegar um carro qualquer e sair trombando em todo o cenário (e ganhar peças com isso!), tem um charme todo próprio quando o cenário é feito de Lego, mesmo que o jogo tenha sido “sanitizado” para o público infantil. O uso do GamePad como gadget multiuso (mapa, radar e mais) é adequado, justificando a presença do jogo exclusivamente no Wii U.

E o mais importante: a TT Games acertou em cheio no roteiro, que satiriza seriados policiais de ação. Espero que tenham mais oportunidades de lançar conteúdo próprio daqui em diante. O único senão vai para os tempos de loading, que rivalizam com os de ModNation Racers (PS3) como os mais longos já vistos nessa geração.

Escaneando o ambiente com o GamePad em ZombiU (Wii U)
Dark Souls feelings com aquele grafite deixado por outro jogador ali

Por fim, o jogo que mais me surpreendeu e mais justificou a compra do console: ZombiU. Poucos títulos em 2012 foram tão controversos em termos de recepção quanto o jogo de zumbis em primeira pessoa da Ubisoft, e agora consigo entender o motivo: ZombiU é uma tentativa de reinventar o survival horror, e muitos certamente não perceberam isso.

Você controla um sobrevivente em uma infestação zumbi em Londres e consegue se entrincheirar em uma estação de metrô com a ajuda de uma figura misteriosa chamada “Prepper” (“Preparador”), que revela ser capaz de monitorar diversas partes da cidade via câmeras de segurança… Desde que você reative os transformadores que as alimentam usando uma geringonça especial, que reflete o GamePad. Com ela, você pode ver os mapas das áreas já reativadas, gerenciar seu inventário, usar infravermelho para procurar itens no cenário e detectar zumbis, e assim por diante.

É um jogo de coleta de recursos escassos, exploração e desenvolvimento de narrativa (sim, há uma), e não um festival de ação: uma mordida sequer e seu sobrevivente já era, para sempre. Você continua jogando com outro sobrevivente e apenas o equipamento básico, e pode tentar recuperar suas coisas na mochila do personagem anterior, que virou zumbi e está vagando na área onde morreu. Se você pensou em Demon’s/Dark Souls, a semelhança não morre (#badumtiss) aí: mesmo na campanha solo, você pode jogar online e ver e/ou deixar mensagens em forma de grafite, classificá-las como não confiáveis, e até topar com o ex-personagem de outro jogador como zumbi e saquear sua mochila.

ZombiU está muito mais próximo de AmnesiaCondemned do que de Left 4 Dead ou Dead Island, com seu combate lento e metódico, sua tensão construída aos poucos com sistemas internos bastante peculiares, e sua ênfase em usar o GamePad como uma ferramenta de imersão; você nunca se acostumará totalmente com ter que mexer no inventário pelo GamePad enquanto o personagem aparece na TV abaixado com a mão na mochila, o que “mata” sua visão periférica e te deixa sempre na expectativa de que um zumbi possa aparecer de repente. É impossível se divertir com o jogo encarando-o como um FPS de terror – seria algo semelhante a tentar jogar The Last of Us como se fosse Uncharted, ou Bioshock como se fosse Call of Duty.

ZombiU não é para quem acha que survival horror é Dead SpaceF.E.A.R., e sim para quem estava torcendo por um divisor de águas no gênero, algo que fizesse o jogador se sentir como se estivesse encarando Resident Evil pela primeira vez de novo – com direito até a nome tosco, conspirações governamentais e clichês de ocultismo, também. Não é um título fácil de jogar nem de digerir, não tem visual primoroso e poderia ter arestas aparadas, mas acerta em cheio no que importa: deixar você tenso até quando não está acontecendo nada. E ter que gerenciar coisas em duas telas é um componente crucial disso. Quem diria: a Nintendo criou uma peça de hardware que se prova ideal para os jogos de horror.

Conclusão

Shigeru Miyamoto com o GamePad (Wii U)
Vamo lá Miyamoto, só você para convencer a galera…

Embora tenha feito muito bem em esperar alguns meses para adquirir o Wii U – basta ver a questão do sistema operacional, muito mais funcional após vários updates – não estou ainda 100% certo de que foi a hora certa de adquiri-lo. Dos quatro jogos que fizeram valer o console valer a pena para mim, três ainda estão com preços “cheios”, seja por serem da Nintendo (New Super Mario Bros U) ou por serem recentes (Monster Hunter 3 UltimateLego City Undercover), sobrando apenas ZombiU. Por mais que os quatro valham o preço padrão de US$ 60, se você quer mesmo é jogar Pikmin 3, um novo Mario 3D ou The Wonderful 101, pode valer mais a pena esperar eles saírem e ver se os outros jogos que valem a pena na biblioteca do Wii U baixam um pouco de preço nesse meio tempo.

Não me arrependo porque se não comprasse o console em junho, um mês particularmente bom em renda aqui em casa (quem é autônomo sabe como a coisa funciona), talvez não tivesse outra chance até o final do ano… E ZombiU sozinho me deixou felicíssimo, como fã de survival horror. Mas quem desconfia que não vai se empolgar da mesma forma talvez possa esperar mais um pouco. Se o que você quer é Smash Bros, Mario Kart 8X ou Bayonetta 2, todos para 2014, então… Tem tempo suficiente para juntar dindim, em vez de pegar o Wii U agora e deixá-lo potencialmente pegando poeira.

Uma alternativa para driblar essa sensação é adquirir jogos de Wii para jogar nele, caso não tenha tido a chance antes. Ainda conservo meu Wii pela retrocompatibilidade com GameCube, um console que não tive… Mas transferi alguns saves para o Wii U, como os de Metroid: Other M (para fechar 100%), Xenoblade Chronicles (que ainda não terminei) e Madworld (idem). Além disso, adquiri alguns jogos de Wii só recentemente, como The Last StoryPandora’s Tower, e estou aproveitando-os no Wii U.

Um bom motivo para fazer isso é o upscale do aparelho: Xenoblade Chronicles em especial está ainda mais bonito, e no Wii U não apresenta os problemas constantes de leitura de disco que ocorriam no Wii. Além disso, se você está disposto a jogar alguma coisa multiplataforma no Wii U, alguns jogos prometem fazer bom uso do GamePad e justificar a preferência, como Watch DogsBatman: Arkham Origins ou Splinter Cell: Blacklist. Fora Rayman Legends, que parece ser obrigatório no console, e títulos como Scribblenauts Unmasked: A DC Comics Adventure, que só sairão no PC além do Wii U.

Nintendo Land com 1 GamePad e 2 Wii Remotes (Wii U)
Multijogador em ação em Nintendo Land

O GamePad não é a revolução que a Nintendo queria, com certeza, mas não se pode também descontar por completo a tentativa dela de criar algo diferente. Jogadores dedicados tendem a ser muito tradicionalistas e recusar tudo de novo que aparece, mas em uma escala que vai do Wii Remote até o Kinect (ou seja, do mais ao menos bem-sucedido em termos de proporcionar experiências novas para o jogador), o GamePad fica ali na meiúca, junto com o Move e acima da maioria dos jogos para tela tátil em celulares e tablets.

É bom lembrar que a própria Nintendo, sempre a maior mestra em tirar o máximo de proveito do que ela inventa, ainda tem pouca coisa lançada em termos de experimentação com o novo controle: New Super Mario U tinha uma fórmula a seguir, então só restou Nintendo LandGame & Wario como “prova de conceito” até agora. Vamos esperar ela lançar mais coisas antes de declarar o console como morto e enterrado, e deixar que produtoras terceiras interessadas no GamePad, como Ubisoft e Warner, o explorem mais.

Meu medo, porém, é que um título de lançamento, ZombiU, já tenha esgotado todas as (boas) possibilidades logo de cara, e suas vendas abaixo do esperado acabem sinalizando que não vale a pena usar bem a segunda tela tátil do Wii U. Que os deuses da jogatina impeçam que isso aconteça.

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21 comentários em “Tilt: BINGO! Wii U na área

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  1. Beleza de resenha Fabio! =)
    Lendo eu tive a sensação de que o console foi testado de maneira isenta, sem ficar apontando só os defeitos ou só as maravillhas. Era basicamente o que eu queria saber, já que a maioria do que li basicamente começa malhando porque não é próxima geração e blablabla.
    Só uma pequena correção, ao lado da foto das caixas de jogos, está escrito Batman: Arkham Asylum, mas é o Arkham City, né?

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    1. Valeu Raphael 😀
      De fato se eu estivesse muito preocupado com se ele é ou não de “próxima geração”, nem comprava. O lance para mim sempre foi se o GamePad vale a pena.

      Ah, e sim, tem razão, é o Arkham City. Corrigido agora o/

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      1. e q bom que o lucas perguntou da ergonomia do gamepad. eu queria ter perguntado e esqueci. parece que é bem tranquilo de usá-lo.

        outra coisa que eu queria saber especificamente é sobre a tela do gamepad: não é multi-toque e tem uma stylus… mas é necessário usar a stylus ou dá pra se virar bem com o dedão? qual a precisão da tela em relação a isso e qual a velocidade de resposta quando vocês está desenhando algo, por exemplo, tem algum lag entre fazer o traço (com stylus ou dedo) e o traço aparecer na tela?

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        1. Boa questão, até tinha pensando em comentar isso mais profundamente mas acabei esquecendo…

          Não é necessário usar a stylus, mas na prática eu acabo usando-a quase sempre, especialmente em ZombiU. O que acontece é que volta e meia a tela não registra direito o toque com o dedo se você usar só a pontinha dele, por exemplo, ou se não fizer um mínimo de pressão no contato. Para efeito de comparação, é bem parecido com a tela tátil do DS/3DS. Se o jogo oferecer um bom espaço de toque para você usar o dedão todo, beleza, mas para evitar dor de cabeça é melhor usar a stylus que vai garantir resposta 100% das vezes.

          Isso fica bem claro no ZombiU porque uma das funções mais usadas, a de Analisar itens que aparecem na tela do infravermelho, é um ícone no canto superior direito feito sob medida para você posicionar o dedão da mão direita… Mas a função exige que você pressione o ícone por alguns segundos e volta e meia falha no meio do processo, como se você tivesse tirado/mexido o dedo. Já me acostumei a ficar com a stylus entre os dedos da mão direita por causa disso.

          Quanto a lag ao desenhar/riscar a tela, não vi nenhum, nem na tela tátil nem na exibição da imagem na TV (quando ela é replicada lá). Aliás, uma coisa impressionante é a sincronia das duas coisas, as imagens na TV e na tela tátil, sejam elas a mesma imagem repetida ou coisas diferentes. A tecnologia de transmissão é impecável, nunca vi nenhuma espécie de lag, distorção, atrasado, queda de framerate etc. Nadinha de nada.

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  2. [Demorô viu? :P]
    1- É triste ver q nem mesmo a nintendo mostrou direito a que o Gamepad veio…
    2- Esse lance da bateria do GP é meio tenso viu? Fábio, vc já experimentou jogar no WiiU com um controle normal*? Sei que a experiência seria diferente mas é que eu tenho curiosidade pra saber como ficam os jogos assim. E também, por mais que seja confortável o GP, deve ser chato jogar só nele o tempo todo (eu acho).

    *Talvez exista algum adaptador de controle 360 -> WiiU por aí não? Senão fica naquele controle esquisito da nintendo mesmo. 🙂

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    1. Fala Lucas!

      1-Ainda não mostrou totalmente, mas a Ubisoft sim, com ZombiU. É engraçado, porque o mesmo *quase* aconteceu com Red Steel (o jogo em si é que não era muita coisa), depois *aconteceu* com Red Steel 2 (o primeiro jogo a utilizar muito bem o Wii Motion Plus), e agora aconteceu *de novo* com ZombiU e o GamePad: é a Ubisoft saindo na frente da própria Nintendo, ainda que seja em apenas um joguinho por tecnologia nova e depois desistindo.

      2-Bota tenso nisso. Tem acessório de extensão de bateria, acho, mas como tenho tomada do lado do sofá e não sou de ficar 3-4 horas no mesmo jogo (geralmente troco para outra coisa), não sei se irei gastar mais grana com esse acessório. Sobre ter adaptador para controles de 360/PS3/genéricos, acho difícil porque provavelmente o GamePad não funciona com a mesma lógica interna dos outros controles. Alguns jogos talvez também aceitem Wii Remote com Classic Controler Pro, que eu tenho.

      Mas veja, eu nem sei porque mesmo que os jogos utilizem pouco a tela, o GamePad é ergonômico e tranquilo, e no mínimo a tela mostra alguma informação útil, então não vejo muito motivo para deixá-lo de lado. Não, não é nem um pouco chato jogar só com ele o tempo todo – muito pelo contrário: quando saio do Wii U e vou jogar outra coisa no modo Wii, em outro console ou no PC, até sinto falta da 2ª tela e/ou dos botões de ombro e gatilhos do GamePad. *Talvez* me sentisse incomodado com o tamanho dele e a simplicidade dos gatilhos se estivesse jogando um FPS ou jogo de ação muito rápido e complexo (tipo Bayonetta ou Devil May Cry – quero ver como vai ficar Bayonetta 2 nele), mas como não estou com nenhum jogo desse tipo no Wii U, poderia passar dias jogando só no GamePad sem me incomodar nem um pouco.

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  3. 3- Vc tem algum jogo “repetido” no WiiU? Tipo q vc já tenha no PS3/360/PC? [Perguntei pq fico imaginando como deve ser AC3 no WiiU. Só nas fotos parece mais legal 🙂 ]

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    1. Não, nenhum. *Quase* peguei o Batman: Arkham City Armored Edition em uma promo da eStarland porque essa edição vem com todos os DLCs, e se fosse comprá-los na PSN agora, acabaria gastando a mesma coisa. Mas a ideia de recomeçar o jogo, por melhor que seja, me deu um pouco de preguiça.
      Até queria pegar exatamente para comparar as versões e ver se o GamePad deixa o jogo mais imersivo, mas… Quem sabe se ele ficar mais barato ainda? AC3 com certeza não vou comprar porque peguei no PC com Season Pass e não tem como comparar qualquer versão com a do PC, que está tinindo de linda.

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      1. Entendi, pelo visto pra ter uma ideia sobre a ergonomia do GP por muito tempo só jogando mesmo.

        Quanto ao AC3 eu citei pq na E3 do ano passado eu vi a Demo do WiiU e parecia muito mais legal nele. Sei lá, acho q se eu tivesse o WiiU, comprava pra ele e depois comprava pra PC nas promos do Steam. No WiiU jogava despreocupado e no PC tentava fazer os 100% [seria um pouco mais fácil no segundo gameplay :p].

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        1. Quando tiver um na mão você vai ver, ele é BEM mais ergonômico do que parece.

          O AC3 eu tô com dificuldade de sequer terminar mesmo no PC, quanto mais fazer 100%. É bizarro: não consigo ver nenhum defeito claro no jogo, é tudo tão absurdamente de alta qualidade, mas por algum motivo ele não está me prendendo a não ser quando vou atrás as missões de batalha naval. Desconfio que o problema é a história demorar tanto para andar, mesmo depois da revelação sobre o protagonista inicial…

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          1. Realmente AC3 como jogo é quase perfeito :). Na verdade ele “era perfeito” mas depois de ver os vídeos de GP do 4 e ver q eles melhoraram a jogabilidade e consertaram vários elementos cansativos fez o 3 perder a graça. 😛
            Quanto à essa parte da história, esqueça, ela é (quase) tão ruim como o povo diz.[talvez sua opinião seja diferente mas eu achei meio esquisito]

            PS: Eu preciso dizer q confio em vc (sim, confio)? Mas ainda tem um ponto: sou uma das poucas pessoas q acha o controle do PS3 ligeiramente melhor q o do 360 [minhas mãos são pequenas] daí… Mas não se preocupe, só vou pensar em ter um daki uns 4 anos [ou 3 ou 5] quando ele tiver uma penca de jogos e os mais antigos ficam + baratos. 😛
            [até pq só agora vou sair da monotonia do PC e vou dar uma olhada no PS3 (ele e o 360 só em casa de amigos, não é a mesma coisa q o conforto da minha casa), muuuuita coisa pra jogar :)]

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    2. Só porque você perguntou, hoje topei com um Black Ops II (usado) e um Batman Arkham City Armored Edition (lacrado!) por R$ 80 cada. Resolvi me dar os dois de presente de aniversário XD

      Com eles e o Nintendo Land vindo da gringa, em breve atualizado esse artigo ou publico um adendo. Joguei um pouco do Black Ops II agora e de fato senti um pouco a diferença dos gatilhos do GamePad serem mais leves, mas o jogo em si está exatamente como esperaria de um CoD, sem tirar nem pôr. No mínimo tá no mesmo nível do de PS3/Xbox 360.

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  4. Bom dia Fábio, gostei muito do seu texto, e até comecei a usar a praça Mii depois dos seus comentários. No texto você citou que passou alguns saves do Wii para o Wii U, eu gostaria de passar só alguns e não todos, como você fez isto sem perdê-los no Wii depois? Obrigada, Karina

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    1. Olá Karina,
      Obrigado! Ainda me espanto que alguém leia textos grandes assim na Internet, mas enfim, é para quem tem paciência que eu escrevo 😉
      Eu passei os saves via cartão de memória SD. Basta entrar no menu Data Management do Wii, mandar copiar para o cartão, depois colocá-lo no Wii U e copiar o save do cartão para a memória do modo Wii no Wii U.
      O único problema que tive é que o sistema não reconhece o save se você nunca tiver iniciado o jogo no Wii U. Por exemplo, ao colocar o Xenoblade Chronicles, ele *não* reconheceu meu save copiado. Mandei iniciar um novo jogo, o que gerou um novo save (sobre o antigo), e saí do jogo. Se me lembro direito, o sistema não deixa sobrescrever um save com outro copiando do cartão para a memória e vice-versa, então apaguei o save novo criado e só então copiei novamente o antigo do cartão para o Wii U. Abri Xenoblade pela 2ª vez e aí ele reconheceu o save antigo.
      Provavelmente o Wii (e portanto o modo Wii do Wii U) precisa que você jogue o game para registrar uma licença dele na memória, e só então liberar acesso a qualquer save, para evitar cheat.
      Ah, e tem jogo que não permite passar o save para o cartão SD, assim como acontece com alguns jogos de PS3, que bloqueiam cópia do save para pen drive. Aconteceu comigo com o Super Smash Bros Brawl, se me lembro direito. Copiei os de Xenoblade Chronicles, Silent Hill: Shattered Memories, Metroid: Other M, Pikmin 2 e MadWorld sem problemas.

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      1. Fábio, seu texto foi muito bem escrito e muito democrático, valeu a leitura. Obrigada pela dica quanto aos saves, achei que tivesse que baixar um programa como dizia no manual. O manual não é claro. Obrigada e continue publicando seus textos.

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  5. Fala Fábio, beleza? Cara, tá devendo mais alguns artigos pra gente, pelo visto o ramo de tradução tá bem em voga.
    Cara, eu tava vendo suas comprars pelo eStarland e tava dando uma olhada no site deles. Como você fez pra entrega? Direto rpa sua casa?

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    1. Pois é véio, tá difícil… Tenho uns 2 rascunhos iniciados, além de ainda faltar uns 6 jogos dos Melhores de 2012 e Rewind dos de 2013 que terminei ou joguei bastante (Tomb Raider, Bioshock Infinite, Crysis 3, Fuse, The Last of Us, Animal Crossing).

      Na eStarland eu peço para entregar direto em casa sim. O truque é incluir no carrinho esse serviço aqui:
      http://www.estarland.com/DefaultPage.product.35430.html

      É um pedido especial para que a loja envie como pessoa física, em embalagem comum. Envio de pessoa física para pessoa física no valor de até US$ 50 não incide taxa no Brasil, então esse serviço ajuda a não ser taxado. Custa US$ 4 a mais no modo de envio mais barato, mas até agora todas as encomendas que fiz com esse serviço passaram direto (foram pelo menos 5 já) e como não passaram na Receita, consequentemente chegaram cedo (no máximo em 20 dias corridos para São Paulo, provavelmente 25 em outras capitais).

      Não é 100% garantido porque a Receita tem muito fiscal aproveitador que pode e vai arrumar motivo para encrencar, mas legalmente falando eles não podem te taxar nesse tipo de envio sem comprovar de alguma maneira que aquilo é uma compra, e a embalagem não tem nenhum indício disso.

      Como dos últimos 3 pedidos que fiz na Play-Asia todos atrasaram por ficarem presos na Receita (demorando mais de 60 dias para chegar) e 2 deles foram taxados com 60% sobre o total, prefiro muito mais pagar esses R$ 9 a mais pelo serviço Personalized Pack na eStarland e ficar mais tranquilo do que esperar 1 mês a mais apenas para acabar pagando muito mais do que R$ 9 em impostos. A desvantagem é que o modo de envio simples da eStarland não tem número de rastreamento, enquanto os da Play-Asia e ShopTo têm. Mas até agora tem sido perfeito na eStarland, todas chegaram em prazo curto e sem taxa.

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