A escuridão renasce: The Darkness II (demo) [atualizado]

[25/01/2011 – Após baixar e jogar a demo para PC, incluo atualizações em vermelho a seguir]

Capa de The Darkness (PS3)Já mencionei aqui algumas vezes o jogo The Darkness, mas apenas de passagem, e nunca me aprofundei nele. Trata-se de um FPS baseado em um quadrinho underground da Top Cow, sobre um demônio interior que passa de pai para filho. Jackie Estacado, membro de uma família de mafiosos em Nova York, é o mais novo hospedeiro do bicho, que concede poderes como tentáculos demoníacos e controle sobre darklings, espécie de goblins do inferno dos mais variados tipos. Resumindo assim, parece estranho imaginar tal premissa como um FPS em vez de um jogo em terceira pessoa ou mesmo um RPG; mas o impressionante é justamente como a Starbreeze (The Chronicles of Riddick), desenvolvedora do jogo, conseguiu fazer com que a visão em primeira pessoa ficasse mais do que natural.

Assim como em Bioshock ou Metroid Prime, The Darkness não é um simples festival de tiros: a narrativa é sombria e muito bem costurada, com momentos genuinamente emocionantes; o design de fases alterna suavemente entre corredores com opções diferentes de abordagem (graças aos braços demoníacos) e situações de mapa semi-aberto em Nova York, com missões paralelas que podem ser resolvidas em qualquer ordem; e a jogabilidade pede certa inteligência e cuidado, já que a Escuridão não pode ficar muito tempo na luz sem se dissipar – e você pode destruir as fontes de luz de diversas maneiras, seja com tiros, objetos jogados, comandando um darkling e assim por diante. Ainda por cima, o jogo tinha valores de produção espantosos considerando que se tratava de um estúdio novo, tanto no visual quanto nas animações (especialmente dos tentáculos, de dar calafrios), na engenharia sonora, e na atuação vocal. O jogo teve mini-estrelas na dublagem, como Mike Patton no papel da própria Escuridão (talvez uma das escolhas de dublagem mais apropriadas da história dos games) e Lauren Ambrose (Six Feet Under/A Sete Palmos) como a namorada de Estacado, Jenny.

Com tudo isso, fiquei feliz que nem demônio em eclipse do sol quando a sequência foi anunciada. Tudo bem, a Starbreeze não é mais a desenvolvedora, e a Digital Extremes não tem lá um currículo muito bom (Unreal Tournament 2003Dark Sector, port de Bioshock para PS3, port de Homefront para PC), mas… Ainda por cima, os desenvolvedores resolveram optar por um visual semelhante a cel-shading, mais aproximado dos quadrinhos. Porém, quando as primeiras demos foram mostradas em festivais no ano passado – uma delas jogável para os visitantes da PAX – a recepção foi muito, muito boa. Ontem essa demo chegou à Xbox Live Gold, e hoje tive finalmente a chance de jogá-la… E a minha reação foi do “legalzinho” ao arrepio completo em 40 minutos.

Do medo (da diluição) ao medo (do poder)

Capa de The Darkness II (X360)A demo começa com um aviso de que o material foi feito apenas para demonstração e que não estará no jogo, o que me chamou a atenção – isso já aconteceu antes? Enfim: [Como a Bebs informou em comentário abaixo, a frase completa é “este material não estará no jogo nessa ordem“] No começo da demo, vemos Jackie Estacado chegando em um restaurante chique, conduzido por um amigo/lacaio (estamos falando da Máfia, afinal) para uma mesa onde duas gêmeas o esperam. É uma cena totalmente on-rails, e a própria ideia de Jackie indo atrás de rabo de saia não parece condizer muito com o que vimos no primeiro jogo (quem o jogou sabe do que estou falando). Um ataque ao restaurante acontece e a jogabilidade continua on-rails; agora Jackie perdeu parte do pé e está sendo arrastado pelo amigo enquanto atiramos nos atacantes. Tudo muito tenso, mas com uma estranha cara de shooter militar, só que em um cenário completamente diferente – inclusive pelo próprio visual, um pouquinho mais colorido e vibrante do que esperava. Pelo menos as mecânicas de tiro eram sólidas, então continuei jogando.

E ainda bem, por que toda a impressão de mediocridade do início (em comparação com o jogo anterior, claro) foi se dissipando à medida que os eventos se desenrolavam e os controles e opções eram introduzidos. Claro, a demo começa para valer quando Estacado finalmente libera o poder da Escuridão que tentava conter, um dos temas centrais do primeiro jogo e que felizmente foi mantido aqui. Agora podemos controlar os quatro braços de Jackie – dois humanos, dois demoníacos – simultaneamente, usando os gatilhos e os bumpers do controle, e a sensação de poder e liberdade de ação é nada menos do que fantástica. O tentáculo esquerdo agarra objetos para usar de escudo, os atira, agarra inimigos e abre portas na marra; o direito dá golpes em 8 direções quando se combina o botão R1/RB com o analógico direito (quem jogou Dead Island usando o modo de combate Analógico no controle vai se sentir à vontade). Jackie pode enfraquecer inimigos – com objetos atirados, tiros ou golpes de tentáculo, tanto faz – e depois agarrá-los para um dos quatro tipos de execução, com direito a animações fortes (porém menos impactantes, por conta do visual colorido de quadrinhos) e um bônus, como recuperar parte da vitalidade ou ganhar munição.

À medida que a demo avança, várias coisas que vimos no primeiro jogo reaparecem: comer corações com os tentáculos, atirar em luzes, ver os pontos de spawn dos darklings no chão, rir do humor negro peculiar dos bichos e assim por diante. Mas o principal fator, que precisava ser resgatado mesmo, surge após a demo liberar alguns upgrades e te soltar em uma rua cheia de inimigos, e depois em uma estação do metrô. Àquela altura, após me acostumar com as diferenças nos controles, de repente me vi causando uma onda de destruição e terror encarnado que até me fez parar um pouco pra pensar. Quando você se dá conta, está matando gente a rodo muito rapidamente, das maneiras mais diversas e sangrentas possíveis, e percebe que o jogo está realmente te dando a possibilidade de ser o demônio que a Escuridão representa – mas você sabe que isso tem um preço, mesmo na demo (pior ainda se tiver jogado o game anterior!). Essa tensão entre usar e conter o poder não se reflete muito na jogabilidade, como acontecia no 1º jogo, mas isso é só uma demo; portanto, fiquei morrendo de curiosidade agora para saber o que vai acontecer – tenho quase certeza de que mais para frente essa dicotomia será revivida em toda a sua plenitude, porque os sinais estão lá, no início do roteiro da demo.

Tela de The Darkness II (PC/PS3/X360)A única ressalva que tenho é quanto ao visual; é bonito e diferente, mas parece estar no jogo errado – ficaria perfeito em Borderlands 2, por exemplo. E não é só uma questão de preferência estética; com o excesso de informação visual e cor que se espera de um quadrinho moderno, os desenvolvedores tiveram que destacar itens coletáveis/usáveis no cenário com luzes e brilho, e mesmo assim não foi suficiente – é muito fácil passar batido por um corpo jogado perto de um monte de lixo e deixar de coletar o coração do falecido. E luzinhas e brilhos aqui e ali acabam reduzindo ainda mais o clima sombrio do jogo, o que o visual já faz por si só. [No PC, fiquei com uma impressão melhor, talvez por jogar essa versão da demo em um monitor de 22 polegadas em HD, com imagem widescreen e sentado mais próximo, ao invés de uma TV de 29 polegadas com resolução padrão 4:3 à distância, em um sofá. Como se sabe, os jogos hoje são feitos mesmo para widescreen e HD. Não somente ficou mais fácil visualizar os itens coletáveis, como as “luzinhas” se sobressaem menos; além disso, com uma melhor resolução, dá para apreciar ainda mais a bonita aposta visual dos desenvolvedores. Ainda não a acho ideal para o conteúdo do jogo, mas no PC ela não me incomodou mais.]

Mesmo assim, a demo me deixou todo arrepiado no final, com uma aparição bastante inesperada e a resolução de uma situação que não contei para vocês para não estragar a surpresa (de novo, especialmente para quem jogou o anterior). A montanha-russa de emoções à medida que a demo vai “abrindo” o jogo me deixou até um pouco mentalmente esgotado, e com vontade de jogar o game agora, o que é sempre um bom sinal. Na semana que vem ela será disponibilizada na PSN e, quem diria, no PC – e a pré-venda está saindo a meros R$ 68 no Xogo.com, incluindo o upgrade para a Limited Edition. Se a demo rodar bem no meu PC, é pré-compra imediata, sem dúvida. [A demo de PC não apenas rodou bem, como consegui fazê-lo em 1680×1050 (resolução nativa do monitor) e tudo no Médio sem fazer a taxa de quadros cair, e mesmo se ligar o V-Sync não tive problemas. Em termos para leigos: embora os requisitos de sistema sejam ligeiramente maiores do que, digamos, os de Dead Island, o jogo rodou mais suave, mesmo em uma resolução de tela maior (eu rodo Dead Island a 1280×800 ou algo assim). Ou seja, se seu micro roda Dead Island ou Borderlands, The Darkness II deve rodar tão bem quanto esses dois, senão melhor! Com isso, já fiz a pré-compra. O jogo sai no dia 07 de fevereiro já, e ficará disponível para nós no Steam no dia 10.]

27 comentários sobre “A escuridão renasce: The Darkness II (demo) [atualizado]

  1. Bah, só chega na PSN dia 24. Tô louca pra testar, mas não aguentei esperar e já assisti no Youtube (o que só aumentou minha ansiedade pela demo e pelo jogo)! Senti o mesmo que você em relação à estética. Embora eu goste desse estilo (que é mais próximo da HQ original), também acho que dá uma brochadinha no clima sombrio. E o final foi arrepiante mesmo. =D

    PS: O aviso diz que essa sequência não aparecerá no jogo final “nesta ordem”, mas não especifica se não estará no jogo at all. ^^

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      1. Nem me fala. Joguei numa de tubo de “14.
        Quando apareceu aquela parte dos Upgrades, não enxerguei nada e joguei sem saber o que era.

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          1. Eu até tenho uma de 29 na sala, mas quando chego do trabalho ela já está ocupada com Jornal e novel, rs.

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          2. Nesse ponto eu não posso reclamar: minha esposa só assiste filmes e episódios, e com o Netflix agora ela pode assisti-los com notebook no colo, então a TV fica livre 99% do tempo – e no outro 1% muitas vezes é algo que eu também quero ver, como Mad Men, True Blood ou Walking Dead… Então everybody wins \o/

            Aliás, isso me lembrou que há outro bom motivo para ter voltado a usar o PC para jogar, também.

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          3. Quero assinar o Netflix. Tá valendo assinar?
            Esse 1% dedicado ao TWD vale a pena, rs.

            Jogar no pc é uma boa, mas o meu é muito fraco.

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          4. Pra mim tá rodando suave no PS3 e no Xbox, e a seleção está boa o suficiente para sempre ter algo para ver. Vale lembrar que o serviço só tem filmes e séries até uns dois anos atrás, e que eles perderam o contrato com a HBO (isso é, não tem nenhuma série desse canal). A R$ 15 por mês estou satisfeito, se aumentar aí não sei. De qualquer forma tem aquele lance de testar por um mês de graça, só precisa lembrar de desassinar no final do período se não achar que vale a pena.

            PS: Tem filmes e séries que não têm legenda em inglês, só em português. Eu prefiro ver/ler em inglês, então isso é uma desvantagem para mim.

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          5. Vou fazer esse teste e ver se vale a pena.
            Eu gosto de ver legendado em português. Não que não goste de ver em inglês, mas não tenho costume justamente por sempre assistir filmes na sala com todo mundo.

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          6. Os seriados da HBO são meus preferidos, eles prezam pela qualidade em vez da quantidade. Minha série favorita foi Roma, amo True Blood e preciso me atualizar com Mad Men urgente. Adoro Game of Thrones também e acho que vocês iam gostar, Fabio, porque não é fantasia medieval tolkien-feelings. rsrs Pelo contrário, é uma realidade dura e crua. Os personagens são bem céticos em relação ao sobrenatural e tratam como algo a temer, então a “magia” não é glamurizada. O foco são os conflitos socio-políticos.

            Outra série que eu indico, caso não conheçam, é Spartacus: Blood and Sand, a prequel Gods of the Arena e a continuação (que estreia agora, 27 de janeiro) Spartacus: Vengeance. Apesar de ser do Starz Channel, tem todo jeitão de série da HBO (temporadas curtas, produção de qualidade). ^^

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          7. Eu comecei a ver séries naquela fase em que a HBO começou a produzir verdadeiras obras de arte no formato: Sopranos, A Sete Palmos, Carnivàle, Roma. Até hoje, só Mad Men eu considero no mesmo nível que essas quatro. A Sete Palmos é a única série que tenho todas as temporadas em DVDs originais, fiz questão absoluta. Inclusive voltei a assistir essa semana – ela me faz um bem danado quando começo a pensar o que preciso arrumar na minha vida. Engraçado como uma série sobre uma casa funerária familiar, e que inicia cada episódio com uma morte cujo enterro será feito pela tal casa funerária, pode ser tão centrada na *vida* das pessoas. Quando a série acabou chorei igual criança, sinto falta dos Fisher até hoje😦

            PS: Quem é velho o suficiente para ter visto Barrados no Baile deve lembrar da campanha I Hate Brenda. Eu quase a ressuscitei, só que para a Brenda de A Sete Palmos.

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          8. Nem fala… O pior foi aquele ganchinho que puseram no final da 2ª temporada, na esperança de que ainda poderia ser renovada por mais um ano. Pelo menos isso serviu de alerta pro pessoal de Roma, que fez o contrário e não deixou ponta solta.

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  2. Joguei ontem a demo.
    Gostei do visual.
    Como entrei nessa geração agora, joguei somente a demo do primeiro e achei a do segundo melhor.
    Na parte em que aparece aquele monte de gente pra matar, fiquei frenético. Apertava tudo que era botão. Era headshot, empurrão, finalização, objetos voando, sem contar o escudo feito com as portas do carro.
    Queria saber se vale a pena comprar o primeiro antes de jogar esse.

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    1. Fala!

      A demo do primeiro era mais climática e menos frenética. Mas há vários momentos no primeiro em que você entra no mesmo frenesi; a diferença é que o controle dos braços era mais contido, então você tinha que ser um pouco mais metódico. Mas as ações em si já estavam lá. Ah, e na demo não tem o poder mais legal dos braços: esgueirar o tentáculo como uma cobra por tubos de ventilação e matar gente *em outras áreas*, andando pelo teto, paredes e tudo mais. Tudo isso em primeira pessoa.

      Sobre comprar o primeiro: Vale, vale, VALE MUITO. Ainda mais que você o encontra muito barato hoje em dia, tipo R$ 60-70 em loja de departamento ou de games, talvez menos no Mercado Livre. E pelo que vi na demo a história do II é uma continuação direta; pode até ser que o jogo faça o possível para não alienar os que não jogaram o primeiro, mas com certeza há coisas que terão mais impacto se você jogou (na demo mesmo tem uma ou outra “coisinha” :D). A única coisa chata é que você não acha ninguém jogando-o no multiplayer mais, pelo menos não na PSN.

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      1. Na demo do primeiro tem esse poder sim. Você controla o tentáculo e ataca um cara por trás, mas pelo que me lembro, é a única parte, logo depois que você passa pelo cemitério e desce umas escadas.

        Eu vi em um lugar por R$ 50 usado.
        Na demo tem umas coisas de impacto mesmo.
        Até no primeiro Gears tá difícil de encontrar. O pessoal tá muito atualizado, rs.
        Ou eu comprei minha “Caixa” muito tarde, rs.

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        1. Sério? Juro que eu não lembrava. No jogo full eu usei aquilo por áreas inteiras, tipo limpar um prédio todo só andando pelo teto, destruindo lâmpadas e pegando os caras de surpresa por cima. Tem uma extensão máxima que o tentáculo pode ir, mas ela é bem maior do que se imaginaria.

          Na saraiva a versão Xisboca lacrada tá R$ 79
          http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/1977074/the-darkness-importado-xbox-360/
          Eu acho que paguei R$ 69 na versão PS3 na House Games, mas eles não têm em estoque no momento, nem essa nem a de Xbox.

          O primeiro Gears eu também sofri pra encontrar no ano passado, e logo depois saiu o Triple Pack, com os dois primeiros e os DLCs do segundo. Se tu ainda não pegou/jogou o 2, o pack sai a R$ 99 na House Games:
          http://www.housegamesonline.com.br/products/Gears-of-War-Triple-Pack-%252d-Xbox-360.html

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          1. Sério. Mas é só essa parte. Essa tática é muito “apelona”.
            Tentei esticar bastante, mas acho que a extensão na demo era limitada tbm.

            Obrigado pela indicação da Saraiva. Vou considerar. Mas primeiro preciso renovar a GOLD.

            Conheço a House games. Comprei justo essa versão Triple Pack. Mas não sei como vou fazer pra baixar os DLC do 2.
            Sei que tem um “esquema” de VPN. Achei complicado e parece que pode dar Ban, confere?

            Te add na live. Se um dia tiver tempo de jogar um dos 2 Gears…

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          2. Ela é apelona, mas em algumas áreas do jogo não dá para confiar nela pelo excesso de luz e de inimigos. A área do prédio parece ter sido feita para usá-la porque são apenas 1-2 inimigos e 1-2 lâmpadas em cada cômodo, além dos tubos de ventilação, janelas etc. Ah, e a claridade retrai o tentáculo, mesmo que a extensão total não tenha sido atingida ainda.

            Sobre o DLC, não sei se é passível de ban. Eu achava que os DLCs vinham no disco; até pensei em passar adiante os originais e pegar o Triple Pack exatamente pelos DLCs estarem bloqueados para usuários brasileiros (se bem que não tentei pela Live Brasil ainda).

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          3. Entendi. Então vou considerar o primeiro como um próximo título a adquiri.
            Isso da luz eu já percebi nos dois. Não pode ficar muito exposto que os tentáculos somem.

            Eu já vi em muito lugar o pessoal reclamando pq fez justamente isso que você queria fazer: trocar os dois pelo Triple Pack.
            O DLC vem em cartão e só está disponível pra quem mora nos EUA. Mesmo com conta americana não é possível fazer o download.
            Nem sei como vou fazer isso. Além do esquema VPN, parece que tem mais um para fazer sem VPN.

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  3. Achei a demo excelente, sério, em todos os aspectos. Fez o que está difícil de acontecer ultimamente Superou minhas expectativas.

    Quanto ao Jackie “indo atrás de rabo de saia”, realmente parece não fazer muito sentido pra quem jogou só o primeiro game. Mas nos quadrinhos, o Jackie é um cara MUITO tarado, ao ponto de querer se matar ao saber que pode morrer ao fazer sexo (se engravidar alguém, a escuridão passa pro seu filho e ele morre automaticamente) ou mesmo deixar de enfrentar alguém pra correr atrás de uma bela moça e até procurar centros de ajuda para viciados em sexo xD

    Já com relação ao “cel shading”, fiquei muito na dúvida. Não acho que ficou fora de contexto ou mesmo no jogo errado, ouso até a dizer que ele era necessário. Explico, a proposta dessa continuação é MUITO mais sanguinolenta que a do jogo anterior, ao nível “agulha no olho” de Dead Space 2. O uso do Graphic Noir (esse cel shading fotorrealista), pode ter servido para suavizar propositalmente essa dilaceração toda, evitando que caísse numa proposta de jogo de horror, o qual não era o objetivo.

    Entendo que com isso pode se perder um pouco do clima de suspense, mas volto a ressaltar, o primeiro game era muito mais melancólico do que a real essência do The Darkness, e não que isso seja ruim, pelo contrário, apenas trouxe uma abordagem diferente, trazendo um Jackie Estacado um pouco mais comportado. O segundo game, aparentemente, quer uma fidelidade maior com a obra original e está abrindo os engradados de humor negro.

    De qualquer jeito, é compra certa, acho até que pegarei na pré-venda! Tu já comprou o teu?

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    1. Se eu peguei? Foi a primeira coisa que fiz após sair da demo de PC, antes mesmo de atualizar esse texto🙂

      O foda vai ser receber o código do steam no lançamento dia 07 e ter que esperar até o dia 10 para poder jogar (pro Steam nós somos parte da Europa, onde os lançamentos são na sexta-feira).

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      1. Só fiquei um pouco com o pé atrás quado vi que a desenvolvedora era a Digital Extremes e não a Starbreeze que fez o primeiro. Acho que Dark Sector e Homefront são o auge do currículo deles, sem contar a adaptação de Bioshock pra PS3.

        Mas enfim, como adorei a demo, acho que vou dar o voto de confiança. =)

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  4. Ah, pra não dizer que não achei nada de ruim na demo, os comandos me incomodaram um pouco. É mouse pra cima e pra baixo, de cabeça pra baixo, aperta N, engata a segunda marcha, pisa no acelerador…É uma putaria tecladística, o jogo foi claramente pensado e desenvolvido pra gamepad. Não que seja um GRANDE problema pra quem não tenha o acessório no PC, mas será uma dificuldade inicial provavelmente.

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    1. Cara, dá uma pesquisa que tenho a impressão de ter visto outro dia um emulador de controle de xbox para controle de ps3 no pc. Isto é, você instala um driver pro controle de PS3, roda esse programa e ele manda o input de um controle de xbox pro jogo.
      Como eu já tinha um controle de xbox pra PC nem baixei e testei o programa, mas dá uma checada, já que tu tem PS3 e hoje em dia 90% dos jogos pra PC reconhecem o controle de xbox (The Darkness II inclusive).

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      1. Aqui eu faço parecido, uso o emulador de controle de 360 com o controle de PS2 + Adaptador USB (que sempre foi meu gamepad de PC, antes usava o do PS1).

        Nunca testei, mas parece que é um parto pra fazer funcionar o de PS3 e ainda é incompatível com muito game. O de PS2 funciona PERFEITO e, com o emulador, me permite ainda fazer a customização de teclas que eu quiser.

        Só falta testar no The Darkness mesmo =P

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