5 maneiras de se tornar um desenvolvedor indie de sucesso

tiltTilt é a seção em que matuto sobre as tendências que mais me incomodam no mundo dos games. Se um certo jogo, estúdio, publisher, veículo, público ou categoria de profissionais adotar um discurso furado, é aqui que irei comentar – ou melhor, criticar.

Hipster Mario é melhor que o seu Mario
Pulando em plataformas 20 anos antes de ser cool

Hoje em dia, um monte de hipsters gente quer desenvolver jogos sem ter que dar satisfação a ninguém – seja ao chefe, aos investidores, à família, ao senhorio, aos consumidores ou ao bom senso. Em outras palavras, essa gente quer ser indie. Afinal, tá na moda, mas ainda não ficou popular a ponto de pessoas voltarem ao desenvolvimento de grande jogos em protesto (#fikadika para os hipsters que quiserem ser mais hipsters do que os outros hipsters!). Só que para realizar o “sonho” de ser um superstar indie, é preciso um pouco mais do que vontade. Calma: ninguém falou em demonstrar talento, trabalhar duro ou ter noção, então você ainda tem chances! Não existe uma fórmula exata – a estupidez humana ainda não foi medida direito – mas há algumas coisas que você pode fazer para acelerar sua jornada rumo ao estrelato de fundo de quintal. Estudando casos recentes da “cena indie” (seja lá o que isso for), este blog conseguiu encontrar algo em comum entre luminares do desenvolvimento independente e oferecer a vocês 5 sugestões para tentar repetir o mesmo sucesso!

  1. Trabalhe algum  tempo como jornalista de games, depois saia e arrume alguém para fazer todo o trabalho duro de programação e arte para você. Sim, você vai passar algum tempo ganhando muito mal, mas os contatos valerão ouro depois. E não, arrumar gente talentosa não é necessário… Mas se conseguir, os resultados serão potencializados. De repente sobra até um prêmio de Melhor Trilha Sonora do Ano ou algo do gênero para você!
  2. Se você não consegue escrever nem bula de remédio, faça amizade com jornalistas de games e pague bebidas pra eles enquanto fica de mimimi sobre como nenhum grande estúdio leva o seu currículo/portfólio a sério. Essa última parte é importante, já que a maioria dos jornalistas da área entende essa frustração – afinal, eles estão lá porque nenhum veículo de comunicação maior os contrataria nem para escrever obituário, quando mais para o caderno cultural… Enfim. Se optar por esse método, saiba que ele é especialmente eficaz com jornalistas californianos largadões que se acham os Hunter S. Thompsons do jornalismo de games graças aos seus podcasts de 3 horas sobre como preparar cachorro-quente com chili ou algo igualmente relevante para o mundo dos games.
  3. Suborne alguém para conseguir fazer parte de um debate em algum evento de desenvolvedores de games e aproveite a primeira chance que tiver para descer a lenha em alguém presente. Funciona maravilhosamente bem se esse alguém for um visitante estrangeiro. Você vai aparecer mais na imprensa (e gerar publicidade para o seu jogo) do que muito departamento de marketing mainstream jamais conseguiu.
  4. Gráfico - Do que um Hipster é feito
    [] Poupança do papai [] Roupas vintage [] Acessórios caros [] Música aprovada pelo site Pitchfork [] Produtos da Apple [] Auto-importância nada merecida
    Pegue um conceito bem básico da história dos games, preferencialmente algo que atice a nostalgia burra de muitos hipsters, e deixe-o mais “inteligente”. Note as aspas: mesmo que você seja um raríssimo caso de desenvolvedor indie que realmente leu Dostoievsky, assistiu toda a filmografia do Kubrick ou tem nível de cultura equivalente, não vá longe demais ou perderá seu público principal: jornalistas hipsters. Um jogo de plataforma engraçadinho com uma fase inspirada em Escher já será o suficiente.
  5. Se todos os métodos acima falharem, é hora de apelar: copie um jogo ainda desconhecido e dê uma ligada para a Zynga. E se nem isso der certo, meu amigo, minha amiga… Desiste e faz o contrário: copie um jogo BEM conhecido e ligue para a Gameloft

Bônus