Melhores de 2012 – Mass Effect 3 (PC/PS3/WiiU/X360)

2012
Best of

Este artigo faz parte da série Melhores de 2012, com os games lançados este ano que este humilde (cof) blog considera que devem ser jogados por quem puder. Não vou escolher quem é melhor em categoria A, B ou C, e sim apenas X jogos de destaque, em ordem cronológica, com seus pontos fortes listados. Entenda melhor essa lógica no artigo Melhores de 2012: Experimentando um novo modelo.

Capa de Mass Effect 3 (PC/PS3/X360)
Disponível para PC, PS3, Wii U e Xbox 360. Data de lançamento: 06/03. Preço atual: R$ 60 (PC/Origin)

Imagine que você acaba de ganhar em um concurso nada menos do que uma Ferrari, com todos os acessórios a que tem direito. Novinha, pintura brilhando, entregue na sua casa por uma gostosa ou um saradão (de acordo com sua preferência). Você sabe que o carro vai beber gasolina/álcool como nenhum outro, mas não está nem aí. E vem aquele seu tio mala ou amigo invejoso e diz que não adianta nada o carro ser fodão se a aparelhagem de som não tem a mesma potência do som do Chevette dele, que o sujeito larga na esquina com funk carioca “proibidão” no máximo enquanto faz o churrasquinho de carne de 2ª no quintal. Pois é: no fundo, esses são os que afirmaram que o final de Mass Effect 3 “estragou” o jogo – em particular os que acreditam que o único final digno para uma série como essa seria algo que explicasse tintim por tintim como cada “núcleo” acaba, como se fosse final de novela da Globo.

Se você se sentiu ofendido com isso, sinto muito, problema seu. O final até poderia ser melhor, admito, mas é apropriado ao abordar de peito aberto uma das principais questões de toda a série: o que pode acontecer quando se cria vida artificial, e o que fazer quando ela foge do controle. E final à parte, toda a jornada até lá acontece um nível acima do que foi feito antes na série, em qualquer sentido que se veja. A estrutura da narrativa, por exemplo, não apresenta o mesmo problema do segundo jogo da série, em que o universo inteiro parava para que Shepard pudesse brincar de Superamigos – uma lógica ótima para um RPG que se esmera tanto em detalhar relacionamentos interpessoais, mas ainda assim um artifício simplório, típico de jogo. Mass Effect 3 não teve medo de relegar alguns personagens a segundo plano, caso necessário, para se concentrar no imediato, na urgência de conter os Reapers, e mesmo assim conseguiu deixar suas missões e sub-missões com abordagens tão variadas quanto antes. É uma aula de ritmo, de narrativa e do uso elegante de truques para manter presa a atenção do jogador.


Puzzles - Melhores de 2012Pontos altos

‡ Atmosfera   ‡ Co-Op   ‡ Cutscenes   ‡ Jogabilidade   ‡ Narrativa   ‡ Ritmo
‡ Suporte Pós-lançamento   ‡ Variedade


Não à toa, mesmo os maiores detratores admitiram que Mass Effect 3 teve as decisões narrativas mais difíceis de se tomar em uma série já conhecida por criar tais situações, desde sua estreia. Quem se esquecerá dos acontecimentos nos planetas dos Krogan e dos Quarian? Ou da viagem pela “consciência coletiva” dos Geth? Amarrados a algumas das melhores cutscenes já dirigidas em jogos eletrônicos, esses momentos críticos permanecerão por muito tempo ainda como o padrão narrativo a ser igualado por jogos posteriores. E o melhor de tudo isso é que, agora, a jogabilidade de tiro em 3ª pessoa da série finalmente atingiu um nível de fluidez comparável ao dos melhores jogos do gênero, ainda que mais simplificado: Shepard é mais ágil, pode rolar e saltar obstáculos em um movimento só, e a variedade e inteligência artificial dos inimigos garante um desafio bom já no nível Normal.

Melhor ainda: o momento crítico da narrativa na trilogia – uma guerra galáctica agora aberta, de várias raças contra uma – e as melhorias de jogabilidade permitiram que a BioWare conseguisse preparar algo até então impensável para a série: um bom modo co-op online. Não na campanha principal, que continua focada no seu herói Shepard, mas algo à parte que se entrelaça a ela (mecanicamente inclusive), com soldados resistindo à invasão dos Reapers e seus lacaios em diversas frentes. E como se não bastasse, o suporte a esse modo foi contínuo durante todo o ano, com quatro DLCs gratuitos que adicionaram armas, mapas (inclusive no Rio de Janeiro!), raças e itens novos, e até mesmo um novo nível de dificuldade. E aí, voltando à analogia do início do texto, imagine abrir o porta-malas da tal Ferrari e descobrir que ela veio com barras de ouro dentro. Assim foi Mass Effect 3 – exceto pro tio mala e pro amigo invejoso…

2 comentários sobre “Melhores de 2012 – Mass Effect 3 (PC/PS3/WiiU/X360)

  1. Por muito tempo eu não tive um PC decente pra rodar jogos e meu único console na vida foi o SNES, então minha jogatina em títulos desde a época dos SNES até hoje foram poucas, então meu primeiro envolvimento com a série Mass Effect foi com esse jogo, quando percebi a grandeza da história fui jogar desde o primeiro, quando finalmente fui jogar o 3 com o personagem que eu tinha evoluído desde o primeiro jogo, o hype do “Final do Mass Effect 3” já estava consolidado e fiquei muito desanimado a joga-lo. Mas em compensação o DLC que “ajeitava” o final já estava diponível.

    Pois bem, contada essa história vou opinar em alguns pontos muito criticados do jogo [SPOILER ALERT]:
    1 – A foto da Tali: Criticaram que a foto que revela o tão esperado rosto da Tali foi tirada de um banco de imagens. Sério que se incomodaram com isso? Todos personagens da série tiveram seu rosto baseado em alguém, teria diferença se eles tivessem feito em CG baseado em rosto que existia?
    2 – Poucas escolhas nos diálogos: Na minha opinião manteve o mesmo esquema de todos os outros jogos. Já é viagem do pessoal.
    3 – Ser renegado faz ações muito maléficas: Sinceramente no Mass Effect 2 as ações de Renegado eram muito mais maldosas. Se você fosse um renegado vc era um escroto total
    4 – Romance mal feitos: Criticaram que você começava um romance do nada e não poderia terminar pra tentar romance com outro. Na minha opinião tem algumas falhas, mas no Mass Effect 2 era muito mais escroto, vc podia terminar com uma, depois tentar com outra, uma suruba só.
    5 – Laser do Harbinger no final: Reclamaram que Shepard era imortal pra ter sobrevivido ao Laser do Harbinger, SÉRIO MEMSMO???? No começo do 2 ele entra EM ÓRIBITA e ressuscitam ele e ninguém ficou reclamando disso.
    6 – Catalyst: Reclamaram que o inimigo final acabou sendo um personagem novo. Não, os inimigos sempre foram os reapers ele era apenas uma representação da consciência de todos os reapers.
    7 – Pau mandado do Catalyst: Reclamaram que ele cai muito fácil na conversa da criança pra usar o Crucible. SÉRIO DE NOVO??? Você passa o JOGO INTEIRO pra usar a porra do Crucible e no final você não usaria??? No DLC te deram a opção de não aceitar a conversa e não usar o crucible, vai lá, tenta lá! rs
    8 – Meme Marauder Shield: Zoaram que o chefe final é um Marauder, lógico que não. O “chefe” final é o Kai Leng que tem um final vingativo ÉPICO. O resto é a conclusão da história. O último capítulo é guerra, o chefe final são TODOS os reapers.

    Agora os pontos que geraram a revolta maior:
    1 – Erros de continuidade: Os squadmates que estão com vc no final que supostamente morreram no laser do Harbinger, simplesmente aparecem vivos no final. Entre outros erros que não lembro no momento. Realmente foi uma mancada, mas foi corrigido no DLC.
    2 – 3 finais: Foram diversas reclamações que só tinha 3 finais que você era obrigado a escolher e todos eram essencialmente iguais. Em TODOS os mass effects você faz uma escolha final, no 1 e no 2 se limitavam a escolha entre duas coisas. (Mass effect 1: Salvar ou não o Council) (Mass effect 2: Salvar ou não a base dos Collectors).
    3 – Também reclamaram que diversas escolhas tinham uma consequência imediata, mas no final você não viu o que sua escolha gerou. Muitas das escolhas simplesmente eu esqueço e quero apenas uma consequência imediata mesmo. De qualquer jeito colocaram essas coisas no final do DLC.

    Finalizando minhas impressões:
    O jogo é muito bom, eu simplesmente mergulhei na história. Engoli o choro diversas vezes inclusive no final. Eu joguei várias vezes e fiz várias escolhas diferentes e todas as partes emocionantes engolia o choro novamente. O gameplay está muito superior ao segundo, as side missions te dão prazer em fazer, diria que são essenciais, diferente das side missions do 1 e 2. A história é excepcional e tem um final digno à série. Mesmo com todas as pedradas que o jogo levou dificilmente alguém consegue dar uma nota baixa pro game. Eu acho que toda essa celeuma era porque queriam um final feliz. Mas nem sempre temos um final feliz, nesse caso foi só um final ÉPICO da LENDA Shepard.

    Curtir

    1. Só estou comentando para deixar registrado que li cada linha do seu comentário (não que *deixe* de ler os outros, que fique bem claro) e não tenho absolutamente nada a acrescentar a não ser isso:

      *clap* *clap* *clap*

      Curtir

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s