Back: Deslizando no fim de semana (01/08 a 07/08)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Deslize a jato em VanquishAté a quinta-feira, tinha certeza de que esta seria a semana mais minguada da seção Back até então, com games aparecendo na lista com uma hora ou menos de jogo. O motivo, como sempre, foi excesso de trabalho e de coisas para resolver – em especial após um prazo ser reduzido à metade de sopetão por um dos clientes. Isso resultou em dois dias de 15 horas de trabalho cada (já descontando almoço, cochilo de meia hora e janta!), o que me deixou sem jogar nada por quase três dias. Porém, não tinha percebido o benefício óbvio: ficar livre na tarde de sexta-feira, assim como no fim de semana. O fim de semana. O FIM DE SEMANA! UM FIM DE SEMANA LIVRE! Simplesmente inacreditável. E assim consegui terminar um clássico, começar outro, e adiantar bastante um terceiro – um pupilo dos dois anteriores que superou os mestres, pelo menos na jogabilidade. Porra, consegui até jogar online com os amigos e depois testar o MMO do Need for Speed! Quem diria… Confiram os jogos da semana, cheios de tiro pra lá e pra cá, por pura coincidência. Ou não. Sabe, quando se está querendo descontar a frustração, jogos de tiro são muito convenientes…

Capa de Gears of War 2 (X360)
2 horas e meia + 1 hora de Gears of War
Gears of War + Gears of War 2 (X360)

Depois do sofrimento da cena com os Torque Bows, passar pro modo Casual não transformou o jogo em um passeio completo, mas ficou bem mais navegável. A arma em si continuou exigindo atenção com seus one-hit kills, mas os usuários não estavam mais tão precisos, nem apareciam com tanta frequência quanto no trecho anterior. Porém, uma coisa me decepcionou um pouco no final: o líder guerreiro dos Locust, o General RAAM. Esse é o vilão que chegou nas semifinais da votação de Maior Vilão de Todos os Tempos do Gamespot, caindo somente quando encarou Darth Vader? Um mero brutamontes com uma metralhadora que não usa o ambiente e não faz nada além de atirar e andar como uma lesma? Os corvos que o cercavam eram mais assustadores. Porra, os Berserkers no jogo são muito mais assustadores – e pelo menos na dificuldade Casual, mais difíceis de lidar, também. Tudo que precisei fazer foi ficar em uma ponta do vagão, metralhando RAAM sem parar, e correr pra outra ponta assim que ele chegasse perto (“horas” depois), sempre tomando cuidado para não “travar” em alguma cobertura que não estivesse iluminada. Essa tática não deve funcionar no Hardcore, mas ainda assim, taí um chefe final pouco inspirado, que se escora apenas na quantidade de vitalidade, e que consegue a proeza de assustar menos que alguns de seus comandados.

E aí fiquei curioso para ver que arestas foram aparadas em Gears of War 2. Logo de cara, a boa notícia: uma dificuldade “Normal” a mais, entre “Casual” e “Hardcore”. Agora sim! Exceto que… Talvez pelas horas de treino no jogo anterior, e por ainda estar no início da campanha, a dificuldade Normal parece fácil (o que só reforça a impressão de que o problema do 1º jogo não era a dificuldade, e sim o design da fase dos Locust de elite em especial, assim como talvez da Torque Bow também). Após algumas horas de jogo, ainda não morri uma vez sequer pelas mãos diretas dos Locust, de qualquer tipo – apenas em cenas em que você precisa fazer algo específico a tempo, como a da ponte, em que morri umas duas ou três vezes antes de conseguir prestar atenção nos gritos/na legenda e sacar que precisava atirar no motorista do veículo ao lado. De novo, pode ser por causa do treino; afinal, mesmo sendo uma sequência, o jogo tem que ser feito pensando em recém-chegados à série, e não pode ser tão intimidante no começo. E eu não sou de “tirar pontos” de jogos por facilidade, então vamos em frente.

Capa de Left 4 Dead (PC)
3 horas e meia
Left 4 Dead (PC)

Com o milagre do fim de semana com tempo livre e um computador melhorado, sábado à tarde foi dia de jogar online com os amigos no Steam. O plano era aproveitar a promoção com Brink de graça (e, quem sabe, animá-los para adquirir o jogo no PS3 em alguma promoção…), mas um deles não conseguiu rodar o jogo sem ficar muito lento (aliás, como diabos um jogo que não tem um visual tão detalhado exige tanto de um PC? Ainda bem que o peguei pra PS3…). Então, fomos de Left 4 Dead mesmo. Além da experiência de completar uma campanha (Death Toll) com mais gente desta vez, fomos brincar no modo Versus. Sim, eu nunca tinha jogado de infectado (os zumbis especiais do jogo). Embora ainda seja um prego para conseguir atacar efetivamente, por sorte, alguns gringos entraram no lobby que criamos, e a coisa ficou intensa e divertidíssima. Há poucas experiências mais doidas do que conseguir pular com um Hunter em cima de um sobrevivente separado do grupo e rasgá-lo até a morte, ou puxar um sobrevivente com a língua do Smoker por cima de um telhado bem na hora em que a horda está atacando os outros, que acabaram de tomar o vômito de um Boomer na cabeça. E controlar o Tank, então? Sem comentários. Ah, e pela primeira vez, senti a diferença de jogar com um controle de Xbox: contra os infectados da Inteligência Artificial, tudo bem, mas contra humanos experientes no jogo, qualquer precisão a mais na mira parece essencial. Acho que vou “treinar” um pouco de novo com o mouse e ver como me saio.

Capa de Fifa Soccer 11 (DS/PC/PS3/PSP/Wii/X360)
4 horas
Fifa Soccer 11 (PS3)

Fazia tempo que não parava para jogar Fifa 11, e em grande parte por conta da chatice que foram os primeiros meses do futebol brasileiro em 2011. Os campeonatos estaduais foram todos uma lástima, a seleção uma tristeza (o que condiz com o técnico de segunda), e os “craques” são uns moleques sem cérebro e garra, simbolizados pelo mala-mor Neymar. Além disso, quando o tempo para jogar diminui, minha tendência é partir para os jogos com narrativa para tentar terminá-los. Mas com o primeiro fim de semana livre em muito tempo e a empolgação de ver o Flamengo se acertando no Brasileirão, tive a ideia de verificar se os times haviam sido atualizados no Fifa. E bingo: sim, pelo menos o Flamengo está certinho, já no esquema 4-3-2-1 de Luxemburgo inclusive.

E aí as coisas foram se sucedendo: resolvi que era hora de subir de dificuldade (Professional agora, a 3ª de 5 se não me engano), de testar esse esquema do Luxa no jogo, e de ver se conseguia aprender a dar dribles (sim, ainda não consigo usá-los direito). Os dois primeiros objetivos foram cumpridos em algumas horas esparsas no fim de semana, mas ainda falta o terceiro – e de certa forma não me importo muito, já que jogo pouco online e gosto de futebol objetivo, de posse de bola e troca de passes. Com isso, os jogos ficam truncados e de placar apertado, mas assim é o futebol – o que só deixa a goleada ocasional de 5×1 em cima de um Botafogo da vida nas quartas-de-final da Copa do Brasil muito mais saborosa. Porém, melhor ainda é ganhar a final do Corinthians na prorrogação e terminar o 2º tempo dando carrinho a torto e a direito para parar as jogadas, até o jogo acabar com 7 cartões amarelos pro Flamengo. Para ser perfeito só faltou quebrar as pernas do Dentinho…

Capa de Vanquish (X360)
5 horas e meia
Vanquish (X360)

Após terminar Gears of War e começar o segundo, me ocorreu que talvez fosse uma boa ideia jogar Vanquish a sério e tentar terminar a história, agora sob outra persepctiva. E, na verdade, as conclusões não mudaram muito – pelo contrário, foram potencializadas. Basicamente, Gears of War é ótimo, é o parâmetro de jogos de tiro em 3ª pessoa nessa geração… Mas Vanquish é o rascunho desse tipo de jogo para a próxima geração. Você sente ali a base de Gears, sim, em especial no papo de fuzileiro espacial durão e no uso de cobertura. Só que Vanquish é mais do que isso.

Bem ou mal, Gears é um jogo de posicionamento tático, de atirar e se proteger; boa parte da variedade dele se resume ao que as diferentes armas proporcionam, e como os Locust se comportam. Para conseguir dar mais variedade ao jogo, Gears of War 2 quase abusa da quantidade de monstros novos, por exemplo. Já Vanquish tem tudo isso e leva um pouco adiante. O posicionamento tático, por exemplo, tem uma dinâmica muito maior quando se pode deslizar a jato de um lado a outro de uma arena enorme em dois ou três segundos, especialmente quando o adversário tem um ponto fraco nas costas ou algo do gênero. A armadura não é só enfeite, e é preciso cuidar da energia dela: socos gastam tudo de uma vez, as “deslizadas” gastam aos poucos, e a câmera lenta gasta de acordo com o tempo que você decidir usá-la. Ficar sem energia no momento errado é morte quase certa, porque a armadura demora alguns segundos para recarregar – e além de perder preciosa mobilidade, as suas defesas ficam mais frágeis.

“Gerenciar” o uso da energia em arenas amplas, frenéticas e com diversos tipos de inimigos é um exercício de raciocínio rápido que você não verá em nenhum outro jogo do gênero – muito menos em Gears, que é deliberadamente lento. O único senão de Vanquish é que, após ficar vidrado nele por três horas, você vai sair um pouco zonzo; definitivamente, não é um jogo recomendado para epilépticos. Mas de resto, Vanquish só não é o melhor jogo de tiro em 3ª pessoa que existe por não oferecer um pacote completo como o de Gears: não há modo cooperativo, multijogador competitivo, Horda nem nada do gênero, apenas desafios extras e leaderboards. Mas nenhum outro jogo do gênero tem a jogabilidade tão fluida e intensa quanto Vanquish – e voltar a Gears após jogá-lo é algo estranho, como voltar a dirigir um Fusca depois de um test-drive em uma Ferrari.

Capa de Vampire: the Masquerade - Bloodlines (PC)
6 horas e meia
Vampire: The Masquerade – Bloodlines (PC)

E de novo, Vampire: Bloodlines lidera a lista de games jogados na semana. Não sei se isso já aconteceu na seção Back, mas mesmo que tenha acontecido, adianto desde já que o jogo deve ficar de novo no topo semana que vem, e quem sabe depois… Sim, isso demonstra o quanto gosto dele, mas não é só isso. O ponto é que continuo jogando de Nosferatu, e ter que navegar pelas áreas do jogo sem poder andar abertamente dá outro tom. Não parece que estou jogando o game original de novo, e sim um bom remake – ou seja, tudo é familiar, mas a experiência é um pouco diferente. Ainda por cima, a curiosidade sobre as ramificações da trama tem me mantido interessado. Bloodlines é um RPG, afinal de contas, e sempre há coisas que você pode descobrir com as quais não topou nos dois primeiros playthroughs. Por exemplo, há um punhado de personagens secundários que se comportam de forma meio bobalhona/estereotipada; o jogo se passa em Los Angeles, onde não faltam surfistas avoados, hippies ingênuos e pós-adolescentes hiperexcitados com qualquer coisa. E, jogando de Nosferatu, tive acesso a novas linhas de diálogo e descobri que um desses secundários não é o que parece, e sim um ótimo ator – e peão de um dos agentes mais ativos nas conspirações secretas dos vampiros. Esse é o clima certo do RPG de papel, e é sempre bom rever como ele foi transportado de maneira intacta para o jogo eletrônico – algo raríssimo em adaptações para a mídia.

4 comentários sobre “Back: Deslizando no fim de semana (01/08 a 07/08)

    1. Pois é.😀

      E agora que comecei Vanquish pra valer, vou jogar pelo menos uma hora todo dia até terminar. Ô joguinho bom pra diabo. Acho que agora só volto a Gears 2 quando terminá-lo mesmo.

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      1. E tem gente q ainda foge dele por causa do “SEGA” no canto inferior direito…
        [e comigo aconteceu o contrário. :p]

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