Back: Pé na porta, tiro na cara (31/10 a 06/11)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Pé na porta ladrãoSim, o que parecia impossível aconteceu:  Demon’s Souls e Dark Souls não têm pé na porta nem tiro na cara, o que quer dizer que finalmente eles saíram da seção Back! Isso não quer dizer que os tenha terminado (longe disso) ou que eles não voltarão logo (mais longe ainda), e sim apenas que dei um descanso deliberado neles. Essa semana adquiri dois jogos de tiro que me fizeram voltar ao tema FPS em 2011 e repensar aquela história de ficar reclamando do quanto o gênero domina o mercado, e se ele está realmente estagnado… Ou se são só as duas maiores franquias militares e alguns casos isolados que dão essa impressão (Duke Nukem ForeverHard Reset, Bodycount e possivelmente Homefront que o digam). Mais sobre isso em breve, já que na esteira das compras, andei voltando a outros FPS do ano que ainda não tinha terminado (e terminei um, yay!) para fazer comparações diretas. Era para termos apenas cinco FPS aqui, mas como um certo jogo de aventura cinematográfica “invadiu” minha semana meio que na marra – né Ricardo Pasqual e Bebs? – resolvi quebrar a regra e pôr seis jogos mesmo. E dane-se. Dois deles empataram em tempo mesmo, então engulam essa. Além dos cinco FPS, ainda adquiri Bastion essa semana na promoção do Steam (50% de desconto!); baixei o aparentemente injustiçado Hydrophobia Prophecy de graça na Playstation Plus; continuei jogando Galaxy on Fire 2, o pseudo-clone de EVE Online, nos momentos de espera e idas ao banheiro; e ainda mais dois FPS, desta vez antigos – Brothers in Arms: Hell’s Highway, obtido em uma troca, e Borderlands. Tinha esquecido como é legal o esquema de comandar esquadrões em Brothers in Arms, e de Borderlands não tem mais o que falar. Isso dito, vamos aos tiroteios da semana.

Resistance 3 (PS3)

Capa de Resistance 3 (PS3)
2 horas e meia

Definitivamente, Resistance 3 não é um FPS que eu deveria jogar assim, em pedaços entre um FPS ou outro, porque isso só torna mais difícil voltar a ele. Não, espertinho, isso NÃO quer dizer que o jogo seja sofrível – muito pelo contrário – e sim que é com folga o mais difícil deste ano, tanto por causa da completa ausência de regeneração automática quanto pelo design deliberado mesmo. Se tinha alguma dúvida disso, as fases que encarei nessas duas horas provaram que a dificuldade é intencional, para passar o desespero de lutar pela sobrevivência em uma América devastada e com tudo contra você. Se em Resistance 2 uma das cenas mais fortes foi atravessar uma série de armazéns cheia de casulos de alienígenas prestes a estourar, aqui, além de passar por isso mais uma vez, você cai em uma espécie de celeiro gigante improvisado com dezenas de bichos escrotos semelhantes aos headcrabs de Half-Life. A diferença é que aqui eles parecem não acabar nunca, e alguns deles ainda cospem veneno enquanto você corre de um lado a outro que nem doido, tentando encontrar a saída. E lembrem-se, isso sem regeneração; em algum ponto você não está mais tentando encontrar a saída, e sim cápsulas de vitalidade, e se perguntando se adianta procurá-las apenas para continuar apanhando e não encontrar a saída.

O melhor mesmo vem depois, quando você descobre que alienígenas não são o único problema com o qual é preciso lidar, mesmo após a extinção de 90% da humanidade. Quando esse tipo de cataclisma acontece, o que mais aparece? Vou deixar essa no ar e só dizer que, após um determinado acontecimento relacionado, você tem a chance de usar uma marreta contra os chimera. Foi um dos momentos mais poderosos do jogo, ainda mais por ter acontecido imediatamente após uma morte bem inesperada. Vou reservar o veredicto real para quando terminar a campanha, mas até agora, Resistance 3 tem uma das histórias mais interessantes que já vi em um FPS de terror. Sim, terror, porque neste jogo não há nenhuma organização militar, ou mesmo paramilitar, e tudo assusta. Pode não ser o foco principal do jogo, e os sustos podem não ser do mesmo calibre de um Dead Space, mas a temática e o clima é 100% de terror: sobrevivência no fio da navalha, bichos feios, clima pesado e escuro, sons ambientes assustadores o tempo todo e, como não poderia deixar de ser, o maior inimigo do homem… Ele mesmo.

F.3.A.R. (PS3)

Capa de F.3.A.R. (PC/PS3/X360)
2 horas e meia

F.3.A.R. talvez seja um dos jogos mais injustiçados do ano. Claro, ele não tem um visual tão detalhado e belo quanto os de outros FPS, mas até aí a série nunca esteve na crista da onda nesse quesito – e a direção de arte dele é muito boa assim mesmo. Claro, a campanha não é tão bombástica quanto a de outros FPS, mas até aí a série nunca teve uma campanha bombástica – e a de F.3.A.R. é a campanha mais variada e interessante da série assim mesmo. Claro, o jogo não assusta tanto quanto os melhores jogos de terror, mas até aí os dois anteriores também não – e F.3.A.R. consegue surpreender assim mesmo com o seu sistema de eventos aleatórios (a fase da loja me deu mais sustos do que os dois jogos anteriores inteiros). E por aí vai. O padrão é o mesmo: ele parece mediano em tudo à primeira vista, mas se você se despir de expectativas e prestar atenção nele como obra isolada, vai perceber detalhes de um jogo muito sólido e que consegue implantar algumas coisas incomuns nos dois gêneros que ele cobre, FPS e terror – como o uso de cobertura, o co-op “divergente” (entre dois personagens com habilidades totalmente diferentes, um vivo e outro morto) e os tais eventos aleatórios.

E ao somar isso à narrativa, desta vez muito mais presente e encorpada, você tem um jogo que deveria exatamente ser usado como exemplo de solução para o problema da mesmice dos FPS, e não como motivo de choro da fanboyzada. Inclusive me surpreendi bastante com o quanto F.3.A.R. resgata coisas do primeiro jogo que passaram batidas pelo segundo, como apresentar mais de um caminho em uma fase  – geralmente para que você possa “dar a volta” e surpreender os adversários – e até mesmo uma área de escritórios com baias, claramente como referência/homenagem ao jogo original. O “problema” (bem entre aspas) é que F.3.A.R. é o FPS funcional completo que o primeiro nunca foi, e como fanboys acreditam que jogos são exercícios de soma zero, isso deve querer dizer que todo o resto foi jogado fora. Não foi; não há absolutamente nada em F.3.A.R. que já não tivesse aparecido no primeiro, dos mechas aos surtos de Alma, assim como não há nada do primeiro jogo que não reapareça em F.3.A.R. A diferença, no entanto, é que agora temos um pacote completo – isto é, um jogo com narrativa real, jogabilidade sólida, variedade, co-op e modos multijogador diferentes do padrão, em vez do shooter de corredor mais repetitivo da história dos games e um multijogador que só copia o que outros FPS estavam fazendo.

Crysis 2 (PS3)

Crysis 2 (PC/PS3/X360)
3 horas

E finalmente terminei Crysis 2, já estava na hora. Demorei pelo simples motivo de que a campanha é longa – me tomou pelo menos 18 horas – e ainda a interrompi ocasionalmente para brincar no multijogador, que é interessante e diferente, porém mais difícil do que a média. É curioso a diferença que faz em um FPS a implantação algumas poucas mecânicas novas por conta de uma “desculpa” de cenário/narrativa, como a nanosuit: além das possibilidades próprias de abordagem com a power armor e a camuflagem, a movimentação com o superpulo e a corrida extra é muito prazerosa, o que deixa Crysis 2 simplesmente gostoso de explorar (sem viadagem!). Sim, eu sei, o stealth durava muito menos em Crysis, e o mapa era bem mais aberto… Mas sinceramente, a maior duração do stealth só chega a virar mamata após um upgrade que você pode decidir não fazer, e a linearidade relativa deixa a experiência de Crysis 2 bem mais concisa sem retirar totalmente o livre arbítrio e movimentação do jogador – vide as diversas opções táticas em vários trechos, que podem ser combinadas com as preferências de uso da nanosuit que cada um terá. E convenhamos, em boa parte do primeiro Crysis o espaço aberto não traz realmente nenhuma vantagem à progressão do jogo, que tem uma estrutura de missões quase sempre direta, de um ponto a outro; trata-se apenas de exuberância técnica e nada mais. Crysis 2 é o jogo superior, a experiência mais redonda, e só não é ainda melhor porque a Crytek ainda precisa arrumar um roteirista realmente bom.

Rage (PS3)

Rage Anarchy Edition (PS3)
3 horas e meia

Quando me deu vontade de comprar um FPS novo essa semana, fui em Rage antes de ir em Battlefield 3. O motivo principal era o foco na campanha single player, que normalmente me interessa mais, mas também pela curiosidade de que esse talvez não fosse um FPS comum. E não é, em nenhum sentido. Em termos técnicos, nenhum outro FPS nos últimos anos é tão preciso em termos de mecânicas de tiro:  as armas têm a resposta correta, a mira é perfeita, a IA dos inimigos é interessantíssima (tanto em uso de cobertura quanto de saltos e desvios para dificultar os seus acertos), e o jogo roda a impressionantes 60 quadros por segundo o tempo todo (ao custo de uma bela instalação de 8 GB no PS3). A dificuldade também é perfeita: no início, o jogo chega a parecer um tanto mais difícil do que se imaginaria, mas logo você pega o jeito e, se prestar atenção, vai perceber que Rage está para os FPS como Catherine e Portal estão para os jogos de puzzle – isto é, ele faz as coisas parecerem mais difíceis do que realmente são, passando ao jogador a sensação de que ele é muito bom naquilo.

Essa taxa de quadros e as belas mecânicas não vêm em detrimento do visual, muito pelo contrário: há um atraso ocasional no carregamento das texturas quando você vira de sopetão, mas dificilmente alguém sensato vai se importar quando continuar olhando em volta para admirar o cenário pós-apocalíptico mais bonito já visto em um game – o sonho que todo fã de Fallout gostaria de ver no próximo jogo da série. O mais interessante de Rage, porém, é a quantidade de coisas normalmente consideradas supérfluas em um FPS, mas que foram tratadas com todo o carinho do mundo pela id software. Personagens são um bom exemplo: todos têm nome, todos se movimentam de forma particular, e todos os NPCs com quem se pode conversar têm animações únicas (e todas muito boas, pelo menos até onde joguei). Há também as corridas, que não são nenhum primor de variedade, mas são mais sólidas do que, digamos, dirigir veículos em Borderlands. Ele também usa um leve verniz de RPG/mundo aberto; não há escolhas de diálogo/ação, caminhos alternativos ou customização do personagem, mas há níveis, e você está livre para fazer as missões e explorar as cidades/áreas já liberadas na ordem que quiser. Há também a possibilidade de recolher tranqueira, adquirir blueprints e montar engenhocas para uso, o que incentiva a exploração e o uso criativo do que você encontrar. No todo, Rage acabou me saindo melhor do que a encomenda – e mais ousado, também, ao ponto de não ter multijogador competitivo de tiro, apenas co-op e corridas online (sim, isso mesmo, somente as corridas com os bugues do inferno!). Mas até aí, pra isso temos o jogo abaixo…

Battlefield 3 (PS3)

Capa de Battlefield 3 (PS3)
5 horas

Sim, eu acabei capitulando e comprei Battlefield 3. Em parte por curiosidade de ver se a campanha solo era tão qualquer-nota quanto diziam/parecia, em parte por acreditar no uníssono de que o multijogador era o melhor da série. E a impressão que tive, ao jogar 3 horas da campanha e 2 do multijogador, é que as duas afirmações são apenas parcialmente verdade. Começando pelo single player: sim, é uma típica campanha de FPS militar, com explosões, testosterona, ação (quase) ininterrupta, quick time events e tudo o que você imagina. Ela é até estruturada como um interrogatório com flashbacks, o que remete a Black Ops… Porém, as diferenças nas circunstâncias de cada interrogatório refletem exatamente as divergências fundamentais de tom entre as duas campanhas. Enquanto Black Ops é todo fundado em teorias conspiratórias de livros de quinta categoria, apresentadas sob tortura por um soldado americano que [sofreu lavagem cerebral para aparentemente matar Kennedy], em Battlefield 3 a coisa é bem mais pé-no-chão: em uma ação no Oriente Médio, um sargento descobre por acaso planos terroristas para atacar cidades ocidentais com armas de destruição em massa. Após comer o pão que o diabo amassou, o tal sargento é interrogado por oficiais, que ainda não têm certeza se devem acreditar na história dele. Pronto, acabou. Sem teorias mirabolantes e interrogatórios cheios de aparatos a la estação da Dharma, apenas os “bons e velhos” terroristas aprontando. E, para ser sincero, se é pra ser clichê, prefiro mil vezes algo que tenha alguma possibilidade de acontecer/ter acontecido na vida real, especialmente em um FPS militar. Vamos ver se esse tom se mantém até o final.

Aí vem o multijogador. Sim, duas horas é pouco para tirar conclusões, ainda mais que só joguei team e squad deathmatch. Não dá pra reclamar dos mapas – simplesmente sensacionais em termos de apresentação, tamanho, disposição de coisas e possibilidades de abordagem – e nem da ação, que continua com seu ritmo próprio, sem um bando de gente correndo pra lá e pra cá sem parar, e onde basta uma rajada bem colocada para acabar com a sua vida. O que pega é que senti falta dos comandos de esquadrão e de mais veículos. De novo, pode ser por ter jogado só deathmatch, mas ainda assim em Battlefield: Bad Company 2 sempre se acha um veículo, mesmo nesses modos. Nada disso me impediu, porém, de me divertir bastante com ele – e só não joguei mais porque queria adiantar outros FPS essa semana para um artigo que virá em breve. Descobri que mesmo com sua progressão mais lenta de um nível para outro, Battlefield tem o multijogador no qual me dou melhor de todos os FPS militares que já joguei, e isso ajuda a querer jogar ainda mais. P.S. 1: Sim, isso quer dizer que o multijogador está muito acima daquele beta de semanas atrás. P.S. 2.: Sim, o visual do jogo é impressionante, especialmente os efeitos de iluminação. Até surpreende que ele instale só 2 GB para conseguir esse visual. Não é o FPS mais bonito dessa geração – o trono ainda é de Crysis 2 – mas fica na cola imediata.

Uncharted 2: Among Thieves (PS3)

Capa de Uncharted 2: Among Thieves (PS3)
7 horas e meia

E com um pouco de concentração (e por que não, incentivo externo), terminei Uncharted 2. Vale dizer que muito disso se deve a como o jogo pega tração da metade em diante: não que ele não seja equilibrado antes, mas a partir do momento em que Drake chega à vila no Tibete, a alternância de momentos de tiro, plataforma, puzzle e até stealth fica tão refinada que às vezes dá vontade de parar o jogo e aplaudir de pé. Ao mesmo tempo, novas informações de todo tipo vão sendo introduzidas sutilmente a cada novo trecho: inimigos misteriosos, as motivações do vilão Lazarevic, mais dúvidas sobre a lealdade de Chloe, tipos de interações com o cenário etc. etc. etc. O trabalho de câmera, então, é de tirar o fôlego; nunca esquecerei da cena em que [Drake e Tenzin estão escalando um trecho congelado e a câmera se posiciona no alto e à distância, atrás de uma massa disforme nas sombras, que de repente pula para fora do quadro, mostrando ao jogador que aquilo era algo vivo]. Somando isso às paisagens da cidade de Shambala e aos efeitos de iluminação quando começa a chover,  perto do final, o jogo consegue superar a própria excelência estabelecida desde o início.

Mas o que me surpreendeu mesmo foi a narrativa, como já tinha sugerido semana passada. É muito fácil descontá-la pelo espetáculo visual e os exageros aventurescos, mas a verdade é que o roteiro do jogo é muito bem construído e autoconsciente – no sentido de que muitas vezes brinca com clichês do próprio gênero e vira o jogo em cima do espectador/jogador. Um exemplo é quando Flinn [é encontrado quase morto e, ao ver Elena tentando ajudá-lo, responde “isso não é um filme” e aciona uma granada que quase dá cabo da moça e suas boas intenções]. Mas nenhum desses momentos é tão emblemático quanto a afirmação de Lazarevic no final do jogo, mencionada no livro Extra Lives: Why Video Games Matter, de Tom Bissell: [quando o vilão acusa Drake de matar tantas pessoas, o jogo brinca com o próprio cerne da maioria dos jogos de aventura, em que atirar e matar a rodo é considerado essencial para a “diversão”]. A resposta de Drake, então, nem se comenta: é exatamente o que eu faria. Acho que agora sim consigo entender: Uncharted 2 pode ser aventuresco, pode parecer entretenimento vazio, pode ser exagerado e Hollywoodiano, mas também é redondo na jogabilidade e esperto em roteiro, além de tecnicamente perfeito. A única coisa ruim dele foi estragar completamente as expectativas para Uncharted 3: é praticamente impossível igualar ou superar Among Thieves sem fazer algo completamente diferente – o que, claro, a Naughty Dog muito provavelmente não fez. Não consigo ver como.

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15 comentários em “Back: Pé na porta, tiro na cara (31/10 a 06/11)

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  1. Brothers in Arms é um jogo bastante legal, com uma mecanica diferenciada e missões interessantes… mas nossasenhoradoencanadoritaliano, como esse jogo é EMO! Hahaha, sério!
    Cada cutscene narrada que abre as fases é tão depressiva que voce até estranha metade da tela não estar coberta por uma franja.

    É algo do tipo:
    Fase 1: “eu tinha um amigo chamado bob, mas ele morreu. De que adianta continuar lutando?”
    Fase 2: “lembro dos churrascos de fim de semana, mas sei que jamais voltarei a provar um. A vida é triste e vazia”
    Fase 3: “Todos que eu conhecia morreram, e se não morreram morrerão em breve. Achei uma moeda de um centavo na rua esta manhã, mas que diferença faz? Alias alguma coisa faz diferença afinal?”
    Fase 4: “Suspiro” … a guerra… “suspiro”

    Sério, a coisa é explorado ao ponto de virar piada…

    Quanto aos GFPS (generic FPS, se tiver um soldado em pé sozinho na capa é batata) não é exatamente o meu genero então nem tenho muito a falar – possivelmente eu acabe experimentando Rage e a série FEAR mas em um futuro indeterminado, e multiplayer não me interessa nem pra tocar com uma vara de três metros…

    http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS208Pyv-VUvmU_lXtByQBievqqG_I-Xc-IpC0TVp_Y_DtsDxkUig&t=1

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    1. Hahahah, de fato Brothers in Arms se apresenta como um desses filmes de guerra ultra-emocionais… Não é à toa que meu filme de guerra favorito ainda é Nascido em 4 de Julho, é preciso ter estômago para sequer passar do 1º terço dele – que, para quem não viu, é *antes mesmo das cenas de guerra começarem*, no campo de treinamento.

      O problema de experimentar FEAR é ter que aturar o primeiro jogo para conseguir entender alguma coisa do segundo e do terceiro. Eu parei no meio do primeiro e fui ler o fim dele na Wikipedia – e eu digo “fim” porque praticamente não tem história naquele treco até o final do jogo. Eu recomendaria ir de Resistance antes, ainda mais agora que tem o dual-pack com os dois primeiros a preço de banana. F.3.A.R. é um jogo muito criativo, mas tu vai boiar na história se não ler resumos por aí antes.

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      1. Bem, não vou realmente jogar nada tão cedo até platinar Demon’s Soul (se tu acha que eu tenho TOC por querer completar 100% num jogo lazarentamente dificil é porque não viu como eu organizo minahs pastas de MP3 hahha), mas pretendo jogar Resistance antes de FEAR (mas depois de Uncharted, certamente).

        Até porque Demon’s Soul já gastou toda minha cota de mecanicas incriveis sem muita história por trás, estou precisando de um jogo no momento que faça este efeito (e obrigado pela fica que o 1o FEAR não é este jogo)

        Na verdade acho que vou aproveitar que Persona está na PSN e completar lacunas da minha formação gamer.

        Falando em Battlefield, viu a tirinha do Penny Arcade sobre os gráficos do jogo? Aparentemente eles concordam contigo…
        http://penny-arcade.com/comic/2011/10/26

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        1. Hahahah 🙂 Acho que eles estão mais se referindo a Battlefield 3 no PC ou no Xbox 360.

          O lance é o seguinte: no PC, o jogo é pesado, e pelo que eu soube, mesmo uma máquina que cumpra tranquilo os requisitos não consegue rodá-lo direito no High com todos os efeitos ligados (para efeito de comparação, minha máquina está justinha para Dead Island e eu consigo rodá-lo no High e quase tudo ligado). E sem os ajustes o jogo ainda é bonito, mas não chega perto do que foi mostrado nos trailers iniciais. Fica no mesmo nível de um Call of Duty.

          No Xbox 360, há um pacote de texturas de alta definição que ocupa não sei quantos gigas e, por algum motivo, só pode ser instalado em HD, seja interno ou externo. Ou seja, quem tem Xbox 360 de 256 MB ou 4 GB (com memória flash) e usa pen drives como armazenamento extra não pode instalar o tal pacote. E sem ele, a diferença visual é *absurda* – em alguns detalhes o jogo fica borrado por conta disso.

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          1. Desconfio que o “algum motivo” é que o XBOX usa uma midia claramente inferior (comparando com o BD do PS3 e a instalação no HD do PC), mas eu me referia a qualidade do jogo mesmo que é awesome segundo os caras.

            Eu realmente nunca fui de jogar no PC (tanto é que eu nem sei oq ue fazer se voce me der um teclado e um mouse senão usar eles pra instalar o xpadder) justamente por essa coisa de configuração. Videogames podem ser um pouco defasados as vezes, mas voce simplesmente liga e tudo esta sempre no maximo ate sair outro console.

            O que me lembra… ja parou pra pensar que esta geração esta tendo a maior vida de todas as outras? Bem mais que os classicos (desde o lançamento até o lançamento do seu sucessor) como SNES (1992 a 1995 se eu não me engano) ou mesmo o NES

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          2. Sim, e isso é intencional, algo que as produtoras pediram por conta da diferença que tiveram entre a experiência com o PS2 e com os outros consoles da mesma era que duraram muito menos. Elas demoram pelo menos dois anos para aprender a tirar o máximo de um console, e aí vão mais dois ou três anos para recuperar o investimento em pesquisa, ou seja, o ciclo de cinco anos (em média) que tínhamos para cada geração vira justamente quando as produtoras estão tinindo e fazendo lucro. O PS3 e o X360 foram desenvolvidos pensando nisso, e o Wii U só está saindo já em 2012 porque a Nintendo *não* pensou tão longe.
            E de resto, por mais que o povo de PC possa arrotar Direct X 11 e trailer de projeto de replicante fumante como “prova” de que os consoles estão visualmente defasados, a verdade é que a cada salto de qualidade gráfica rumo ao realismo faz com que os avanços posteriores em visual tenham diminishing returns, como dizem os gringos – isto é, esses avanços ficam menos interessantes. Olhe para Red Dead Redemption, por exemplo. Mais um pouco e aquilo vira filme, e é aí que os avanços gráficos param.

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  2. Estou jogando BF3 e não entendo esse preconceito contra a campanha dele. Para mim está muito boa, para uma série que nunca ligou muito para isso. A história está em um nível razoável, claro que não sendo um Tom Clancy. As missões estão bem variadas, sendo muito interessante a fase do avião.

    Falam que o Call of Duty tem uma campanha melhor. Mas convenhamos, a história só é boa o do 2 e do sensacional Modern Warfare 1. No 2 começa as mirabolantes artíficios da história, sem contar as cenas dignas de Holywood: caça voando em formação com helicóptero, Rússia invadindo os EUA por causa de um atentado… Agora no 3 fizeram submarino lançando ICBM no lado de Nova York.

    Quanto ao multiplayer do BF3, não tenho o que reclamar. Jogo está equilibradissimo, com as classes oferencendo bastante oportunidade de customização e um jogabilidade diferenciada. Sem contar o prazer de matar alguém na faca. Hahahahaha

    É claro que sempre há os chorões, falando que no BF2 estava melhor. Estão reclamando principalmente da suposta fraqueza dos helicópteros e aviões (sendo que no BF2 o jogo ficava insuportável quando bons pilotos começavam a limpar o mapa).

    Se quiser adicionar como amiguinho no Battlelog (ou marcar algumas partidas de co-op): http://battlelog.battlefield.com/bf3/user/JoaoPaulog/

    🙂

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    1. Já chegou na fase do tanque? Eu curti muito essa parte.

      Mas note que aí estamos falando de jogabilidade. Como coleção de fases, a campanha de Battlefield 3 é bem legal, e não é tão alucinante/Michael Bay quanto CoD – o que pra mim é um plus, me sinto mais em situações de guerra de verdade do que em CoD. Mas em termos de narrativa todos esses jogos são a lesma lerda, é só que a história de Battlefield 3 é menos estapafúrdia e cheia de contradições/conspirações sem nexo.

      AH SEU PUTO FOI TU QUE ME MATOU ONTEM NA FACA QUANDO EU TAVA “ACAMPADO” EM UMA MARQUISE DE TEERÃ? /zoeira
      Matar na faca é bem divertido mesmo, mas convenhamos, isso tem em quase todos os FPS militares, não?

      Te adicionei lá, mas se prepara para ver o PATO que eu sou nesses jogos: k/d ratio 0.70, accuracy 9,4% (!!!)

      PS: E quem quiser me adicionar no Battlelog, aí vai
      http://battlelog.battlefield.com/bf3/user/FSooner/

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      1. Sim, é bem interessante essa parte do tanque. Também curti. Tem um pequeno plot twist no final na história (nada de extremamente surpreendente, mas achei bacana).

        Claro, concordo contigo sobre a campanha. CoD é como um filme. BF é mais “realista” dentro do possível. Não há necessidade de denegrir um para exaltar o outro, como muitos (a grande maioria) faz. São facetas diferentes. As histórias do FPS de guerra tem que melhorar muito ainda.

        Acredito que matar na faca têm em praticamente todos (ou algo equivalente), mas nada é mais humilhante do que neste BF. A puxada que é dada com a cravada no coração é emocionante, ainda mais com adrenalina de correr/espreitar por trás do inimigo. Muito mais legal do que ficar golpeando a esmo trocentas vezes para matar.

        Olha, veja bem… Pode ser que eu tenho te matado… ahahahhaa. Pena que o Battlelog não mostre a estatística de todo mundo que foi esfaqueado, só mostrando os últimos de cada Dog Tag.

        E eu tenho esse mesmo ratio de k/d e taxa de accurracy, mas já consegui fazer bastante pontos. Geralmente foco nos objetivo s do tipo de mapa (Conquest ou Rush).

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  3. Falando no assunto, curiosamente o CoD Black Ops parece realmente um filme do Michael Bay: tem todos os ares de superproduçaõ, explosões e tudo mais, mas a história apesar de parecer epicamente foda (definitivamente as partes do russo são), quando você pensa direito sobre ela enxerga furos no roteiro do tamanho do missipi em dia de chuva.

    Ao que curiosamente você ve desculpas do tipo “esta bom para um videogame”. E isso diz muita coisa como sobre a seriedade da “industria” e seu publico

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  4. Cara, tu chegou na parte em que desbloqueia a porta da floresta com o medalhão e… HEY! Como assim não tem Demon’s/Dark Souls na seção da dessa semana!? xD É bom dar uma parada mesmo, senão tu perde tua alma de verdade, não só no jogo! #badumtss

    Aeeeeee \o/ Terminou Uncharted 2! É um jogo excelente, conseguiu ser não só melhor que o primeiro, mas uma revolução em relação a ele. Os jogos de câmera, as tiradinhas com os clichês de sempre e os tapas na cara do protagonista (moral e fisicamente falando), fazem de Uncharted 2 uma experiência única. Não é a história mais inovadora, tampouco mais bem feita de uma trama de aventura ou mesmo comparado com outros jogos de boas histórias, mas tem TUDO que um bom enredo do gênero precisa. E o roteiro é o que engrandece a obra, sabe trazer o que precisa no momento certo. O único defeito que me lembro é algo trazido do predecessor: o TOC do Drake em se encostar em paredes. Por vezes (principalmente no modo mais difícil) percebe-se que os comandos de esquiva e de cover (mesmo botão) vão te f@der uma hora ou outra, mas nada que desmereça o game. Jogo obrigatório pra qualquer cidadão que ouviu a palavra videogame um dia.

    Dos FPSs da lista, provavelmente o que vou jogar primeiro vai se Resistance 3, mas tenho que comprar/jogar o 2 antes. Pelo que vi da demo, achei muito bom. Não saudosismo old-school não, mas o lance de não regenerar HP fechou muito bem com a história, e na real, to de saco cheio dessa porra de regeneração. De vez em quando é bom ter um game que reme contra à maré, principalmente num quesito tão preponderante.

    Rage, vou jogar…um dia, não me empolga no momento, simplesmente porque tenho muito FPS na lista antes dele.

    Nem vou entrar na discussão de BF e CoD, simplesmente porque não tenho propriedade pra discutir sobre os jogos. Preconceitos à parte, FPSs de guerra/guerrilha não me empolgam há tempos, simplesmente os ignoro, só jogo no churrasco com os amigos no bom e velho split screen xD Mas, como sempre, nada contra, só não me animam mesmo.

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    1. Aêee Ricardo, nosso incentivo (leia-se: pressão) deu certo! 😀

      ao mesmo tempo, novas informações de todo tipo vão sendo introduzidas sutilmente a cada novo trecho

      Isso me lembrou uma coisa legal que a Amy Hennig disse… Outra preocupação dela foi inserir sutilmente, de tempos em tempos, detalhes que remetessem a passagens anteriores, pra ninguém se perder na história. Porque nem todo mundo fecha o jogo numa tacada só, tem gente que às vezes leva dias, até semanas, entre uma sessão e outra antes de fechar e podem esquecer partes importantes do enredo. Daí ela construiu a narrativa levando em conta esses dois tipos de jogador. Parece uma coisa óbvia, mas nem todo roteirista pensa nisso, né? =)

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      1. Além do quê refleta uma característica única de roteiro de games em oposição a roteiros de outras coisas. Embora às vezes alguém assista parte de um filme e veja o resto depois, a chance desse “hiato” acontecer é muito maior com games, e dependendo da dedicação do jogador ao hobby, o hiato pode durar meses – como aliás aconteceu comigo. Hoje estou retomando Assassin’s Creed II e fiquei quase uma hora zanzando antes de me dar conta do pé que estava na história, enquanto em Uncharted 2 me encontrei rapidinho.

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