Back: Acostumando-se à rotina (26/12/11 a 02/01/12)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Steam - Holiday Sale / Gift Pile 2011Aos poucos, estou me acostumando à rotina em Buenos Aires. Não estou falando da carne, das medialunas ou da Pepsi Kick – comida nova eu me acostumo em 10 minutos – e sim de coisas que consigo ou não fazer aqui. Por exemplo, nossa geladeira queimou nos primeiros dias e estamos em dieta simplificada enquanto isso: frutas, biscoitos, massas e pratos de microondas comprados na hora. Outra, mais a ver com esse blog, foi descobrir que não consigo usar o PayPal no Steam por que o sistema detecta que não estou no Brasil, e ao mudar o país para a Argentina, o PayPal percebe e não me deixa completar a transação. Por sorte, a operadora do cartão de crédito não faz essa verificação, então finalmente pude comprar algo na promoção de fim de ano do Steam, após perder algumas boas ofertas. Falando em Steam, com o tempo livre de semiférias consegui dedicar um pouco à parada de cumprir objetivos para concorrer a sorteios de jogos e cupons de desconto. Foi bom para me dedicar um pouco mais a jogos que já deveria ter testado/jogado mais, como And Yet It Moves, Jamestown, Orcs Must Die!, Frozen Synapse, Bastion, Anomaly Warzone EarthAtom Zombie Smasher e um jogo que aparece na lista abaixo. Tudo isso, claro, sempre com uma ajudinha do YouTube, como sugerido pelo Ricardo Pasqual. No final das contas, acabei com um monte de cupons de desconto de jogos que já tenho (50% em Bastion e Super Meat Boy), que não me interessam (50% em Combat Wings: Battle for Britain) ou em qualquer jogo de publishers cujos melhores jogos também já tenho (33% em jogo da Valve e 25% em jogo da Ubisoft). Como não devo usar nenhum com exceção talvez do da Ubisoft, os outros serão sorteados em uma promoção aqui no blog, que tal? Fiquem de olho!

The Binding of Isaac (PC)
1 hora
The Binding of Isaac (PC)

Quando fui procurar no YouTube dicas para cumprir o objetivo do Steam para The Binding of Isaac, um dos primeiros comentários que reparei foi “this is an achievement I do not mind grinding to obtain” ou algo parecido – isto é, em tradução livre, “taí uma conquista que não me incomoda por me fazer jogar repetidamente o mesmo jogo”. E de fato, como quase tudo no game é aleatório, não há outro jeito a não ser jogá-lo até aparecer uma sala especial depois de um chefe ou minichefe, e então derrotar o monstro para ganhar o objeto relacionado à conquista. E lá fui eu tentar, até por que ainda não terminei o jogo – ele é curto, mas não tem vidas nem continues – e essa seria uma boa chance.

O problema é que The Binding of Isaac, por melhor que seja, não é tão bom assim. A premissa é interessante, e a inspiração no primeiro Zelda vai além da mera cópia, mas ele foi feito por metade do Team Meat (de Super Meat Boy) em “entressafra” e os controles traem esse fato. Posso ter quinze problemas com Meat Boy, mas com certeza nenhum deles é com os controles, dos mais precisos e responsivos em qualquer jogo de plataforma já feito; segundo consta, a dupla trabalhou e trabalhou neles por muito tempo, e The Binding of Isaac mostra o quanto esse tempo de refinamento é necessário. Às vezes o personagem parece demorar para mudar de direção, e as lágrimas que servem de projéteis não parecem seguir um padrão discernível. Ainda por cima, apesar de ser um jogo que deveria ser leve, há um lag notável quando mais do que dois ou três inimigos aparecem na tela, e isso em máquinas com processador ou placa de vídeo muito acima do necessário para rodar o jogo. Depois de uma hora, desencanei do achievement e fui procurar outra coisa pra fazer.

Capa de Dark Souls (PS3)
1 hora
Dark Souls (PS3)

Essa semana, toda vez que pensava em pôr Skyrim para rodar e dar uma terceira (e quarta, e quinta…) chance a ele, me vinha na cabeça… “Mas por que diabos estou fazendo isso, se ainda não terminei Dark Souls, que também vai exigir muitas horas de dedicação e é muito melhor?”. Até que fui fazer exatamente isso, no mínimo para ver como o jogo ficaria em HD. Muito para minha surpresa, fiquei com a impressão de que ele fica mais bonito com o “embaçamento” natural da definição em 480p – não que seja ruim ter mais nitidez em coisas como os menus e as mensagens, ou mesmo em algumas partes arquitetônicas mais definidas, como castelos e ruínas… É só que o contraste revela alguns serrilhados ocasionais e iluminação quase estourada em alguns pontos. Pode ser por conta da televisão em que estou jogando, porém…

Enfim, voltando à parte que realmente importa do jogo, percebi que estou completamente destreinado no combate dele após algumas semanas sem jogá-lo. Por isso, acabei voltando aos jogos abaixo para terminá-los/adiantá-los mesmo antes de me re-dedicar a Dark Souls. De qualquer forma, resolvi aproveitar o momento para finalmente ir revisitar o Undead Asylum, a área de “tutorial” em que se começa o jogo, só pela onda – conseguir chegar ao lugar exige um certo malabarismo por uma saída meio secreta, em um processo que termina com o seu personagem se encolhendo em um ninho de corvo gigante para ser carregado de volta ao tal Asylum. Não fiz muita coisa ali além de abrir uma porta antes fechada e pegar um anel especial, mas pretendo re-explorar melhor o lugar em breve.

Capa de El Shaddai: Ascension of the Metatron (PS3)
4 horas e meia
El Shaddai: Ascension of the Metatron (PS3)

Taí um jogo que não cansou de me surpreender até o seu final. Quando já estava me acostumando com as mudanças estéticas nas fases – se isso não for um paradoxo em termos – de repente o jogo me apresenta um Fallen One… Dançante. Isso mesmo, um Anjo Caído com tendência para o espetáculo. Chegar até ele envolve entrar em uma espécie de estádio virtual lotado, direto para o centro dos holofotes, com urros da multidão e tudo mais. A luta contra Armaros, o tal anjo, começa com o sujeito dançando em primeiro plano – a ponto de às vezes ficar na frente e atrapalhar a sua visão! – enquanto você controla o protagonista Enoch em segundo plano, combatendo os servos de Armaros. Quando finalmente a arena se abre e você começa a combate contra o Fallen One, ele anda como se estivesse em um palco e às vezes faz até um moonwalk. É sério! Olhem aqui no YouTube.

Se recuperaram? Pois é. Agora imaginem que Armaros é assim por sua extrema afinidade com os humanos, e que posteriormente ele tem um ataque de consciência e resolve salvar Enoch de uma enrascada – e você passa a controlar Armaros. Mas aí já estou beirando nos spoilers… Enfim, essa é a batalha mais memorável de El Shaddai por conta da estranheza, mas outras são quase tão memoráveis quanto apenas pela batalha em si. Essa semana consegui finalmente enfrentar para valer Ezekiel, o segundo Anjo Caído mais forte, e aí ficou claro o quanto os “treinos” em fases anteriores foram importantes – pelo menos na primeira parte, já que como em diversos jogos japoneses, na segunda parte da luta o chefe vira outra coisa. E se a penúltima luta tem duas partes, a última terá…? Pois é. Mas de novo, sem spoilers.

Terminar o game abre as dificuldades hard e extra, a possibilidade de jogar cada capítulo em separado, escolher roupas alternativas para Enoch, verificar a sua performance em um leaderboard online (eu tirei D em tudo, sou fraquinho mesmo…) e, por fim, ligar barras de vida e afins. Provavelmente serão úteis no modo hard em diante, mas sinceramente, uma das coisas mais legais dele é ser totalmente livre de indicadores tipicamente de game na tela, mais ou menos como Dead Space. Se não tivesse tanto jogo para terminar, recomeçaria ele agora mesmo.

Capa de The Ico & Shadow of the Colossus Collection (PS3)
6 horas
The Ico & Shadow of the Colossus Collection (PS3)

Antes de mais nada, uma correção: semana passada, eu disse que nada evoluía em Shadow of the Colossus. Não tinha ainda percebido que as barras de stamina e de vida crescem sim – aos poucos, mas ganha. Também só percebi agora, na segunda metade do jogo, que os raros lagartos que se vê pelo cenário podem ser mortos – e se o rabo for luminoso, confere stamina extra. Olhando nos troféus para saber se havia algum por matar todos os lagartos (os luminosos, sim), descobri que algumas árvores têm frutos, e estes aumentam a vida. Enfim, o jogo é tão esparso que nem pensei em investigar tais possibilidades.

Outra coisa: terminei o jogo. Na verdade, há tempos tinha tomado um spoiler de algo que acontece logo antes do final, mas tinha esquecido completamente. Tanto melhor, já que é um momento emocional de algum impacto. Isso dito, o que foi aquele último colosso? E o final do jogo? Parte dele já esperava [com certeza destruir aqueles colossos não estava fazendo bem], mas o resto… Foi o final de jogo mais triste que já vi, e ao mesmo tempo mais belo. Alguns detalhes foram mágicos, e até troféu extra teve por, digamos, resistir ao inevitável por tempo suficiente.

Infelizmente, nem tudo foi perfeito. Por exemplo, tive um momento em que uma luta contra um colosso entrou em loop impossível de sair: caí junto com o colosso-touro em uma vala pequena, e ele sempre me acertava imediatamente após me recuperar do golpe. Isto é, o tempo entre um ataque e outro dele era exatamente o mesmo tempo que o protagonista, uma vez derrubado, levava para se recuperar. Cheguei a largar o controle e esperar morrer para começar de novo, agora evitando ao máximo cair na tal vala. Deu certo, mas mostra como um pequeno detalhe – tempo de intervalo de uma ação – pode cagar uma batalha que, de outro modo, foi extremamente bem projetada. Nada que impeça o jogo de ser um clássico absoluto, ainda hoje inigualado, é claro.

Capa de Assassin's Creed Brotherhood (PS3)
8 horas e meia + 1 hora (AC: Altair's Chronicles)
Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3) + Assassin’s Creed: Altair’s Chronicles (Android)

Uma das coisas que me prometi fazer nessa viagem foi terminar Brotherhood e pelo menos começar Revelations, então já estava na hora de voltar ao jogo. O problema é que isso demanda não perder tempo demais com coisas paralelas, mas… Quem consegue? O barato de Assassin’s Creed nem passa pelas “missões paralelas” – raramente eu encosto em coisas como contratos de assassinato, por exemplo – e sim as outras atividades que levam naturalmente à exploração do espaço, como coletar penas e bandeiras, perseguir e capturar mensageiros e ladrões e encontrar tesouros, tudo isso para depois usar o dinheiro e renovar a cidade. Em Brotherhood em especial, a variedade arquitetônica de Roma instiga ainda mais a fazer essas coisas. Chega a ser engraçado; de início, a perspectiva de passar o jogo inteiro em uma cidade só, ao contrário das múltiplas localidades nos dois Assassin’s Creed anteriores, pode parecer frustrante, mas na verdade com isso temos uma sensação maior de que cada área da cidade é realmente diferente. Chama ainda mais a atenção o fato de que Roma tem mais desníveis do que as cidades anteriores.

Isso dito, agora que estou com mais ou menos 1/4 do jogo e 30% da cidade renovada, deu pra perceber que há um certo desequilíbrio de dificuldade para conseguir 100% de sincronização nas missões. Como tinha mencionado antes, ter que cumprir um Lair of Romulus em 8 minutos exige refazer a memória algumas vezes, o que sinceramente não estou com saco de tentar agora. A mesma coisa se repete no segundo Lair… E aí, sem mais nem menos, o Lair seguinte me pede apenas para não perder mais do que três quadrados de vida. Sabe quantos perdi? Nenhum. Foi fácil assim. Enquanto isso, conseguir 100% nas missões principais estava tão fácil de novo que consegui até ganhar o troféu por terminar uma Sequence com 100% em todas as missões… Apenas para cair direto em uma missão em três partes para resgatar alguém debaixo do nariz dos Borgia, e é necessário fazer tudo sem ser detectado – ever. Quem reclamou da dificuldade relativamente baixa de Assassin’s Creed II terá um prato cheio tentando conseguir 100% em tudo aqui. Pessoalmente, talvez eu tente novamente a missão do resgate por ser tão divertida, mas de resto, ainda tenho muito jogo para terminar antes de perder tempo com isso.

P.S.: A Gameloft abriu uma promoção de fim de ano com jogos a US$ 3 + outro grátis, então aproveitei para pegar Assassin’s Creed: Altair’s Chronicles e Splinter Cell: Conviction para Android e baixar gratuitamente dois dos seus jogos-plágios-descarados, Backstab (do próprio Assassin’s Creed) e Shadow Guardian (de Uncharted). Altair’s Chronicles já tinha saído no DS e a versão para Android parece ser exatamente a mesma: o jogo é, na prática, um exercício de imaginação de como Assassin’s Creed seria se tivesse sido planejado na era PS1 (isso mesmo, um, não PS2). Isto é, tem personagens poligonais que se movimentam como tanques, e se trata de um jogo de plataforma lateral disfarçado de 3D. Se a história ainda fosse interessante… Mas é apenas uma grande aventura da pesada em busca de um cálice do barulho que vai meter Altair em altas confusões! 😛 E aí, por incrível que pareça, Backstab é bem melhor, mas comento sobre ele na semana que vem.

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13 comentários em “Back: Acostumando-se à rotina (26/12/11 a 02/01/12)

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  1. Acabei comprando o The Binding of Isaac na promoção, não sei se é pq minha animação com o jogo tinha caído bastante um pouco antes de comprar devido ao grande numero de pessoas reclamando da jogabilidade e da dificuldade, mas quando joguei tive uma grata surpresa, gostei bastante do jogo apesar de realmente ser difícil e não me incomodei com a jogabilidade, até achei que apesar da dificuldade, ele é bem próximo de um jogo casual, onde vc deixa no seu hd para de vez em qnd tirar uma horinha para jogar.
    Vi muitos reclamando do fato de não poder atirar na diagonal, mas isso é pq muitos esperavam um jogo mais ao estilo do geometry wars. Não gostei é o fato de não ter suporte nativo para controle.
    Mas a melhor coisa do jogo é a arte, realmente lembra muito o super meat boy nessa parte.

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  2. Gostei de The Binding of Isaac, mas também desencanei de fazer esse achievement. Realmente me incomodei um pouco com os controles. Minha inabilidade tecladícia obrigou-me a usar o Xpadder pra jogar no gamepad. Mesmo assim, os comandos não fluem direito por vezes, se você gira o analógico da posição baixo para a direita, por exemplo, parece que ele demora a entender que é pra atirar para aquela posição. E sim, o fato de não atirar na diagonal é estranho demais pra quem está acostumado com dual-stick shooters, mas nada que não se acostume (talvez o ataque exclusivo em 90° seja mais uma referência ao Zelda, como o Fábio lembrou, mas acho que não precisava).

    Essa promoção da Steam freou um pouco minha jogatina no console. Inclusive com meus progressos em Dark Souls. Estou meio desanimado com ele, não que o jogo seja ruim, MUITO pelo contrário, mas acho que os elementos propagandeados como pontos altos do jogo acabaram se tornando seu ponto fraco. A alarmada maior duração se comparado ao Demon’s Souls sempre me intrigou. Pra que maior? E dito e feito. Pra novos jogadores pode até passar despercebido, mas depois que eu virei do avesso o jogo anterior, não tenho paciência pra muita coisa em Dark Soul que está ali só por filler (encheção de linguiça). Assim como o sistema de upgrades e scalling que ficou bem quebrado com a inclusão das malditas armas elementais. De toda sorte só estou reclamando por reclamar xD O jogo ainda é excelente e com certeza o melhor RPG do ano, palmas pra From Software, mas ainda considero Demon’s Souls melhor, mas claro que arriscou bem menos e possui um sistema mais fechado, dando menos margem a falhas (de todo gênero). Talvez o único mal de Dark Souls tenha sido o seu antecessor ser tão bom, o mesmo mal que atingiu Uncharted 3 (pelo que ouvi). Enfim, será um jogo que terminarei, mas não passará disso, não vou platiná-lo como fiz com seu pai =P Na verdade tô com tanto jogo que acho que não vou platinar mais nada nessa vida hahaha

    Quanto ao El Shaddai, só digo isso: Que viagem de ácido é essa porra!? xD Joguei apenas a demo e gostei, porém ouvi reclamações que ele não evolui muito em termos de combate, só uma terceira arma depois das duas mostradas na demo e, ainda, que ficava um pouco repetitivo. Mas enfim, o game já me ganhou e o comprarei uma hora dessas.

    AHHHHHHHHHH MELDELS! Quanto jogo cara, ainda não tive tempo de jogar meu ICO Collection =/ Ainda bem que os jogos são curtos (ICO tem até um troféu de terminar em menos de 3 hrs). Um findi desses eu faço um rush e termino um deles pelo menos.

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    1. Eu não me importaria tanto com não pode atirar para a diagonal em Binding of Isaac se a transição de um lado para o outro fosse mais suave. Não sei se é por causa do lag, mas isso me incomoda muito. De qualquer maneira, esse é um dos pontos nos quais nostalgia me irrita. A fila anda, a tecnologia andou, será que permitir tiro na diagonal iria fazer o jogo ser menos retrô? Claro que não. Mas nãaao, TEM QUE deixar ele assim, senão não fica “autêntico” o suficiente. Mas enfim.

      Sobre o El Shaddai, se você for jogá-lo esperando uma evolução de combate da mesma forma que jogos como God of War “evoluem”, então vai se frustrar mesmo. Não há upgrades, não se ensina muitos golpes novos, nem nada. Você tem quase tudo já disponível no demo: só está faltando mesmo a terceira arma e o modo boost do anjo Uriel. O jogo não tenta te manter interessado por esse lado, e sim pelo tempo que você vai levar refinando sua técnica e descobrindo os golpes baseados em timing e tempo de pressionamento que o jogo *não* te ensina – e por isso mesmo você provavelmente não os descobriu no demo, a não ser que a tenha rejogado várias vezes. Outro ponto é que uns 30% do jogo se passa em plataformas 3D e 2D, e portanto o combate não é o único ponto nevrálgico da jogabilidade. Por fim, tem essas “lutas prévias” com os Fallen Ones; como cada um tem golpes e ataques diferentes, você é obrigado a aprender a diversificar dentro do que você tem disponível. Pelo que pude notar, até deve ser possível jogar o game inteiro com uma arma, mas deve ser *bem* mais difícil. Enfim: somando áreas plataforma, golpes escondidos, três armas, lutas prévias, as mudanças bruscas de viagem de ácido e a duração relativamente pequena – dá pra terminar o jogo em menos de 10 horas – em nenhum momento o achei repetitivo.

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      1. Hmmm, legal, me interessei ainda mais pelo jogo =) Quanto à “evolução” esse nem era meu medo, mas sim a possibilidade de não haver muitas inovações na jogabilidade no decorrer do game ou mesmo na trama, enfim, algo que motivasse o jogador a continuar. Mas pelo que tu disse não é o caso. Lembro que na demo podia ficar enlouquecidamente apertando os botões quando se morria que o personagem voltava à vida. Ainda tem isso no jogo completo? Se sim, não tira um pouco do desafio?

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        1. Sim, tem isso no jogo inteiro, e até um troféu se vc reviver X vezes dessa forma 🙂

          Quanto a tirar o desafio, depende do ponto de vista. Cada vez em que você precisa fazer isso na mesma fase e/ou luta contra chefe, fica um pouco mais difícil – aparentemente, o jogo conta a quantidade de vezes que vc pressiona botões em uma determinada janela de tempo, e vai te pedindo para apertar cada vez mais. Então você pode encarar como se a cada vez fosse uma oportunidade de ganhar uma “vida” extra, exceto que você precisa ser cada vez mais rápido para ganhá-la. No fundo não é tão diferente assim da lógica de um jogo do Mario, em que quanto menos você morre e mais você pega estrelas/descobre áreas, mais vidas acumula. Pessoalmente, na primeira metade do jogo eu não tive que recarregar save nenhuma vez, mas daí por diante foi ficando mais comum.

          E de qualquer forma, eu joguei no Normal e tirei a pior nota possível (D). O chato é que você tem que terminar no Normal para desbloquear o Hard, então não dá pra começar direto nele.

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      2. Acho que se o jogo foi desenvolvido pensando que vc não pode atirar na diagonal não tem problema, o ruim qnd ele se trona frustrante devido a isso. Agora qnt ao tempo de resposta, isso sim é uma falha grave, um jogo para ser nostálgico, não precisa(ou não deve) copiar a falha da jogabilidade, se não é mais fácil jogar o antigo mesmo.
        Mas acho q a maior limitação do Jogo inclusive o fato de não ter suporte ao controle e não poder atirar na diagonal é pq eles devem ter pensado no jogo para colocar em um site como kongregate e cia, não duvido q mais tarde lance um super binding of isaac hehehe

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    1. E olha que o cenário em si está longe de ser um dos mais detalhados e psicodélicos do jogo, o diferente dele mesmo é a parte da dança. Dá uma olhada nesses:

      E um trecho da fase que você joga com o Armaros:

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  3. Sobre Shadow of Colossus:

    acho fascinante nesse jogo a total quebra de expectativa que ele gera, em contraste com o que normalmente se desenvolve atualmente. É um jogo com pouca interação com o cenário, como vc disse, e extremamente linear, ou seja, na contra corrente da maioria dos jogos de hoje em dia.

    Por outro lado ele tem uma jogabilidade excelente: a diversão consiste em descobrir onde está o Colosso no vasto mapa, depois em descobrir como destruí-lo, no comando das poucas habilidades do character em diferentes contextos, pois quase todo colosso exige a adoção de novas estratégias, mas com as mesmas habilidades que já existiam desde o começo. É um jogo baseado muito mais na intuição e na fruição (na exploração e no combate) do que no domínio de habilidades por parte do jogador.

    Enfim, eu acho fascinante porque é um jogo minimalista ao extremo, e que consegue ser divertido ao mesmo tempo. Estão ausentes certas coisas que as vezes exageram nos games: a ação baseada na repetição perfeita de comandos rápidos, e a acumulação excessiva de itens e cenários (algo que enche o saco nos MMORPG). Sem falar a história que é fascinante, o modo como vc vai percebendo que alguma coisa não vai dar certo no plano do protagonista.

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    1. Exato, a forma como esses elementos se unem é algo mágico. Além disso, ele é basicamente um jogo de quebra-cabeças disfarçado de jogo de ação: executar as coisas físicas, como correr, escalar e saltar, não é tão difícil assim na maior parte do tempo (pelo menos não se você estiver acostumado com outros jogos de ação do período, como God of War); difícil é descobrir *o quê* precisa ser feito e quando.

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  4. Espero que termine logo Brotherhood. o Revelations não tem grandes novidades em missões alternativas , mas Constantinopla continua tão viva quanto Roma, talvez sem muita variação de cenários dentro da cidade, mas só que mais bruscas, área do centro, porto, “casas pobrinhas”. E a divisão de Europa e Ásia também altera o cenário de um jeito mais pesado.E as penas e bandeiras foram mudadas para páginas da biografia de alguém que tem o nome meio complicado que não lembro :p e fragmentos do Animus, que aliás liberam pedaços da jornada do Desmond. Interessante para saber mais, mas é um saco fazer . Antes de começar a falar dos outros jogos, uma dica, o final dos dois jogos é tão surpreedente quanto o 2, talvez nem tanto, mas Brotherhood trará algumas dúvidas na época atual e Revelations traz algumas revelações, nada muito diferente na série e nem tão surpreendentes, mas deixam o espaço muito bem aberto para o 3 mas muito impressionantes. Agora sobre o Dark Souls, estou na dúvida se compro, hoje em dia jogos difíceis apenas por inimigos fortes e personagem decadente não valem tanto, apesar que os seus comentários provam o contrário, mas gostaria de saber mais sobre a estratégia de combate se possível. E quanto a Collection ICO, Shadow of Colossus, se estiver disponível para Xbox 360 é uma possível compra, mas só depois de zerar MGS 3 e Peace Walker. O 2 já desisti, o jogo continua muito bom, mas a câmera por cima e os controles um pouco velhos me fizeram parar.

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    1. Não terminei Brotherhood ainda, mas estou mais ou menos na metade e já estou achando tão bom quanto o AC II, senão melhor – é só que não tem o mesmo impacto do salto de qualidade do 1 pro 2, mais ou menos como aconteceu com Uncharted.

      Sobre o Dark Souls, note que sim, ele tem um componente de adversários fortes vs. personagem relativamente fraco. Há momentos, especialmente em chefes, que dois golpes são o suficiente para acabar com você – e isso não é só no começo do jogo. É um jogo em que você VAI ter que fazer grind para melhorar o personagem, também, a não ser que seja MUITO bom.

      Mas o lance dele é que ele compensa com controles simples, responsivos e inteligentes como nenhum outro, e com um fator interessante pelo inusitado: TUDO é difícil, não existe inimigo bucha de canhão no jogo. Mesmo os soldados mais básicos, que precisam te acertar algumas vezes para te matar, VÃO te matar se você ficar de firula sem saber o que está fazendo. Isso é atingido com algo simples: você tem uma barra de stamina de verdade, que gasta bastante quando golpeia e até mesmo quando defende com o escudo. Então as lutas viram uma dança de defende-esquiva-ataca-recua-para-respirar que tem que ser executada com *muita* precisão, senão pode esquecer.

      É certo que muitos dos que se frustraram com o jogo ficaram assim porque partiram para ele com os vícios de outros jogos de hack n’ slash, que tentam fazer o jogador se sentir muito poderoso ao enfrentar dez inimigos de uma vez despachando cada um com dois ou três golpes. Em Dark Souls, três ou quatro inimigos já é uma multidão, porque o ideal é brigar com cada um por vez e ser cercado é perigoso. Enfim, sabe aqueles (raros) momentos em um God of War da vida em que não adianta sair distribuindo combo contra um Minotauro ou outro minichefe, em que é preciso se defender aqui, se esquivar ali, e atacar quando a guarda do bicho abaixa? Imagine que em Dark Souls todos os inimigos, sem exceção, são assim, e que os chefes são muito piores e típicos de jogo japonês, com barra de vida grande. Agora imagina que o Kratos se cansasse depois de duas defesas e dois golpes… E vc terá uma ideia do que te espera.

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