Back: Semana de um jogo só (03/10 a 09/10)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Maga em Demon's Souls (PS3)Não, este artigo não menciona apenas um jogo – mas eu me sinto como se só tivesse jogado um game, em duas encarnações diferentes, a semana inteira. Não por uma questão de falta de tempo geral, e sim do jogo dominar a sua cabeça, invadir o seu dia-a-dia e não deixar espaço para nenhum outro, a não ser por motivos especiais. Por exemplo: como o tal jogo é de console, não podia jogá-lo no banheiro com o Xperia Play, e essas ocasiões, ahem, gastro-intestinais levaram dois jogos portáteis a aparecerem aqui. Antes de adquirir o jogo-nota-só, tinha acabado de comprar minha primeira compilação de clássicos em HD – uma que me prendeu por quatro horas em menos de dois dias, e assim ficou claro o quanto eu adoro jogo com stealth. E, finalmente, uma promoção do Steam me fez adquirir um jogo que nunca pensei que iria rodar em um PC meu na vida, mas rodou – no Medium – e nesses testes, lá se foi uma hora. Tirando esses casos isolados, a semana inteira teve dono. Esse jogo-dono me fez pensar o tempo todo em diversos aspectos de design de games, atrapalhou minha produtividade, me fez perder tempo na Internet pesquisando dicas e estratégias, e me fez sentir vergonha por não ter terminado o antecessor. E, assim, ele e seu “pai” estão no topo absoluto do Top 5 desta semana.

Capa de Crysis (PC)
1 hora
Crysis (PC)

Um dos primeiros troféus que se ganha em Crysis 2 se chama “Ele roda Crysis?”. A referência não é à toa, como se sabe, e se tornou ainda mais irônica com a chegada do jogo para os consoles – aqueles com arquitetura de seis anos atrás e que supostamente não o rodariam de jeito nenhum… O que só mostra que exigir demais da máquina pode ser tanto uma questão de falta de otimização do código quanto de necessidade de recursos. Mas voltando ao assunto, na mesma semana em que o jogo chegou aos consoles, o jogo entrou em promoção no Steam por 7,50 obamas, e lá fui eu adquiri-lo – afinal, já se passaram quatro anos, e minha máquina estava nas configurações recomendadas (não mínimas, recomendadas). Em qualquer outro jogo, isso significaria rodá-lo em resolução nativa do monitor (1680×1050) com nível gráfico alto… Mas não Crysis. Ainda assim, no médio e a 1280×800 ele continua muito bonito.

Como a semana foi dominada por outro jogo, não posso tirar conclusões sobre Crysis com apenas uma hora de testes. Uma das coisas que mais me interessam é a questão dele ser bem mais aberto do que seu sucessor: isso é fato, sua liberdade de movimentação é ainda maior aqui. Mas será que isso realmente acrescenta alguma coisa? Uma das maiores saltos lógicos que gamers fazem é esse, acreditar que quanto mais aberto o mundo, melhor será o jogo, quando não é bem assim. Mundos mais abertos são bons quando há muito o que se fazer e, principalmente, a se encontrar por conta própria, ao zanzar por aí. Até agora, Crysis só me ofereceu uma missão principal e uma paralela por vez, ambas sempre anunciadas pelo rádio, e minhas andanças fora das trilhas da floresta não relevaram nada extra. Ou seja, pelo menos no início, esse espaço todo só ajuda a planejar melhor uma abordagem furtiva ao objetivo, e nada além. Vamos ver como o jogo se desenvolve dali pra frente… Quando eu lembrar de novo que algum outro jogo existe além daquele que está no topo da lista essa semana.

Battlefield: Bad Company 2 para Android
1 hora e meia
Battlefield: Bad Company 2 (Android)

Como mencionei no artigo sobre o Xperia Play, há jogos que usam os touchpads muito bem, outros nem tanto. Baixei Battlefield: Bad Company 2 (gratuito, não sei se para todo mundo ou só para usuários do Xperia Play) para ver qualé e, muito pra minha decepção, ele não chega nem perto do nível de precisão de Dead Space. Ele até permite ajuste de sensibilidade, mas não adianta muito já que o problema não é o quão rápido a câmera vira, e sim a leitura do gesto mesmo; é como se a sensibilidade flutuasse sozinha durante o jogo, indo do mínimo ao máximo em segundos. Só consegui jogá-lo por tanto tempo graças à ajuda de mira, que é muito mais ampla do que nas versões de console – ela consegue “achar” o inimigo e travar nele mesmo que você olhe pela mira a dois palmos de distância do alvo, sem exagero. Nessa hora, fica a pergunta: os designers fizeram isso pensando no público de celular, supostamente mais “casual”, ou foi por consciência de que é difícil mirar com tela/pad de toque nesse jogo? Essa é uma pergunta que pretendo responder no dia que me animar de comprar o Modern Combat 2, o FPS da Gameloft mais bem cotado na categoria, e comparar a sensibilidade e a precisão dele. Por enquanto, vou me virando com Battlefield mesmo – que não é de todo ruim, e tem uma apresentação impressionante para um jogo de celular.

Fifa 10 para Android
1 hora e meia
Fifa 10 (Android)

Sim, não o Fifa 12 ou mesmo o 11, e sim o 10 para Android que veio no celular mesmo. Já joguei muito a versão de DS nos momentos de espera, e às vezes é o único jogo portátil que dá vontade de jogar – ainda mais após perceber que ele não é exatamente um port, e sim uma versão aprimorada, especialmente no que diz respeito à IA dos adversários. Na versão de DS, a quantidade de gols que se toma de fora da área e de rebotes do goleiro é absurda, um inferno completo. Não sei se a versão de Android saiu muito depois, mas parece que sim, a ponto de permitir essas melhorias. Ele também inclui um sistema diferente de pênaltis, usando a tela de toque, em que qualquer chutão na direção do ângulo entra lá mesmo onde a coruja dorme; já tentei chutar pra fora mais de uma vez, só de farra, mas ela sempre entra. Enfim, é uma versão para satisfazer a fantasia de craque mesmo, bem diferente das versões de console, onde a simulação chegou a um ponto em que até espanta jogadores veteranos de games de futebol (também conhecidos como “fanboys de PES que nunca se recuperaram do fato do jogo ainda não ter saído da geração anterior” #zoei). Tudo bem: esses dias, estou mais na pilha de levar com facilidade o Flamengo ao campeonato invicto, pelo menos quando se trata de futebol eletrônico portátil.

Capa de Splinter Cell Trilogy (PS3)
4 horas
Tom Clancy’s Splinter Cell Classic Trilogy HD (PS3)

Não tem jeito: eu sou muito fã de jogos com furtividade (stealth). Já desconfiava disso, mas essa trilogia fechou a questão de vez. É a primeira coleção remasterizada em HD que compro, por exemplo, em parte por ainda ter uma TV de tubo, em parte por ter alguns dos jogos originais relançados (como no caso da trilogia do Prince of Persia e os games do Team ICO). Mas até aí, também poderia simplesmente encontrar os originais destes Splinter Cell a preço de banana, e ainda tenho o Playstation 2 para jogá-los. Mas como um dia terei uma TV HD e gostei tanto de Splinter Cell: Conviction, além do bom antecessor Double Agent (framerate terrível da versão PS3 à parte), nem pensei duas vezes quando finalmente saiu essa coleção. Aliás, minto: pensei duas vezes sim, por conta das resenhas com notas entre 6 e 7. Algumas apontavam problemas de framerate, em especial no primeiro Splinter Cell, e outras a ausência do multiplayer de Chaos Theory. Como eu suportei as travadas de Double Agent e, a essa altura, se for jogar online um Splinter Cell será Conviction, ignorei essas reclamações… E posso reportar sem medo que não tive problema nenhum de framerate. Provavelmente os resenhistas receberam uma versão não finalizada para download ou algo do gênero, porque aqui Splinter Cell roda tranquilo e lisinho.

Logicamente, as quatro primeiras horas foram passadas no primeiro jogo, e quase de uma tacada só. Na verdade, se o jogo abaixo não tivesse chegado dois dias depois, provavelmente esta Trilogia seria o “jogo de uma nota só” da semana: mesmo o mais antigo Splinter Cell não tem quase nada datado, pelo menos em termos de controle e lógica interna. Uma coisa curiosa foi poder perceber que uma série de recursos de Conviction – aquele que “traiu o espírito da série” ao “virar um jogo de ação” – já estavam presentes no primeiro Splinter Cell, mas não em Double Agent, por exemplo. É aquela fanboyzice básica: como Conviction modernizou absurdamente a interface e introduziu opções, abordagens e elementos novos, não só para a franquia como para jogos de terceira pessoa em geral, os fãs chatos ignoraram a quantidade de pequenos detalhes reintroduzidos na série com Conviction. Ou pior: alguns desses “fãs sabichões” provavelmente nem jogaram o primeiro game. É a vida. Outra coisa interessante foi perceber como o jogo era difícil, ainda que equilibrado; às vezes pode parecer que os guardas têm olhos nas costas, mas ao colocar os fones de ouvido, você percebe que foi o som que te entregou. Esse tipo de detalhe me prende em qualquer jogo, ainda mais por já ter mania de perfeccionismo e de querer passar trechos inteiros de fases sem matar ninguém… E quando um jogo assim funciona direitinho, vira vício.

Capa de Dark Souls (PS3)
16 horas e meia (Demon's Souls) + 4 horas (Dark Souls)
Demon’s Souls / Dark Souls (PS3)

Demon’s Souls é um jogo fácil de amar e/ou odiar, mas difícil de realmente entender. Na verdade, ele costuma atrair um dos piores tipos de idiotas no mundo dos games: aquele que acha que dificuldade é sinônimo de um bom jogo. O que esse pessoal não percebe é que, em termos de design, deixar um jogo mais difícil é muito, muito simples: basta aumentar o número de adversários, a velocidade/quantidade de balas, a bizarrice do puzzle etc. Difícil mesmo é deixar um jogo difícil e justo e satisfatório – algo que Demon’s Souls não só faz bem, como o faz melhor do que a grande maioria dos jogos das eras 8 e 16 bits, que dependiam muito de truques baratos para elevar a dificuldade (até por limitações tecnológicas, eu sei). E ao voltar ao jogo essa semana, na expectativa para a chegada de Dark Souls, pude notar como se concentrar apenas na dificuldade dele é um desserviço a um jogo que seria sim ainda muito bom, mesmo que fosse mais fácil. Demon’s Souls – e, por extensão, seu “sucessor espiritual” Dark Souls – acertam em muitas outras coisas. A From Software conseguiu, por exemplo, criar o único cenário de fantasia medieval, em qualquer mídia, que não parece banal e forçado em algum ponto: sem firulas, sem elfos e florestas, sem animais antropomorfizados, sem esperanças vãs, sem amizades instantâneas. O jogo é competentíssimo também em apresentar esse cenário de forma tecnicamente perfeita: os visuais elaborados, as fases mais intrincadas de um game desde Legend of Zelda (ou A Link to the Past, vá lá), os sons dos ambientes (até rolar no chão produz um som alto e condizente), os efeitos das magias… E ainda por cima o jogo é enxuto, sem NPCs demais e sem falas desnecessárias – apenas você e a missão de “remendar” o mundo mais desesperador já feito em um game.

E tudo fica ainda melhor quando você “pega o jeito” da coisa. Após cerca de três horas, percebi que tinha feito algumas coisas muito erradas com meu personagem principal, um Hunter nível 30, e decidi abandoná-lo. Basicamente, a classe é voltada a combate rápido e com flechas/dardos, mas por algum motivo idiota espalhei a evolução dele por diversos Atributos, o que o tornou incapaz de resolver direito a parada com qualquer abordagem. O ponto em que “travei” com ele demonstra bem isso, a fase 3-1 (Tower of Latria). Nos corredores da prisão, “passeiam” uns filhotes de Cthulhu desgraçados (conhecidos oficialmente como Mind Flayers) que são extremamente perigosos em combate próximo – e a besta aqui, por algum motivo, deixou de pôr pontos nas estatísticas que melhoram combate à distância, uma das razões de ser do Hunter. Detalhe para quem não conhece o jogo: você não “paga” pela evolução do Atributo de acordo com o nível em que ele está, e sim para elevar o seu soul level geral, e só então escolhe qual Atributo receberá +1. Isto é: se você se arrependeu das escolhas feitas, vai suar muito mais agora, pagando mais de 6000 almas para subir do nível 30 ao 31, do que teria pago para aumentar o Atributo que você negligenciou quando estava no nível 12 e pagou umas 2000 almas para subir ao 13.

Desconfiado de que a merda não tinha mais volta sem dezenas de horas de grind, resolvi retomar uma personagem “iniciante”, uma maga ainda no nível 12, e com um pouco de grind e foco (só elevo Magic e Intelligence, com o ponto ocasional em Vitality ou Endurance), logo cheguei à mesma prisão com nível em torno de 25 e queimando vivos os malditos filhotes de Cthulhu com uma mísera aplicação de magia de fogo. O que demonstra outra diferença crucial de Demon’s Souls para o resto dos games: aqui, como em certos momentos da vida, não há segundas chances. Você precisa ponderar cada detalhe do que vai fazer, usar, vestir e aprimorar, senão vai penar pra resolver depois. Ele apresenta, de certa forma, o mundo mais verossímil de qualquer game já feito, mesmo sendo totalmente fantasioso: no dia-a-dia, deixar de olhar pros lados ao atravessar a rua pode te matar, e em Demon’s Souls, deixar de observar bem as coisas à sua volta não é diferente.

Mas e Dark Souls? Bom, eu o pus no PS3, joguei por algumas horas para sentir as mudanças gerais (pelo menos no início), e voltei a Demon’s Souls para tentar avançar mais nele primeiro e fazer uma comparação mais profunda. Mas acho que algumas coisas já podem ser ditas. Em primeiro lugar, se você queria mais do mesmo, pode ir sem medo: Dark Souls retém 99,9% do que era o jogo anterior. Até mesmo a primeira fase/tutorial faz autorreferências, te jogando de novo bem no caminho de um boss gigante que te mata rapidinho se você deixar que o acerte uma ou duas vezes (sim, isso no tutorial)… Mas logo depois o jogo te dá outra chance de encará-lo sob outras condições mais favoráveis. E esse exemplo resume bem as mudanças: parece ser o mesmo jogo, porém bem mais navegável, refinado e redondo em termos de progressão. E sim, aparentemente mais fácil – mas não pelo combate, e sim por tudo parecer mais intuitivo agora e pela introdução das fogueiras. Para quem não anda acompanhando, Dark Souls tem um mundo mais aberto desta vez, sem um hub central; durante a jornada, você vai encontrar fogueiras que servem como mini-Nexus – ou seja, funcionam tanto como checkpoints quanto como momentos de recuperação da sua energia/vigor/pontos de magia… Mas ao usá-las, todos os bichos que você matou retornam. Ainda assim, a disposição delas torna a navegação simples e facilita, e muito, o grind: vá até a fogueira mais próxima daquele bicho mais forte, use-a como checkpoint, mate-o, corra de volta pra fogueira para ele aparecer de novo, e assim por diante. Nesse esquema consegui chegar ao nível 13 em menos de 4 horas, cerca de metade do tempo que levei com meu segundo personagem no jogo anterior.

A grande questão é, isso deixa o jogo mais satisfatório? Até onde pude experimentá-lo, sim. E ainda há muito o que explorar; segundo relatos, Dark Souls tem cerca de quatro vezes mais conteúdo do que o antecessor, então muita coisa nova e diferente deve aparecer ainda. Por enquanto, no início são só detalhes, como as fogueiras, a necessidade de usar uma rocha para deixar mensagens no chão, e algumas classes diferentes (já fui direto em uma nova, Pyromancer). Se Demon’s Souls deixar, vocês provavelmente saberão mais nas próximas edições da seção Back.

15 comentários sobre “Back: Semana de um jogo só (03/10 a 09/10)

  1. cara você vai se amarrar no crysis, até hoje jogo ele, tenho desde 2009, e ainda não enjooei, quanto a dark souls e demon soul´s, fica aqui meu choro de pcista, é uma pena não ter esses jogos no pc, só the Witcher2 não sacia minha sede pela era medieval, que se torna mais interessante a cada retratação feita no modo digital😛

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    1. Eu já acho que temos fantasia medieval demais, com muita coisa derivada (do mala) do Tolkien, e que Dragon Age e The Witcher só se salvam pela maturidade da narrativa e pelos personagens mais complexos. O único mundo de fantasia medieval, em qualquer mídia, que *realmente* parece verossímil – sujo, caótico, escuro, desesperançado, cada-um-por-si – é o de Demon’s/Dark Souls.

      Eu tenho certeza que vou curtir Crysis, a única dúvida é se vou achar tão bom assim ele ter um mapa mais aberto. Eu curto explorar, mas até certo ponto – depende do que houver para ser encontrado. Como FPS já deu pra ver que é alto nível, não tem o que discutir.

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  2. Eu joguei Crysis 2 do 360 e levei um puta susto: velho, como a IA desse jogo é HORRENDA! Mas horrenda do tipo que eu não via desde o N64! E logo esse aspecto que me recomendaram tanto na série. Me disseram pra jogar no hard que talvez melhore, mas no médio Crysis 2 assusta de tão ruim…

    Eu realmente não sou fã de fantasia medieval. Sobretudo porque eu odeio mato, e fantasia medieval é sinonimo de campina, floresta, falta de tecnologia e blablabla. Eu gosto de Dragon Age porque o jogo é politicamente complexo e os personagens são bem desenvolvidos, e na mão de qualquer outro que não a Bioware provavelmente descambaria para o poder da amizade unindo os povos e blablabla

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    1. Sério mesmo? O que tu achou horrendo na IA do Crysis 2? Estou pensando aqui e não me lembro de ter notado nada particularmente bizarro (e também nada de especialmente bom, como na série F.E.A.R., que tem a IA mais foda de qualquer FPS).

      Sabe que só me dei conta agora, quando estava escrevendo sobre o cenário de Demon’s Souls, que ainda não precisei entrar em mato em nenhum momento? Aliás, não me lembro de sequer ter *visto* mato, só à distância, no cenário de fundo, e apenas na primeira fase. No Dark Souls mesma coisa, a não ser que você considere um pouco de grama no cume de uma montanha como “mato”. O negócio dos dois é ambientes fechados e opressivos, como cavernas, castelos, prisões, torres e corredores longínquos. E pode ter certeza: quando o jogo abre espaço, seja uma área de céu aberto ou um aposento maior, como a nave de uma igreja… É hora de gritar FUUUUUUUUUUUUU, porque LÁ VEM MERDA. Ou é um boss, ou alguma parada bizarra que pode te matar de uma tacada só, como um dragão gigante cuspindo fogo ou um mecanismo gigante que dispara 100 flechas por rajada😄

      Por outro lado, não espere nenhuma complexidade de roteiro, porque Demon’s Souls só tem NPCs utilitários – salve-os das enrascadas e eles se refugiarão no Nexus, o hub central do jogo, e prestarão serviços a você. Pelo menos eles condizem com o cenário do jogo: mesmo após serem ajudados, NINGUÉM faz nada de graça por você, e alguns ainda são traíras. Só hoje descobri que um deles, se deixado à vontade, sai matando todos os outros, um a um, quando você está fora… COMO SE VOCÊ JÁ NÃO TIVESSE MAIS COM QUE SE PREOCUPAR😄

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      1. Acontece de se voce “snippar” um guarda de uma patrulha, os outros tres que andam com ele continuam andando como se nada tivesse acontecido. É bizarro quatro npcs conversando, um cai morto com um tiro na cabeça e a IA ignora isso.

        Ou então inimigos que sabem automaticamente onde voce esta independente de qualquer coisa – a detecção deles é baseada claramente apenas em distancoa. Some a isso com a capacidade de stealth da armadura e voce tem cenas bastante constrangdoras – tipo de erro crasso que tu relevava no primeiro Medal of Honor do PS1 e olha la…

        Eu, pessoalmente, não defendo a bandeira que videogames são arte e tem que ser o roteiro de um filme do Christopher Nolam. Se a mecanica rodar redondinha e o cenário for interessante já está bom o bastante. As vezes acontece uns achados da história ser muito boa e a mecanica encaixar, como Dragon Age e isso é ótimo, mas não obrigatório – não acho que vou ter problemas com isso em Demon’s

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        1. Ah, sim. Preciso jogar de novo e reparar nisso, acho que usei pouco a sniper. Na cena que me lembro os guardas percebiam até à distância que acertei a cabeça do sujeito, mas pode ser algo específico *daquela cena*, que era toda voltada ao uso da sniper – inclusive, cheguei a achar um ponto alto em que nenhum deles me encontrava, a não ser que olhassem na minha direção na hora que estava mirando.

          Sobre roteiro, não defendo bandeira nenhuma, mas eu lamento que os videogames ainda não tenham seu Christopher Nolan – ou pelo menos mais Amnésias/Inceptions. Não tanto pela questão desses filmes serem elaborados, porque *há* roteiros elaborados em games, ainda que ocasionais e quase sempre vendendo pouco. É mais pela maturidade dos temas, mesmo. Por isso Catherine me cativou tanto; nunca uma história tão simples, de infidelidade e coisa e tal, foi tratada de forma tão suave e sem criancice/banalidade em um game.

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  3. Splinter Cell é uma lacuna na minha vida gamer. =(
    Nunca joguei, acredita? Nem foi por falta de interesse, já que amo jogos centrados em stealth (é meu estilo de jogabilidade favorito). Mas sabe quando, sem querer, você vai deixando uma coisa passar? E olha que eu sempre ouvi “você que ama MGS, tem que jogar Splinter Cell também“. Preciso dar um jeito de preencher essa lacuna.

    Apesar de que adoro elfos, magias e afins, cenários de fantasia medieval geralmente não me atraem (meu coração é sci-fi)… Principalmente aquelas campanhas melosas, cheias de lições de amor e amizade (que são lindas e tocantes e blás, mas eu gosto mesmo é de explorar o lado negro do ser humano rsrs). Antigamente eu até jogava (meu lado romântico se derretia com as histórias de amor dos Final Fantasies, confesso), mas depois enjoei. Agora só me chama atenção quanto tem temática pesada, tipo Demon’s/Dark Souls mesmo. ^^

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    1. É engraçado, porque embora Splinter Cell pareça ser popular lá fora, aqui meio que passou batido por muita gente. Não conheço quase ninguém que tenha jogado todos, ou mesmo os mais recentes. Eu mesmo estou fazendo o caminho reverso: comecei com o último, depois o anterior, agora a trilogia original.
      Só não sei ainda o porquê da série passar batida. Metal Gear Solid é popular, então não é por ser jogo de stealth. Também não é questão de plataforma, porque a trilogia original saiu para todos, inclusive PC. Talvez seja pela falta de legenda, pelo menos no primeiro. Vai saber.

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    2. Hi five! Splinter Cell é um game que tá na minha lista da vergonha (aquela lista de jogos que eu queria jogar, mas não joguei por algum motivo aleatório e indeterminado).

      Quanto às melosidades da fantasia medieval, a única história melosa em Demon’s Souls é………hmm……pois é, acho que tu pode jogar tranquila, não vai ter nenhum romancezinho finalfantasiesco xD

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  4. Sério Fábio, tu tá fudido. Já te falei, Demon’s Souls é uma maldição. Se lembra quando eu te falava que quase vomitei jogando Dragon’s Age 2 de tão colorido e cheio de firula pirotécnica? Pois é, pra pessoas normais Dragon’s Age 2 não tem nada disso, porém meus olhos foram manchados com Demon’s Souls xD Nem The Witcher comentado acima escapou, joguei pouco tempo e já achei uma chuva de neon.

    Justamente a escuridão e o caráter simples e rústico de Demon’s Souls que me chamaram a atenção. Até então, o único game que eu tinha jogado que focava mais nesse lado negro do mundo medieval, era Diablo, o que popularizou a espécie Dungeon Crawler dentro dos RPGs. Mas as terras de Diablo não chegam nem perto da naturalidade gélida de Boletaria (só pra constar, não tem nada a ver com a qualidade do jogo, eu adoro Diablo). Por isso sinto muito meu querido, mas vai ser difícil tu olhar pra outro game de fantasia medieval sem achar aquilo mais parecido com cenário de clip musical de heavy metal finlandês.

    Me empolguei bastante com a classe Pyromancer em Dark Souls. O foda é que não tenho prática com magos e afins, sempre faço um bicho ignorante (nos RPGs em que os atributos não influenciam nos diálogos, senão sempre faço um char cheio de carisma e bom de lábia).

    Em Demon’s Souls é que na verdade não existe classe nenhuma. A diferença de uma pra outra são apenas a distribuição inicial dos atributos e do equipamento que começa o game. O que se tratando de um jogo fudido é muito bom começar bem. Tentar começar um jogo com o bárbaro, que vem sem armadura e com um pedaço de pau é um inferno, mas se o cara quiser fazer um bárbaro que usa magia, tá sussa. Como ficou isso em Dark Souls, as classes tão mais definidas?

    Enfim, boa maldição…digo,digo, jogatina em Demon’s Souls e *boa sorte*!

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  5. Splinter Cell é a melhor série que ninguém jogou, hahaha.
    Mecanicamente, alias, é muito melhor que Metal Gear mas não tem a fanbase (nem a história e o carisma dos personagens, verdade) do primeiro.

    Eu joguei Star Ocean logo depois de jogar Mass Effect e o salto de um sci-fi espacial militarista para um anime colorido me fez vomitar arco-iris. Imagino que Demons causa o mesmo efeito, o que é muito interessante. Cool.

    Adicionalmente, um guia de “escolhas menos obvias” para iniciantes em cada sistema é interessante, no qual eu poderia recomendar por exemplo The Darkness: um FPS “mini-sandbox” com um uso interessante de poderes que sai do feijão com arroz de cobertura e tirotei

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    1. Splinter Cell: Conviction é uma obra-prima que só não é mais reconhecida como tal por causa dos fanboys, e hoje pode ser adquirida pra PC por uma ninharia, seja no Steam ou em cópia física (mesmo na Saraiva e na Siciliano sai a meros R$ 27: http://www.livrariasaraiva.com.br/cesta/cesta.dll/mostra?ID=BD3E33367DB0A0D0D0C3B0127&FIL_ID=16&PAC_ID=25371&tptCesta=cesta.htm&tptPagto=formapagto.htm&tptLogin=login.htm&tptEndereco=endereco.htm&tptCliente=dadoscliente.htm&tptPesqCliente=&PID=3540736)

      The Darkness é um dos melhores FPS que já joguei, e outro que hoje se encontra por uma ninharia.

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  6. O mesmo vale para Borderlands, que é o sandbox pos-apocaliptico com senso de humor que Fallout deveria ter sido mas foi engolido pelo fanboyismo. Não que seja um jogo obscuro, mas não nem de perto tenha o crédito que merece

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