Back: Tudo ao mesmo tempo pra ontem (21/11 a 27/11)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

pra ontemSemaninha agitada, essa. Mais uma vez o Steam tem culpa no cartório, graças às promoções diárias e a geral de outono. Um dos jogos foi parar no Top 5 da semana, mas há mais: The Binding of Isaac, o primeiro jogo bom (e apenas bom) de um integrante do Team Meat, a US$ 3.50 (senão jamais teria arriscado de comprar, considerando que foi feito por alguém capaz de cometer a babaquice que é Super Meat Boy); Serious Sam: Gold Pack, que inclui First Encounter e Second Encounter, cada um em suas duas versões, clássica e HD, pelo preço total de US$ 3.50 (sério); e quatro licenças de Section 8: Prejudice por US$ 11.50 – talvez em breve role uma promoção aqui com uma delas, ainda estou pensando. Isso sem contar os que ainda nem encostei: Deus Ex: Invisible War e Thief: Deadly Shadows (aliás, nunca joguei nenhum Thief). Além disso, peguei a God of War Collection em uma troca por F.E.A.R. de PS3 (finalmente me livrei dessa desgraça!) e fui atrás de Driver: San Francisco, o jogo de corrida mais estiloso e com a melhor trilha sonora já feito (não entrou no Top 5 dessa semana por pouco, e certamente estará na próxima). Além disso, mudei um pouco de linha no celular e ando agora jogando Gun Bros, um divertido dual-stick shooter gratuito da Glu que depois da última atualização está rodando mais suave no Xperia Play. Ou seja, essa semana nada teve a ver com nada. O notável foi que a obsessão recente com Assassin’s Creed conseguiu ser superada, ainda que em apenas uma horinha a mais, por outra série de games bem mais antiga… E que finalmente me capturou de vez. Vamos ao Top 5 da semana!

Half-Life 2 (na Orange Box, PC)

Capa de The Orange Box (PC)
2 horas e meia

Peraí. Como assim The Orange Box para PC? Eu não tinha a versão de PS3? De fato, ainda a tenho. A questão é que já recebi algumas propostas nela no TrocaJogo e me dei conta do seguinte: eu tenho Portal no PC de uma das promoções em que a Valve estava dando o jogo de graça; Team Fortress 2 agora é gratuito para jogar, com milhões de atualizações a mais que as versões de console nunca receberam (incluindo o tal mercado de itens); e a minha máquina hoje rodaria os episódios de Half-Life 2 com tudo no máximo e, portanto, com visual melhor. Conferi se eles aceitavam o controle de Xbox (sim) e só estava esperando uma promoção, que finalmente chegou: US$ 9.99 por toda a Orange Box. Por esse preço, mesmo que não consiga trocar tão cedo a versão de PS3, vale a pena só para experimentar um dos melhores jogos já feitos em um monitor digital e o melhor visual possível.

Inclusive tive a boa surpresa de notar que não somente o controle de Xbox 360 funciona tão bem quanto nas versões de console, como a taxa de quadros maior me fez lidar melhor com o jogo. Na primeira tentativa de terminá-lo no PS3 estava apanhando igual cachorro mesmo na dificuldade normal; não foram raros os momentos em que fiquei com a munição no limite. Curiosamente, nada disso aconteceu aqui na versão de PC. É claro que ajuda o fato de que, a essa altura, já assimilei a lógica do jogo – única, até hoje – mas não decorei as áreas ou fatores como de onde vêm os inimigos, longe disso. A versão simplesmente roda melhor, responde melhor, e o controle do Xbox parece mais confortável para esse jogo. Quem sabe agora eu o termine, pelamordedeus?

Batman: Arkham City (PS3)

Capa de Batman: Arkham City (PS3)
3 horas e meia

E finalmente tomei gosto por Batman: Arkham City. Acreditem se quiser, mas eu tive um certo receio de jogá-lo exatamente por aquilo que muitos estão elogiando nele: se passar em uma área aberta. Eu gostei muito da experiência “semi-aberta” de Arkham Asylum, que me pareceu ser um excelente meio-termo entre uma narrativa com foco e a liberdade de exploração, inclusive dando margem para a implantação da lógica Metroid – aquela em que certas áreas serão alcançadas depois quando você voltar com o equipamento certo. No início de Arkham City tive a impressão de que o mundo aberto diluía os elementos que fizeram de Arkham Asylum um jogo tão especial; e, em parte, isso é verdade. Por exemplo: no predecessor, revisitar locais agora acessíveis graças à liberação do equipamento X era algo prazeroso por que não envolvia percorrer uma distância muito grande – e por que, em geral, essas áreas estavam ligadas ou aos troféus do Charada (eventualmente marcados no mapa) ou à progressão da história. Em Arkham City, a imensidão do mapa desanima fazer o mesmo, e os troféus só podem ser marcados para investigação posterior nas áreas fechadas, dentro de edifícios.

Mas essas são coisas menores em comparação com as novidades. Planar pela cidade e usar o grapple gun boost para ganhar impulso e continuar planando é simplesmente incrível; a quantidade de upgrades do Batman é absurda, permitindo novas formas de interação com o cenário e puzzles leves; e jogar com a Mulher-Gato é realmente outra experiência – quem achava o Batman um pouco lento vai se amarrar nela, e duvido que alguém não curta a habilidade dela de se pendurar em tetos. E com quatro horas de jogo, não fiz nem 5% dele ainda. Mas é melhor não pensar nisso senão acabo deixando o jogo de lado para me dedicar por inteiro a ele depois… Mesmo que isso não seja necessário – é perfeitamente viável entrar em Arkham City só para surrar uns capangas e se divertir voando por meia horinha. Só não vá fazer missão da história principal, por que é aí que o jogo te prende de vez.

Dead Island (PC)

Capa de Dead Island (PC)
4 horas

Não tinha planejado me dedicar a Dead Island essa semana, embora tenha acabado de sair um patch que habilita a equiparação de nível dos zumbis com o do seu personagem – algo que, quem sabe, torne mais fácil passar do ponto onde parei, em uma cidade central na ilha, na qual sempre acabava morrendo ao pôr a cabeça pra fora da igreja que serve de abrigo. Acontece que esses dias o jogo ficou com 50% de desconto na tal promoção de outono do Steam, então dois amigos acabaram comprando-o – e no sábado à tarde calhou de estarmos todos online e prontos para estourar cabeças de zumbis. Como seria de se esperar, a experiência em conjunto faz com que se ignore todas as coisas sérias no game, e é aí que reside sua força: embora ele pareça não ter muita direção, isto é, não saber se quer ser o equivalente a um filme de terror sério ou uma comédia com zumbis, ele acaba sendo aquilo que você estiver disposto a enxergar. Não há exagero nem pra um lado nem pra outro, então é preciso ser muito ranheta para se incomodar – até porque a linha entre os dois lados não é clara, como na missão em que uma sobrevivente pede para recuperar um ursinho de pelúcia (porra, em um apocalipse zumbi?) que no final acaba de maneira muito, muito séria.

Mas enfim, voltando ao co-op: com o novo patch, eu pude jogar com uma personagem nível 18 junto com personagens vários níveis abaixo sem nenhum problema. De alguma maneira, o jogo faz com que um zumbi seja de nível equivalente pra mim quando o estou atacando, e vários níveis abaixo quando os outros personagens o atacam. Isso evita a síndrome de Borderlands, em que é melhor evitar personagens desnivelados – se o mais forte entra na progresso single player do mais fraco, o jogo fica fácil demais; no caminho inverso, o mais fraco gasta toda a munição para não conseguir matar ninguém. É claro que eu já tinha feito várias missões que jogamos, mas como os zumbis não eram bolinho, não foi nenhum sacrifício nem um passeio reviver as primeiras áreas do jogo. Pelo contrário: ter a chance de andar de carro com a galera, de experimentar certas cenas e ouvir a reação deles, e poder passear pela ilha mostrando áreas novas, como uma espécie de “guia turístico”, foram fatores que deixaram tudo muito divertido. Não foi à toa que fiquei quatro horas, e se não tivesse trabalho a fazer, teria ficado ainda mais.

Assassin’s Creed II / Assassin’s Creed: Brotherhood (PS3)

Capa de Assassin's Creed Brotherhood (PS3)
3 horas + 3 horas (Assassin’s Creed II)

E cheguei ao fim de Assassin’s Creed II. Um ou dois dias depois, estava conversando sobre o final com um camarada no Skype (e isso pode virar assunto em um certo podcast aê, fiquem de olho), e chegamos à conclusão de que… Não é possível, muita gente não deve tê-lo jogado até o final. Ou isso, ou gamers estão cada vez mais insensíveis. Será que ninguém se deu conta do peso do local onde acontece o final do jogo? De quem foi o último alvo de Ezio Auditore no jogo? Melhor dizendo, não quem, e sim qual o seu cargo? E como se não bastasse, temos um momento meio Matrix de iluminação por parte do ex-playboy da Renascença transformado em filósofo-assassino amador, e uma aparição que… Tá, estou beirando os spoilers. Mas o ponto é que nas três ou quatro últimas sequências do jogo, a cada final uma parte do cérebro fritava. Assassin’s Creed tinha seus momentos de viagem cabeça e teoria da conspiração histórica a la Código Da Vinci, mas no II, a abrangência da mitologia se expandiu tanto quanto a da jogabilidade. É espantoso que não apareça nenhuma contradição enorme – e passei um bom tempo esses dias fuçando wikis sobre a série, em busca de alguma coisa, qualquer coisa, que não se encaixasse direito. Não encontrei.

E aí pulei direto para a sequência, Brotherhood. Quando achava que o jogo iria começar mais morno, como os seus antecessores, em menos de 3 horas ele já atira o jogador em uma situação-limite – que faz todo sentido, considerando as ações de Ezio no final do jogo anterior – e presta um belo de um fan service ao incorporar mais cenas com Desmond fora da Animus em um cenário no mínimo inesperado. Nessas sequências, vale notar algumas curiosidades. Na primeira, o jogo tem o cuidado de espalhar na vila de Monteriggioni, onde vive a família Auditore e base de operações dos Assassinos, três missões extremamente banais e que podem ser cumpridas em quinze minutos – essencialmente, sugerindo um futuro de paz e de missão cumprida para Ezio em um tom camarada, de quem reencontra um velho amigo, agora com a vida ganha e em paz consigo mesmo… Apenas para, obviamente, virar tudo de cabeça pra baixo. E no caso da primeira sequência com Desmond, senti uma vibe muito curiosa, meio Uncharted; a primeira travessia acontece em um espaço fechado e em companhia de Lucy, que é loira e acaba remetendo imediatamente à tensão sexual entre Elena e Drake no primeiro jogo da série de aventura pulp.

E aí você passa por tudo isso e cai no meio de Roma com uma série de pequenas coisas novas com as quais se adaptar, desde as Torres Borgia até o fato da renovação de edifícios ser essencial para ter acesso facilitado a serviços que no jogo anterior eram encontrados em cada esquina, como ferreiros, médicos e alfaiates. Há um quê de comentário político-social aqui: essencialmente, viver sob o jugo de figuras carismáticas populistas que, na prática, sufocam qualquer iniciativa individual acaba levando à degradação do comércio e à falta crônica de opções de vida. E é muito interessante traçar paralelos entre a premissa de Brotherhood e o mundo real atual: a grande maioria dos jogos que se presta a ter alguma narrativa com comentário social tende a exaltar a figura clichê do herói revolucionário libertador, enquanto Assassin’s Creed consegue ser bem menos tatibitate nesse sentido. Por exemplo, a série condena claramente Stalin e Rasputin e deixa no ar a ideia de que o problema não é a ideologia, e sim a disposição individual de usar palavra, espada e conceitos como armas para obter poder, seja em nome do que for – de Deus, das suas convicções, da vontade de impor suas ideias. A essa altura, já estou enxergando Assassin’s Creed, a série, como enxergava o 1° Matrix – uma obra que transcende seu gênero e traz filosofia para leigos.

Metal Gear Solid HD Collection (PS3)

Capa de Metal Gear Solid: HD Collection (PS3)
7 horas

Finalmente estou pegando gosto mesmo por Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty. Quando o pus no PS3 pela primeira vez na semana, foi meio por obrigação e meio por curiosidade de saber como era a cara do Metal Gear que Snake estava procurando fotografar. Pensando bem, estava curioso também para ver como o jogo fica com a mudança para Raiden como protagonista. No final das contas, acabei jogando até as 4 da manhã direto, de pura imersão e divertimento mesmo. Acho que finalmente me acostumei de vez com a lógica e os controles do jogo, o que ajuda bastante. Lembro-me de ter tido que cruzar esse linha antes de realmente me divertir com Assassin’s Creed, por exemplo; ambos os jogos são tão diferentes do que se faz em games em seus gêneros que até causam estranheza no início, mas acabam te recompensando, e muito, depois.

O fato de que cheguei em um ponto da narrativa em que a história começa a andar – especificamente, o discurso do coronel aos marines enquanto Snake tenta se esgueirar para tirar fotos do novo protótipo de Metal Gear – também ofereceu mais contexto interessante para continuar jogando. E além disso, alguns detalhes que foram surgindo são de cair o queixo, especialmente considerando que se trata de um jogo com 10 anos: as pegadas molhadas que alertam os guardas; o momento em que me esgueirei pela parede e de repente encostei em um cano, que se soltou, caiu e alertou o guarda próximo; a possibilidade de não apenas se esconder em armários, como prender guardas inconscientes neles; a “boss fight” que, na verdade, era contra uma série de soldados em um corredor estreito, lembrando sutilmente o jogador de que Snake não é Rambo e se você não conseguir se esconder, terá que enfrentar vários soldados e arriscar-se muito; as paradas no discurso dos marines em que o orador pede para que eles “estiquem as pernas” um pouco, fazendo-os virar bem na hora que você está se esgueirando para tirar fotos, e assim por diante. O primeiro Metal Gear Solid pode até ter sido pioneiro, mas Sons of Liberty é o jogo em que tudo se amarra direitinho e, portanto, é mais sólido (rá!).

P.S.: Sobre o Raiden: o cara pode até ter cara e jeito de viadinho, mas tá saindo com uma das mulheres mais bonitas que já vi em videogames. É o Kojima prevendo já em 2001 que a moda do metrossexual ia colar…😀 Isso dito, mais viadagem ainda é reclamar de um jogo tão bom, tão superior ao primeiro Metal Gear Solid, por causa de um personagem loirinho e novato. Ainda mais quando é evidente que o Kojima tinha algo mais em mente além de apenas surpreender o jogador: Raiden está lá para fazer o papel de um novo tipo de operativo, treinado em missões de realidade virtual, mais maleável/manipulável e, portanto, mais adequado aos propósitos militares do que um macaco velho como o Snake. Eu até entenderia as reclamações se o Raiden fosse apenas uma tentativa de “atualizar” o protagonista da série, mas está na cara que não é o caso, ainda mais com os ataques de medo dele por falta de experiência em campo.

17 comentários sobre “Back: Tudo ao mesmo tempo pra ontem (21/11 a 27/11)

  1. É o Kojima prevendo já em 2001 que a moda do metrossexual ia colar“. True. rsrs

    Juro que eu ia super entender se você acabasse achando meh, mas tô tão feliz que você tá gostando do MGS2! (Que besta isso, mas é verdade. rs) O jogo é tão underrated que fico empolgada quando alguém se permite enxergar além da androginia do Raiden. Sempre achei que a aparência dele não era apenas pra atualizar/chocar/whatever, mas pra reforçar sua fragilidade psicológica e criar um contraste entre quem ele é “por dentro” e o que ele aparenta “por fora” (você vai ver quando descobrir mais sobre o passado dele). =D

    Ah, quando você terminar o jogo, por favor assista isso aqui (são 4 partes). É de chorar de rir.

    Quanto ao AC2, por que esses questionamentos na sua conversa do Skype? Geral subestima o final dele? Pelo que você disse eu tive a impressão de ser um final foda.

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    1. Por incrível que pareça, eu estava mais próximo de achar o jogo ‘meh’ no inicio, ainda com o Snake. Comecei a me empolgar quando cheguei no Metal Gear, enquanto a fase da planta, já com o Raiden, estou achando muito, muito boa. Dá até para cumprir missões, como a de desarmar as bombas, na ordem que você quiser/puder. (Eu voltei e desarmei as dos Struts B e A antes de desarmar no C, e depois cismei de ir no F para só então fazer o D e o E).

      Sobre ao AC2, o final É foda, um dos finais de games que mais me marcaram. O questionamento não é de qualidade, e sim de conteúdo. Deixa eu colocar da seguinte forma: a fase do aeroporto russo em Modern Warfare 2 foi polêmica porque você aparece como agente americano infiltrado entre terroristas russos e acaba tendo que pelo menos fingir que mata inocentes. Se isso é polêmico, AC2 deveria ter sido banido de todos os países católicos do mundo por conta do final.🙂

      Falando sério, na verdade isso até mostra como, apesar de todo mundo adorar meter o pau no catolicismo, hoje em dia o politicamente correto é muito mais intolerante do que as religiões oficiais (claro, fundamentalista é outro papo).

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  2. Eu acho o final do Assassins Creed muito explodidor de mentes. Normalmente quando uma obra segue um genero (tipo medieval) e tenta dar uma guinada anacronica na ultima hora (tipo… ALIENS ATACAM!!!) fica uma sonora bosta. Sim Berserk, estou olhando pra você. Mas AC II faz de um jeito que você não tem como pensar duas coisas (sobretudo se voce coletou todos os pedaços do Eden)

    A) Minha cabeça explodiu
    B) Coitado do Ezio. Ele vai ficar sem saber quem diabos era esse tal de Desmond afinal…

    Alias, meus consultores favoritos para rants gamisticos, eu gostaria de uma ajudinha aqui: o play-asia me colocou pra escolher entre Bayonetta, Darksidders e Prince of Persia: Forgotten Sands. Alguma opinião?

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    1. Tu gosta de Devil May Cry? Vá de Bayonetta. De preferência na versão Xbox 360, a de PS3 tinha lag (não sei se corrigiu com patch).
      Prefere os puzzles de God of War mais do que seu próprio gameplay? Darksiders. Só toma cuidado que volta e meia ele cai pra US$ 5 ou US$ 10 no Steam, e como as especificações não são tão altas, talvez valha mais a pena comprar lá. Mesmo sem promoção é capaz de estar mais barato que na Play-Asia. Com Bayonetta, por exemplo, você não tem essa opção, então é mais um motivo pra ir de Bayonetta.
      Prince of Persia: Forgotten Sands é ótimo no Wii, mas ainda não joguei nas plataformas HD e pelo que li é OUTRO jogo, então prefiro não opinar.

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      1. Como eu posso dizer… Joguei o PoP:TFS no 360 e é meio complicado de explicar mas bem simples: é meio q uma mistura de AC [jogabilidade mais simplificada] com God of War [Hack n’ Slash e puzzles]. O único problema talvez é que ele é curto e alguns podem não gostar disso.

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  3. O Raiden é um dos personagens mais emblemáticos dos games justamente porque ele diz muito mesmo sobre o publico-alvo da coisa toda. O cara da Activision pode fazer o mimimi que quiser dizendo que jogos não são levados a sério, mas acima do que ninguem ele sabe exatamente para QUEM está vendendo (e mais do que tudo, o discurso de “mimimi não nos levam a sério” é exatamente o que o publico dele espera ouvir dele).

    E o Raiden é a prova mais cabal de que por mais boa vontade que se tenha, videogames em geral (salvo uma que outra exceção.. cof *Catherine* cof) são feitos para adolescentes que se acham muito dumauuuuu

    Vamos lá, quiz relampago para o gamer “rárdicó”:

    1)Qual o problema de MGS2?
    R: O protagonista

    2) Qual o segundo maior problema do jogo?
    R: Ah, nada, fora isso é bem legal

    Então quer dizer que o problema é que o cara não é machoooooooo o bastante? Só isso?
    Sério, se tem algo que evoque mais o estereotipo do adolescente tentando afirmar sua identidade eu não saberia dizer…

    O Kojima, que é um gajo largamente esperto, não só sacou a reação das fofurinhas que gastam seus obaminhas nos jogos como fez piada disso. Ah, o problema é falta de macheza? Não por isso meus lindinhos: o protagonista do MGS3 é um cara tão macho, mas tão macho, mas tão macho que ele COME COBRAS! Hmmm, que machããão! E os gamers adoraram!

    Se tem uma coisa que realmente me fascina como estudante de história é o quanto as pequenas coisas do dia-a-dia dizem sobre um povo/etnia/publico-alvo mais do que qualquer tratado oficial

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    1. Esse exemplo do Come Cobra foi ótimo. Aplicou-se o verniz do super-soldado-badass e ninguém notou as piadas e nuances por baixo. xD

      Um dia eu tava falando com um amigo sobre como o Snake é muito mais um herói de oportunidade do que por “fodacidade” e fui quase execrada. POSSÍVEL SPOILER – Mas praticamente tudo que ele realizou foi porque tinha um monte de gente mexendo pauzinhos por trás… É tão na cara isso. – END OF SPOILER

      Mas se você tenta ter uma visão +objetiva do jogo/personagem, não é fã “true”, né? rs

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      1. Sério mesmo que tu foi execrada por dizer isso? Porra, com 1/5 de história do 1º e menos da metade do 2º Metal Gear Solid já é EVIDENTE que o Snake é pau mandado e tenta exatamente fazer o melhor dentro da realidade, de ser só mais um cara no meio de uma teia super complexa de fatos.
        Aliás, vou mais longe: esse não é o PRINCIPAL PONTO de toda a série? De que no mundo da indústria de armas, de guerra, espionagem e soberania das nações tudo é um jogo de interesses e você tem que lutar tanto contra os inimigos que você vê quanto para não ser manipulado por quinhentos pauzinhos?

        Isso me lembra sempre como o pessoal gosta de se dizer “fã” de uma série porque é chique ser fã de algo, e não exatamente por ter admiração real pelo conteúdo. O importante pra muita gente é, sei lá, já que decidiram comprar o PS3 em vez do Xbox, agora vamos defender MGS4 e God of War com unhas e dentes porque senão a escolha fica “invalidada”. É muito infantil isso.

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        1. Pra ser mais exata, eu “não compreendi a verdadeira grandeza” do Snake. rs

          Pois é justamente o lado menos glamuroso que me conquista. Gosto muito mais dele por ser um mero peão nesse xadrez maluco do que se fosse, realmente, o fodão que resolve tudo. Eu adoro que essa persona do herói-badass não passa de um verniz, forjado e manipulado por terceiros e seus interesses obscuros. E que no fundo o Snake sempre foi meio helpless… (Depois dos MGS3/4 isso fica ainda mais claro.)

          Mas como posso ser fã se duvido da fodacidade dele, né?

          Faz tempo que planejo gravar uns minicasts sobre essas coisas pro GoW, só tá me faltando tempo/disposição. Mas um dia sai. xD

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          1. Isso aí já tem outro componente, que é a necessidade de idealizar figuras para que elas sejam de alguma forma válidas como exemplos de adoração senão o mundo dos adoradores desmorona. Temos uma dificuldade enorme de internalizar que não existem grandes heróis perfeitos. É como com Che Guevara: ele mesmo escreveu em seus próprios diários que adorava matar com requintes de crueldade, descreveu as vezes em que matou companheiros por desconfiança de que trairiam a revolução, e que o povo cubano deveria ser doutrinado desde cedo nas escolas – mas ainda assim tem que negue que ele matou gente inocente e que ele era um protótipo de ditador. A necessidade das pessoas de *acreditar* na figura irreal de Che é muito maior do que de aceitar a verdade.

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          2. Na verdade toda a essencia do MGS4 é justamente essa, o espirito da coisa é essa: as guerras sempre foram apenas um grande negócio e os soldados são apenas paus mandados. Inclusive os agentes mega fodões como o próprio snake, que NESSE jogo se tornou um cachorro velho (literalmente) que não se encaixa mais no sistema – embora ele proprio reconheça que até então sempre foi como aqueles caras. É aquela coisa “esses jovens são uns idiotas… eu sei, eu já fui assim no meu tempo… ai minhas costas….”

            Mas é o interessante disso, e acontece desde que as pessoas desenham pornografias rupestres nas cavernas: o ser humano tem a necessidade de pertencer a um grupo. É uma coisa instintiva e é o que fez a nossa espécie dominar o planeta em primeiro lugar. O problema é que hoje em dia isso descambou pra idiotice e as pessoas querem defender seus grupos com unhas e dentes – seja dos que tinham tazo dos pokemon contra os tazo do looney tunes.
            Quando você é aborrescente então isso aflora de uma forma irritantemente chata, e na época parece ser uma boa idéia sobretudo se for contra o status quo vigente e chocar a mamãe e o papai – como ser comunista, ser ateu revoltadinho e por aí vai (claro que depois todo mundo cresce e alguns continuam de esquerda porque veem que poucas portas para o poder fácil são mais abertas do que estar do lado certo carimbo, mas isso já é outra história). Daí nascem os “istas”, que é uma das pedras chaves que impedem videogames serem levados a sério (benzadeus, se esse troço só atrai moleque aborrescente idiota qual a credibilidade isso pode ter?)

            eu não diria que ficaria triste se fosse o Kojima (não com os milhões que ele ganha, certamente) mas deve ser uma experiencia bem broxante as vezes escrever para um publico que está cagando para o conteudo das suas obras – e os que não estão simplesmente não entendem sobre o que ele estava falando. Claro, embora MGS seja relativamente complexo (sobretudo para um videogame), a questão é mais pelo baixo nivel do publico-alvo mesmo

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          3. Pois é, a essência é justamente essa. Até no MGS4 era gente mexendo pauzinhos por trás. Ele podia não se encaixar mais no “sistema”, mas ainda era peão de um plano maior de terceiros. E só descobriu no que realmente esteve metido o tempo todo, e quem eram os verdadeiros players naquele xadrez, no finalzão. A vida do Snake se resumiu a ser peão na mão dos outros, coitado. rsrs (Ah Fabio, pra você não se confundir, estamos falando de Solid Snake aqui, em MGS1, 2 e 4. No MGS3 é outra cobra, pelada. rs)

            Quanto ao Che, nunca entendi como ele chegou a esse nível de idolatria. Dá pra ver que a “fandom” (vamos usar esse termo) nem o conhece/compreende direito, apenas absorveu o personagem idealizado. É tenso.

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          4. No fim as coisas são como Fallout dizia (antes da Bethesda transformar ele num FPS que se leva a sério demais): Guerra. Guerra nunca muda.

            Como Che Guevara (que de santo não tinha nada) virou o santo dos comunistas é uma história muito interessante, quando eu tiver tempo eu escrevo aqui

            Ah, e quanto ao jogo o play-asia resolveu minha vida: colocou Assassin’s Creed II e Mass Effect 2 em promoção. E isso resolve tudo kk. Se não fosse isso ia pegar o darks mesmo – até porque eu não jogo no computador de qualquer jeito – já que eu gosto é da parte de puzzle solving do gow, e também porque as coisas que li e vi de videos do Prince of Persia não me pareceram… suportivas.

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  4. Curti muito Dead Island jogando com vocês e sinceramente não entendi o porquê de tanta choradeira pra cima do jogo, ô bando de muleque enjoado!

    A história é boa? Não…e sim. A essência das obras de zumbi é justamente ser trash e não uma epopéia primorosa ou uma aventura com reflexões morais de alto nível. Acho que a história (pelo pouco que joguei) é dominada pela essência trash dos filmes do Romero, com uma pitada de reflexões sociais de um The Walking Dead, tudo isso envolto de um humor negro que eu gostei bastante.

    No mais, acho que o pessoal queria dar tiro adoidado e se deparou com um game muito mais corpo a corpo e com armas que quebram…pois é, imaginou as crianças reclamonas irritadas com o jogo nesse momento?

    De defeito mesmo pode-se encarar os bugs, itens invisíveis (se lembra do bujão de gás?) E a movimentação cômica-escrota dos personagens em 3ª pessoa, mas nada que estrague o jogo.

    O nivelamento dos personagens funcionou muito bem, espero que um Borderlands 2 adote essa ideia.

    Metal Gear Solid HD Collection, taí uma boa coletânea pra mim, nunca terminei nenhum MG. Joguei até o 2º CD do primeiro e desisti, acho que fiquei com trauma. Mas uma hora dessas eu dou uma chance, até lá tu vai me informando se vale a pena. xD

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    1. O lance do bujão de gás foi engraçado porque eu não topei com nada parecido no single player.
      Para quem não estava lá, quando fui jogar com o Ricardo e o Chicão, teve uma hora que um deles pegou um bujão de gás para jogar em um zumbi mais forte e, por algum motivo, o bujão de gás não aparecia pra mim. Cheguei até a pegar o bujão invisível eu mesmo e ficou aquela cena ridícula, das duas mãos no ar em primeira pessoa com nada entre elas🙂
      Enfim, bizarro. No single player não tinha topado com nenhum bug desses ainda, só um pouco de lag ocasional – compreensível já que o meu processador é examente o das recomendações mínimas.

      Ô, eu parei o primeiro MGS ainda no 1º CD e estou jogando o 2 tranquilo no PS3. No começo dá aquela sensação de ser o mesmo jogo só que com controles melhores (além do visual, claro), mas depois que você vai chegando no final da segunda fase ainda com o Snake, começam a aparecer coisas novas e estou curtindo mais. Por enquanto está valendo a pena. Eu joguei o começo do MGS 3 no PS2 e estava adorando, só não fui adiante porque queria jogar os anteriores primeiro. Então acredito que curtindo o MGS 2 já é mais que meio caminho andado pra gostar da coletânea inteira.

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