Back: Aventuras sérias… ou nem tanto (24/10 a 30/10)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

seriousMais um ataque de comprite essa semana, mas desta vez no Steam, graças à GIGANTE promoção de Halloween (aproveitem, vai até o final do dia de hoje ainda, e tem muita coisa boa a preços incríveis). Com tanta coisa nova e pouco tempo livre (e ainda por cima 70% dele continua sendo tomado por aqueles jogos que vocês já sabem quais são), nenhuma das novas aquisições de Halloween foi jogada tempo suficiente para aparecer aqui. Resumindo, finalmente adquiri Left 4 Dead 2 (cuja versão Xbox 360 tinha trocado por Halo: Reach), a Penumbra Collection (uma série de três jogos do estúdio de Amnesia: The Dark Descent, que aliás está saindo por meros US$ 4), dois S.T.A.L.K.E.R. (Shadows of Chernobyl e Call of Prypiat) e Ghostbusters: the Video Game (que já tinha pro Wii, mas a versão de PC/X360/PS3 é um pouco diferente – e se não a pegasse por US$ 2,50 não a compraria nunca mais). E, em pleno sábado, a promoção diária do Steam foi Flatout: Ultimate Carnage, um jogo de corrida destrutiva bem interessante que só não entrou aqui por alguns minutos. Como se não bastasse, ainda consegui acertar uma troca e passar Borderlands de PS3 – de novo, outro jogo que acabei recomprando no PC – por 3D Dot Game Heroes, e só não fechei mais duas negociações no TrocaJogo porque ainda falta acertar o horário com os respectivos usuários. Ufa. De resto, a semana seguiu o padrão recente: dois jogos me tomando horas de sono, um game de celular roubando o tempo no banheiro e nas filas de espera, e mais um game voltando ao console na esperança de que conseguirei terminá-lo antes da sequência chegar. Ah, e antes da promoção de Halloween, teve ainda outro jogo de corrida em promoção no Steam que acabei jogando tempo suficiente para que ele aparecesse aqui – embora não exatamente por ter gostado dele. Não há nada em comum entre todos esses jogos, mas tirando o tal jogo de corrida, o resto oferece aventuras com momentos bem sérios intercalados com situações engraçadas… Ainda que a proporção varie muito e, em especial nos dois games mais jogados, as palhaçadas tenham sido involuntárias e decorrentes de jogo online. Mas chega de enrolação e vamos aos jogos:

Galaxy on Fire 2 (Android)

Ícone de Galaxy on Fire 2 (Android)
1 hora e meia

O único MMO que joguei pra valer na vida foi EVE Online. Por cerca de cinco meses, era basicamente o único game que jogava – e de certa forma, ele me ajudou a reviver a paixão pelos jogos eletrônicos (foi imediatamente antes de ganhar o PS2, que precedeu a vontade de ter o Wii, e assim por diante). Embora na época já soubesse do potencial de vício dos MMOs, em EVE Online isso nunca me incomodou, mesmo nos períodos em que jogava quase todo dia. Nunca deixei de fazer nada por conta dele, e o motivo é simples: seu sistema de progresso, que não depende do jogador sequer estar conectado. Não há níveis de personagem, e sim apenas de habilidades, que são elevados de acordo com o tempo (real) passado, quer você esteja conectado ou não – você só precisa entrar para decidir a ordem na qual essas habilidades receberão upgrades. Mas ainda assim, EVE é um MMO: participar efetivamente dele significa encontrar uma corporação e fazer parte dela, ou seja, continua sendo uma experiência social. Não dá pra sobreviver sozinho no universo cruel – e bota cruel nisso – de EVE. E eu sempre quis poder jogar algo parecido sozinho, sem o tal componente social.

Anos depois, finalmente encontrei esse jogo: Galaxy on Fire 2, disponível para iPhone e Android (somente no Xperia Play!). O ícone pode sugerir um “jogo de navinha”, mas na verdade se trata de uma mistura de aventura espacial com RPG bem leve, em que é necessário fazer coisas como minerar recursos, comprar e vender bens, negociar com NPCs e equipar a nave com os módulos apropriados entes de efetivamente sair pelo espaço para cumprir missões, explorar galáxias e enfrentar piratas e outros sujeitos dumal espaciais. Com certeza não é um jogo para quem quer ação complexa; mas ainda assim, parece ter sido feito exatamente para os fãs de EVE Online cansados não apenas do componente social, mas das complexidades do sistema econômico do MMO e das horas perdidas com atividades burocráticas. Aqui, até minerar tem sua graça, graças ao minigame em que você precisa manter a broca estabilizada à medida que perfura as camadas do asteróide ou corre o risco de perder tudo o que minerou – e, em alguns casos, o asteróide tem um núcleo especial dificílimo de alcançar, implantando uma dinâmica de risco/recompensa inesperada. Por enquanto, ainda não avancei muito na narrativa para comentá-la – embora os diálogos até agora sejam um pouquinho engraçaralhos demais pro meu gosto – e não fiz nenhuma missão além de combater piratas e minerar, então vamos ver se a progressão do jogo contém a diversidade necessária para me manter jogando… Ou acabar despertando a vontade de retornar a EVE Online.

GRID (PC)

Capa de GRID (PC)
2 horas

Faz um tempinho que tenho interesse em GRID pelas boas notas que recebeu, especialmente por se tratar de um jogo mais antigo com o preço já reduzido, e essa semana ele entrou na promoção no Steam a menos de US$ 6. Até então, a imagem que fazia dele era de um jogo de corrida meio arcade que exigia um pouco mais de habilidade do jogador, o que parecia perfeito para mim. Mas isso só durou até instalar o jogo e testá-lo: putz, como é difícil manter o carro reto! Cansei de bater nas laterais das pistas – o jogo tem muitas categorias com corridas de rua – e arrebentar o carro a ponto de acabar a corrida, o que levava a usar o recurso de rebobinar para continuar jogando (ao que parece, foi esse jogo que popularizou esse recurso, usado também depois em Forza 3 e outros jogos). Depois de muito tempo tentando melhorar sem resultados notáveis, resolvi pesquisar na Internet e descobri que o patch mais recente introduzia um problema nas configurações e deixava o controle de Xbox extremamente sensível. Após corrigir o problema com uma mudança simples em um arquivo .ini, o game ficou mais navegável… Mas não mais fácil.

GRID é um produto curioso: definitivamente não é um simulador, mas ao mesmo tempo ele te exige coisas que jogos de corrida arcade geralmente não exigem, como não acelerar na curva e não frear demais se quiser evitar derrapadas. Ele também apresenta uma noção curiosa de dificuldade: aparentemente, o que o ajuste realmente muda é a IA dos adversários, que na dificuldade mais fácil não se distanciam muito mesmo após algumas batidas e derrapadas; de resto, a jogabilidade permanece a mesma. É como se o jogo dissesse que pode até te facilitar na corrida, mas que você vai ter que aprender a dirigir direito se quiser jogar GRID. Após apanhar um pouco e conseguir no máximo um terceiro lugar – e isso na dificuldade mais fácil, com todas as assistências ligadas e usando os 5 rewinds disponíveis! – deixei o jogo um pouco de lado. O Marcelo Bianchi, do Forza Brasil, sugeriu que ajustasse as configurações de dano; ao que parece, qualquer raspada na parede já afeta a estabilidade e o desempenho do carro. Provavelmente tentarei reduzir o nível de dano da próxima vez… Quando tiver coragem de encarar o jogo.

Dead Rising 2: Off the Record (X360)

Capa de Dead Rising 2: Off the Record (X360)
4 horas e meia

Alguns de vocês podem estar espantados de ver que, após adquirir Off the Record quase ao mesmo tempo que Batman: Arkham City, o jogo da Capcom tenha me roubado mais horas do que o do morcegão. Para ser sincero, eu não me surpreendi. Sim, adorei Arkham Asylum, considero-o um dos melhores jogos dessa geração e tudo mais… Mas nunca consegui jogá-lo em pequenas doses, e sua natureza exploratória me afasta quando preciso jogar apenas para desopilar o fígado por uma hora antes de dormir. E, como vocês podem imaginar, Dead Rising 2: Off the Record é especialmente efetivo para desestressar nessas circunstâncias. O curioso é que sempre acabo passando da hora com essa brincadeira anyway… O que atesta o quanto Off the Record é mais amigável, já que no primeiro Dead Rising, só passei duas ou três horas jogando para repetir o mesmo trecho que poderia ter completado em menos de uma. Para efeito de comparação, nunca passei das primeiras 10 horas (in-game, das 72 horas de narrativa) no Dead Rising original, enquanto em Off the Record, já se passaram cerca de 22.

Ao contrário do primeiro Dead Rising, Off the Record oferece algumas surpresas divertidas em função da exploração mais livre. Por exemplo, acabei de encontrar o protagonista da versão original de Dead Rising 2 em circunstâncias… Inusitadas, pra dizer o mínimo. Porém, uma coisa não mudou: como o combate não é exatamente elaborado nem “topo de linha” – faz muito falta não ter um botão de trava de alvo, por exemplo – algumas lutas com psicopatas/chefes são questão de sorte tanto quanto de habilidade. A última que passei beirou a linha do frustrante, e desconfio que só consegui passar por ela por ter levado dois sobreviventes junto que serviram como distração – e, obviamente, um deles morreu na hora, enquanto o outro ficou tão fraco que acabou morrendo na primeira porrada que levou de zumbis no caminho de volta para a safehouse. Por sorte, essas lutas são tão esporádicas que não comprometem a experiência.

E finalmente, joguei o modo Sandbox. Fui sem grandes expectativas por conta do comentário feito na resenha do Gamespot, de que o modo seria empolgante no início pela falta de restrições, mas que cansaria rápido exatamente pela falta de estrutura… E não senti isso de forma alguma, mesmo após duas horas seguidas. Até imagino o porquê, na verdade. O responsável pela resenha comentou no podcast do site que já tinha terminado Dead Rising 2 sete vezes (!!!) em diferentes plataformas, o que quer dizer que, provavelmente, ele já conhece a maioria, senão todas, as combinações de itens para criar armas novas bizarras que o jogo apresenta. E essa é a maior graça do Sandbox mode: usá-lo como terreno de experimentação. O fato de ser baseado em desafios que, quase invariavelmente, exigem que você arrebente mais e mais zumbis leva naturalmente à exploração livre de Fortune City para encontrar materiais, combo cards e salas de manutenção para fazer o melhor possível. Para alguém como eu, que ainda nem chegou na metade da campanha principal, é muito fácil se perder no modo Sandbox enquanto se descobre coisas como luvas de MMA com pregos e “escopetas” feitas de cano de PVC e rojões, e se tenta obter medalha de ouro em desafios usando tais implementos. Em outras palavras: já não bastava Off the Record ser o Dead Rising definitivo para quem não jogou Dead Rising 2, ele ainda por cima introduz um modo extra viciante para esse mesmo público. Agora só falta mesmo testar o co-op, que infelizmente não pode ser jogado localmente, apenas pela Internet… E por isso mesmo vai ficar para depois que terminar a campanha.

Uncharted 2: Among Thieves (PS3)

Capa de Uncharted 2: Among Thieves (PS3)
5 horas

E lá vamos nós de novo: por que não tentar terminar Uncharted 2 logo, antes da chegada do 3? Sim, por incrível que pareça, ainda não tinha terminado um dos jogos responsáveis pela compra de diversos PS3 nos últimos dois anos. Os motivos eram obscuros até para mim mesmo, já que gosto muito de praticamente todos os elementos dele quanto tomados isolados: as mecânicas de tiro com cobertura, as áreas de plataforma, os puzzles, as animações, a narrativa cinematográfica… E, no caso de Uncharted 2, até acho que ela merece mais crédito do que o verniz aventuresco a la Indiana Jones e Tomb Raider poderia sugerir: há um tema central aqui – confiança – e algumas das cenas têm os diálogos mais naturais que já vi em qualquer narrativa de videogame, algo bastante incomum.

Então porque diabos eu nunca me empolguei tanto com o jogo a ponto de deixá-lo de lado para jogar coisas aparentemente piores?

Desconfio que seja exatamente a mistura das partes. Em outros jogos, muitas vezes a combinação de peças oferece algo maior do que a soma. Vejam, por exemplo, Dead Rising 2: Off the Record, mencionado acima. Praticamente nada nele – combate, narrativa, atuações, diálogos etc. – se compara em termos de excelência aos aspectos equivalentes de Uncharted 2. Porém, o fato de que todas as peças são combinadas para criar uma espécie de parque de diversões em um apocalipse zumbi do mundo bizarro torna Off the Record viciante e único; enquanto isso, Uncharted 2 parece ser uma “mera” superposição do que torna suas maiores inspirações – particularmente Tomb Raider e Gears of War – interessantes. Em outras palavras, o que acontece é que, quando me dá vontade de jogar tiro em 3ª pessoa, me dá vontade de jogar Gears ou Vanquish, não Uncharted; quando quero “macaquices virtuais”, a liberdade total de um Assassin’s Creed ou o foco absoluto de um Prince of Persia me vêm à mente antes de Uncharted; e quando quero encarar puzzles em 3D, também não será Uncharted o escolhido, já que os puzzles são bastante ocasionais.

É uma conclusão bizarra, eu sei: vejo Uncharted 2 como uma excelente combinação de diferentes peças que só consigo ter vontade de jogar quando quero experimentá-las juntas. E o pior é que reconheço prontamente como é difícil conseguir unir essas peças de forma tão brilhante quanto Uncharted 2 fez. É como um prato gourmet: por mais excelente que seja, provavelmente não será o tipo de comida que irei querer provar sempre. E após viciar na série Assassin’s Creed, acabei enxergando melhor o único defeito notável de Uncharted 2: mesmo sendo um game linear e cinematográfico, não era necessário limitar a possibilidade de falha nos trechos de plataforma a quase zero. O desafio está, na verdade, em descobrir para onde se deve ir; ainda assim, há pouquíssimos caminhos errados, e muitas vezes o jogo não deixa que Drake caia mesmo quando se aperta o pulo na direção errada (especialmente para cima – caso não haja nada a ser agarrado no alto, Drake ainda levanta a mão e dá um impulso, mas rapidamente volta a se pendurar no mesmo ponto em vez de se esborrachar). Como acabei de revisitar Tomb Raider na versão Anniversary – onde é muito fácil ir pro lado errado, errar saltos e se esborrachar todo – é um pouco frustrante ver que o elemento de plataforma de Uncharted é mais exibição (e que exibição) do que qualquer outra coisa. Ainda assim, o ritmo da aventura é perfeito, sem excesso de testosterona e ação, e ainda pretendo terminá-lo em tempo de começar Uncharted 3: Drake’s Deception.

Demon’s Souls/Dark Souls (PS3)

Capa de Dark Souls (PS3)
2 horas

Essa semana eu só joguei Dark Souls rapidamente no domingo, antes de dormir e para dar uma olhada nas próximas áreas. Muito pra minha surpresa, não tinha esquecido nada sobre a área e sobre os monstros e, sem nem mesmo sentir muito, já estava na porta do próximo chefe. Aí de repente vejo uma mensagem no chão com o aviso “Secret”. Como assim? Após procurar nos arbustos um pouco mais à frente, aparece uma soul sign com o aviso “Summon phantom?” Opa, um phantom NPC pra ajudar? Vamos nessa! E aí aparece uma espécie de maga… Que acabou sendo muito útil, já que o chefe que apareceu era uma libélula gigante que passava a maior parte do tempo no ar. Ainda assim, posso dizer sem medo que esse deve ser o chefe mais fácil dos dois jogos até agora. Embora você esteja em uma passarela, não há como cair, e a libélula fica quase o tempo todo na área do meio. Assim, mesmo para um personagem voltado ao combate próximo, a luta é simples: fique em uma das pontas e role para o lado – algo recomendado por outra mensagem na entrada da área – sempre que a libélula fizer qualquer ataque; repita e aguarde ela se cansar e pousar no meio da passarela. Corra e encha ela de pancada até começar a brilhar – esse é o sinal de que é hora de recuar, porque ela vai soltar uma espécie de explosão mágica que deve doer praca. Em uma corrida dessas já tirei cerca de 1/3 da vida do bicho, e com a maga tirando outros tantos à distância enquanto ela voava, o bicho morreu no segundo pouso.

Dali pude obter uma chave que abria a parte baixa do Undead Burg, e lá fui eu explorar. No meio do caminho fui invadido e morto com um golpe só de algum tipo de espada com dano elétrico que passou facilmente pelo meu escudo – ou seja, não deu tempo nem de chorar. Mas o pior ainda estava por vir. Após uma pequena seção com cachorros demoníacos e ladrões que surgem de repente em alguns cantos, uma névoa me jogou bem no caminho de outro chefe – não esperava tão rápido. O bicho, chamado Capra Demon, já era feio por si só: uma espécie de sátiro de 4 metros de altura. Mas o chato mesmo é que ele é acompanhado por dois cães demoníacos que, quando conseguem te acertar, não só causam dano como te atordoam, deixando sua guarda aberta pro bichão. E isso em uma área bem apertada. Na primeira tentativa, a sorte de principiante  me permitiu matar os dois cachorros malas sem perceber direito, mas eles me enfraqueceram o suficiente para morrer com um único golpe do demônio de cima pra baixo, daqueles que quebram a guarda. Na segunda tentativa, usando uma armadura mais pesada e com bônus em Poise para ver se não era atordoado, descobri da pior maneira que o golpe de cima para baixo ainda assim quebra a guarda – e com os dois cães ainda vivos, fiquei preso em um canto sendo destroçado pelos três. Como já estava tarde, resolvi que não valia a pena esquentar por conta de 3 mil almas e 1 Humanidade, e que era melhor tentar depois com mais calma.

Capa de TRAUMA GAME, quero dizer, Demon's Souls (PS3)
11 horas e meia

E vocês acham que a obsessão com Demon’s Souls passou? Que nada, só fica cada vez maior. Quanto mais jogo, mais me convenço de que esse jogo é o verdadeiro motivo para adquirir um PS3 – mesmo com a existência de Dark Souls para suprir a vontade dos donos de Xbox 360, Demon’s  ainda é uma experiência diferente o suficiente para valer a pena. Afinal, por melhor que Uncharted 2 seja, você sempre pode jogar Tomb Raider... Zoeira à parte, muita coisa divertida aconteceu comigo em Boletaria esses dias. Logo na primeira sessão da semana, entro na área 2-2 para tentar pegar o Flamelurker, e mal deu tempo de “virar a esquina” antes de ser invadido de novo. Pô, segunda à noite e nego online indo atrás dos outros? Como estava em um corredor mais ou menos estreito, virei para a entrada e, assim que o sujeito vermelho apareceu, taquei uma nuvem de veneno. Do ponto onde estava, só vi o sujeito recuando e, de repente, a mensagem “o alvo foi destruído”. Obviamente, não foi por causa da nuvem de veneno, cujo efeito é demorado; logo na entrada da fase há dois carrinhos de mineração com uma espécie de bomba mágica em cada um. O invasor provavelmente não notou que eu tinha passado longe das bombas, deixando-as intactas, e ao recuar para evitar a nuvem de veneno, deu de costas com elas – e duas ao mesmo tempo é o suficiente para despachar quase qualquer personagem (fail #1). Fiquei alguns bons minutos dando risada da situação e segui em frente… Apenas para morrer com uma queda mal calculada no caminho pro Flamelurker (fail #2).

A partir daí foi uma sucessão de surras que levei do maldito demônio de fogo. Tentei várias estratégias, como usar tudo que podia para aumentar o dano de magia; usar tudo o que conferia proteção contra fogo; acertar flechas nele à distância com o Anel do Ladrão (que dificulta a detecção do usuário, e surpreendentemente é um dos itens mais úteis do jogo inteiro); trocar a armadura por algo mais leve para ficar bem mais ágil, e nada. O problema é que o desgraçado entra em hyper mode quando está quase morrendo, e nesse ponto é muito difícil conseguir fugir dele, bloqueá-lo, ou esquivar. Cheguei a deixar uma soul sign para entrar no mundo de outro jogador e ajudá-lo a derrotar o demônio desgraçado – é bem mais fácil enchê-lo de magia à distância quando ele está se concentrando em outro personagem. Com isso pude reviver e ir enfrentá-lo no meu próprio mundo novamente, agora com mais vida… Apenas para morrer quando o bicho estava a uma única magia de ser despachado (grrr). Até parei de jogar e deixei pra outro dia, quando obviamente consegui na primeira tentativa graças a um bug escroto: usando o Anel do Ladrão e se distanciando do Flamelurker em determinado ângulo, ele fica “preso” atrás de uma peça de cenário, e daí foi só encher ele de magia até morrer. Não foi nada bonito nem heróico, mas depois de quatro ou cinco tentativas, dane-se, eu queria era seguir adiante.

E animado com a derrota (FINALMENTE) do Flamelurker, fui direto para a próxima fase, a 3-2. Cheia de passarelas abertas, atalhos e coisas escondidas em parapeitos estreitos guardados por gárgulas, surpreendentemente não morri nenhuma vez por queda – muito por causa do Anel do Ladrão, que me permitia sempre usar magia de fogo antes que os gárgulas me notassem. Depois de muitas voltas pela área e de matar um NPC suspeito que tinha uma ótima armadura, cheia de resistências, finalmente liberei a passagem para o chefe da área, que o Ricardo Pasqual já tinha apontado como o chefe que mais deu trabalho a ele no jogo. Como eu estava usando magia, achei que seria mais fácil, mas… O bicho é outra espécie de gárgula com cara humana que, se reduzido a 20% da vida ou após cerca de dois minutos, “conjura” outro igual a ele! A dificuldade aqui não era sobreviver ao primeiro, que era relativamente fácil de esquivar e defender (cuidado com o ataque de pulo, porém!),  e sim conseguir sobreviver aos dois em mais uma passarela apertada, sem cair. E meu mana sempre acabava quando o segundo desgraçado surgia.

Até que resolvi arriscar outra abordagem: tirar todos os itens de ataque mágico, usar a armadura completa do tal NPC, e atacar o bicho na espada mesmo. Isso pode não fazer sentido à primeira vista, já que minha personagem é uma maga… Mas a tal espada era a Crescent Falchion já com upgrade a +3, que acrescenta mais de 200 pontos de dano mágico, ao qual os bichos são vulneráveis. Na primeira tentativa já percebi que ela causava mais dano do que as magias de fogo e alma que estava usando, então estava no caminho certo. Também comecei aos poucos a memorizar os padrões de ataque deles. Ainda assim, não consegui sobreviver ao ataque combinado. Na segunda tentativa, porém, vi algo inusitado: logo antes da névoa de entrada para a área do boss, apareceu uma imagem de outro jogador atirando flechas de um canto – e sem atravessar a névoa, ou seja, sem iniciar a luta com o chefe. Resolvi experimentar e voilá, dá pra acertar o primeiro gárgula dali! O dano era mínimo, mas após uma rápida corrida na área 4-1 – aquela que usei para ganhar 7 mil almas em menos de dois minutos – e comprar centenas de flechas de vários tipos, consegui matar o primeiro gárgula antes mesmo de entrar na luta com 130 flechas Light (com alcance maior). Aí, entrar na névoa e acabar com o segundo sozinho foi uma questão de cuidado e paciência: sempre saia do caminho do pulo do bicho, tome cuidado para não rolar para fora da passarela, e só contra-ataque com UMA espadada por vez, senão você não terá tempo de bloquear/recuar/esquivar. E depois disso, finalmente chega de Demon’s Souls pela semana. Dois chefes tá bom demais…

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13 comentários em “Back: Aventuras sérias… ou nem tanto (24/10 a 30/10)

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  1. Cara, tua defesa de o porquê ainda não ter terminado Uncharted 2, foi boa, mas ainda é uma vergonha, termina logo essa porra! xD Eu tô loco pelo 3, esse fim de ano tá foda, vou ter que me demitir =P

    O que tu comentou sobre Demon’s Souls, de não estar defasado em relação ao Dark Souls, é bem verdade. Na verdade, muitas coisas eu fico puto de terem “implementado” em Dark Souls, como pular quando de tenta rolar enquanto corre ¬¬ Dark Souls é muito mais completo tecnicamente e é uma excelente continuação, mas Demon’s Souls tem seu charme e aquela pitada minimalista que o torna único.

    Dark Souls tá muito foda, em todos os sentidos. Mas o advento dos Bonfires torna ele bem menos frustrante, mas não menos difícil. Talvez mas fácil no grind…mas enfim, ele é bom demais.

    Parece que tá vindo um patch que vai regular os Lightning Weapons, que são bem overpower (como tu comprovou). Mas ainda pretendo fazer uma Uchigatana Lightining, daí fico com um build de vitality + endurance, com iniciação em Pyromancer e arma de eletricidade pra chefes resistentes à fogo.

    No mais to tentando me virar naquele mundo bizarro tentando me socorrer muito pouco a detonados e afins. A experiência é uma das melhores que já tive na vida de games xD Mas é difícil tirar alguns vícios de jogabilidade ganhados em Demon’s, como o já comentado pular em vez de rolar na corrida.

    Ainda não consegui invocar ninguém ou mesmo ser invadido, porque to passando a maior parte do tempo morto, ainda to avaliando se vale a pena gastar humanidade no meu estado.

    No momento estou perdido naquela floresta com as cercas-vivas from hell e sobrevivendo =P

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    1. Hahahaha 🙂 Essa semana tirei para termnar/rejogar todos os FPS deste ano que comprei para poder escrever um artigo, mas assim que der vou terminar Uncharted 2.

      Sabe que eu gosto do pulo em Dark Souls? Essa é outra coisa que volta e meia me pego tentando fazer em Demon’s Souls sem perceber que não tinha. E repare que tem áreas em Dark Souls que só podem ser alcançadas com o pulo, se você tentar rolar não vai conseguir.
      E ainda estou tentando achar algo que pareça mais difícil nele. Jogar os dois juntos dá uma bela perspectiva. Após chegar ao level 80 com uma maga – supostamente o personagem mais apelão do jogo – em Demon’s Souls, os únicos bosses que pareceram “tranquilos” foram os que podem ser atingidos de longe com magia de uma distância/altura segura (Adjudicator, Leechmonger, o Vanguard se vc usar o Thief’s Ring). Em Dark Souls foi o contrário: encarei todos os bosses com personagem melee, de peito aberto, e o único difícil mesmo até agora foi o Capra Demon – que nem é obrigatório enfrentar. Em parte pode ser por ainda estar no começo, de repente os bosses nos outros 60-70% de jogo serão mais casca-grossa; o jogo é mais extenso e talvez tudo seja uma ilusão do início.

      E PORRA, o sujeito me matou com UMA espadada com lightning. Eu já estou com nível 30 e uma boa dose de Resistância, aquilo é forte demais com certeza.

      Sobre a Humanidade, depois desse cara eu não revivi mais. O chato é que sem estar vivo você não consegue atiçar as fogueiras (kindle the bonfire), consegue? Anyway, pelo que li, Humanidade afeta o item drop, a sua capacidade de defesa e ataque, e certos eventos no jogo só rolarão se você estiver morto ou vivo (mais ou menos como na World Tendency antes).

      Já topou com os soldados de pedra nessa floresta e achou o Wolf’s Ring? Esse anel é excelente (+40 de Poise, dificulta te quebrarem a guarda) e essas estátuas malditas foram o inimigo comum mais chato que encontrei até agora. Na próxima sessão pretendo investigar a parte “de baixo” dessa floresta, o Basin. Na parte “de cima” ficam as estátuas e o chefe libélula facilzão.

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      1. Ainda na aticei nenhuma fogueira. Sou o maior “pão duro” do mundo com Humanidade xD Mas pelo que vi, “só” aumenta o número de frascos a cada descanso né?

        Na floresta eu resolvi seguir uma flores brilhantes e simpáticas que me direcionaram ao Basin, fui descendo, descendo, descendo até encontrar uns humanoides de cristal…algo explodiu ao longe e não quis saber o que era, dei no pé. Até que percebi que três daqueles panacas de cristal ficaram presos no cenário, tentando ir atrás de mim. Não hesitei e voltei atirando fireballs, mas vi que tirava pouco e provavelmente morreria indo por ali, então só matei os que podia. Decidi voltar para Firelink Shirine pra explorar umas partes agora acessíveis e descobrir que dava de dar upgrade nos frascos \o/

        Como disse, tô tentando jogar sem olhar nenhum guia, volta e meia dou uma espiadela pra saber se “estou no caminho correto”. Mas se dar mal faz parte da essência do jogo então conto com a sorte. =)

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        1. Eu admito que olho pra guias, mas só quando não consigo achar o caminho/morro algumas vezes pro mesmo boss. É a mesma lógica que uso em qualquer jogo: ficar preso no mesmo lugar por alguns minutos, tudo bem. Mas passou dos 20-30 minutos, eu vou olhar porque meu tempo é precioso e tenho muito o que jogar. E no caso dos Souls em especial, olhar em Guia só realmente facilita se o chefe tiver um glitch/bug/fraqueza clara, porque de resto, nenhum vídeo ou texto te dá a habilidade necessária de conseguir fazer algumas coisa sem combate nos dois Souls.

          Ah, você foi no Basin, eu “desviei” na segunda flor brilhante e simpática pra esquerda/acima e fui parar no chefe libélula. E até onde eu sei atiçar a fogueira dobra o número de frascos e manda um frasco extra para os jogadores que estiverem perto dela. Se tem mais algum efeito eu não vi…

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    2. Cara, tua defesa de o porquê ainda não ter terminado Uncharted 2, foi boa, mas ainda é uma vergonha, termina logo essa porra!

      Hahahaha ri demais. xD

      Faço coro com o Ricardo, quero ver o que você vai achar do desfecho da aventura (principalmente do confronto final). Quanto a Uncharted 3, tô pensando seriamente em comprar por aqui mesmo, dada a má sorte com minha última compra fora. ¬¬

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      1. Tudo o que eu quero do desfecho dela é que ecoe os temas principais até agora, amizade/confiança x traição/ganância. Se fizer isso, o roteiro se elevará acima do que as pessoas estão acostumadas a acreditar só por ser uma aventura.

        O que houve com tua compra fora? Se foi “só” taxada pelo menos não ficou sem o jogo… Ou foi algo pior? Os correios estavam uma merda, meu Dungeon Siege III demorou mais de 2 meses pra chegar, mas parece que a greve já acabou.

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          1. Ah sim, com certeza é questão de ser importabando ou oficial. A House Games até onde sei vende oficial no caso desses grandes jogos quando tem legenda ou dublagem em português, e aí eles têm que seguir o preço da Sony.
            Se bem que Battlefield 3 tb chegou caro até nas lojas de importabando por conta da alta do dólar há algumas semanas, mas ainda bem que já voltou ao normal.

            (Em tese eu deveria gostar do aumento do dólar, porque parte do que eu recebo é em dólar e mesmo as agências brasileiras de tradução ganham em dólar, então dólar alto = mais receita, o que significa mais trabalho. Mas o vício em videogame fala mais alto XD)

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  2. Faz 2 meses já e meus jogos não chegaram. =(
    Eu geralmente compro pela Play-Asia, o envio sempre demora mesmo, mas acho que a greve (que já acabou sim, mas comprei antes dela) influenciou desta vez. Nunca uma encomenda minha demorou tanto. Mas pelo menos eu nunca fui taxada.

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    1. Meu Dungeon Siege III também foi na Play-Asia, então mais uma evidência de que pode ter isso mesmo.

      O triste é que mesmo antes da greve os Correios estavam com dificuldade de processar encomendas do exterior e os números de registro não estavam aparecendo no site. O próprio Dungeon Siege III só apareceu uma vez quando chegou no Brasil e depois só quando estava na mão do carteiro pra ser entregue.

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