Melhores de 2012: Experimentando um novo modelo

2012Sim, este blog não morreu: o autor simplesmente não tinha mais tempo livre para trabalhar nele (embora eu confesse que expressar opiniões em formato podcast dá menos trabalho quando não é você que edita a coisa, e isso contribui muito para aumentar a preguiça de escrever…). Não que as coisas estejam muito melhores – pelo menos não pelas próximas duas semanas – mas já dá para começar um projeto que venho maturando há um bom tempo: experimentar uma forma diferente de abordar a escolha dos Melhores do Ano em 2012.

Uma das coisas que percebi após a escolha dos jogos de 2011 foi que soltar um artigo enorme com todas as categorias pode facilitar a consulta, mas dilui o conteúdo. Mesmo ao lê-lo depois de muito tempo, fiquei com a impressão de que citar os 2ºs e 3ºs colocados em cada categoria foi perda de tempo, e que ninguém prestaria atenção neles. Além disso, embora ainda tenha esperança de que meus leitores sejam um pouquinho mais propensos a aturar textos maiores na Internet, aquela montoeira toda de palavras talvez seja um tanto demais, até para os mais dispostos. E qual o sentido de fazer uma lista de melhores jogos que ninguém vai conferir por inteiro? Não sei quanto a vocês, mas eu leio/consulto/assisto listas como essas para descobrir se há jogos em que eu deveria prestar mais atenção. Torná-la hermética demais é jogar contra.

Deslize a jato em Vanquish
Quem precisa de justificativa para sair deslizando desse jeito?

Também andei questionando bastante a validade de escolher os X melhores de qualquer categoria, ou seja, sempre um número fixo. Vejam bem: não faz sentido, por exemplo, gastar espaço em uma resenha criticando a narrativa de um jogo no qual ela não importa muito, como Vanquish. Por que então tenho que escolher exatamente X melhores em cada categoria independentemente da quantidade de jogos que se destacaram naquele aspecto este ano? E se em um determinado ano tivermos mais jogos com multiplayer criativo do que jogos de esporte inovadores? Nessa situação, ao me prender a uma quantidade imutável, acabo perdendo tempo citando/comentando um jogo apenas competente em detrimento de outro incrível, e tudo isso só por que esse último teve mais “concorrência” em uma categoria, por assim dizer.

Isso sem falar na lógica de certas categorias em si. Outra lição aprendida com duas votações dos leitores neste blog, e pela minha própria experiência ao escolher meus favoritos, é que certas categorias induzem ao voto preguiçoso, e de mais de um tipo. Exemplos: votar no jogo mais famoso de uma plataforma que você não tem (e convenhamos, a grande maioria tem só uma ou duas); votar no único jogo daquela categoria que você experimentou; ou votar no jogo que todos estão falando que é o melhor, mesmo sem tê-lo jogado. No começo, isso me levou a contestar a validade de categorias como “Melhor Jogo da Plataforma X”, mas com o tempo e a percepção mencionada no parágrafo anterior, vi que o buraco era mais embaixo: no fundo, as únicas categorias que importam são as que realmente destrincham os jogos. Dane-se se o game é indie ou AAA, se foi distribuído em disco ou por redes digitais, ou se as expectativas quanto a ele eram baixas ou altas: o que importa é suas partes, a soma delas, e a experiência que elas proporcionam como um todo.

E isso tudo informou o modelo que vou adotar esse ano, começando em breve.

Escolhendo quantos jogos do ano quiser

Eve Online Market Chart
Minha tabela do Excel é mais ou menos assim, meio EVE Online. Só que não.

Primeiro, parti de uma tabela de Excel pessoal em que adicionei todos os jogos que iam saindo durante o ano. Excluí dela todos os jogos que não se destacaram bastante em alguma coisa, seja direção de arte, narrativa, gráficos, jogabilidade, multijogador, qualquer coisa. Pode parecer difícil considerar um jogo como medíocre/sem brilho em tudo, mas ainda assim, só esse critério, junto com a exclusão dos games que não tenho como jogar, já reduziu bastante a extensão da lista: de 177 lançamentos (por enquanto) para 51 jogos (no pun intended). Alguns desses ainda irei jogar, e pretendo reduzir mais a lista depois, mas 50 jogos é um bom ponto de partida.

Cada jogo, um artigo (curto)

Em vez de amontoar um bando de jogo em uma única página, vou escrever um artigo curto sobre cada jogo que sobrar no final da “peneira”. Serão 40? 30? 20? Não sei. Assim que tiver a chance de fazer várias outras revisões na lista e jogar os lançamentos recentes/futuros ainda na fila (como Hitman: AbsolutionAssassin’s Creed IIIPlaystation All-Stars Battle Royale, Far Cry 3Hawken, só para citar alguns), a lista vai ter o tamanho que eu achar que ela deve ter. É uma lista dos jogos que mais valeram a pena em 2012, seja por serem excepcionais em uma ou duas ou três categorias, ou pela soma dos fatores ser maior do que o produto, ou por que o jogo é simplesmente criativo o suficiente para merecer sua atenção (claro, de acordo com minha opinião: aceite-a se quiser). Os artigos também serão relativamente curtos, preferencialmente de três a quatro parágrafos, para facilitar/agilizar a publicação e a leitura rápida… Mas isso ainda talvez dependa do próximo fator.

Chega de premiações, apenas menções honrosas

Capa de Max Payne 3 (PC/PS3/X360)
Multijogador: “Vai morrer, seu arrombado!”

Vamos ser sinceros. Faz real diferença debater/discutir se o melhor multijogador do ano é o de Max Payne 3Halo 4, HybridJourney ou sei lá qual? Todos esses jogos se destacam nessa categoria por oferecerem algo criativo ou uma suíte de opções diversa e/ou impecável. Se eles também se destacarem em outros aspectos, não há motivo para deixar de fazer um artigo sobre cada um e colocar um quadro ao lado listando seus pontos fortes. Por exemplo, no artigo sobre Max Payne 3, talvez eu coloque um box lateral citando os aspectos:

  • Direção de Arte
  • Excelência Técnica
  • Multijogador
  • Narrativa
  • Performance dos Atores

Ou qualquer outra que achar apropriado (ainda não tenho uma lista fechada). O que importa é você saber que Max Payne 3 foi um dos jogos de destaque do ano e os porquês disso, tanto na forma de uma lista rápida de referência como essa acima, quanto na de um texto que destrinche melhor esses pontos fortes do jogo. O resto é punhetagem, e só atiça bobagens como fanboyismo e guerra de consoles/plataformas.

Não tenho, não menciono, não engano ninguém

Títulos para PS Vita
Pode até ser que “não tenha jogo” pro Vita, mas sem ter o aparelho nunca irei saber de verdade

Uma impressão errada que listas tradicionais acabam passando, mesmo em portais com staff profissional, é a de que elas foram elaboradas com amplo e total conhecimento de tudo o que saiu, em todas as plataformas. Não se engane: mesmo em um GameSpot, IGN, Game Informer ou outro portal de grande porte, vários jornalistas não chegaram nem perto de jogar games suficientes para votar em certas categorias. E se isso é um problema que eles trabalham o ano inteiro para contornar, imagine o peso desse problema em um blog de um mísero entusiasta que joga apenas para entretenimento/engrandecimento pessoal. Não faz sentido algum para um blog como esse adotar um modelo parecido com os dos grandes portais.

A principal vantagem do modelo sugerido acima é que ele deixa muito claro que só estou destacando os jogos que efetivamente experimentei: se você sentir falta de um game na lista, talvez seja por opinião divergente sim (*cof* *cof* Diablo III *cof *cof*), mas pode ser por que simplesmente não o joguei (avisando de antemão: embora eu gaste uma grana absurda para jogar tudo o que posso nos cinco consoles atuais que tenho, ainda não comprei um Vita, um 3DS ou o recém-lançado Wii U). Sem a distração de escolher o “melhor” jogo no aspecto X ou Y, fica mais claro que a lista contém apenas sugestões de um autor, que você pode acatar ou não. E, com sorte, não terei fanboys do jogo X ou Y me enchendo o saco (embora, admito, tenha convidado uma briga ao citar Diablo III acima… Mas enfim, o que é este blog sem uma trolladinha, não é?).

Stay tuned

Esses são os princípios básicos do que andei pensando. Alguns detalhes podem mudar, mas o básico é isso aí. Se vocês curtirem a ideia, repassem este artigo, nem que seja para estimular uma discussão sobre a validade real de se gerar listas de Melhores Whatever todo ano. Excepcionalmente, vou abrir os comentários dele para que possam sugerir coisas que enriqueçam esse modelo. A partir daí, escreverei cada artigo sempre que der, de preferência pelo menos dois por semana, e em ordem cronológica de lançamento. Assinem o blog para receberem avisos quando os artigos forem publicados, ou consultem no futuro a categoria Melhores > 2012 no menu superior do blog. E como os jogos de janeiro/fevereiro da lista já estão bem fechados, talvez a série de artigos comece logo, bem antes de fechar a lista completa. Fiquem de olho!

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