Back: Só se vence duas vezes (07/11 a 13/11)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

James Bond - em nome de GoldenEye 007: Reloaded (X360/PS3)Impulso é um negócio engraçado. Mal tenho tempo de jogar games ótimos e extensos que adquiri recentemente, como Rage e Batman: Arkham Asylum, mas mesmo assim me deu um ataque e resolvi ir comprar mais um – e pior, um que já tinha jogado na versão Wii no ano passado. E no final das contas o jogo tomou a minha semana quase inteira, inclusive me “convertendo” para o multijogador. E, quando me dei conta, já estava no nível 12 e vencendo partidas online. Vocês não têm ideia do quanto isso é bizarro, é quase como ver porco voar. Tudo bem que as partidas tinham apenas um cara com nível acima do meu (12, naquele momento), mas mesmo assim, é surreal; geralmente eu comemoro quanto fico na metade de cima da lista, e ganhar sempre foi algo impensável. Talvez o que estivesse precisando era isso mesmo: um jogo mais veloz, mapas apertados e uma escopeta na mão. Isso posto, nesta semana troquei dois jogos – um dos quais aparece na lista – e ressuscitei um jogo de dois anos atrás porque a sequência está para chegar nos próximos dias, e a pré-venda está devidamente feita (ia dizer que nem parece Brasiu-siu-siu essa nova onda de pré-venda com brinde, mas é melhor ficar quieto para não agourar). Fechem a conta com o jogo de celular obrigatório e vocês têm a seção Back desta semana.

Saint’s Row 2 (X360)

Capa de Saint's Row 2 (X360)
1 hora e meia

Há muito tempo atrás, listei neste artigo e neste artigo alguns jogos sobre os quais andava em dúvida. Hoje vários deles estão na coleção, incluindo God of War III, Bayonetta, Battlefield: Bad Company, Blur, Heavenly Sword e até mesmo Mortal Kombat. E essa semana acabei pegando em troca um dos poucos que ainda não havia experimentado: Saint’s Row 2. Na ocasião, disse que o ponto positivo parecia ser a liberdade e o escracho extremos, maiores até do que nos GTAs antigos; por outro lado, meu problema era não saber o quanto do jogo é uma sátira e o quanto é celebração da cultura gangsta rap, algo que eu não suporto (sinto muito, sou do tempo em que o rap não era um gênero alienado, que só trata de carro, mulher bunduda e armas). Após uma hora e meia – o suficiente para jogar a missão-tutorial, escapando da cadeia, e duas missões aleatórias no mapa – não consegui formar uma opinião e ainda acabei com outra pulga atrás da orelha: será que esse jogo é realmente engraçado? A linha entre escracho e infantilidade é tênue, tanto quanto entre sátira e celebração.

Por exemplo, as piadas de pinto e maldições dos personagens de Bulletstorm não são nada maduras, mas dado o contexto, também passam longe de serem infantis: estamos falando de ex-militares que se tornaram mercenários espaciais e precisam abrir caminho em um planeta cheio de mutantes. Não dá para esperar que eles falem como acadêmicos. Já em Duke Nukem Forever temos coisas como a possibilidade de pegar um pedaço de merda na privada e sair andando com ele na mão. Por mais que o personagem seja machão e satirize protagonistas de filmes e histórias heróicas dos anos 80, andar com merda na mão é coisa de macaco e só é engraçado para crianças de 5 anos, e duvido que a intenção dos desenvolvedores tenha sido comparar Duke a um macaco. O que eu joguei de Saint’s Row 2 oferece evidências para os dois lados. A criação de personagem e os diálogos apontam claramente para o escracho e a sátira, reproduzindo o modo de falar e o vestuário dos gangsta de forma bem caricata e oferecendo opções de personalização que me permitiriam até criar um membro de gangue obeso com calcinha e sutiã se quisesse. Ao mesmo tempo, uma das missões que peguei envolvia dirigir um caminhão de dejetos e sair literalmente esguichando merda nas paredes das casas de um bairro. Há uma motivação que tem um suposto comentário social – a missão foi dada por um corretor de imóveis que não consegue vender casas na região por conta dos altos preços – mas é difícil se livrar da sensação de que não passa de uma desculpa furada para entregar algo que os desenvolvedores acharam engraçado, isto é, encher o cenário de merda. É curioso descobrir que acertar os carros de polícia rende muito mais pontos, mas fora isso, qual a diferença real para a cena de Duke Nukem Forever? Difícil dizer. E olha que estou relevando o fato de que o “comentário social” é extremamente raso – se ninguém está comprando por causa dos altos preços, eles abaixam, isso é lei básica de mercado e ninguém fica segurando prejuízo à toa. Vou dar mais uma chance ao jogo, mas se o nível do escracho ficar nisso, podem apostar que em breve o jogo vai pra fila de trocas também.

Need for Speed: Hot Pursuit (Android)

Need For Speed: Hot Pursuit (Android)
1 hora e meia

Uma das coisas que mais disputo em relação a jogos de celular é a falácia de que eles precisam ser extremamente simples e rápidos. Sim, é ótimo que as fases de um game para essa plataforma sejam curtas e grossas, mas a noção de que é preciso mirar em Angry Birds como modelo de jogabilidade é simplista demais. Peguem Need for Speed: Hot Pursuit, por exemplo. A própria natureza do jogo original cabe bem no celular: as corridas não demoram mais do que 5-10 minutos, para enfatizar a urgência do embate polícia x corredores, e com isso a “tradução” para os telefones só precisou de alguns ajustes gráficos e de interface. Ajuste o visual ao patamar que o celular consegue executar, adicione uma opção de aceleração automática (ficar segurando o gatilho sem soltar pode cansar o dedo, e raramente você precisa desacelerar de qualquer forma), e pronto. Claro, não tem o Autolog por motivos óbvios, mas de resto é isso. E o jogo funciona extremamente bem dessa maneira. É um prazer tentar descobrir as formas nas quais se pode obter três estrelas em cada evento, seja usando o nitro desde muito cedo para tentar abrir vantagem ou guardando o uso do jammer apenas para contra-atacar o EMP do policial perseguidor, e assim por diante. As pistas são limitadas por conta da memória da plataforma, há poucos atalhos, e você verá paisagens se repetindo mesmo quando chegar aos eventos Tier 4 (o mais alto); mas isso tudo até facilita o jogo, já que você decora todos os traçados muito rápido e não precisa ficar desviando o olhar para o minimapa toda hora. A essa altura, já desbloqueei quase todos os carros (tanto da polícia quanto dos corredores) e estou prestes a finalizar todos os eventos dos corredores, então não me espantarei se na semana que vem já tiver “zerado” este jogo. Aí só faltará testar o multijogador.

Assassin’s Creed II (PS3)

Capa de Assassin's Creed II (PS3)
4 horas e meia

Sim, eu escrevi II, não Brotherhood. Retomei-o pelo motivo usual, isto é, Revelations está para sair, e já fiz a pré-venda para ganhar a Signature Edition. Mesmo que ainda tenha outro game inteiro para jogar no meio antes de chegar a Revelations, Assassin’s Creed é uma das minhas três séries prediletas (as outras duas, é claro, são Mass Effect e Fallout), então quero comprar logo para garantir os extras. Mas voltando ao segundo jogo da franquia, ele é tão vasto que chega a ser intimidador. Por “vasto” não quero dizer extensão de mapa – afinal, não se trata de um RPG da Bethesda – e sim por quantidade de coisas a fazer. Nesta volta ao jogo após muito tempo, achei que todas as possibilidades já haviam sido exibidas, mas ainda acabei descobrindo que ainda há os covis dos Templários e traquitanas extras como bombas de fumaça, por exemplo.

Outra coisa que me surpreendeu foi que, embora tenha esquecido completamente da história passada após tanto tempo sem jogar, as mecânicas em geral – especialmente as de movimento – ainda estivessem na minha memória. Claro, dei uma passada na arena de luta para treinar o combate e relembrar o timing dos golpes e combos, mas os comandos em si ainda lembrava direitinho. E isso não é pouca coisa, já que o esquema de controle de Assassin’s Creed, assim como o de Metal Gear Solid, é tão peculiar que não há nada nem remotamente parecido em nenhum outro jogo. De resto, achei que ia ter dificuldades ao encarar missões de assassinato, mas após mais de 30 horas de Assassin’s Creed, isso também virou segunda natureza. Acabei completando mais uma sequência de memórias e espero conseguir terminar a história principal ainda na semana que vem, se tudo der certo.

Battlefield 3 (PS3)

Capa de Battlefield 3 (PS3)
8 horas

Sabem aquele papo de que a campanha de Battlefield 3 não é lá essas coisas? Não dêem tanto ouvido, não. A verdade é que por mais que a história seja clichê, ela faz muito mais sentido do que qualquer campanha de outros jogos militares. Como disse na semana passada, ela é bem mais pé-no-chão – tanto que ela gira em torno da relação de um terrorista com os EUA,  com direito a alguns paralelos com a história do Bin Laden (lembrem-se, ele recebeu treinamento da CIA antes de liderar o Taliban). Há também uma surpresa no final que deriva muito menos de uma reviravoltinha do roteiro e sim do fato que os flashbacks não estão em ordem cronológica – o que me deixou com uma pulga atrás da orelha, solucionada ao ler uma sinopse do jogo. Enfim, a trama em si pode não ser uma grande obra… Mas o início in media res, o uso de flashbacks em uma progressão não linear e a falta de pretensão conspiratória da trama a tornam a melhor história de campanha solo de FPS militar que já joguei. Ah, e ela durou 7 horas, inclusive por ter morrido muito no final. Um jogador mais acostumado a esse tipo de FPS provavelmente a terminará em 5 ou 6 horas.

Além disso, encarei mais uma hora de co-op com o @i_the_swan. Imediatamente após lancei a pergunta no Twitter: somos nós que somos patos, ou as missões de co-op são difíceis assim mesmo? Jogamos apenas a primeira e sofremos já para cumprir o primeiro objetivo, defender um comboio em Teerã. Quando finalmente conseguimos repelir a onda de soldados inimigos – literalmente dezenas, com o apoio de um tanque, quando estávamos só em dois – o comboio avançou e lá vamos nós defendê-los de novo… Contra mais tanques e dezenas de soldados. Morremos ali mais de uma vez e ficou uma forte impressão de que o co-op é feito para bem mais que duas pessoas… Mesmo que só possam jogar duas. Vai entender. Também arrisquei mais 3 horas no multijogador, e desta vez topei com os mapas maiores com veículos e afins. Ainda não cheguei a pilotar jato, mas já fiquei em metralhadora de helicóptero, dirigi bote e recolhi malucos da minha equipe que por algum motivo estavam indo a nado, e passei por cima de nego com o tanque. Agora sim me senti em um Battlefield… Mas meu mapa predileto ainda é o da avenida em Teerã. É  um dos mais condutivos para trabalho em equipe e é sempre bom quando você percebe que, mesmo sem headset, todos estão se posicionando da melhor maneira possível para defender uma área do mapa – com direito a snipers dando suporte em telhados e assim por diante.

GoldenEye 007: Reloaded (PS3)

GoldenEye 007 Reloaded (PS3)
11 horas e meia

Sim, acabei não resistindo e peguei a versão HD de GoldenEye 007. Para quem não lembra, eu o havia escolhido como melhor FPS de 2010, mesmo no Wii, por conta da sua capacidade de equilibrar tão bem o que tornou o jogo original de Nintendo 64 um clássico com as melhores ideias dos FPS atuais. E ao escrever sobre a escolha, mencionei que “se fosse um título em alta definição, ganharia este prêmio em diversos sites, sem a menor dúvida”. Foi uma declaração ingênua – aquilo que torna GoldenEye 007 mágico é justamente o que irá afastar os fãs modernos de FPS, e por isso ele jamais será reconhecido acima de um Battlefield ou Call of Duty – mas é curioso que ele tenha saído sim em HD no final das contas, e ainda por cima com um pacote maior. A campanha é basicamente a mesma, mas agora há missões extras com pontuação e leaderboards, alguns modos multijogador novos, partidas com até 16 jogadores (em vez dos 8 no Wii) e suporte ao Move, mais preciso do que o Wii Remote – isso sem contar que o Dualshock é mais confortável que o Classic Controller Pro. Somando tudo, e na expectativa de que houvesse mais gente jogando online no PS3 agora, acabei pegando o jogo de novo. Não resisti.

E a presença dele no topo da lista desta semana comprova que foi uma decisão acertada. Notem que quase todas as horas de Battlefield 3 foram jogadas antes de adquirir GoldenEye Reloaded – isto é, o jogo de 007 foi a prioridade e Battlefield 3, a segunda opção. Sim, estou dizendo abertamente que GoldenEye é mais divertido. Se é um jogo melhor é outra história, porque tecnicamente não se compara. O visual, por exemplo, é uma questão de enxergar o copo meio cheio ou meio vazio. Para quem vem da versão do Wii, como eu, algumas fases são maravilhosas porque dá para perceber que a Eurocom, a desenvolvedora, não se limitou a apenas fazer um upscale e acrescentar texturas novas: o game foi claramente redesenhado em HD. Por outro, é óbvio que ele não se compara em beleza a Battlefield 3, Killzone 3 e Crysis 2, ou mesmo Resistance 3 e Bulletstorm; quem não jogou a versão de Wii pode achá-lo algo mais próximo dos FPS do início dessa geração. Outro pequeno problema é o lag no multijogador, que estava no limite do insuportável mesmo cerca de 8 dias depois do lançamento, e só foi melhorar mais pro final da semana – e, de novo, quem vem dos 60 quadros por segundo de Rage ou de Call of Duty online vai estranhar.

Escopeta e Oddjob em GoldenEye 007: Reloaded (PS3/X360)

É preciso ter boa vontade com GoldenEye no multijogador, mas se você o tiver – e, se possível, alguns amigos, offline ou online – será bem recompensado. Além de precisar de amigos para o modo offline em tela dividida até quatro jogadores, você precisará combinar online com eles se quiser jogar alguns dos modos menos comuns do game (e são vários) porque a base de jogadores, pelo menos no PS3, geralmente se limita aos modos padrão (os equivalentes a deathmatch e team deathmatch) e ao Golden Gun. Outra barreira leve é a progressão. Embora seja natural liberar a edição de loadouts somente após alguns níveis (no caso, nível 8), quando você as faz, as duas primeiras habilidades são tão úteis (correr mais rápido e mais precisão nos tiros sem olhar pela mira) que a falta delas torna as primeiras partidas um tanto difíceis. O salto de eficiência após o nível 8 é tão grande que passei dos últimos lugares, com uma média de 3 a 5 kills por partida, para posições mais perto do topo, com 10 a 15 kills. Até consegui ganhar duas partidas de Golden Gun, algo que nunca tinha conseguido em FPS algum! (Dica: a Golden Gun não é uma arma simples de manejar; então, se você for pato como eu, não a pegue, apenas ronde-a com a escopeta. Como ela sempre aparece no radar, toda hora algum jogador entrará no seu campo de visão com olhos apenas para a Golden Gun, tornando-se alvo fácil da sua escopeta. Foi assim que consegui os kill streaks, e até alguns double kills, necessários para ganhar as partidas…)

Ainda assim, vale a pena ter paciência e aguentar mortes sucessivas até o nível 8. O multijogador de GoldenEye 007 pode ter muita coisa emprestada de Call of Duty, incluindo os tais loadouts e progressão em níveis, mas a jogabilidade e os mapas definitivamente são old-school. Os mapas são tão diversos entre si que podem ser facilmente descritos com nomes curtos (Docas, Fábrica, Cargueiro, Selva, Boate etc.) algo com o qual não estamos acostumados nos FPS militares online, pelo seu contexto de guerra moderna. Esses mapas são cheios de atalhos, áreas secretas e recônditos onde um sniper pode se esconder para enfurecer os desavisados que saiam correndo no meio do campo aberto (mais uma dica: use bombas de fumaça, liberadas no nível 8 também). Mas o melhor mesmo é como a escopeta é útil nos mapas fechados e mais “apertados”, como a Boate ou a Usina. Para quem sente falta da velocidade e da putaria generalizada de um Unreal Tournament, sair correndo nesses mapas tentando colecionar one-shot kills com a escopeta é muito divertido. Outro ponto positivo é como o jogo mede vitória, em qualquer modo: não são somente as mortes que contam, e sim atingir uma determinada pontuação. Você ganha pontos extras por diversos fatores, incluindo vingança (matar quem tinha acabado de te matar), headshots, colecionar X mortes seguidas com a mesma arma, matar alguém após sobreviver a uma queda alta, matar alguém quando se está quase morrendo, matar todos os adversários pelo menos uma vez etc. etc. Já vi inclusive uma equipe ganhar o team deathmatch mesmo tendo menos mortes do que a equipe adversária por conta disso.

Não foi à toa que, ao contrário do que costumo fazer com FPS, já joguei 8 horas de multijogador e “apenas” 3 horas e meia da campanha. Não é apenas por já tê-la experimentado – na verdade, estou curiosíssimo para ver o redesenho de todas as fases, e ainda a considero uma das melhores campanhas solo de qualquer FPS, pela sua capacidade de incorporar elementos como stealth, objetivos paralelos com o smartphone e exploração de áreas e itens escondidos. Mesmo com seus problemas técnicos, o multijogador de GoldenEye 007 é especial. E como a campanha mantém o alto nível da versão de Wii, o jogo em si é especial, mesmo com todos os defeitos.

36 comentários sobre “Back: Só se vence duas vezes (07/11 a 13/11)

  1. Olá Fabio,

    Bem que eu tinha comentado que a campanha do Battlefield não era tão ruim quanto divulgada. Também achei interessante o paralelo entre o Solomon e o Bin Laden, assim como a história iniciar para depois retroceder. Recurso esse muito bem usado também no Uncharted 2.

    Joguei as três primeiras missões do co-op, mas não considerei elas difíceis. É mais questão de como descobrir a maneira de atravessá-las. Por exemplo, a Operation Exodus (a primeira missão), jogando algumas vezes, descobre-se como as ondas de inimigos se comportam, tornando mais fácil a preparação para elas. A Fire From The Sky é facílima, tendo um bom piloto é bem tranquila. A terceira, Exfiltration, não terminei ela ainda, mas parece ser como a primeira no quesito de jogabilidade.
    Vou te adicionar na PSN, e então podemos combinar uma hora para jogarmos o co-op.

    Agora sobre o Goldeneye, peguei o jogo no meio desse ano e também fiquei viciado no online dele (numa época que eu ainda não tinha PS3). Gostei da campanha, exaltando as características comentadas por ti: os elementos stealth, objetivos paralelos (incluindo mais objetivos dependendo da dificuldade!!! Muito legal).

    Estou muito tentado a trocar minha versão do Wii pela a do PS3. Mas primeiro preciso vendê-lo/trocá-lo, e até agora não encontrei ninguém disposto. 😦

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  2. Eu joguei Assassins Creed II até o final, fiz a grande maioria do que tinha para fazer e gostei do jogo. Mas para mim ele é bem nota 7,5.

    O principal ponto que não me agradou foi o nível de dificuldade. Eu não sou do tipo que gosta de jogos difícilimos, que só joga no hard/very hard/nightmare/hell, etc. A menos que eu goste muito de um jogo, eu passo longe desses níveis. Mas também não gosto quando é fácil demais, e achei AS II muito fácil. Ficar rico é quase ridículo, e aí a reforma de Monteriggioni e o acesso à itens também fica. Você acaba nunca tendo que se preocupar com armas/munição, e como eu usava as facas e a arma de fogo frequentemente, eu não tinha que ficar pensando se não era melhor guardar pra depois, quando eu talvez precisaria mais, ficava usando a torto e a direito. Achei o combate lento e muito fácil também.

    Por isso minhas partes preferidas foram as “quests” para conseguir a armadura do Altair. Achei-as mais desafiadoras e satisfatórias. Ah, e geralmente eu não gosto de puzzles, mas os do Subject 16 foram bons. Procurar pelos símbolos e depois quebrar a cabeça para resolvê-los foi divertido.

    A história é boa, mas não sei, não me cativou tanto. Mas o final foi bem impactante… Não vou dar spoilers, mas tive a mesma reação do Desmond no final (até pensei a mesma fala que dele rs, você vai saber quando ver). Os personagens, por outro lado, são bastante carismáticos em sua maioria.

    Mas os pontos altos para mim foram o cenário, a ambientação e o fundo histórico da coisa toda. Adoro história e arte, e a Itália Renascentista é interantíssima nesses aspectos. Todos os cenários e as construções históricas recriadas foram muito bem feitos. E eu gostei bastante de ler as explicações de cada lugar/personagem, e os comentários irônicos. A crítica que Ubisoft fez à vários elementos foi bem legal, deu aquele “à mais” que descrições da maioria dos jogos não tem, e que as fazem de fato interessantes e não perda de tempo (olá, Final Fantasy XIII).

    Como comprei usado, acho que valeu a pena, já que é um jogo mediano no geral, na minha opinião. Mas eu não retornarei à série a menos que no futuro eu esteja com dinheiro sobrando e veja boas opiniões sobre o jogo mais recente.

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      1. Vixe… Até acredito, mas se me disser que o trocadilho foi acidental eu vou ficar assim —> O_O

        Você sabe que existe “You Only Live Twice”, né? rsrs

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        1. Ah sim, claro 🙂 Os nomes dos filmes do 007 sempre foram muito interessantes, e não precisa tê-los assistido para lembrar de vários deles.
          E mesmo que não fosse o caso, no multijogador de GoldenEye Reloaded vários Louvores (“Accolades”, que você ganha ao final de cada partida se fizer X mais do que os outros) são baseados em nomes de obras de 007. Por exemplo, A View to a Kill (Maior número de mortes olhando pela mira), The World is Not Enough (Jogou todos os modos multiplayer), Quantum of Solace (Ficar em último lugar) e assim por diante. É um toque bacana 🙂

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          1. Mudando de agente secreto, sabe o que acabei de trazer pra casa?

            Metal Gear Solid HD

            Que Skyrim que nada, esse fim de semana eu vou é ler a sinopse do 1º Metal Gear Solid e emendar direto na coletânea \o/
            (só há o risco de Zelda: Skyward Sword roubar a cena, vamos ver)

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          2. Essa certamente será uma das minhas próximas aquisições hehe, embora agora to esperando o dual pack do uncharted chegar se a boa vontade natalina da receita federal ajudar

            Alias criar nome para os livros (posteriormente filmes) do 007 é o terceiro emprego mais legal do mundo, afinal a série do Ian Flemming só perde em estilosidade de titulos para a série Castlevania (com excessão de Lords of the Shadows que é um nomezinho muito genérico e desinspirado) e as operações da polícia federal.

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          3. Deve ser legal como emprego mesmo, mas os de Castlevania, estilosos? Pô, todos parecem nome de disco de metal/hard rock 😄

            Megadeth: Harmony of Despair
            Slayer: Aria of Sorrow
            Dream Theather: Symphony of the Night (AAAGGGH é muita pompa numa frase só, vou ali chamar o Hugo)
            Ugly Kid Joe: Kid Dracula (/zoei)

            Lords of Shadow pelo menos poderia ser um disco do Sisters of Mercy, do Bauhaus ou do The Mission… Pensando bem, esquece, The Mission não dá 😄

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          4. Bem, eu sou suspeito pra falar já que meu genero favorito é justamente metal progressivo que tem os titulos mais breg,,, digo, inspirados hahaha. Mas que Lords of ths Shadows parece o mais deslocado do grupo, e se mais nada parece nick de adolescente no CS ou no chat do UOL hahaha (chat do UOL… como eu sou velho, pqp…)

            Sempre lembrando que Castlevania tem moral nesse campo de canastrice, já que é a série que detem várias perolas do colorario gamer como o classico do dialogo canastrão “What is a man” e a lendária “What horrible night to have a curse” o que me fez pensar por anos qual seria uma boa noite para se ter uma maldição afinal de contas

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          5. Pô, Kid Dracula também destoa, vai. Se bem que eu nunca tinha ouvido falar desse Castlevani, só vi agora no Wikipedia enquanto buscava uns nomes para associar com as bandas 😀

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          6. Chat da UOL! hahaha

            (Também não sou novinha não. rs)

            Eu usava o chat da UOL e do Mirc pra treinar meu inglês na adolescência, inventava cada história maluca pros gringos. hahah Fora isso, usei uma vez pra fazer um estudo pra aula de Introdução à Antropologia na facul. Foi muito divertido. xD

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          7. Êeeeeeeee! \o/

            Aproveita pra terminar o MGS2 logo. u_u
            (Cadê o Ricardo pra me ajudar a te pressionar?)

            @C:

            Também acho “Lords of Shadow” tão simplinho perto dos outros. xD

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          8. “todos parecem nome de disco de metal/hard rock” —> Verdade. o_o

            Meu subtítulo preferido é “Lament of Innocence” (sem motivo especial, só acho que soa bonito rs). Qual seria a banda dele?

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          9. Hahahahah

            Achei que você ia falar alguma daquelas badas de metal gótico/melódico (nunca sei as definições corretas, abafem) tipo Nightwish, Within Temptation.

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          10. Bebs, sinto informar que vocês vão precisar fazer MUITA press… Quero dizer, dar muito incentivo, porque 15 minutos do novo Zelda me deixaram com a pulga atrás da orelha: em tão pouco tempo vi mais novidade na série do que em Twilight Princess quase inteiro.

            Mas podexá que comecei MGS 2, e pqp, QUANTA DIFERENÇA em termos de jogabilidade \o/ Agora sim eu avanço na série.

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          11. Nah, ainda vou terminar a campanha de GoldenEye 007 Reloaded (falta pouco), adiantar Assassin’s Creed II (falta um tanto) e jogar mais Battlefield 3 multiplayer porque mal comecei (ainda estou no nível 3).
            Mas de resto é bem provável que MGS HD e Zelda sejam os dois jogos no topo. Se conseguir pegar Halo Anniversary em loja até amanhã (vai saber como está a distribuição da MS Brasil, a UZ Games mais próxima não recebeu informações de pré-venda), é capaz dele ainda roubar tempo de Battlefield 3 e entrar no bolo.

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          12. Mas geralmente tem um jogo de celular na lista então um deles vai ficar de fora (talvez o BF3).

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          13. Nah, essa semana eu tenho usado os momentos de banheiro e espera para ler textos de faculdade (bastante apropriados para soltar o intestino, considerando o nível da produção acadêmica brasileira dos últimos 30 anos…). Joguei 15 minutos de NFS: Hot Pursuit, se tanto.

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          14. Vale a pena conferrir o novo Zelda porque tem gente dizendo que ele é melhor que o Ocarina of Time. Independente dos méritos do jogo, se tem gente quebrando a memória afetiva (tudo que é do passado e´melhor e sempre será e jamais será discutido) é porque algo conferivel tem neste jogo

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          15. Se é assim então vou usar um argumento forte em favor do MGS2: Fabio, já te ocorreu que ele é o jogo mais underrated da franquia apenas e exclusivamente porque os fanboys implicam de bitching com o protagonista e queriam porque queriam o protagonista de nomes fálicos neste jogo também?

            Até o Kojima faz piada disso hoje em dia, mas a fanboyice pega pesado com esse jogo

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          16. Ah, pode ficar tranquilo que já tinha levado em consideração esse argumento faz tempo. Mesmo que a jogabilidade com o Raiden seja mesmo piorada por qualquer motivo, eu vou defender o jogo até a morte só pelo culhão do Kojima de ter feito isso. Passei uma hora ontem me reacostumando a jogar com o Snake e pensando nisso, “que foda, estou aqui relembrando o MGS 1 e daqui a pouco o jogo simplesmente vira 180°”.

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          17. Nooooo! Por que você foi começar Zelda???
            (Adoro Zelda, só pra deixar claro. rs)

            Não te falei que você ia sentir uma enorme diferença a partir do MGS2? No 3 e no 4 a jogabilidade fica ainda mais refinada. ^^

            C, eu também já comentei isso com o Fabio! =D
            MGS2 é muito incompreendido por causa de fanboyzice cega. E o Raiden é um personagem tão rico, né? Mas foi super odiado na época.

            Pois isso é uma das coisas que eu mais aprecio no Kojima, ele não se deixa escravizar pela fandom e não sacrifica suas boas ideias/histórias só pra agradar. Eu amo que logo no segundo jogo ele teve o culhão, como disse o Fabio, de deixar o Snake totalmente em segundo plano (mas ainda importante na trama). Também amo a forma como ele bota em cheque, no MGS4, a questão do “herói”. Ele mostra que ser “fodão” não é uma habilidade natural, muitas vezes isso se resume a falta de opção (e um tiquim de sorte também). Quando o Otacon comenta os vários feitos do Snake e o chama de badass, ele responde que só fez o que “precisava” fazer porque não tinha escolha senão cumprir a missão. Ele não se enxerga especial por ter enfrentado mechas de guerra sozinho, pois não o fez porque achava que conseguiria/pra se provar. E, durante o jogo, a figura do herói-fodão vai sendo sutilmente desglamurizada enquanto é mostrado o lado triste e solitário de ser um. =)

            Óia eu me empolgando de novo… Tocou em MGS, disparo a falar. rsrs

            Mas só pra terminar, outra coisa que muito fanboy chiou é sobre Kojima ter colocado Snake como um véio decrépito no MGS4. Eu acho isso maravilhoso, adicionou mais layers ao personagem e à discussão sobre ser “herói”. ^^

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          18. “Nooooo! Por que você foi começar Zelda???”

            Por que estava MORRENDO DE CURIOSIDADE 🙂 Não é só que as notas estavam muito boas, mas o fato de notas 10 terem vindo dos lugares que *menos* esperaria (a EDGE, pela sua notória dureza nas notas; IGN, por chamarem os controles de “perfeitos” quando se sabe que a maioria dos jornalistas de lá detesta controles de movimento; Game Informer por seu notório descaso com material da Nintendo, e assim por diante). Por outro lado, o site que mais confio, o GameSpot, deu a menor nota, 7.5. Assim fica difícil não querer conferir logo 🙂

            Acabei de jogar mais de duas horas dele e posso adiantar desde já:

            – Quem disse que os controles têm problemas precisa urgentemente mandar seu Wii Remote/Motion Plus pro conserto, ou a barra sensora, ou whatever. Muito de vez em quando a espada faz um movimento horizontal quando você tentou fazer uma diagonal e assim por diante, mas é uma vez em vinte em que isso acontece, e o jogo é bem leniente para que isso não f*** com aquele combate. E nas outras 19 vezes, você vai fazer algo que vai te deixar com os olhos brilhando por conta da imersão de andar com o Link e ver a espada reagindo exatamente à posição de sua mão. Por exemplo, cortar amarras na posição correta ou levantar a espada em um lance meio Thundercats para canalizar energia, e assim por diante. Sério, o troço pode não ser 100% perfeito, mas é MÁGICO.

            – Quem disse que é só mais um Zelda ou jogou de má vontade ou está repetindo bordão sem pensar. Tudo bem que muita coisa que se espera de um Zelda está lá, mas de resto, o jogo é com folga o que tem mais surpresas inesperadas desde Majora’s Mask, no mínimo. Medidor de stamina? Link se pendurando em quinas a la Nathan Drake? Ter que estudar os inimigos e evitar sair dando golpe à toa para não cansar no meio do combate, como uma espécie de Demon’s Souls para crianças? A oposição mundo no céu/mundo na superfície? Dungeons que vão se expandindo, de novo a la Demon’s Souls? Eu já achava viagem dizer isso de Twilight Princess e principalmente Phantom Hourglass (do DS), e Skyward Sword está em outra ordem de magnitude em termos de novidade.

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          19. Bah, agora você que me deixou morrendo de curiosidade/vontade de testar o Skyward. Mas não tenho o Wii e meu amigo que tem não pegou o jogo. =(

            PS: Que aspas brutas! hahaha

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  3. Lolei, eu conheci Evanesce porque eles tocam duas musicas no filmeco do Demolidor kkk

    @Bebs
    mais oldschool que isso só baixar musica no KaZaA enquanto conversa no ICQ

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  4. Quanto a SR2:
    1- Vc disse q é do tempo q rap era ruim mas esse tempo não é oq os VGs tb eram ruins? [brinks]
    2- Quanto a essa missão q tu disse eu acho q depende, ela é uma missão obrigatória? Pq se for acho q foi sacanagem mesmo colocar esse tipo de missão de merda [:p (apesar deq nunca vi esse jogo, quem sabe em determinado contexto ela não pode ser legal? fiquei com um pouco de dúvida)] no jogo, agora se for opcional pelo menos fizeram “esse favor” para ela ser ignorada mesm não?

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    1. 1 – Eu disse que era do tempo em que rap tinha sentido.
      2 – Pouco importa se é obrigatória ou não. Continua sendo infantil, humor de criança de 7 anos que entra na sala com visitas, grita XIXI COCÔ! e sai correndo.

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