Balanço do 1º trimestre (2012)

Balanço preto e branco - 1º trimestre de 2012
Preto no branco

2011 foi um ano especial em termos de bons lançamentos, e isso me motivou a fazer balanços trimestrais pela imensa quantidade de coisas interessantes que estavam surgindo. Foi uma espécie de retrospectiva adiantada que culminou nas votações de melhores do ano, e que servia também como registro resumido do que andei jogando. Em 2012, a quantidade de bons lançamentos, além da qualidade geral deles, não parece chegar nem perto do que vimos no ano passado, mas ainda há coisas boas que merecem uma conferida. Só que, desta vez, vou tentar um formato diferente e mais resumido. Sem mais delongas, aí vai!

Janeiro

Capa de NeverDead (PS3/X360)
Arestas pediam aparada, mas é diferente e diverte

Em um mês quase morto em termos de lançamentos, o principal destaque na minha biblioteca de games ficou surpreendentemente para NeverDead (PS3/X360), um jogo malhado por muitos mas que não me incomodou em absoluto – pelo menos não pela jogabilidade, e sim pela crise inovação x polimento que ele reforçou na crítica especializada. Além disso, tivemos um dos jogos que mais levou porrada no ano, Amy (PSN/XBLA), cuja demo também não me inspirou esse ódio todo – pelo contrário, me pareceu um survival horror à moda antiga que tem seus defeitos e não aproveitou bem a inspiração em Ico, mas é só. Estou apenas esperando uma promoção/Deal of the Week no Xbox Live para pegá-lo. Também testei a demo de Q.U.B.E. (PC), uma espécie de reimaginação de Portal com movimentação de cubos em vez de posicionamento de portais, e que só não comprei imediatamente pela sensação de repetitividade e pela falta de um background que motivasse o jogador; de novo, assim que aparecer em uma promoção do Steam… Também foi o mês de lançamento de Soul Calibur V (PS3/X360) e Final Fantasy XIII-2 (PS3/X360), dois jogos de franquias com as quais nunca me importei muito e, por isso, não experimentei nem mesmo demos deles. Sim, eu sei que Soul Calibur é um bom jogo de luta… Eu é que não me dou bem com eles.

Fevereiro

Capa de The Darkness II: Limited Edition (PC/PS3/X360)
Ótima história e jogabilidade gratificante e insana

E depois desse quase-marasmo, a coisa começou a engrenar forte. Peguei oito jogos (!) e deixei de comprar outros tantos, e de todos os que terminei/experimentei por tempo suficiente, o destaque absoluto vai para The Darkness II (PC/PS3/X360), cujo demo foi comentado aqui e o jogo completo, no podcast piloto do Respawn. Resumindo, é mais um exemplo de FPS pouco convencional que os hipsters odiadores do gênero deveriam experimentar antes de ficar repetindo o mesmo mimimi de sempre, como se só existesse Call of Duty e Battlefield nesse mundo. Digo ainda mais: os dois outros jogos que concorreram diretamente com The Darkness II neste mês também são FPSs. Gotham City Impostors (PC/PS3/X360) veio para roubar horas da vida do pessoal do Respawn após um beta muito interessante, mesmo com todos os problemas de conexão (que, aliás, ainda persistem, embora em grau menor). Mas pessoalmente, tenho que dizer que Syndicate (PC/PS3/X360) se saiu ainda melhor, tanto na demo quanto no jogo final – a despeito do saudosismo odioso de gamers e jornalistas que fizeram de tudo para tratá-lo como “apenas mais um FPS”.

Capa de Kingdoms of Amalur: Reckoning (PC/PS3/X360)
A demo foi fail, mas o jogo é bom

Isso não quer dizer que o mês tenha parado por aí. Uma das melhores surpresas do ano até agora para mim foi Kingdoms of Amalur (PC/PS3/X360), um RPG de ação em mundo aberto para o qual não dava nada e que acabou oferecendo o combate mais gratificante do gênero em muito, muito tempo, como comentei no piloto do podcast Respawn. Ainda estou muito longe de terminá-lo – ele rivaliza com Skyrim em quantidade de conteúdo – e por isso não se espantem se acabar voltando a falar dele em um futuro próximo. Outros três jogos do mês que peguei mas ainda nem toquei são Warp (PC/PSN/XBLA), Alan Wake’s American Nightmare (PC/XBLA) e Binary Domain (PC/PS3/X360), todos prometendo bastante – respectivamente, um jogo de puzzle com stealth/teleporte em um cenário futurista; um spin-off do excelente jogo de horror e ação Alan Wake, que aliás foi lançado para PC neste mesmo mês; e um game de tiro em 3ª pessoa futurista, dos criadores de Yakuza, que aborda inteligência artificial e robôs com aparência humana. E ainda teve uma penca de outros lançamentos que não comprei por não ter a plataforma apropriada (ainda?) ou por falta de interesse imediato, como Resident Evil: Revelations (3DS), Dear Esther (PC), Twisted Metal (PS3), UFC 3 (PS3/X360), Uncharted: Golden Abyss (Vita), Asura’s Wrath (PS3/X360) e SSX (PS3/X360), entre outros.

Março

Capa de Mass Effect 3 (PC/PS3/X360)
Tudo melhor, com ou sem final

Embora o mês anterior tenha tido mais lançamentos maiores, incluindo o de um console novo (PS Vita), ainda ficou a sensação de que faltavam claros candidatos a Jogo do Ano. Aí vieram dois de uma vez – um esperado, outro nem tanto. Um deles, claro, é Mass Effect 3 (PC/PS3/X360). Dane-se todo o chororô do final; a verdade é que o jogo ficou mais polido ainda, o multijogador adicionado ficou legal e apropriado, alguns elementos de RPG foram re-introduzidos com a parcimônia necessária, a história é mais envolvente… Enfim, ele é todo melhor que os jogos anteriores, com possível exceção de algumas animações faciais. A surpresa ficou por conta de Journey (PSN), que o MrXCao abordou no Respawn #3 e experimentei depois para confirmar que todo o hype tem fundamento. Não é um jogo para qualquer um, claro, mas quem tiver paciência, vontade de experimentar e não medir valor por duração vai cair para trás com a beleza, o bom gosto, a simplicidade e o envolvimento que Journey causa. E falando em surpresas, também tivemos o conturbado I Am Alive (PSN/XBLA), do qual falei no mesmo podcast Respawn #3 e que ficou a um final abrupto a menos de chegar ao mesmo patamar de Mass EffectJourney. Este survival thriller em um mundo devastado apresentou mecânicas corajosas, voltadas à sobrevivência e não à matança a qualquer custo, mas infelizmente teve seu desenvolvimento abortado na metade, o que redundou em um final claramente apressado.

Capa de Silent Hill: Downpour (PS3/X360)
Bom, porém longo?

Março também foi “o mês Silent Hill“, em mais de uma maneira. Embora o jogo para Vita Silent Hill: Book of Memories tenha sido adiado (aparentemente para 22/05), ainda tivemos a Silent Hill HD Collection (PS3/X360), com Silent Hill 2 e Silent Hill 3 remasterizados em HD, e Silent Hill: Downpour (PS3/X360). A remasterização dos clássicos não foi das melhores, salvo pelas dublagens novas, que são ótimas… Downpour se tornou a minha grande incógnita deste ano. Estou jogando-o literalmente há semanas, com mais de 20 horas gastas graças ao mundo semi-aberto e as diversas missões paralelas que ele oferece. Há momentos brilhantes ali, e mesmo em seus piores pontos o jogo é bem melhor que OriginsHomecoming, mas… Por incrível que pareça, a longa duração incomoda e tende a desviar um pouco o foco do que parece ser uma ótima história mais que digna da série. E note que com isso não estou dizendo que as missões paralelas são ruins – pelo contrário, algumas estão justamente entre as coisas mais memoráveis. Mas enfim… Para completar a onda de horror na neblina e na chuva, tivemos Lone Survivor (PC), uma espécie de adventure em 2D com fortíssimas inspirações do 1º Silent Hill – só que com resolução mínima e pixels estourados na sua cara que, estranhamente, acabam deixando tudo borrado e apropriadíssimo para a atmosfera. Quem diria!

E ainda tivemos Street Fighter x Tekken (PC/PS3/X360) e seus 12 personagens em DLC no disco, Yakuza: Dead Souls (PS3/X360) e a invasão zumbi em Tóquio, Ninja Gaiden 3 (PS3/X360) e sua jogabilidade simplificada, Resident Evil: Operation Raccoon City (PC/PS3/X360) e seu malfadado co-op, Kid Icarus: Uprising (3DS) saudado apesar de tendinite que dá (o jogo vem até com uma base para apoiar o 3DS!) e Sine Mora (XBLA), o “jogo de navinha” mais criativo e interessante desde Ikaruga. Desses, Sine Mora está na minha lista imediata de compras após testar o demo; o novo Yakuza vai esperar eu terminar o 3 e o 4 (e, obviamente, o inevitável corte enorme de preço em breve); e estou com a demo de Ninja Gaiden 3 aqui, mas tenho medo de jogá-la. Sério. Eu gosto bastante dos dois Ninja Gaiden desta geração, e as resenhas me fazem suspeitar que no 3 o Team Ninja foi longe demais na hora de deixar o jogo mais acessível. O resto fica para a próxima.

Abril

Capa de Shin Megami Tensei: Persona 3 FES (PS2/PSN)
Adeus mundo cruel, vou conjurar um demônio interior

Já esse foi o meu mês da nostalgia, em que boa parte do que comprei era relançamento. O mais high-profile deles foi a Devil May Cry HD Collection (PS3/X360), possivelmente com o melhor remake em HD recente (o do 1º jogo), apesar dos menus terem permanecido na resolução original, como comentei no Respawn #5. E ainda por cima, tratava-se de uma série que eu praticamente não tinha jogado e adorei. Foi também o mês que andei pirando em clássicos japoneses, em especial a série Shin Megami Tensei, começando pela disponibilização de Persona 3 FES (PS2) na PSN a meros 10 obamas – sem nenhum novo tratamento, apenas o jogo original e sua montanha de conteúdo. Cheguei inclusive a comentar sobre ele no Respawn #6. Também peguei no PC um jogo de 2011 antes exclusivo de Xbox 360 e me surpreendi muito com ele: Insanely Twisted Shadow Planet e seu mundo alienígena 2D misturando conceitos de Metroid clássico com dual-stick shooter. Outro jogo de 2011 que “migrou” para PC foi Superbrothers: Sword & Sworcery EP (iOS), uma mistura de RPG retrô com movimentação lateral e rock progressivo que, sinceramente, não parece funcionar muito bem fora do telefone – e tirando a arte interessante, ainda não entendi por que ele foi tão aclamado assim.

Capa do jogo The Walking Dead (PC)
Jogo de zumbi sem tiro nem hack n’ slash, quem diria

Mas não foi só de nostalgia que vivi, não. Ainda tivemos Botanicula (PC), o novo adventure do mesmo estúdio do interessante Machinarium. Peguei o jogo em um estranhíssimo Humble Indie Bundle (já no lançamento, derrubando a venda no Steam e no GoG.com?), mas ainda não comecei a jogá-lo – até porque ainda preciso terminar o citado Lone Survivor primeiro. E falando em adventures, no final do mês saiu o primeiro episódio daquele que pode ajudar a redefinir o gênero e se tornar a obra-prima da Telltale: The Walking Dead (iOS/PC/PSN/XBLA). Rasguei elogios ao jogo aqui no blog, enquanto o Ricardo Pasqual se encarregou de fazer o mesmo no Respawn mais recente. Também testei o minigame de beisebol do inferno Diabolical Pitch (X360) e, embora o jogo tenha uma das piores detecções de movimento do Kinect, ainda é bizarro e divertido o suficiente para ser adquirido assim que sobrar um troco (está US$ 10). Fora da minha biblioteca, tivemos mais alguns relançamentos, como The Witcher 2 para Xbox 360, Max Payne original no iOS (e Android em breve) e Xenoblade Chronicles (Wii) chegando oficialmente aos EUA. Isso sem contar a porrada de lançamentos menos chamativos, como Legend of Grimrock (PC), Risen 2 (PC/PS3/X360), The House of the Dead 4 (PSN) e Prototype 2 (PC/PS3/X360). Ah, e já ia esquecendo de Mortal Kombat pro Vita, com todos os DLCs e outros extras; e o famigerado Star Wars Kinect (X360), que irritou muita gente com suas paródias musicais. Vou acabar comprando-o só pela zoação ao universo mais querido dos nerdzinhos do mundo.

2012012012012012

Ufa. Agora é se preparar para maio, que vem com outro provável candidato a Jogo do Ano: Max Payne 3. O quê? Diablo II-2 (PC)? Legal, mas menos, né? Quando Call of Duty lança um novo jogo só com melhorias em cima do anterior todo mundo reclama, então vamos usar o mesmo peso e a mesma medida aqui. De resto, a demo de Dragon’s Dogma (PS3/X360) passou uma ótima impressão do jogo, em uma espécie de crossover de Dragon Age com Demon’s Souls (sem a dificuldade de nenhum dos dois), e espero ter uma ótima surpresa com ele. Em maio também sai, teoricamente, o jogo para Move mais adiado desde o lançamento do acessório, Sorcery (PS3), um game de aventura com lançamento de magias que a produtora jura ter refeito para agradar ao “público hardcore” (o que pode tanto significar que ele ficou melhor quanto bem pior – vide The Gunstringer). Starhawk (PS3) e Resistance: Burning Skies (Vita) são outros exclusivos da Sony que também prometem, mas vou conferir depois. E é só, p-p-p-pessoal. No final do próximo trimestre tem mais!

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