Melhores de 2012 – Persona 4 Arena (PS3/X360)

2012
Best of

Este artigo faz parte da série Melhores de 2012, com os games lançados este ano que este humilde (cof) blog considera que devem ser jogados por quem puder. Não vou escolher quem é melhor em categoria A, B ou C, e sim apenas X jogos de destaque, em ordem cronológica, com seus pontos fortes listados. Entenda melhor essa lógica no artigo Melhores de 2012: Experimentando um novo modelo.

Persona 4 Arena (PS3/X360)
Disponível para PS3 e Xbox 360. Data de lançamento: 07/08. Preço atual: cerca de R$ 135 (PS3)

Aqueles entre vocês que sabem da minha… dificuldade pessoal com jogos de luta devem estar pensando agora que este jogo está aqui apenas por ser um Persona. E em parte, isso é verdade. Mas se quiserem uma demonstração de que não estou sozinho, confiram as premiações de melhor jogo de luta de 2012 no VGA, na IGNno Destructoid, no GameTrailers e no GamesRadar, em que Persona 4 Arena derrotou pesos-pesados, e reparem que o jogo foi pelo menos indicado nesta categoria em absolutamente todas as premiações por aí (pelo menos as que tive a chance de consultar). Mesmo para um leigo como eu, é fácil entender o porquê: trata-se de um jogo extremamente equilibrado em tudo que se propôs a fazer.

“Equilíbrio” em jogos de luta remete à ideia de que todos os personagens devem estar no mesmo nível, mas no caso de Persona 4 Arena, isso é só uma forma de equilíbrio. A parceria entre a Arc System Works (Guilty GearBlazBlue) e a Atlus rendeu um jogo que consegue evitar a esquizofrenia de muitos spin-offs e agradar tanto os fãs da série de RPGs quanto os veteranos de pancadaria 1 contra 1. Se você gosta da série Persona e nunca foi bom em jogos de luta (como eu), o tutorial e algumas mecânicas acessíveis, como um auto-combo ao pressionar o mesmo botão repetidamente, facilitarão sua vida. Mas se você nunca viu Persona mais gordo e quer apenas um bom jogo de luta, vai perceber que essas facilidades para novatos são limitadas, exigindo ainda algum senso de estratégia, e que o conceito de “personas” possibilitou uma abordagem bem peculiar para o que normalmente seria jogo em tag team (dois personagens controlados ao mesmo tempo). Isso sem contar outras mecânicas do RPG que foram magistralmente transplantadas e dão uma cara única a Persona 4 Arena, como golpes All-Out Attack, efeitos de status e barra de burst.


Puzzles - Melhores de 2012Pontos altos

‡ Acessibilidade   ‡ Conteúdo (Quantidade)   ‡ Direção de Arte   ‡ Mecânicas
‡ Narrativa   ‡ Trilha Sonora


O modo História talvez mostre texto demais para o fã inveterado de porrada – a ponto de termos, em alguns momentos, 1 hora de jogo com apenas 1 luta e o resto ocupado por diálogo! Porém, quem jogou Persona 4 vai cair matando nesse modo, já que ele se passa após os eventos do jogo original e oferece uma desculpa mais do que decente para que grandes amigos estejam se estapeando. Ainda por cima, há mais de um final, e é necessário terminar o modo com vários personagens para chegar ao “final verdadeiro”. Mas quem não quiser nada disso pode pular direto pro modo Arcade, pro Versus ou para as lutas online, salvar e assistir vídeos de suas partidas e tudo mais que se espera de um jogo de luta moderno. As opções de personalização são abundantes, assim como a quantidade de golpes e variações; há muito a se explorar em Persona 4 Arena. A única real limitação de conteúdo talvez seja inevitável, considerando sua origem: poucos personagens (13) em comparação com outros jogos do mesmo gênero. 

O jogo faz um belíssimo uso de 2D e de traços de desenho em conformidade total com a estética dos jogos da série Persona. Já a trilha sonora inclui arranjos novos para músicas clássicas de Persona 3Persona 4, além de faixas inéditas – nem precisava, mas são muito bem-vindas. Em geral, a apresentação segue a mesma regra de todo o resto, isto é, a do equilíbrio: nada de planos de fundo animados em 3D com potencial para distrair demais o jogador, como em Super Street Fighter IV, muito menos efeitos especiais que induzam epilepsia por excesso de informação visual, como em Ultimate Marvel vs. Capcom 3. O resultado é um jogo não apenas abrangente em termos de público-alvo, como também bem-resolvido em tudo o que faz – e se a série Persona sempre foi sobre aceitar suas próprias idiossincrasias como parte integral de sua personalidade, Persona 4 Arena consegue aplicar esse conceito de forma até metalinguística. Quem diria que um dia eu escreveria algo assim sobre um jogo de luta?

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