Melhores de 2013 – DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360)

2013
Best of

Este artigo faz parte da série Melhores de 2013, com os games lançados este ano que este humilde (cof) blog considera que devem ser jogados já. Não vou escolher quem é melhor em categoria A, B ou C… Até porque ainda tem muito jogo para sair. Entenda melhor essa lógica no artigo… Ah, espera um pouco. O ano mal começou ainda. Não tem artigo de explicação nenhum. E nem precisa. 

DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360)
Disponível para PC, PS3 e Xbox 360. Data de lançamento: 15/01. Preço atual: R$ 85 (PC/Steam)

Finalmente saiu o polêmico reboot de Devil May Cry pela Ninja Theory (Heavenly SwordEnslaved). Se você anda acompanhando a reação dos críticos e dos fanboys, já sabe que o jogo foi muito bem recebido (em torno de 85 no Metacritic), mas os fãs inconformados ainda o detestam, agora por outros motivos que não a mudança visual. Eles alegam que o jogo está mais fácil, a história está mais tosca e tem palavrões gratuitos, e que a desenvolvedora se preocupou mais com o visual do que com o combate. E de certa forma, eles estão certos. O que não conseguem enxergar do alto – ou melhor dizendo, das profundezas – de seu fanatismo é que nada disso acontece em detrimento da experiência geral de DmC, tranquilamente o melhor jogo de hack n’ slash que já joguei e, sem dúvida alguma, o jogo com a direção de arte mais insana e criativa já feito. O que falta a eles é olhar além de seu mundinho fanático e entender o porquê do jogo parecer mais fácil, tosco e gratuito.

Uma coisa que esse pessoal nunca vai admitir é que parte da dificuldade dos Devil May Cry antigos (especialmente o primeiro) se deve a um sistema de controle “duro”, de uma época em que um golpe podia exigir puxar a alavanca “para o lado contrário em que o personagem está virado”, apertar um botão, segurar um gatilho, plantar bananeira e soltar um peido, tudo ao mesmo tempo. É um pessoal que faz pouco caso de God of War e se recusa a reconhecer que a série tornou o sistema de controle de um jogo hack n’ slash algo bem mais intuitivo, que permite passar de um golpe a outro com mais suavidade (se o jogo também permite que vários inimigos sejam despachados com o mesmo golpe básico é outro problema, que tem a ver com o design do jogo em si e não com o sistema de controle).

DmC é, sem exagero, o próximo passo nessa evolução de fluidez em hack n’ slash. Mantendo o layout básico dos quatro botões (tiro, golpe, agarrão, pulo), modificando-os com os gatilhos (esquerdo para armas angelicais, direito para demoníacas) e permitindo a troca de armas com os botões direcionais (intuitivamente, esquerda para armas angelicais, direita para demoníacas e cima para armas de fogo), DmC permite um sem-número de combinações de golpes (vários deles resgatados dos jogos anteriores), a troca ultra-rápida de uma arma para outra sem quebrar o combo, e movimentos extravagantes que podem manter Dante no ar por vários segundos enquanto puxa e estraçalha inimigos desavisados. É um combate simples de se controlar mas que exige um bom senso de tempo e posicionamento para se dominar, e que brilha também pela diversidade de inimigos. No começo, você até pode dar de ombros para estilo e sair detonando inimigos frágeis apenas com os golpes básicos, mas à medida que o jogo avança, você terá que dominar as nuances do sistema e da troca rápida de armas para conseguir sobreviver a uma onda de três a cinco tipos diferentes de adversários, alguns imunes a determinadas armas e abordagens.


Pontos altos

Puzzles - Melhores de 2012‡ Combate   ‡ Criatividade   ‡ Design de Fases    Dificuldade (Curva, Variação)
 Direção de Arte   ‡ Excelência Técnica   
‡ Narrativa (Tosquice)   ‡ Ritmo
‡ Sistema de Controle   ‡ Variedade


Outra coisa que os fanáticos não entendem é que, se eles já jogaram quatro jogos da série Devil May Cry na dificuldade máxima-insana e hoje tiram de letra, é impossível fazer um jogo novo que dê desafio a eles sem virar tudo de cabeça para baixo (e aí é que não faz sentido mesmo manter o nome da série) e/ou sem alienar 90% do público potencial. Ainda assim, a Ninja Theory incluiu dificuldades maiores que fazem mais do que apenas aumentar a saúde dos inimigos. Já na dificuldade Son of Sparda, a primeira acima da Nephilim (equivalente ao Hard), as ondas de inimigos são diferentes em cada missão. Em Dante Must Die as ondas “remixadas” têm inimigos mais fortes, e depois vêm as duas “belezinhas”: as dificuldades Heaven or HellHell or Hell. Na primeira, as ondas “remixadas” estão lá e todos os inimigos morrem com um golpe… E Dante também. Na segunda, os inimigos voltam ao “normal” (isto é, ao que são em Dante Must Die, não na dificuldade Normal), mas Dante ainda morre com um golpe só. Me recuso a acreditar que mais do que um punhado de fãs doentes da série consigam realmente passear por essas dificuldades extras sem grandes problemas (e aos caçadores de troféus/conquistas, saibam que vocês vão ter que terminar o jogo em todas elas para conseguir platina/100%). Ou seja, não dê ouvidos às bravatas dos haters; eles provavelmente nem sequer terminaram o jogo uma vez e estão falando merda sobre as dificuldades posteriores. Para quem não é viciado na série, mesmo o modo Devil Hunter (Normal) exige algum cuidado, embora você realmente não vá morrer muito nele se prestar atenção.

Além de ser uma bobagem reclamar de um jogo com uma amplitude de modos de dificuldade tão grande, também é um absurdo ignorar todo o resto que a Ninja Theory fez muito certo por conta de algo tão relativo quanto nível de desafio. DmC não tem apenas inimigos variados e interessantes, mas também um design de fases bastante inteligente. Há itens e portas para missões secretas muito bem escondidas, frequentemente brincando com o senso lógico do jogador (exemplo: há uma chave que pode ser vista em uma câmara muito acima, mas para chegar lá você precisa na verdade prestar atenção abaixo e dar um salto de fé). O jogo foi estruturado para você rejogar as missões, já que algumas áreas secretas exigem golpes e habilidades que você pode ainda não ter desbloqueado no sistema de upgrades. E surpreendentemente, o jogo aprimorou, e muito, as poucas seções de plataforma existentes nos jogos anteriores. Com o uso de um gancho, Dante pode alcançar lugares aparentemente inacessíveis, e alguns trechos exigem bastante coordenação entre o uso do gancho para puxar uma plataforma para o local certo, do pulo duplo para ganhar altura, do dash aéreo para saltar mais longe e outros truquezinhos.

Tela de DmC - Devil May Cry (PC/PS3/X360)
Obedeça… plantando bananeira?

Mas nada disso seria possível se DmC não se escorasse em dois fatores notáveis: a narrativa e a direção de arte. Não que a história seja profunda ou séria, como nos outros jogos da Ninja Theory… Na verdade, ela parece um roteiro de Hellblazer escrito pelo autor da campanha do último Mortal Kombat – ou seja, é uma maçaroca de clichês de guerra de anjos contra demônios, referências baratas ao Anonymous e bordões anticapitalistas batidos, sem nada do terreno moral cinzento dos autores das histórias de John Constantine. O negócio é que a trama é contada tão na cara dura, sem medo de apresentar um mundo em que as pessoas são controladas por um refrigerante chamado Virilidade, que consegue cativar em um nível Sessão da Tarde – só que com palavrões e muito mais ação e gore. Além disso, o conceito de uma dimensão paralela demoníaca, chamada Limbo, permitiu aos artistas e designers da Ninja Theory pirarem como nunca se viu em outro jogo antes.

Duvida? Jogue a demo (ou assista-a no YouTube), multiplique o que você viu por cinco, e tenha em mente que aquilo é a visão lisérgica de apenas uma das áreas do jogo. Em DmC, você também vai encarar a “versão Limbo” de um parque de diversões, uma fábrica de refrigerante, uma torre de transmissão de TV, trilhos do metrô, a base secreta da resistência, uma boate moderna para ricaços, rodovias e o arranha-céu do principal vilão. E acredite, você não está preparado para ver como cada um desses lugares é distorcido em Limbo. Pode pensar o quanto quiser, mas eu aposto toda a minha coleção de jogos que pelo menos algumas dessas fases irão fazer seu queixo cair de espanto e admiração. E melhor: todo esse apuro visual roda perfeitamente e sem engasgos (especialmente no PC, em que o jogo não é travado em 30 frames por segundo e exige muito pouco da máquina), e se traduz em diversidade de jogabilidade, também. Quando você se acostumar com a ideia de que agir em Limbo aparentemente não afeta o mundo físico, o jogo vai puxar seu tapete e usar isso contra você. Para evitar spoilers, não posso explicar como, mas confie em mim: a relação entre o mundo real e a dimensão demoníaca é explorada em certos momentos, tanto em termos de jogabilidade quanto de narrativa.

Sinceramente, não consigo achar nenhum defeito digno de nota em DmC. Certamente não gostaria de ver mais desafio com o sacrifício do excelente sistema de controle, ou chegar a 60 frames por segundo em console com perda da criatividade visual e de design de fases, como os fãs mais doentes pediram. Talvez a Ninja Theory devesse ter liberado os modos Dante Must DieSon of Sparda logo de cara, para não obrigar os tarados dos jogos anteriores a encarar por inteiro um modo Hard que para meia-dúzia deles pode parecer Very Easy. E talvez eles pudessem ter arriscado uma história realmente mais séria, mas sinceramente, acho que correriam o risco de torná-la desinteressante – ou pior, vazia, como no caso do primeiro jogo da série. E tudo isso é mesquinharia, é como dizer que a câmera arruinou Ocarina of Time ou que os chefes bizarros “matam” os temas sérios e pesados de que Metal Gear Solid trata. É de um reducionismo atroz para com o jogo que, se tivesse sido lançado em 2012, seria tranquilamente um dos meus três candidatos principais a Jogo do Ano, ao lado de The Walking DeadMark of the Ninja. Especialmente no que diz respeito à parte “Jogo” – DmC é puro entretenimento, desafio, variedade e piração, tudo na enésima potência, feito para você começar e não largar mais por horas e horas (tanto que o terminei em duas sessões de 6 horas cada e outra de 3 horas). Vou me espantar muito se ele não ganhar alguns prêmios no final de 2013 – nem que seja de Direção de Arte, Jogo de Ação e Design – e não consigo imaginar como alguém conseguirá fazer um game de hack n’ slash mais inventivo que esse nos próximos cinco anos, pelo menos. Platinum Games, a bola tá na tua área agora…

20 comentários sobre “Melhores de 2013 – DmC: Devil May Cry (PC/PS3/X360)

  1. Hehe, legal. Ainda não joguei mas vi outras pessoas jogando e gostei mto, pegou bem o espírito do antigo e ainda adicionou coisas novas e tal só achei meio esquisito a personalidade do Dante, mas deve fazer sentido no contexto [eu acho]. Gostei tb do seu texto pq é o único [q eu vi] q defendeu o jogo [pra variar], por aí só vejo o povo falando mal…
    E… melhores de 2013? acabou os de 2012? Puxa…😦 Queria q tu falasse de AC3. jogo q gostei mas não tenho nem argumentos contra o pessoal q odiou, queria ver sua opinião, ainda + q tu é fã. [ou tu não gostou tb? (!!!) :P]

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    1. e ainda adicionou coisas novas e tal só achei meio esquisito a personalidade do Dante, mas deve fazer sentido no contexto

      Pode ter certeza que sim. Ele é fanfarrão quando tem que ser e sério quando a coisa REALMENTE aperta. Na boa, o personagem faz muito mais sentido agora do que antes (até pelo contexto de não estar em um mundo meio fantasioso como o de antes do reboot).

      Gostei tb do seu texto pq é o único [q eu vi] q defendeu o jogo [pra variar], por aí só vejo o povo falando mal…

      Hein? COMO ASSIM? Além de TODAS as resenhas de grandes veículos gringos terem sido favoráveis, com nota 8 pra cima, boa parte das resenhas EM PORTUGUÊS também foram na mesma toada. Olhe a do Arena IG, por exemplo, ou o UOL (uma 4/5, outra 8/10).

      Na boa, não é a primeira vez que vejo tu dizendo isso, e tu precisa URGENTE mudar de fontes. O que tu tá levando em consideração, comentário de vídeo de YouTube? Pior, CANAL de YouTube?😄 Com raras exceções, esse pessoal e nada é a mesma coisa. Ou nem isso, porque o nada não fede.

      E… melhores de 2013? acabou os de 2012? Puxa… Queria q tu falasse de AC3

      Calma que não acabou, não. Só quis aproveitar que terminei DmC, adorei, e enfiei a resenha dele no meio de brincadeira. Ainda tem pelo menos mais DEZ jogos para cobrir e um deles, CLARO, é Assassin’s Creed III. A grande dúvida é se o OUTRO Assassin’s Creed III, o Liberation (Vita), não vai entrar de gaiato😄

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      1. O main motivo é pq eu não costumo ler mtos sites sabe, fico aki, no kotaku [é meio ruim mas é melhor q o nintendo blast :p] e o Adrenaline [q conheci a pouco tempo]. Mas fazendo a pesquisa encontrei mais haters doq gente q gostou, só isso. Mas vou ficar mais atento a partir de agora.

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        1. Dois sites que só atraem haters, inclusive alguns no editorial. E, como merda chama mais atenção que perfume, não é pra menos. Ignore boa parte dos comentários de uma linha só, é só “preibói” falando qualquer merda pra fazer bagunça, nem vale a pena. Prefira olhar sites mais críticos, do nível de escrita do Fábio ou mais, pelo menos é gente gabaritada pra dizer o *porque* de algos er ruim e não ter gostado (o que não significa muita coisa, vide o escândalo de Mass Effect deu, mas fazer o que ¬¬)

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    1. Só tome cuidado para não esquecer que é um reboot. Nem tudo foi feito para agradar o fã dos jogos antigos – pelo contrário, é uma revitalizada para atrair gente nova. Eles até dão uma zoada no cabelo branco do Dante original logo nos 5 primeiros minutos, apenas para depois deixar o cabelo dele branco de novo no final do jogo. Tem que saber rir de si mesmo, e às vezes do próprio sentimento de fã, para poder apreciar DmC.

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  2. Cara eu fui um dos que falou mal do game antes de estrear e agora me arrependo profundamente, o jogo tem uma jogabilidade muito divertida, alem de uma ambientação muito estilosa. Ainda gosto prà caramba do antigo DMC mais esse merece estar na minha colecção. Eu também nunca mais vou criticar nada antes de estrear prà não quebrar a cara como agora.

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  3. Parabéns, análise digna de nota; a última lembrança que tenho de uma análise bem feita foi na revista edge brasileira,evocou os textos de outrora, a única revista que compro é a playstation ( da editora europa) mas estou achando as resenhas muito rasas e sem referências, ( por exemplo comprei a revista ps171 e nao gostei da analise em prosa e intimista e sem embasamentos do jogo ” metal gear rising: revengeance); Primeira vez, que me deparo com seu bog e pretendo acompanhá-lo);Comprei o jgo do dmc e vou começar a jogá-lo neste fim de semana, com uma nova perspectiva apresentada por vc… Gostaria de le reviews do novo jogo do ” god of war” e principalmente do bioshock infinite, que sou admirador da série, e uma comparação entre ambos, porq estou com muita vontade de comprar o 1°, mas o coração está pedindo para guardar o dinheiro e comprar o segundo, enfim, infinite está ganhando e gostaria de uma opinião sua. Ahh.. poderia me indicar fontes para lê analises de jogos como a sua e outra coisa, fiquei sabendo que matérias da “edge estao nao revista egw, estão pelo menos nos conteúdos das análise? adorava as materias da edge brasileira, esmiuçando os bastidores, a produçao dos jogos nos previews e reviews.

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    1. Fala Augustus,

      Desculpe ter demorado para responder. Às vezes fico meio sem reação quando o pessoal elogia, mas pode ter CERTEZA de que fico feliz – especialmente pela comparação à EDGE. Nesse blog mesmo eu lamentei, e muito, o fim da versão nacional.

      Pode deixar que uma hora eu falo de God of War: Ascension. Acabei pegando o jogo na pré-venda por impulso, de última hora (literalmente na véspera, a loja até já tinha recebido o jogo mas cumpriu o combinado com a Sony e só me deu no dia seguinte), e não me arrependi até agora. Até o multijogador, de que não esperava nada, me prendeu por algumas horas, mais até do que o single player! Mas isso é assunto para depois. Com certeza o jogo tem um pouco de mais do mesmo, como toda sequência após tanto tempo, mas o que colocaram de inédito até agora tá funcionando muito bem. O único defeito que vi foi que o jogo parece menos polido, com a câmera às vezes deixando o Kratos meio fora de visão e um ou outro glitch, coisa que NUNCA aconteceu antes na série. Mas também, o jogo conseguiu ficar ainda MAIS bonito do que o anterior. Meu PS3 parece que vai sair voando quando boto Ascension pra rodar😄

      Sobre Bioshock, isso é algo sobre o qual tenho que escrever outro dia, que já me cobraram no Twitter e aqui: sempre que volto à série eu gosto *menos* dela, a ponto de não conseguir me empolgar para terminar o 2 mesmo sendo uma crítica ao socialismo (algo raro em jogos, e que eu endosso fervorosamente, já que considero o socialismo o grande mal da humanidade desde que Marx infelizmente nasceu).

      Não fiz pre-order de Bioshock: Infinite porque SEI que as resenhas serão boas por preguiça dos críticos e por amor ao nome, e porque quero antes ler nas entrelinhas delas para ver se os críticos realmente gostaram dele COMO JOGO e não por serem analfabetos políticos que acham que um pôster simulando xenofobia torna uma narrativa “profunda”.

      O primeiro Bioshock foi de uma ingenuidade atroz no seu suposto retrato do Objetivismo/libertarianismo, e como *jogo* tem problemas que jamais seriam perdoados se o jogo não fosse uma crítica à Ayn Rand (que os jornalistas esquerdistas liberais adoram odiar), como pouca variedade de inimigos, duração artificialmente esticada (dava para ter 3-4 horas a menos tranquilo sem sacrificar nada de importante), e um chefe final tão bobo que até o designer se arrependeu e confessou que pôs por pura convenção. Para mim o jogo só se mantém como um dos mais importantes da geração por causa do comentário meta que fez da condição do jogador, de como muitas vezes em jogos fazemos coisas só porque o jogo conduziu a gente a fazê-la, sem questionar (“would you kindly?…”).

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      1. Obrigado colega pelos esclarecimentos, como sempre feitos com muita perspicácia;
        Só mais uma “coisinha” vc leu alguma revista EGW brasileira? e assuntou o conteúdo referente a revista da edge inglesa, será que vale o investimento? dentro da revista brasileira tem muito material da edge falando sobre o universo gamer? se estiver nos mesmos moldes da antiga edge publicada pela editora europa, vou comprar. Então?? ja folheou a egw e viu se vale a compra em virtude das matérias/ reportagens da edge? Muito obrigado

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        1. Pera, para tudo – a EGW está publicando conteúdo da EDGE? Não sabia. Sério mesmo. Desisti de ler revista nacional depois que a EDGE e a NGamer acabaram. Ainda tive uma assinatura da D&T Playstation por alguns meses depois disso, mas não renovei e só não as joguei fora porque elas têm guias de jogos; as matérias e resenhas em si eram difíceis de engolir (com exceção das do Fábio Santana e ocasionalmente do ex-editor da EDGE, cujo nome me escapa agora).

          A EGW na época era complicadíssima, com literalmente um erro factual a cada quatro páginas no máximo. Note que não estou falando de opinião, e sim de erro *factual*, como chamar Gears of War de “FPS” quando o jogo não é em primeira pessoa, dizer que jogo X é exclusivo de um console quando saiu em outro(s), publicar números de venda muito desatualizados, trocar o nome do desenvolvedor de um jogo, dizer que um jogo tem um modo X quando não tem, e assim por diante. Era um desastre como fonte de informação, e os poucos articulistas com um mínimo de inteligência não compensavam. Ouvi dizer que trocaram o editor da revista ano passado ou algo assim, mas não conferi para ver se melhorou. Depois que me acostumei a acompanhar os sites gringos e separar quais se encaixam no que procuro, não tem mais sentido ler uma EGW.

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  4. Cara eu to acompanhando agora RE: GAMES é considero um se não o melhor blog de análises de games atualmente. Tá vendo Luiz Henrique banca o fanboy agora quebrou a cara com seus preconceitos, eu também sou um grande fã do antigo Devil May Cry mas não deixei meu fanatismo me cegar. Nunca entendi alguns criticarem o visual desse novo Dante agora que tá mais punk e foda do que nunca.

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    1. Valeu pelos elogios, assim fico sem graça😀
      Queria poder escrever mais, e estou tentando me programar para terminar essa lista até o fim do mês e mandar ver em outros artigos (por exemplo, eu TENHO que escrever algo sobre esse lançamento tortuoso de SimCity e demolir os argumentos dos fanboys de que conexão online constante é “normal” para esse tipo de jogo), mas tá difícil.
      Isso fora a quantidade de jogo de 2013 para comentar… Metal Gear Rising, Tomb Raider, Crysis 3, God of War: Ascension, Ni No Kuni estão todos aqui em casa, estou curtindo todos (nos dois últimos, o pouco que joguei), e PRINCIPALMENTE Bit.Trip Presents… Runner 2: Future Legend of Rhythm Alien, que não esperava vir TÃO bom.

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  5. Eu gosto muito da série original do DMC, acompanhei desde o primeiro, e nunca me esqueço da minha reação ao abrir a caixa original do DMC 2 e ter 2 cd’s. Mais tarde o DMC 3 era o melhor, queria zerar em todos os modos, e zerei. Me lembro também que, estava jogando Nintendo Wii em uma loja credenciada de games que também comercializava revistas, chegou o lote de revistas, e quando colocaram na estante eu li, Nero continua a saga de Dante, peguei para ler e fiquei fascinado com a continuação de Nero, e mais ainda ao saber que ele e Dante se encontravam para uma batalha épica. Gostei bastante desse novo DMC, só fiquei um pouco incomodado com o estilo novo do Dante, mas da uma ideia de que ele é mais ágil, mais violento, e sem piedade, o que era uma característica de Dante, só que agora com uma dose bem maior.
    É sempre bom inovar, desde que a inovação não mude completamente o estilo.

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