Melhores de 2012 – The Darkness II (PC/PS3/X360)

2012
Best of

Este artigo faz parte da série Melhores de 2012, com os games lançados este ano que este humilde (cof) blog considera que devem ser jogados por quem puder. Não vou escolher quem é melhor em categoria A, B ou C, e sim apenas X jogos de destaque, em ordem cronológica, com seus pontos fortes listados. Entenda melhor essa lógica no artigo Melhores de 2012: Experimentando um novo modelo.

Capa de The Darkness II: Limited Edition (PC/PS3/X360)
Disponível para PC, PS3 e Xbox 360. Data de lançamento: 07/02. Preço atual: R$ 45 (PC/Steam)

Às vezes, menos é mais. The Darkness II é mais curto, trocou o multiplayer por um modo co-op mais simples, e é estruturado de forma bem linear, sem as ocasionais áreas um pouco mais livres do jogo antecessor. E com isso, a Digital Extremes conseguiu não apenas se concentrar no que realmente importava em um jogo adaptado de história em quadrinhos, como driblou os principais problemas de The Darkness a tal ponto que, sinceramente, dane-se a maior linearidade e facilidade da sequência. Foram “sacrifícios” mais do que aceitáveis dado o resultado final como um todo – até mesmo em termos técnicos, já que o game roda muito mais liso e sem bugs do que o anterior, e sem exigir um PC poderoso.

O primeiro The Darkness foi inesquecível, mas tinha alguns problemas razoáveis de jogabilidade, especialmente nos controles (função de mira no botão R3 era de lascar, digno de FPS da era PS2/Xbox…). E a primeira coisa que chama a atenção na sequência é justamente como ficou intuitivo usar os tentáculos da entidade que habita o personagem principal usando os botões de ombro (L1/R1 ou LB/RB), enquanto as armas ficam mapeadas nos gatilhos, como em FPSs “normais”. A linearidade da campanha também permitiu a disposição de mais itens no cenário que podem ser usados pelos tentáculos e poderes da escuridão, transformando cada área em um grande parque de diversões macabro: em poucos segundos o jogador pode empalar um mafioso à distância; agarrar e jogar outro na parede; puxar a porta de um carro e usar como escudo; e finalizar a treta com um balaço na cabeça do último inimigo, que estava distraído pelo enxame de insetos que você liberou. Ufa.


Puzzles - Melhores de 2012Pontos altos

‡ Direção de Arte   ‡ Dublagens    Excelência Técnica   ‡ Jogabilidade
‡ Narrativa   ‡ Ritmo


Se fosse só isso, The Darkness II já seria digno de nota como um FPS pouco usual e extremamente divertido – ainda que em um senso meio macabro/humor negro, claro. E à primeira vista, essa diversão pode parecer até um pouco adolescente e vazia, mas o jogo é mais do que isso. O cuidado com o visual cel-shading fez o jogo parecer uma grande história em quadrinhos interativa sem sacrificar o tom sombrio da fonte, e a atuação dos dubladores reforça o resultado (com Mike Patton de volta no papel do Darkness, claro!). Mas nada disso seria possível se a narrativa, com “pontos de respiro” para desenvolvimento de personagens e momentos meio oníricos entre as sequências de ação desenfreada, não fosse digna de nota. Com o retorno do roteirista Paul Jenkins, que trabalhou na série de quadrinhos e recriou a origem de Jackie/The Darkness no jogo anterior, The Darkness II pôde se focar no universo em torno de Jackie e nos temas tão caros a seus criadores, como a guerra entre céu e inferno e a ideia de que ela não possa ser entendida simplesmente como “bem contra o mal”.

Com tudo isso, o jogo nem precisava ter multijogador – até porque em seu antecessor, esse modo passou completamente batido. Mas a Digital Extremes conseguiu criar algo que fazia sentido: um modo co-op para quatro pessoas em que cada um encarna um personagem secundário do universo dos quadrinhos. Com isso, o jogo não apenas oferece mais 2 a 3 horas de diversão com amigos (noves-fora as rejogadas para tentar um resultado melhor), como expande os acontecimentos da história principal, já que o modo co-op corre em paralelo a ela. Somando tudo, ainda não chega a ser um jogo com 15 ou mais horas de conteúdo… Mas quando se tem esse nível de narrativa, jogabilidade, direção de arte, excelência técnica geral e um ritmo que não deixa a peteca da história cair, nem ficar bombástica demais, quem se importa com a duração? Quality wins.

5 comentários sobre “Melhores de 2012 – The Darkness II (PC/PS3/X360)

    1. Esse foi o primeiro do ano em que pensei, “tem potencial pra Game of the Year”. No final das contas muita coisa me surpreendeu, mas pelo menos entre os 10 melhores ele ficaria, com certeza.

      Curtir

      1. Cara, eu peguei ele na Amazon há alguns meses, ativável na Steam, por U$$ 14,00 se não me engano. Mas comecei à joga-lo e o achei bem adolescente, como você mesmo diz, no início, e parei… Darei uma nova chance após terminar Hitman, Assassins Creed 3, Reckoning (Recomendado aqui por você), Prototype 2, Saints Row The Third… Xiiii… É tanta coisa que nem sei, viu… Cara, tu devia voltar a postar com aquela frequência que fazia antes; gosto dos seus posts… Abraço!

        Curtir

        1. Tu chegou a jogar o primeiro The Darkness?

          The Darkness II tenta te situar quanto ao primeiro jogo, mas no começo, o principal fio condutor é mesmo a vingança pelo atentado logo no início. Como isso não tem muita profundidade, quem não jogou o anterior acaba passando pelas primeiras duas fases, mais ou menos, só pelo entretenimento de controlar quatro “braços” e pelas tripas e sangue. Mas nesse período você tem vislumbres de uma personagem importantíssima na história do primeiro e que continua importante no segundo, mas isso só fica claro do meio do jogo pra frente. E sem o contexto do primeiro, até perceber a real importância dela, a coisa demora mais.

          Se não tiver jogado o primeiro, procura um vídeo-resumo no YouTube ou em algum wiki, porque a história dele é bem rica e o segundo prossegue diretamente. No fundo, encontrar o tal sujeito que quer lhe roubar o Darkness não é o mais importante no II. Mas isso só se vê jogando. Quando tu chegar nas fases mais “oníricas” (para não dar spoiler), aí vai ficar claro que a matança desenfreada é até parte do tema – é certo liberar o Darkness para “brincar” daquele jeito, mesmo com mafiosos e criminosos?

          Ah, e na boa, joga ele antes de Reckoning – no mínimo por ser bem mais curto, acho que dá pra terminar em 8-9 horas. Além de Reckoning ser um monstro que pode te comer dezenas e dezenas de horas a la Skyrim, note que a história de Reckoning não foi um ponto alto do artigo dele… E do Darkness II sim.

          Curtir

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s