Tilt: Microsoft exige conexão diária, impede trocas ou empréstimos e dificulta revenda no Xbox One (confirmação oficial)

tiltTilt é a seção em que matuto sobre as tendências que mais me incomodam no mundo dos games. Se um certo jogo, estúdio, publisher, veículo, público ou categoria de profissionais adotar um discurso furado, é aqui que irei comentar – ou melhor, criticar.

Se você anda acompanhando as notícias recentes, já sabe que o próximo console da Microsoft, o Xbox One, esteve rodeado de boatos nada positivos após a revelação oficial. Ele supostamente exige conexão online com frequência, inclusive para jogar games single-player; restringe a troca e a revenda de jogos usados; requer o Kinect 2.0 sempre conectado e funcionando; e impede ou dificulta o empréstimo de um jogo.

Xbox One - Restrições
Apertem os cintos, a liberdade sumiu

Pois bem, a Microsoft soltou hoje, logo antes da E3, páginas oficiais esclarecendo essas questões, divididas pelos assuntos “Licenciamento“, “Online” e “Privacidade“. E para quem ainda tinha esperança, podem deixá-la na porta, vós que entrais: o “supostamente” pode ser retirado do parágrafo anterior. A empresa fez um belíssimo trabalho de marketing para tentar suavizar todas as questões, mas ainda assim confirmou todos os rumores – e em alguns casos, com detalhes ainda mais sórdidos. O “pacote” pode ficar ainda mais difícil de engolir quando se percebe que todas as “vantagens” apregoadas do sistema ou já estão disponíveis no Xbox atual, ou poderiam ser tranquilamente implementadas sem necessidade de conexão constante à Internet ou DRM. É o caso Diablo III SimCity claramente aplicado a um console.

Para ajudar os leitores que não lêem bem em inglês e/ou talvez não percebam as nuances restritivas nas entrelinhas do “marketês”, resolvi traduzir, com comentários, o documento mais importante dos três: o de licenciamento, que trata de jogos usados, revenda, empréstimo e troca. Do documento sobre a parte online, basta saber que ele confirma como funcionará a autenticação online:

Com o Xbox One, você poderá jogar offline por até 24 horas no seu console primário, ou por uma hora se estiver logado e acessando sua biblioteca em outro console. Até que a conexão seja restabelecida, jogar offline não será mais possível após esses períodos determinados, mas você ainda poderá assistir TV e curtir filmes em Blu-ray e DVD.

Tenham isso em mente ao lerem a íntegra da página de licenciamento e meus comentários abaixo; algumas restrições ficam mais claras sob esse prisma. Vamos ao sofrimento:

Acesse seus jogos sem usar discos, mas a que custo?

Eis as políticas e recursos de nossa plataforma no que diz respeito a licenciamento de jogos – todas elas disponibilizadas quando o Xbox One for lançado este ano:

  • Compre como quiser, em disco ou formato digital, no mesmo dia: Você poderá comprar jogos baseados em disco em lojas tradicionais ou online pela Xbox Live, no dia do lançamento. Discos continuarão a ser uma ótima maneira de instalar seus jogos rapidamente.
Xbox One - Discos bloqueadosXbox One - Discos bloqueados
Seu jogo, preso a cadeado ao console

Para começar, uma possível boa notícia, especialmente para quem está acostumado a pagar bem menos por versões digitais dos jogos graças aos impostos absurdos brasileiros. Como assim, “possível”? Por que considerando as exigências de conexão online e a arquitetura do console, é bem provável que desta vez não seja mais possível criar e/ou manter uma conta americana na Live. E quem já usou contas americanas e brasileiras, seja na PSN, na Live ou até mesmo na eShop do 3DS/Wii U, sabe muito bem que os preços nas versões brasileiras muitas vezes são os mesmos das versões físicas locais. Por exemplo, Metal Gear Rising na Live Brasil não sai ao equivalente a US$ 60 em reais (cerca de R$ 120), mas a R$ 179.

  • Acesse sua biblioteca de jogos completa de qualquer Xbox One – discos não são necessários: Após fazer login e instalar [o jogo], você poderá jogar qualquer um de seus jogos em qualquer Xbox One, já que uma cópia digital do seu jogo está armazenada em seu console e na nuvem. Portanto, você poderá, por exemplo, jogar seus jogos enquanto estiver logado na casa do seu amigo.

A princípio, trata-se de um belo recurso, semelhante a como o Steam permite que você jogue em qualquer computador instalando o cliente e fazendo login. Mas atente para a parte do “fazer login” – isso é o que “atrela” o jogo não apenas a seu console, mas à sua conta, e interage com outras restrições para potencialmente dificultar seu acesso ao jogo. Para efeito de comparação, o Steam só exige conexão para autenticar seus jogos a cada 30 dias – tempo suficiente para restaurar conexão à Internet mesmo após uma mudança de casa – e no geral cobra menos e oferece diversos recursos. Além disso, esse é o único recurso realmente novo para uma plataforma Xbox neste documento: não precisar carregar discos para jogar seus jogos em outro lugar. E para conseguir fazê-lo, prepare a banda larga, porque jogar seu game de 8 GB ou mais via nuvem, ou baixá-lo e instalá-lo sem esperar o dia inteiro, vai exigir uma ótima conexão, principalmente no Brasil.

  • Compartilhe acesso a seus jogos com todo mundo na sua casa: Seus amigos e sua família, seus convidados e colegas têm acesso ilimitado a todos os seus jogos. Qualquer um pode jogar seus jogos no seu console, independentemente do relacionamento com você ou se você está logado ou não.
  • Dê à sua família acesso a toda a sua biblioteca de jogos a qualquer momento, em qualquer lugar:  O Xbox One permitirá novas formas de acesso a famílias. Até 10 membros de sua família podem fazer login e jogar sua biblioteca compartilhada em qualquer Xbox One. Assim como hoje, um membro da sua família pode jogar sua cópia de Forza Motorsport na casa de um amigo. Só que agora, ele não verá somente Forza, mas todos os seus jogos compartilhados. Você sempre poderá jogar seus jogos, e qualquer um dos membros da sua família pode jogar sua biblioteca compartilhada a qualquer momento.
Xbox One - Conferindo tudo online
Sem disco pode, mas sem conexão…

Aqui, o que espanta é a maquiagem. A parte boa é a mesma do ponto anterior: a possibilidade de jogar seus jogos em outro console sem levar os discos, agora estendida a “membros da família” (muito provavelmente logados como uma sub-conta da sua conta principal; do contrário, não veriam a sua biblioteca). O resto, porém, já existe. Qualquer pessoa que entrar na sua casa pode ligar o seu Xbox 360, entrar em um perfil do console e jogar qualquer jogo nele, em disco ou instalado no HD. Não precisa nem conectar-se à Internet para isso.

Dadas as restrições de conexão online diária e de autenticação de cada jogo instalado do Xbox One, é preciso entender que a vantagem de não precisar levar o disco vem ao custo do disco ficar inútil para você após a instalação. Como nenhum jogo roda diretamente do disco, você pode ficar sem jogar o tal Forza na casa do amigo mesmo que resolva levar o disco – basta os servidores da Microsoft ou o provedor de Internet apresentarem problemas ou saírem do ar. Sem fazer login na sua conta, o disco não permitirá a instalação do jogo, e você não o acessará via nuvem. É um caso clássico de mascarar uma restrição nova afirmando que você poderá fazer a mesma coisa de antes, só que de outro jeito.

Revenda só com “permissão” e para “parceiros”

  • Faça trade-in e revenda seus jogos em disco: Hoje em dia, alguns jogadores decidem vender seus jogos em disco antigos em troca de dinheiro ou crédito. Projetamos o Xbox One para que as editoras de jogos possam permitir que você faça trade-in de seus jogos em lojas participantes. A Microsoft não cobra uma taxa de plataforma às lojas, às editoras ou aos clientes para possibilitar a transferência desses jogos.
Xbox One - Jogos usados
Pode se sentir velho, jogos usados serão coisa do passado

Aqui começa a parte “divertida” (bem entre aspas). À primeira vista, pode parecer uma boa notícia que a Microsoft não cobre “taxa” – mas as restrições ainda estão lá, na verdade em formato pior, e a palavra “taxa” pode ser uma bela jogada retórica. Primeiro, entenda que “trade-in” é a prática de levar seu jogo usado a uma loja de varejo para obter crédito na compra de um jogo novo (a loja pode ter uma política de pagar em dinheiro vivo, mas isso é incomum e tecnicamente pode nem mesmo ser considerado “trade-in”). Como os jogos são atrelados à sua conta desde o início e o console faz autenticação uma vez por dia, a loja interessada em “trade-in” precisaria ter alguma forma de conferir sua licença de usar aquele jogo e removê-la de sua conta na Live, ou não conseguiria revendê-lo depois. Ao incluir o trecho “em lojas de varejo participantes”, a Microsoft confirma sutilmente que esse será o sistema, sim.

Pense nisso um pouco. Você compra um produto em disco e:

  1. Tem que pedir permissão diária da Microsoft para jogá-lo
  2. Tem que pedir permissão à editora para revendê-lo
  3. Se a editora permitir, ainda assim só poderá revendê-lo em lojas “participantes”

Ou seja, diga adeus a:

  1. Trocar de imediato no TrocaJogo, Fórum UOL ou qualquer outro método de contato
  2. Vender no eBay, Mercado Livre ou qualquer outro site de leilões
  3. Emprestar o jogo (pelo menos inicialmente; mais sobre isso depois)
  4. Vender o jogo em lojas menores que não façam parte do programa de trade-in da Microsoft
  5. Vender o jogo a seu amigo (não livremente; mais sobre isso depois).
Xbox One - GameStop
E a “vilã” é quem se deu bem

Além de remover todos esses direitos – e a palavra certa é direito; trata-se de um dispositivo conhecido como Direito à Primeira Venda – essas restrições ainda vão assegurar que você obtenha menos retorno pelo comércio de usados. No Mercado Livre, em um fórum ou com seus amigos, você consegue revender um jogo recente e bem cuidado por no mínimo 50% do valor original, provavelmente muito mais. Nas lojas, o repasse em troca de crédito dificilmente chega a 50%, mesmo para jogos populares como Call of Duty. Basicamente, o “problema” dos usados, que antes era “culpa da [cadeia de lojas] GameStop”, agora é jogado no seu colo como consumidor. Você é impedido de fazer comércio com o seu produto com quem quiser, enquanto a GameStop continuará fazendo trade-in e ganhando rios de dinheiro com isso. Mais: sem a concorrência das revendas no eBay e afins, a GameStop poderá até pagar menos ainda pelo seu jogo usado.

O que nos faz voltar à palavra “taxa”. Pensem bem: por que as editoras pressionariam a Microsoft para colocar todos esses empecilhos aos jogos usados apenas para deixar a GameStop continuar se dando bem? A resposta é simples: com certeza elas ganham algum no processo. E tecnicamente, esse “algum” não é uma “taxa”. É uma comissão. O americano retorna o jogo à GameSpot por, digamos, US$ 20 e a editora ganha uma parte disso – de novo, uma comissão. Isso quer dizer que nada impede a Microsoft de também levar algum nesse sistema, já que não seria uma “taxa” cobrada aos varejistas, como declarado, e sim uma comissão. E mesmo que ela não ganhe nada mesmo, como outra parte do texto sugere depois, isso só demonstra que ela não teve coragem de peitar as editoras. A Microsoft pode até “não ter culpa”, mas para o consumidor, as restrições estão lá no Xbox One. Durma com essa.

Nenhuma brecha para trocas e empréstimos

  • Dê seus jogos a amigos: O Xbox One é projetado para que as editoras de jogos permitam que você dê seus jogos em discos a seus amigos. Não há taxas cobradas como parte dessas transferências. Há dois requisitos: você pode dá-los a pessoas que estão na sua lista de amigos há pelo menos 30 dias, e cada jogo só pode ser presenteado uma vez.
Xbox One - Locação
Adeus serviços de locação e trocas por correio…

Nesse caso, atenção aos requisitos. Esse “recurso” de presentear sugere que há um sistema para o usuário desativar o jogo em seu console e passar para outra pessoa instalar e ativar na conta dela;  esse sistema poderia, em tese, ser usado para permitir trocas e revenda de consumidor para consumidor (desde que a editora permita, de novo). Só isso já seria um “downgrade” enorme das possibilidades que você tem hoje com o 360 ou qualquer outro console, mas a coisa fica pior. Com a exigência de 30 dias na lista de amigos, ninguém vai querer vender ou trocar com desconhecidos em sites de leilão, fóruns e afins; no máximo, você pode vender ou trocar com seu amigo – repetindo, se a editora permitir, e se ele estiver na sua lista de amigos há um mês ou mais. E com a restrição de apenas uma revenda, mesmo que você cumpra todos esses requisitos, o seu amigo não poderá repassar o jogo de forma alguma – o que certamente diminuirá o valor de revenda e troca de diversos jogos.

Em nosso papel como editora de jogos, a Microsoft Studios permitirá que você dê seus jogos a amigos ou faça “trade-in” dos seus jogos de Xbox One em lojas participantes. Editoras terceiras podem optar ou não pelo suporte à revenda de jogos, e podem definir termos de negócio ou taxas de transferência com as lojas do varejo. A Microsoft não recebe nenhuma compensação como parte do processo. Além disso, as editoras terceiras podem possibilitar que você dê jogos a seus amigos. O empréstimo e a locação de jogos não estarão disponíveis no lançamento [do console], mas estamos explorando as possibilidades com nossos parceiros.

Um parágrafo inteiro para a Microsoft sugerir que pretende “liderar pelo exemplo” e “permitir” isso ou aquilo – tudo o que você sempre pôde fazer até hoje sem “permissão” de nenhuma editora ou fabricante, e dependendo do país, garantido pela lei. E por debaixo da maquiagem, só porrada e confirmação de outros itens implícitos acima, na parte da revenda: diga adeus ao empréstimo e à locação de jogos. Ou você acha que essa será alguma prioridade da Microsoft ou das editoras? Pior ainda: com a EA abandonando o Online Pass e todo esse poder nas mãos das editoras – elas podem até “definir termos” de trade-in – qual delas irá abrir mão disso? A Atlus, talvez? Até ela já usou trava de região no PS3, a primeira da história do console, quando a coisa apertou. Que dizer então de EA, Activision, Capcom?…

O resto do texto é só blá blá blá do tipo “estamos abertos a sugestões, recursos podem ser removidos e adicionados a qualquer momento” etc. etc.

O futuro é tão negro que nem usando lanterna

Xbox One ou Xbox 9000?
Xbox One ou Xbox 9000?

Mas o pior de tudo, o pior mesmo, é que se a Microsoft pôde fazer toda essa maquiagem e jogar parte da batata quente no colo das editoras, é grande a probabilidade de que um sistema semelhante de restrições a jogos usados seja aplicado também no Playstation 4. Pensem bem: as editoras não aceitariam levar a “culpa” se os consumidores tivessem alternativas para jogar os games usados delas livremente. Esse raciocínio inclusive casa bem com as frequentes notícias de jogos famosos que não terão versão para Wii U este ano, como o próximo Call of Duty e os de esporte (Fifa, PESMaddenNBA2k, TODOS pularam fora): o console não tem nenhuma dessas travas e restrições, e provavelmente a Nintendo não tem capacidade de incluí-las via atualização de software. As baixas vendas do Wii U no momento podem ser apenas uma boa cortina de fumaça, muito semelhante à EA alegar que “ouviu os desejos dos jogadores” ao cancelar o Online Pass logo antes do anúncio desse Xbox One todo cheio de bloqueios.

A única luz no fim do túnel é que a Sony já sugeriu que não exigirá conexão online constante (o que não a impediria de bloquear jogos usados, basta impedir a desativação do jogo no console), nem que a nova câmera Playstation Eye esteja constantemente conectada. Se for verdade, é uma migalha de alento em comparação com o Xbox One. A Ubisoft também tem defendido o Wii U, continua publicando seus jogos multiplataforma no console (vide Splinter Cell: Blacklist e Rayman Legends) e recentemente eliminou DRMs com conexão constante de seus jogos para PC, o que pode indicar que ela talvez permita revenda de jogos usados no PS4 e no Xbox One – e ainda assim, será nos termos dos dois consoles, que são de antemão mais restritivos do que você pode fazer na geração atual. Talvez a Warner também esteja nesse bolo, considerando que ela também não abandonou o Wii U (com o próximo Batman e até mais Scribblenauts que só sairá em consoles Nintendo e no PC). Mas de resto, preparem-se para a ironia: talvez o Wii U se torne o único console no mercado a permitir que você faça o que quiser com o jogo que comprou.

Xbox One - A Namorada Possessiva
“Pq vc não tá no Xbox!?”

Podem se preparar para namorarem as mulheres (ou homens, as the case may be) mais paranóicas(os) e possessivas(os) de suas vidas: tratem de entrar em contato todo dia, pedir permissão para quase tudo, e até ter que confirmar que a pessoa a quem está dando seu jogo é um amigo mesmo – “olha só amor, eu conheço faz tempo, tá na minha lista de amigos há uma cara!”…

…triste. Simplesmente triste.

4 comentários sobre “Tilt: Microsoft exige conexão diária, impede trocas ou empréstimos e dificulta revenda no Xbox One (confirmação oficial)

  1. Este é o futuro: possuir algo que não me pertence. Não poder doar, vender, trocar algo que é meu. Ter que confirmar minha senha, minha EXISTÊNCIA para que uma empresa me permita usufruir de algo que eu comprei.
    Lendo estas notícias chego a conclusão de que o texto do filósofo Gilles Deleuze sobre a sociedade de controle se torna cada vez mais real e virtual.

    Ótimo artigo.
    Cogito não compactuar com este tipo de DOMINAÇÃO. Adestrar e vigiar. A distopia saiu da ficção e se tornou “realidade-virtualidade”.

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    1. Pois é. Chega a ser engraçado, porque é uma forma pós-moderna de comunismo: você pode “ter” tudo, mas não realmente te pertence. É a noção de propriedade totalmente reescrita.

      E sempre vai ter os que apontam para os jogos digitais, seja nos consoles ou no Steam, que não podem ser trocados, vendidos, doados etc. Mas eles se esquecem de algumas coisas ao fazer essa comparação:

      1. Jogos digitais não podem ser trocados/revendidos/doados não por limitações do formato, e sim porque são uma “área cinza” onde a lei ainda não chegou. Mas já existe precedente na corte europeia de que software continua sendo um produto, mesmo sem suporte físico, e portanto está sujeito ao dispositivo legal da Primeira Venda.

      2. Mesmo no estado atual de coisas, o software digital é em grande parte uma escolha. Quem compra o faz *sabendo* que está abrindo mão da possibilidade de revender, trocar ou emprestar (se bem que “emprestar” no Steam é fácil se você confiar no seu amigo: basta entrar com sua conta no PC dele, instalar o jogo e botar o Steam no modo offline que ele tem 30 dias para jogar). Se não quiser, não compre.

      3. No caso do Xbox One (e possivelmente do PS4), deixa de ser uma escolha porque as mesmas restrições são aplicadas também ao software em disco. E aí o terreno fica pantanoso. Quem compra em disco, mesmo que não tenha intenção de revender ou trocar o jogo, o faz para ter a mídia física e poder fazer o que quiser com ela se for o caso. Você não pode tratá-la como se esses direitos não estivessem implícitos e esperar que o consumidor ache bonito – e a MS que se prepare, porque isso até o pai de família que foi na loja só comprar um videogame para o filho entende, e quando descobrir todas essas restrições vai reclamar.

      E pelo visto a única saída para a gente é se fechar no PC e no… Wii U. Seria engraçado se no começo de 2014 os dados do NPD americano mostrassem que o Wii U teve um salto de vendas e/ou até ultrapassou os concorrentes… Mas duvido muito. Os americanos mais slacker vão todos comprar o Xbox One para comer Doritos, assistir futebol (americano) e jogar Halo ou Gears.

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