Back: Vida portátil (26/09 a 02/10)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Geek PortátilComo vocês souberam aqui no blog há poucos dias, agora tenho mais uma plataforma portátil de jogos, o Xperia Play. E embora a intenção inicial tenha sido adquirir um smartphone para acessar e-mails e afins, este aparelho não poderia ter chegado em hora mais apropriada: ultimamente minha jogatina anda “portátil”, mesmo quando se trata de um jogo de PC ou console. Entre faculdade, estágio obrigatório e trabalho, jogar entre segunda a sexta virou sinônimo de “intervalinho de meia hora” e, no fim de semana, uma questão do quanto consegui adiantar do trabalho para a semana seguinte… E então dormir. E quando tive tempo para jogar algo mais substancial nessa semana, aproveitei para participar de dois eventos multijogador: um beta e um fim de semana com XP duplo. Portanto, terminar/avançar progresso em narrativas e campanhas não foi minha prioridade, e sim sair experimentando as novidades… Foi uma semana-exemplo de vida portátil. Confiram o (pouco) que joguei esses dias.

Capa de Battlefield 3 (PC)
1 hora e meia
Battlefield 3 Beta (PC e PS3)

Para quem estava em outro planeta, essa semana começou o beta aberto de Battlefield 3, em todas as plataformas. Primeiro baixei o jogo no PC, com esperança de que a placa de vídeo e a quantidade de memória compensassem o processador abaixo do mínimo (Athlon X2 2.11 GHz em vez de 2.5), e segui a recomendação de baixar uma versão beta do driver de vídeo da nVidia, otimizada para o jogo. E de fato, ele rodou… Mas para conseguir uma taxa de quadros decente e constante, tive que deixar tudo no Low. Ainda assim, é um jogo bonito,  e deve deixar quem tem uma máquina mais poderosa de queixo caído. No PC, o jogo abre a partir de um recurso web chamado Battlelog, o que facilita a escolha de servidores e tipos de jogo, além de centralizar suas estatísticas… O que foi necessário, já que quase todos os servidores estavam lotados e, com isso, o matchmaking direto nunca concluía. Quando consegui filtrar um servidor com vaga e entrar nele, percebi que o beta ainda tem diversos bugs visuais – personagens desaparecendo de repente, mensagens que não somem da tela, etc. – e que o suporte ao controle do Xbox 360 está meio esquisito… Em alguns menus, os gatilhos/botões LB-RB não funcionavam para mudar de categoria, e precisei usar o mouse. Considerando que eu quero o jogo mais pelo single player mesmo, dava para relevar essas coisas e pensar em adquirir a versão de PC, mais barata… Até baixar o beta no PS3.

O jogo não é tão bonito no console; na verdade, em alguns aspectos, não o achei tão bonito quanto Bad Company 2, e com certeza não chega aos pés de Crysis 2, especialmente no que diz respeito a texturas e efeitos visuais no cenário (água, fumaça, fogo, essas coisas). Mas considerando os mapas enormes e o fato de que ele roda lisinho, dane-se – jogar no PS3 é bem mais agradável para quem não tem a supermáquina necessária para tirar proveito daquele desbunde visual dos trailers. Além disso, o matchmaking foi mais simples, e os bugs, um pouco menos frequentes (mas ainda estão lá). O modo Rush, em que uma equipe vai cumprindo objetivos e avançando enquanto outra defende, impressiona pela extensão dos mapas e por como a transição de uma área à outra é orgânica… Mas de resto, não há nada de novo nesse beta. E foi que jogar no PS3 me abriu os olhos. Sem a preocupação com taxas de quadros, com o jogo rodando sem engasgos e já acostumado com o layout do modo, deu para perceber que Battlefield 3, pelo menos nesse modo Rush, é só mais outro FPS militar focado em multiplayer, apenas melhor produzido. Não vi nenhuma grande sacação de jogabilidade, de personalização de loadout, de uso do ambiente, nada; é o mesmo jogo dos anteriores – e com o agravante de que o beta não permitia uso de veículos ou destruição de ambientes, embora seja certo de que isso estará no jogo final em outros modos e mapas. Para quem experimentou esse ano coisas realmente inovadoras e diferentes no gênero, como alguns dos modos multiplayer de F.3.A.R., a verticalidade dos mapas de Crysis 2 e os skillshots de Bulletstorm, o beta de Battlefied 3 só interessa pela competência técnica – melhor aproveitada em um PC que eu não tenho. Com a barragem de jogos no final do ano, muito para minha surpresa, Battlefield 3 parece que vai ficar pra “repescagem” na minha lista de compras.

Asphalt 6: Adrenaline (Android)
1 hora e meia
Asphalt 6: Adrenaline (Android)

Eu não sou um advogado da diversão acima de qualquer outro aspecto em um videogame, mas… Às vezes, a diversão é praticamente o único fator que justifica a existência de um game, por mais subjetivo que esse fator seja. Tenho certeza, por exemplo, que Angry Birds jamais teria obtido sucesso se a apresentação dele não fosse voltada para a risada – a ideia de atirar pássaros com cara de bravos em cabeças de porquinho e tudo mais. Asphalt 6: Adrenaline é um desses jogos, mas sob outra perspectiva: a da falta de criatividade. Algumas coisas nele são simplesmente genéricas em jogos de corrida arcade, como a pontuação por dirigir perigosamente, os atalhos “escondidos” na pista, os carros esporte que precisam ser desbloqueados e comprados, a “tunagem” limitada, o nitro, as rampas para saltos e assim por diante. Outras vieram de Burnout, como as eliminações dos adversários, a câmera lenta em batidas e eliminações e a boa modelagem de destruição (para um jogo de celular, claro).

O que torna Asphalt 6 atraente é que, tirando o suporte sensível demais aos touchpads do Xperia Play, tudo funciona perfeitamente. Para efeito de comparação, baixei o trial de Need for Speed: Hot Pursuit para Android e, embora pareça ser um bom jogo, ele não flui tão suave quanto Asphalt 6 – e ainda por cima erra em algo crucial: ter um recurso de aceleração automática por padrão que, quando desligado, atribui o acelerador ao gatilho direito em vez do botão X (o gamepad é pequeno, não é um Dualshock, onde é mais confortável manter o gatilho apertado para acelerar). São esses detalhes de Asphalt 6, de quem conhece a plataforma, que fazem a diferença. Além disso, o jogo tem uma narradora maliciosa que reage a alguns eventos na corrida, como batidas (“AAAH, C’MON!”), eliminações (“Another one bites the rust!”, “Rest in pieces!”) e aproximações (especialmente interessante para alguém como eu, que sempre esquece de usar o botão de visão traseira nesse tipo de game). A malícia da narradora chega no limite do malvado: às vezes, o “comentário” dela é uma risada que poderia muito bem ter saído de uma Bond Girl. Parece bobo, mas é esse tipo de detalhe que deixa jogos como Asphalt 6 divertidos e viciantes; é como se a Gameloft, além de ter tido 6 chances de refinar o game, tivesse decidido gastar no teste de gameplay do jogo todo o tempo normalmente aplicado na criação de um conceito diferente. Como a plataforma ainda está engatinhando, ninguém pode culpá-la – às vezes, é preciso imitar para refinar, compreender, e reinventar.

Dead Space (Android)
2 horas
Dead Space (Android)

Sim, existe um Dead Space para portáteis, situado entre o primeiro e o segundo jogos. E já até sei o que você está pensando: “mas como o jogo vai assustar em uma telinha de celular?”. Tudo depende de perspectiva. Em primeiro lugar, o jogo já recomenda logo de cara o uso de fone de ouvido – e por mais que a qualidade sonora não seja a mesma do game original, os sons ainda são bastante eficientes e mantêm a atmosfera da franquia nesse jogo. Segundo: até pela plataforma, o game usa com uma certa frequência sustos repentinos e alucinações, mais até que no primeiro jogo para PC/PS3/X360; uma escolha que, de outra maneira, seria uma saída fácil, mas é necessária aqui para compensar o fato de que todo o resto não pode ser tão detalhado quanto em um console. Isso dito, perceba que em termos relativos, Dead Space é impressionante. O modelo do personagem principal, Vandal (sim, não é o Isaac Clarke), é especialmente bem animado, o design das instalações da Sprawl é imediatamente reconhecível, e nesse início já topei com pelo menos três tipos de necromorph. Há algumas coisinhas que poderiam ser polidas, como ver os bichos se tornando puras silhuetas azuis quando afetados pelo stasis, mas no geral, o game faz um belíssimo trabalho de transição para a plataforma.

A jogabilidade é praticamente a mesma. As diferenças principais de controle derivam da falta de dois botões na parte de trás do gamepad em comparação com um controle comum (um em cada lado em vez de dois), e com isso as funções de correr e dar porrada/pisotear passaram, respectivamente, para o analógico esquerdo (segure-o todo pra frente e Vandal corre em vez de andar) e o direcional pra cima. O game inteiro pode ser jogado na tela de toque, mas a única coisa que precisa ser feita nela é livrar-se de bichos que tenham agarrado o protagonista: dependendo do necromorph, você precisa tocar na tela repetidamente ou fazer um movimento de risco diagonal para soltar-se. Uma decisão surpreendente foi a regeneração automática de vida e stasis – aparentemente para evitar encher o jogo com mais itens, concentrando-se somente em créditos, armas e munição. Outro ponto é a ausência de um mapa; de fato, com o jogo tão linear, usando checkpoints e sem estações de save/stasis para procurar, não há necessidade do mapa. Tudo isso facilita um pouco a vida do jogador, o que é apropriado – tanto por se tratar de um jogo para celular, como pelo fato de que os touchpads, mesmo depois de ajuste de sensibilidade, ainda não são tão precisos quanto o uso de um controle comum, e com isso enfrentar mais do que dois necronomorphs no mesmo ambiente fechado seria morte certa se fosse necessário parar só para usar health pack ou algo do gênero. O jogo fica um tanto menos tenso com isso, mas toda a atmosfera mantida compensa – e, convenhamos, Dead Space é também um excelente jogo de ação, e nada mais justo do que deixar a versão portátil tão dinâmica quanto.

Lost: Via Domus (PC)
2 horas
Lost: Via Domus (PC)

Ao fuçar umas gavetas antigas atrás de uma nota fiscal, encontrei uma cópia velha de Lost: Via Domus, que comprei na época em que ainda estava sem consoles e só consumia games esporadicamente – como, por exemplo, quando saía algum ligado a um filme ou série que adorava. Cheguei a terminá-lo, até por ser curto, e lembro que embora o game em si não fosse particularmente desafiador ou inspirado, como complemento da série foi interessantíssimo – não por explicar nada, mas por introduzir conceitos que só iriam entrar na trama na temporada seguinte em diante. Também era divertido ver a modelagem de alguns dos personagens mais carismáticos e bem desenvolvidos da história da televisão, boas para a época. Então, por curiosidade, resolvi reinstalar o game agora com um computador melhor e pode jogar com tudo no máximo… O que não deixou o jogo particularmente mais bonito, mas melhorou, e muito, a taxa de quadros e o desempenho dele. E muito para minha surpresa, ele já aceitava o controle do Xbox 360! Com isso, acabei jogando-o em doses homeopáticas durante a semana.

Agora, com a perspectiva da distância e após ter jogado outros games anteriores e contemporâneos a Via Domus, dá para tirar um retrato melhor dele. Sim, é curto; sim, tem paredes invisíveis e você não pode andar livremente pela ilha toda; sim, é um adventure que beira o repetitivo em alguns momentos, apesar da duração, e no qual há poucas coisas reais a se fazer. Mas há lições de design a se tirar daqui. Logo de cara, chama a atenção a estrutura episódica, com direito à abertura original, flashbacks, “previously… on Lost” e tudo mais: se em Alan Wake isso funcionaria muito bem anos depois, em um jogo baseado em Lost funciona melhor ainda. O personagem principal pode não ser tão carismático quanto os sobreviventes “de primeiro escalão”, mas é mais interessante do que muitos “paralelos” que apareceram no decorrer da série: um repórter fotográfico que perdeu a memória durante o acidente. A ideia de atrelar os flashbacks à capacidade do jogador-fotógrafo de enquadrar e focar corretamente uma cena foi genial, amarrando narrativa, jogabilidade e o material original de maneira muito elegante. E os momentos em que é preciso encontrar o caminho correto na selva enquanto a fumaça preta voa pra lá e pra cá são de dar nos nervos de qualquer um – não há absolutamente nenhuma forma de se orientar a não ser algumas marcações e detritos encontrados, então se perder é fácil e a morte, quase certa. Pior: não adianta tentar fugir direto da fumaça, o máximo que dá pra fazer é correr pro meio de uns bambus e esperar ela ir embora – o que só te deixa coçando a cabeça, tentando achar de onde você veio.

Capa de Resistance 3 (PS3)
2 horas e meia
Resistance 3 (PS3)

Tem gente que vai dar risada ou me xingar até a décima geração, mas depois de começar a experimentar o beta de Battlefield 3, fiquei sabendo que a Insomniac tinha instituído um fim de semana de XP duplo para Resistance 3… E quando fui para o jogo, me diverti muito mais. Não cheguei a jogar o modo de objetivos em equipe para fazer uma comparação direta com o Rush, porque estava mais a fim de voltar ao deathmatch comum, solo e/ou em equipes… E mesmo tendo que começar do zero (porque diabos o console/a conta não recuperou o avanço no beta?), foi um prazer subir tão rapidamente nos níveis iniciais, mesmo com uma kill/death ratio digna da minha falta de habilidade (0.4). Agora já no quarto update, todos na casa dos 20 MB (graças aos céus!) o jogo está tinindo, rápido e responsivo. Com a distinção característica das armas e habilidades de suporte da série Resistance e o ritmo um pouco mais acelerado, ficou difícil voltar a Battlefield. Para quem quer algo pelo menos um pouco diferente do padrão, Resistance 3 é uma pedida muito mais lógica, pelo menos no que diz respeito ao multiplayer.

E ele ainda tem uma campanha que, aposto, continua sendo bem mais significativa do que a de qualquer FPS militar até agora – e não tenho motivos para acreditar que a de Battlefield 3 será diferente. Em Resistance 3, quando as coisas ameaçam ficar previsíveis, a campanha dá uma guinada de 180 graus e te joga em uma situação bem diferente da anterior. No caso, após uma viagem de barco assustadora e um combate frenético em mais uma cidade devastada, com direito a derrotar um dos poucos chefes do jogo, de repente o protagonista Joe Capelli acaba no meio do mato, à noite, sendo caçado por snipers com mantos de invisibilidade – e o jogo vira uma espécie de Splinter Cell em primeira pessoa, em termos de feeling. A tensão vai no talo enquanto se usa a visão especial da mira da Auger para enxergar os bichos invisíveis, ao mesmo tempo em que se evita ser iluminado pelos holofotes da nave alienígena. E o mapa ainda te dá pelo menos três caminhos para chegar ao objetivo, cada um com vantagens e desvantagens; por exemplo, ir pelo riacho abaixo te deixa fora da visão da maioria dos snipers, mas vulnerável à iluminação da nave, e o barulho da água pode te entregar. Esse foi mais um dos momentos em Resistance 3 em que pretendia dar uma parada no jogo, mas a circunstância em que a fase te joga me deixou curioso o suficiente para continuar jogando… Algo que, sinceramente, não esperava.

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13 comentários sobre “Back: Vida portátil (26/09 a 02/10)

  1. Amo Lost. \o/

    Você gostou do final? Apesar de que preferia uma conclusão mais maluca, que passasse longe de conceitos tipo purgatório/limbo/etc, eu gostei muito. =)

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    1. Da série? Gostei sim. Não entendi muito da polêmica sobre ele – fazia sentido dada a direção que a série tomou depois que alguns sobreviventes saíram da ilha. Quem questionava essa parte (da quarta temporada em diante, se não me engano), eu dou alguma razão. Acho que a série teria sido bem mais interessante se tivesse terminado nessa fuga bem-sucedida, deixando todo o resto no ar de propósito. (Como se muita coisa tivesse sido explicada depois…)

      O final *do jogo* foi bem surpreendente na época, mas não sei se teria o mesmo impacto agora. O que o protagonista vê no final só é explicado na quarta temporada, então aquilo me deixou maluco: já não bastava a série não explicar praticamente nada, ainda me vem uma p**** de um jogo que em vez de explicar joga ainda mais acontecimentos inexplicáveis no bolo? 😄

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      1. Estava me referindo ao final da série mesmo. ^^

        Mindfucks são um prazer meio sádico, né? Deixam a gente tenso, mas vidrado. Obras que mais confundem do que explicam me deixam doidona, minha mente não consegue desapegar da mania de racionalizar e penso um milhão de teorias. rsrs Mas apesar de que eu sempre fico buscando solução, adoro mistérios que terminam “no ar”. xD

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  2. Eu não joguei o jogo (Lost); uma vez até o instalei mas na época também estava voltando aos jogos, após um longo hiato, e conheci Half Life 2 e vários outros jogos na sequência o que acabou deixando Lost de lado. Gostei muito da série. Muito mesmo. Mas o final me decepcionou bastante por utilizar algo tão banal e que todo mundo esperava desde a 1ª temporada. Eles estarem mortos e tudo mais. Imaginava que Lost instituiria algo novo, iria mais além. Então ficou aquela sensação de “perdi seis anos da minha vida”. Quanto ao Beta do BF3, não sou muito chegado em multiplayer, com a exceção de Portal 2, o que na verdade é um multi, mas coop, o que muda bem as coisas, e Lead and Gold (Recomendadíssimo). Tenho uma máquina razoável: C2Duo E 7600 GHZ 3,06, uma GTS 250 1GB, Windows Home Premium 64bit e 3GB RAM. Deu pra jogar no High, mas não gostei do Battlelog, não fui com a cara daquele lance de iniciar o jogo pelo navegador. Achei os gráficos não tão bonitos. Crysis 2 roda liso aqui em Extreme e já no lançamento ele era lindo, com as Texturas de alta reolução então… Tá um absurdo. Uma pena que minha placa não suporta DX11. Mas Battlefield não me parece tão belo, nem de longe, além de ser um tanto pesadinho. Claro que o modo campanha deve conter os melhores gráficos e espero que o jogo tenha uma boa campanha. Concordo plenamente com você na questão de que será difícil um FPS militar inovar a jogabilodade em um ano que tivemos Bulletstorm e Crysis 2. O que gostei em Crysis 2, e muito, foi o Stealth. Como gosto disso cara. Estou com 51 hrs em Deus EX HR. Já terminando-o e sem matar ninguém, exceto chefões, claro. E te digo, alguns mereciam morrer, mas, “MALDITOS ACHIEVEMENTS!”

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  3. Fabio jah viu o novo filhinho da Id, o Rage, estou jogando a versão PC e estou curtindo bastante, tem horas que lembra boderlands ..

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  4. Quando eu li que seria um post sobre portateis e abre falando de Battlefield 3 não pude deixar de pensar “PQP, eu não esperava tanto do Xperia Play!” hahaha

    Troquei (meio que literalmente) meu 360 por um PS3 e sou meio leigo no mundo dos exclusivos. “Resistencia: Tombo dos homi” é uma boa série em termos de campanha?

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    1. Eu adoro Resistance. Inclusive gosto mais do que Killzone. Mas note que tem muito de preferência de jogabilidade e temática, mais do que de qualidade narrativa em si: estou meio cansado de alguns temas, como guerra contemporânea, e Resistance, como série de ficção científica com alienígenas monstrengos, satisfaz minha vontade por FPS melhor do que os outros. Também é a série de FPS pra console com as armas mais divertidas e criativas que existem, e uma das poucas com um ar meio old school (regeneração automática apenas parcial no 1º jogo, regereração NENHUMA no 3º, multiplayer mais acelerado etc.).
      Se quiser jogar do começo, saiu há pouco tempo um Dual Pack com os dois primeiros jogos pelo preço de um. A campanha do 3 não *exige* que você tenha jogado os dois anteriores para ser compreendida, até porque muda o protagonista, mas os dois primeiros são mais interligados, e a campanha do 2 ganha outra perspectiva quando você vê pelo que o protagonista passou no 1º.
      E se for do começo, note que o 1º Resistance foi jogo de lançamento do PS3, então o visual ficou um tanto datado a essa altura. Nada que estrague, claro. Ah, e é um joguinho bem difícil em certas partes.

      Agora, falando de exclusivos do PS3, se você jogou algum RPG de ação em terceira pessoa na vida, pegue Demon’s Souls para ontem. Sim, ele é difícil como dizem, mas não existe nenhum jogo com o combate tão preciso e satisfatório como o dele. E nenhum outro cenário de fantasia medieval é tão pesado/desesperador – Dragon Age parece história de ninar perto do cenário de Demon’s Souls.

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  5. Eu fiz isso com Halo 3, que joguei sem conhecer a série. Terminei o jogo e disse “é, bacana…”
    Posteriormente eu joguei o 1 e o 2 e quando fechei o 3 achei muito mais legal (eu não sou exatamente o maior fanboy de Halo do universo, mas gosto bastante do universo – mais do que dos jogos na verdade)
    Vou realmente começar do começo com Resistance. Eu realmente não tenho problema com gráficos a esse nivel, não tem problema ele ser datado (não tanto quanto a mecanica ser datada por exemplo)

    Já tenho o Demon Soul, é o próximo que eu vou jogar – ouvi muitas coisas interessantes a respeito dele.

    Obrigado pelas dica do pack

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    1. Eu acabei de registrar mais de 16 horas de Demon’s Souls só na semana passada. Acabei de pegar a sequência, Dark Souls, e isso me lembrou de que já passou da hora de (tentar) terminar o Demon’s. Mais sobre isso na seção Back daqui a pouco :).

      Sabe que sempre desconfiei que Halo nunca me pegou de jeito (uia!) exatamente por não ter jogado o 1º e o 2º? Agora que vai sair a edição de aniversário, vamos ver como me envolve.

      Ah, e sobre dual packs, dá uma pesquisada porque isso tá virando comum. Tem dual pack com os dois primeiros Uncharted, por exemplo. Não sei se ele saiu oficialmente no Brasil, mas se tiver saído, deve estar a R$ 99. Se não tiver saído, é relativamente fácil encontrar o primeiro por R$ 50 em promoção por aí, ou em lojas do Mercado Livre, e o preço oficial brasileiro da edição Game of the Year de Uncharted 2 é R$ 99. O segundo é obrigatório, e a R$ 50 o primeiro vale muito a pena.

      Que mais sobre exclusivos?… Tem Heavy Rain, mas perceba que é basicamente um filme interativo e a jogabilidade se resume a Quick Time Events mais elaborados. Se isso não te incomodar, trata-se de uma das histórias de suspense mais legais já feitas em um game, com visual impressionante, e com uma lógica interna que games deveriam adotar mais – não existe atitude certa ou errada, e sim a adaptação da história ao que você faz, deixa de fazer, ou não consegue fazer. Não importa o que aconteça, ela segue em frente, mesmo que um ou mais dos quatro protagonistas morram – a questão é *como* ela segue em frente. O jogo não te tira da narrativa com um “game over” e recarrega o último checkpoint nem nada (você pode reiniciar o capítulo se quiser, mas é só).

      Tem Little Big Planet 1 e 2, caso ache que vá ter tempo de criar fases e games inteiros com as ferramentas dele. Se só quiser um bom jogo de plataforma, o 1º hoje pode ser encontrado baratinho, tem uma das trilhas sonoras mais legais de qualquer game ever, e é criativo e fofo até dizer chega. Em uma pegada parecida, tem ModNation Racers, uma espécie de Mario Kart customizável com um pouquinho mais de opções, profundidade, e gráficos “radicais” (sim, estou sendo irônico). Tem Metal Gear Solid 4, mas não sei se o recomendaria para quem não jogou os anteriores (eu boiei grandão no começo e voltei pros de PS2 pra jogá-los na ordem). E tem Heavenly Sword, com jogabilidade *inicialmente* parecida com a de God of War, mas uma história mais interessante.

      E o mais importante: dê sempre uma checada nas diferenças de versão dos jogos multiplataforma. Há alguns casos, como Bayonetta, Splinter Cell: Double Agent, Fallout: New Vegas e Black Ops em que a versão PS3 tinha problemas de desempenho e loading que a de Xbox ou de PC não tinha. Esses jogos sempre acabam recebendo patches que aliviam depois, mas pros lançamentos, é sempre bom pesquisar, caso ainda tenha a possilibilidade de jogar no PC. Por outro lado, muitos outros jogos têm desempenho melhor no PS3 por instalarem arquivos no disco rígido. Finalmente, agora você vai ter acesso a uma pá de jogos multiplataforma com bônus substanciais na versão PS3, especialmente vários da EA: Portal 2 com Steam, cópia para PC e co-op cross-platform, Dead Space 2 com Dead Space: Extraction incluso, Alice: Madness Returns com o 1º Alice incluso, Batman: Arkham Asylum com challenges do Coringa, o futuro Assassin’s Creed Revelations com o 1º Assassin’s Creed incluso, e assim por diante.

      PS: Se você jogou Ninja Gaiden I e II no Xbox/Xbox 360, Ninja Gaiden Sigma 1 e 2 *não* são jogos novos exclusivos do PS3, e sim versões modificadas dos mesmos jogos. Quase fiz a besteira de pegar o Sigma 2 mesmo tendo o Ninja Gaiden II pro Xbox 🙂

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      1. Como todas as grandes franquias desta geração, Halo 1 (combate evoluido, que nome boboca) não é um grande jogo. Foi inovador para a época sobre vários aspectos, mas não é algo do tipo que voce para e diz “CARALHACO-LHES QUE JOGAÇUUUU”. E como todas as grandes franquias desta´época a coisa fica boa mesmo é no 2. Tanto mecanicamente quanto em história, quando você não só vê como joga com o outro lado da moeda e entende o que se passa e qual é a do covenant, e aí é que o universo de Halo fica legal pra caralho na minha opinião.
        E depois de jogar o Reach, que cronologicamente é o primeiro da série, o Halo 1 passa a ser muito mais interessante, porque voce sabe o quanto foi penoso e épico para o Noble Team fazer com que o Halo 1 comece do jeito que começa.

        Heavy Rain foi um dos motivos por eu optar pelo sistema da Sony, sou um fã incondicional de Indigo Profecy e imagino que Heavy Rain não é muito diferente (e mesmo que seja, não é o gameplay de IP que me atrai de qq jeito). Foi justamente o que mais me frustrou em inFAMOUS, cujo carro chefe deveria ser justamente o sistema de moral (esse é meio que o nome do jogo, não?) mas não é dessa forma fluida e legal

        Os bonus substanciais tambem são outro ponto que me atraiu a atenção para a Sony, vou ficar de olho nisso e denovo obrigado pelo miniguia de PS3 para principiantes. Para ter uma idéia ainda estou me acostumando até mesmo com a dashboard é menos organizada (questão de habito, eu sei) e até mesmo como o Dual Shock é leve

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        1. Opa, estamos aí. Faz um tempo que penso em fazer um miniguia Re:Games dos três consoles com opções menos óbvias pra cada um (note que nem mencionei God of War III, tanto por não ter essa tara pela série quanto pela obviedade), mas é soda fazer artigos utilitários quando não tenho tempo nem para fazer os artigos críticos que quero.

          E sabe que agora que vc falou me dei conta que é verdade, o Dualshock é bem mais leve? Além do mais, o d-pad é INFINITAMENTE melhor e você pode recarregá-lo via USB, o que é uma bênção – tenho até um cabo de extensão USB aqui pra não precisar parar de jogar enquanto carrego. Ainda assim, no geral prefiro o controle do Xbox em termos anatômicos.

          Para não dizer que só falei coisas boas, pra vc que vem do Xbox, prepare-se para lidar com
          – A dashboard menos organizada, como tu falou
          – Sem party chat/cross-game chat
          – Para comprar coisas na PSN é um pouco mais complicado, embora pelo menos use dinheiro mesmo em vez de pontos
          – Updates. LOTS OF UPDATES. Não sei quanto tem o seu HD do PS3, mas ele VAI ENCHER muito antes do que vc imagina 🙂
          – Downloads variáveis: tem hora que o update de 200 MB vai baixar rapidinho, e o de 20 MB vai demorar mais de meia hora – independente da sua conexão

          De resto, aproveite que o Netflix já chegou no PS3 e a possibilidade de compartilhar conta com amigos (crie uma conta na PSN americana, divida login/senha com mais 3 ou 4 pessoas, dividam o custo dos cartões entre si e todos baixam o jogo comprado).

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          1. um miniguia Re:Games dos três consoles com opções menos óbvias pra cada um

            Apoiado! Quando der, faz sim. =D

            Apesar de que eu já tenho os que me interessam do PS3, vou adorar ler sobre os menos óbvios do Xbox e do Wii (consoles que eu adoraria ter, mas minha verba ‘ainda’ não permitiu).

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  6. Os gatilhos do 360 são muito mais ergonomicos que o do PS3, mas o D-Pad do PS3 é uma benção comparado com o 360, verdade.

    Os problemas do PS3 não são tãooo graves assim, dá pra se acostumar sem prejudicar muito no fim das contas. Mas posso apostar que na proxima geração a Sony vai aprender alguma coisa com a microsoft sobre layout e organização e a Microsoft vai aprender algo sobre escolher bem seus exclusivos (até porque só a divisão de games da M$ pode comprar toda a Sony, afinal)

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