Xperia Play: dois pelo preço de 1/5

Xperia Play ao lado do SixaxisGeralmente não me dou ao trabalho de escrever muito sobre plataformas, e quando o faço, geralmente me atenho a periféricos e interfaces que afetam a forma como jogamos games. Mas essa semana tive o prazer de conseguir uma plataforma que, em si, muda muito o jeito como se joga – especialmente no meu caso, que tinha zero contato direto com jogos para celular… Até então. Nunca tive um smartphone por não sentir necessidade de acessar a Internet e afins em um celular, ainda mais quando minha esposa já tem um para o trabalho dela. Porém, agora que estou autônomo, senti falta de poder ler e-mails quando vou almoçar ou resolver coisas na rua; já perdi uma proposta de trabalho por demorar para responder. E na pesquisa por um smartphone barato, qual não foi minha surpresa ao descobrir que, ao mudarmos o plano que tínhamos para um plano família e usar os pontos de bônus de fidelidade à operadora, o Xperia Play poderia sair por cerca de 1/5 do preço oficial (assustadores R$ 1.899) – ou seja, o mesmo que dois lançamentos de PS3, e em 3 vezes sem juros? Sinto muito, Rage e Fifa 12, vocês ficam para o ano que vem…

A próxima edição da seção Back vai mostrar como o Xperia Play invadiu meu dia-a-dia, tanto como smartphone quanto dispositivo portátil de games. Mas no processo de pesquisar sobre ele antes de decidir pela compra, notei que a grande maioria das resenhas do aparelho foi feita da perspectiva de geeks de tecnologia, e não jogadores – isto é, elas focam muito no hardware e menos nos jogos em si, e menos ainda sobre como a experiência com jogos do tipo muda quando se tem um gamepad disponível além da tela de toque. E ainda por cima, o gamepad do Xperia o torna bastante apropriado para uma prática que a maioria das resenhas não pode abordar: emuladores. Com isso, achei que valia a pena comentar um pouco aqui da minha experiência com ele, para ajudar a esclarecer qualquer dúvida sobre o aparelho do ponto de vista de um jogador que não tinha smartphone nem acesso a jogos de celular. Sintam-se à vontade para fazer perguntas nos comentários, que responderei na medida do possível.

Tecnicismos

Hardware do Xperia PlayVocês podem ler mais sobre o hardware do Xperia Play em diversos lugares na Internet, mas apenas como contexto, ele tem um processador de 1 GHz, 512 MB de RAM, 400 MB de memória interna, um cartão microSD de 16 GB e sistema operacional Android 2.3 Gingerbread. Não sei como isso se compara com outros smartphones do mercado exceto pelo que vi na loja, mas acredito que esteja próximo dos top de linha – abaixo apenas dos recém-lançados com processador dual core – e o que importa é que, no geral, tudo roda bem rápido. E, o mais importante, nas poucas vezes em que ele pareceu “engasgar”, foi por no máximo 2 segundos e com aplicativos de terceiros usando o Wi-Fi, e não nos jogos, que é onde interessa. A pior coisa que me aconteceu ao rodar jogos foi ver o celular reiniciando o sistema após sair de Asphalt 6: Adrenaline – não durante, mas ao pedir pra sair do jogo. De resto, não vi diferença real no desempenho dele em comparação com os smartphones que já mexi antes, iPhone incluso.

O aparelho vem com seis jogos: Fifa 10, Bruce Lee Dragon Warrior, Star Battalion, The Sims 3, Tetris e Crash Bandicoot (o único jogo do 1º Playstation; outros ainda serão disponibilizados em breve). O volume do alto-falante é significativo, a ponto de valer bem mais a pena jogar sem fone de ouvido quando se está em casa (não, eu não sou desses malas que ouve música alto no ônibus :P). Quanto à duração da bateria, achei que jogar a consumiria muito rapidamente… Mas pelo aplicativo de controle instalado no aparelho, o que realmente pega é o Wi-Fi. Deixando-o ligado o tempo todo enquanto estou em casa, acabei precisando carregar a bateria quase toda noite; quando aprendi a desligá-lo rapidamente durante os jogos (por enquanto não tenho arriscado entrar em multiplayer mesmo), já pude ficar três dias sem carregar o celular, o que me parece mais comum para smartphones. Vale também lembrar que, como é brinquedinho novo, tenho jogado sempre que posso nele, a ponto de ter ficado quatro dias sem sequer ligar os consoles. Certamente, a bateria vai durar mais para quem usa o aparelho para jogar somente em trânsito ou em salas de espera, como normal para um dispositivo portátil.

O que importa: o gamepad

Gamepad do Xperia PlayUm dos problemas de procurar opiniões sobre o Xperia Play é que as resenhas dele como smartphone não dão a devida atenção ao gamepad, enquanto as opiniões de usuário costumam ser de segunda mão, baseadas em testes rápidos na loja – algo bastante compreensível dado o preço do bichinho. Superficialidade à parte, em uma coisa elas acertam: a adaptação ao gamepad não é imediata, apesar da semelhança com um controle comum. Ele tem os botões frontais na mesma disposição (salvo START e SELECT, que ficam abaixo e à direita), um gatilho esquerdo e um direito, e dois touchpads que fazem as vezes de alavancas analógicas – notem que não estamos falando daqueles disquinhos encontrados no PSP e no 3DS, e sim de superfícies de toque mesmo, com uma pequena depressão para marcar o espaço sensível e um pontinho em relevo para marcar o centro.

A primeira coisa a se acostumar com o gamepad é o tamanho. Se você, como eu, tem mãos grandes e está acostumado com o Dualshock 3/Sixaxis, vai demorar um instante para acomodar seus dedos no Xperia Play. O problema não tem a ver com os botões regulares ou os direcionais – que são até maiores do que os do DS, por exemplo – e sim a proximidade dos touchpads no centro do acessório. Mas é uma questão de hábito, mais do que de design: em nenhum momento a disposição dos pads me fez apertar botões errados, nem nada do gênero. Os gatilhos não são tão grandes quanto os do DS, mas são funcionais; a única dificuldade é conseguir se coordenar para apertar os dois ao mesmo tempo, um comando suportado em pelo menos um dos jogos que testei, Star Battalion. Na maioria das vezes você acaba apertando um gatilho antes do outro, o que irrita; pelo menos no jogo em questão você também pode fazer o movimento com o touchpad direito pra cima, o que resolve o problema, mas seria bom se os desenvolvedores evitassem usar esse comando em seus jogos no futuro.

Falando nos touchpads, a maior curiosidade que tinha sobre o Xperia Play era a funcionalidade deles. A primeira coisa que notei foi que você não pode usá-los exatamente como uma alavanca física, especialmente no caso da esquerda. Em geral, quando usamos um controle comum, o dedão esquerdo fica quase o tempo todo na alavanca, mantendo-a em determinada posição; quando você resolve, digamos, mover a alavanca da posição “para cima” à posição “à esquerda”, você simplesmente “puxa” o dedo, sem tirá-lo da alavanca, certo? No touchpad do Xperia, o movimento equivalente às vezes exige que você tire o dedo que estava parado na posição “em cima”, coloque-o no centro do do touchpad e ai sim faça o movimento de “riscar” para a esquerda – e é nessa hora que você entende porque há um pontinho em relevo no meio do treco: para ajudar a sentir rapidamente onde o centro está, sem precisar olhar pro gamepad. É uma interface diferente que exige algum costume, mas nem de longe é tão complicado quanto algumas resenhas deram a entender; o que realmente atrapalha no uso do touchpad é (1) o jogo não ter sido otimizado para ele, e (2) o jogo não dar a opção de ajuste de sensibilidade.

Fifa Soccer 10 no Xperia PlayPor exemplo, Fifa Soccer 10 é um jogo que depende, e muito, de poder manter a alavanca em uma posição (correndo atrás da bola) e virar rapidamente de um lado a outro (para driblar ou defender); logo, é preferível usar os botões direcionais, mesmo perdendo um pouco da liberdade de movimentação em diagonal. Isso pode ser visto com a perspectiva do copo meio cheio ou meio vazio: ao mesmo tempo que chateia não poder usar as “alavancas” como na versão de console/PC, por outro lado você tem a chance de jogar com os direcionais, algo que não conseguiria em um smartphone comum sem gamepad – e, definitivamente, jogar com o gamepad é bem mais prático do que usar controles virtuais, com os dedos em cima da tela de toque atrapalhando a visão total do gramado.

Asphalt 6: Adrenaline (que pode ser baixado de graça no Android Market) sofre do segundo problema: qualquer toquinho no touchpad joga o carro na parede lateral, e não há como ajustar isso. Como é um jogo de corrida onde só é preciso mover-se para os lados, usar os direcionais, bem menos sensíveis, não traz desvantagem nenhuma. Em contraste, há o caso de Dead Space (vendido a R$ 4,99), que permite ajustar a sensibilidade das “alavancas”; não à toa, é o jogo que mais lembra seus irmãos de console, e jogá-lo usando os touchpads-“alavancas” não só é tranquilíssimo como mais divertido (e libera os direcionais para outros comandos). Star Battalion é o meio-termo: ele não permite ajuste de sensibilidade dos touchpads, mas eles não são tão sensíveis quanto em Asphalt 6. Ainda por cima, como o jogo envolve perseguições de naves espaciais em espaços 3D bastante abertos, não é necessário mexer tanto nos touchpads; jogar com eles ou com os direcionais é uma questão de escolha pessoal (eu mesmo ainda não me decidi qual prefiro, jogando ora de um jeito, ora do outro).

Jogos disponíveis

No total, a quantidade de jogos disponíveis no lançamento do Xperia Play é mais do que razoável – para efeito de comparação, consoles raramente foram lançados com mais de 60 jogos. A questão é que a maioria deles é composta de games que já estavam disponíveis para Android, porém otimizados para o gamepad do smartphone – e, como vimos, nem todos foram tão bem otimizados assim, pelo menos no que diz respeito aos touchpads. De qualquer maneira, para alguém como eu, que não tinha acesso a nenhum tipo de jogo de celular moderno, tudo é bônus – até mesmo Angry Birds de graça. Bem ou mal você tem experiências bastante diversas, não importa o que decida fazer: da simplicidade apropriada para uma tela de toque, como no consagrado Game Dev Story, até experiências bem mais apropriadas para o gamepad e mais próximas de um console, como os jogos da EA – em especial Dead Space, que vale lembrar, não é um port do primeiro game e sim uma história nova, entre o 1º e o 2º jogo.

Tela de Star Battalion (Android)
Star Fox Feelings

Uma coisa que pude constatar é o perfil da Gameloft, empresa que sempre vi ser esculachada em fóruns como o exemplo-mor do mote “nada se cria, tudo se copia” – e é fato. Star Battalion é uma versão bombada de Star Fox (com movimentação livre, não on-rails) e Asphalt 6: Adrenaline, uma cria de Need for Speed (os mais arcade) com Burnout. O negócio é que, pelo visto, a empresa sabe como deixá-los divertidos; a impressão que tive foi de equilíbrio perfeito entre a experiência mais elaborada de um jogo de console e a necessidade de tornar o jogo acessível em doses homeopáticas, para jogar em salas de espera e banheiros. Isto é, as corridas ou fases de batalha espacial são curtas, mas envolvem bem mais do que apenas inclinar o celular e/ou esmagar um botão (virtual ou físico) de tiro, como acontece em outros jogos feitos para Android/iPhone com temáticas similares. No caso de Star Battalion, por exemplo, tudo o que se espera de um Star Fox, como o barrel roll ou o U-turn, está lá, e o jogo até se dá ao trabalho de ter um universo próprio e uma narrativa.

Percebam que quem já tinha acesso a um Android ganharia, na verdade, pouquíssimas coisas exclusivas disponíveis ao “migrar” pro Xperia Play, pelo menos por enquanto – e principalmente no Brasil, onde os outros títulos de Playstation além do pré-instalado Crash Bandicoot, como MediEvil e Syphon Filter, ainda não estão disponíveis. Ou seja, o Xperia Play aqui, por enquanto, é um smartphone Android comum que, “por acaso”, tem um gamepad que melhora a experiência de certos games e conta com um mísero jogo exclusivo de PSOne. Além disso, fogos à parte, a grande maioria dos jogos desenvolvidos para celulares é tranqueira pura, digna de figurar no Facebook, e só não são tão criticados quanto deveriam porque custam uma merreca e porque Android/iOS é uma porta de entrada para desenvolvedores indies. Somando tudo, o que pode tornar a aquisição do Xperia Play mais interessante é outro fator que nenhuma resenha apontou ainda, e do qual só me toquei após fuçar no Android Market: você já pensou em adquirir um Dingoo? Com um pouquinho mais de grana, eu adquiri uma versão muito melhor dele.

O “segundo aparelho”: um Dingoo bombado e chique

Emuladores no Android MarketComo leigo, eu não sabia que existiam tantos emuladores para Android. Tem de tudo, desde Atari até Nintendo 64 e DS (!). O que não quer dizer, porém, que eles sejam particularmente apropriados e intuitivos para um celular Android comum: assim como nos jogos feitos para a plataforma, esses emuladores geralmente usam controles virtuais na tela de toque, o que definitivamente não reproduz bem a experiência de diversos consoles antigos. Imaginem, por exemplo, um jogo de plataforma desafiador que exija rapidez e precisão em uma tela de toque, ou um Street Fighter sem acesso a botões direcionais… Tais jogos simplesmente não foram feitos para telas de toque, e por isso mesmo existem acessórios Bluetooth em forma de controle para alguns modelos de smartphones.

Para quem quer usar esses emuladores, o Xperia Play é a junção da fome com a vontade de comer. A grande maioria deles permite desativar os botões virtuais e mapear os comandos do console original para teclas do celular – incluindo os botões do gamepad do Xperia Play (mas não os touchpads). Com isso, reproduzir o layout de controles sem alavanças analógicas, como os do Nintendinho, Super Nintendo, Master System, Mega Drive ou Game Boy Color/Advance, é bastante simples e intuitivo; e no dia em que os emuladores de Nintendo 64 e PSOne reconhecerem os touchpads-analógicos, serão ótimos para o gamepad. Como o processador do Xperia Play é 3 vezes mais rápido do que o do Dingoo e a memória RAM, 16 vezes maior (512 contra 32), os jogos geralmente rodam muito bem. Obviamente, isso é pirataria: os emuladores em si são gratuitos e legais, mas as ROMs não. Não farei apologia à pirataria aqui, mas como nesse bolo há jogos que não foram relançados em plataformas modernas como o Virtual Console, a PSN, a Live ou o Nintendo eShop do 3DS, não vou condenar ninguém por não querer comprar um Game Boy Color usado no Mercado Livre só para experimentar os primeiros jogos do Wario.

Conclusão

Alfred Hitchcock's Angry BirdsEu sempre tive resistência a jogos de celulares por um motivo simples: em geral, eles são minigames simples demais. Não me leve a mal, eu jogo coletâneas do tipo no Wii; a diferença é que na plataforma da Nintendo, o que torna esse tipo de jogo atraente não é apenas a acessibilidade e a diversão rápida, e sim o exercício, a simulação do movimento e o aspecto social embutido – social mesmo, de pessoas na mesma sala, não “social” no sentido de “poste seu Achievement no Facebook!”. Em um Angry Birds, você não tem nada disso; o que salva o jogo é a sacação de usar a tela de toque de maneira tão integrada à jogabilidade, mas morre aí. Em diversos casos, acho esses jogos sobrevalorizados; tratá-los como a área “onde reside a inovação hoje em dia” é demais para a minha cabeça – é como saudar o criador do provolone à milanesa como um dos chefs mais criativos do mundo. Eu amo provolone à milanesa, mas por favor, é só queijo à milanesa.

Nesse sentido, o Xperia Play pode ser mais um incentivo para produtoras passarem da fase “minigames divertidos e viciantes” para experiências um pouco mais equilibradas, como os jogos da Gameloft (falta de criatividade conceitual à parte), ou games mais substanciais, como Infinity Blade (iOS), Dead SpaceGame Dev Story e afins. A essa altura já temos RPGs e até MMOs, então em algum momento a coisa vai decolar. Por enquanto, o Xperia Play vale muito a pena para quem ainda não tem smartphone, pretende comprar um, e gosta de games modernos: é um Android eficiente e de bom desempenho com algo embutido que nenhum outro smartphone tem – só cheque os planos e preços, eu não pagaria mais do que paguei por ele. Para quem já tem um smartphone e está acostumado com jogos de Android/iOS na tela de toque, o custo do aparelho, mesmo com os descontos de planos e bônus que conseguir, pode ser um pouco demais só para ter um gamepad; talvez valha mais a pena adquirir um acessório Bluetooth no eBay ou sei lá onde. E, o mais importante, ele não é um substituto para o Playstation Vita – que não permite ligações, não lê e-mail e não tem acesso aos jogos para Android; o público-alvo é tão diferente quanto o do Wii para o do Xbox 360, por exemplo. Vamos ver como a Sony toca ambos.

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8 comentários em “Xperia Play: dois pelo preço de 1/5

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  1. Sério q ele tem durado 3 dias sem recarregar? Tenho um android Defy e meus amigos tem outros modelos tbm, e tds duram no max. em torno de 24 hrs, mas no meu caso o wifi fica quaseo tempo ligado.
    Se ele está durando 3 dias já é um grande ponto a favor.

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    1. Isso é com o Wi-Fi desligado e o celular no modo mais econômico. Deixando o brilho no máximo, o Wi-Fi ligado, e jogando 1 hora de Dead Space + 1 hora de Battlefield: Bad Company 2 (aliás, uma versãozinha marromeno), a bateria caiu de uns 60% para 14%, assim, em duas horas. Basicamente, jogos gastam, Wi-Fi gasta, os dois juntos gastam muito… Mas como smartphone sozinho, ele gasta menos que o Blackberry da minha esposa.

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  2. Fiquei maluco quando vi Xperia Play, queria ter uma na hora, mas o preço tirou toda a magia da coisa. Realmente vale pra quem for trocar de celular no plano ou conseguir de forma mais barata, fora isso com as 1800 dilmas, dá pra comprar outras coisas que estão na minha lista videogamística.

    Não sei o porquê de o pessoal comparar tanto com o Vita. Um é um Smartphone ou outro ou console portátil de videogame. <<<< *ponto aqui*.

    Os aparelhos portáteis estão migrando pra uma universalização de uso, onde futuramente a distinção entre um console portátil e um Smartphone seja talvez o simples fato de um fazer ligações e outro não. Mas hoje as diferenças de funcionalidades e de público alvo são grandes.

    Não compraria um pelo preço full, mas com certeza adoraria ganhar de presente #fikdik xD

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    1. Eu nem cogitei comprar quando vi o preço – até porque há duas semanas ainda não tinha plano nenhum pra ele, ainda por cima. Mas quando fui na loja vi que finalmente tinham planos, e que com os pontos ele cairia para algo próximo de outro smartphone da categoria, só que sem gamepad, como um Galaxy S II. A questão passou a ser pegar um Galaxy S II por cerca de R$ 100 a menos, pegar o Xperia Play, ou pegar um LG dual-core, mais potente que o Xperia, por um troquinho a mais. Aí o vício falou mais alto… 🙂

      Eu nunca tive smartphone exatamente por conta do preço. Meu Nintendo DS Lite custou R$ 470 na época, hoje deve estar bem menos no mercado “cinza”. Pagar mais do que isso só para poder usar Internet, ainda por cima com um custo mensal alto efetivo? Tô fora… Mas agora que preciso ler e-mails e com o smartphone custando menos que o DS, aí sim.

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  3. Que legal você resenhar o Xperia. =D

    Embora eu não tenha intenção de comprá-lo, sempre tive curiosidade de ler algum review “desapegado” sobre ele, que não ficasse tratando-o como um filho bastardo de smartphones e/ou consoles.

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