Back: Sangue, suor e Windows 7 (25/07 a 31/07)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Jeanette em Vampire the Masquerade: Bloodlines (PC)E aí, vocês esperavam mais uma semana “temática”? Pois se deram mal. Até ameacei jogar mais games de terror essa semana, mas no final das contas, não joguei Condemned 2 ou Dead Space 2 o suficiente para que figurassem na lista. Em compensação, terminei um jogo que andou aparecendo por aqui recentemente; adiantei bastante de outro que ainda não tinha dado as caras nessa seção; e voltei a jogar um game antigo de PC que tinha terminado há anos, algo que não costumo fazer. Tudo isso em uma semana agitada, em que recebi contato de uma grande publisher de games (cruzem os dedos por mim!), instalei o Windows 7 (com direito a tema dinâmico do Alan Wake) e assisti o povo do Jon Spencer Blues Explosion suar como se não tivessem passado 10 anos desde a primeira turnê deles no Brasil.

Reinstalar o sistema e trocentos programas me tomou mais de 10 horas, mas valeu a pena; além de conseguir o programa de tradução que precisava, agora os jogos no Steam que não iniciavam, como Dogfighter e Mafia, estão funcionando normalmente, enquanto outros, como Amnesia e The Witcher, estão rodando com melhor framerate. Foi uma bela semana, de fato. E Catherine chega nos próximos dias, se tudo der certo… PS.: Um depoimento meu sobre a vida de tradutor freelance com experiência na área de games foi publicado ontem no Girls of War – dêem uma olhada!

Outland (x360)

Capa de Outland (XBLA)
2 horas

Sinceramente, eu não sei mais o que falar de Outland. Não é um jogo com uma narrativa elaborada ou variações extremas de jogabilidade, afinal de contas. Mas posso reiterar que ele se tornou um ótimo passatempo nos horários mais apertados, como aquela partidinha de 30 a 60 minutos depois do almoço para relaxar, por exemplo. Apesar de não ser um jogo que permite salvar onde quiser, os checkpoints são relativamente generosos, e passar de uma área à outra também salva o jogo (pelo menos uma vez voltei pra entrada da fase só para poder salvar o progresso antes de desligar o console).

E também posso dizer que, a essa altura, já estou com quase todos os upgrades de personagem. O último foi o raio de energia, que soou um pouco inusitado demais para o cenário, mas é bem útil. Mal tive a chance de usá-lo com calma, mas se a tendência de design até agora persistir, é certo que na próxima área que entrar surgirão diversas oportunidades de usar esse raio quando que nenhum outro upgrade funcionaria. E aí, aparece mais uma referência de Outland: o clássico Super Metroid e suas áreas secretas, novas habilidades e chances de revisitar trechos já percorridos. Hmm. Fico imaginando quantas referências nessa salada vieram naturalmente da bagagem dos designers, e quantas foram “empréstimos” conscientes… Não que isso importe tanto em um game tão bem amarrado.

Amnesia: The Dark Descent (PC)

Capa de Amnesia: The Dark Descent (PC)
2 horas

Muita gente reclama que os jogos de terror atuais estão muito cheios de ação, blá blá blá. Pessoalmente, não vejo ação como antítese de terror, e sim como antítese de suspense, que é outra coisa: há momentos de suspense em Dead Space, mas a grande fonte de sustos nele são as aparições repentinas dos necromorphs nas horas mais erradas – e aí, dá-lhe tiroteio. No caso da aventura de Isaac, a ação é o complemento do terror, a resposta natural ao susto e à necessidade de sobrevivência, e portanto faz sentido. Agora, quando se quer falar de suspense e tensão, sem sustos repentinos a todo momento, não dá pra bater a clássica situação do protagonista (quase totalmente) indefeso contra um inimigo invisível/amorfo/incompreensível/etc. E nesse terreno, nenhum jogo de horror/terror, nem Silent Hill: Shattered Memories, supera Amnesia: The Dark Descent. É simples assim.

É o único jogo que não consegui continuar jogando com a luz apagada – nem Fatal Frame II fez isso. E ainda por cima é sólido enquanto game: o visual pode não ser estupendo, mas é funcional; a física de objetos é interessante, e o jogo nunca exige demais dela a ponto de “quebrar” a experiência (isto é, você não vai ficar perdendo um tempão tentando encaixar alguma coisa em outra); e o constante equilíbrio entre sanidade na luz e segurança no escuro torna as coisas mais dinâmicas sem exigir grandes surtos de ação. Correr de uma ponta do corredor à outra só para não gastar suprimentos acendendo velas e, no final das contas, perceber a visão ficando turva de insanidade é desses momentos em games que marcam uma pessoa, sem dúvida.

Killzone 3 (PS3)

Capa de Killzone 3 (PS3)
2 horas e meia

E quem diria, cheguei ao fim de Killzone 3. Primeiro ponto positivo: a duração, de cerca de 10 horas. A campanha do jogo anterior se estendeu por uma ou duas horas a mais do que devia, e aqui, além da gordura a menos, tive a impressão de que mais coisas acontecem na narrativa. De novo, a história ainda não é o forte da desenvolvedora de Killzone, mas este é o primeiro jogo da franquia em que ela é aceitável… Pelo menos até o final. Dá para entender o que a Guerrilla tentou passar com a cena final, mas na prática, o corte foi um tanto abrupto; se é para deixar pendurada uma questão moral e explorar o sentimento dos envolvidos, não será uma frase solta e uma rápida panorâmica que instigarão o espectador; é preciso mais.

Nesse sentido, embora a narrativa de Killzone 2 seja menos interessante no geral, o final dela compensa com uma questão melhor trabalhada: adianta matar um símbolo de uma nação e acabar criando um mártir? A pergunta ficava na sua cabeça à medida que um dos protagonistas a respondia na prática, e um senso palpável de preocupação com o futuro dava peso à questão. Aqui, em Killzone 3, a crise final é o velho clichê “será que somos mesmo melhores do que eles”? Meu filho, após a Guerrilla exibir como membro do conselho Helghast um sujeito que é a cara do Hitler, essa crise não cola. Ninguém sensato vai ter pena de uma evidente versão sci-fi dos nazistas. Chama os Bastardos Marines Inglórios Espaciais!

E falando em golpes brutais de faca, aproveitei para revisitar o multijogador. Não vi nenhuma grande diferença pro beta, mas isso não é problema, já que o multijogador de Killzone 3 já estava bem sólido no momento. O modo Warzone, em que cada lado deve cumprir um objetivo diferente por vez, ajuda bem a esconder o fato de que alguns deles são versões temáticas de velhas fórmulas de multijogador (carregar propaganda é uma espécie de capture the flag, por exemplo). A ação rola sem engasgo mesmo com o visual excepcional do jogo. O modo de bots também é uma bela adição, rara em jogos do gênero hoje em dia, para ajudar os patos como eu a se acostumarem com as classes e com o feeling do multijogador. Ainda não sou de passar horas em multijogador de FPS, mas este ano, se resolver dedicar qualquer tempo a esse tipo de diversão, será em Killzone 3 ou Crysis 2, com certeza.

Gears of War (X360)

Capa de Gears of War (X360)
3 horas e meia

Tenho uma relação de amor e ódio com Gears of War. Embora esta seja a primeira vez que ele aparece na seção Back, na verdade já venho jogando-o em doses homeopáticas há meses, quase sempre no mesmo padrão. Primeiro, comecei a jogá-lo no modo Hardcore concluindo que se tratava do equivalente à dificuldade média… Quando na verdade está mais pra hardcore mesmo, em que você pode morrer com one-hit kills de algumas armas e os inimigos são esponja de balas. Na primeira metade do jogo isso não foi um grande problema, mas garantiu alguns momentos de repetição do mesmo trecho quatro, cinco, seis vezes.

Quase sempre, minha relação com o jogo era a seguinte: coloca o disco no console, começa a jogar, “caramba, como o jogo é bonito” , “ahá! toma essa!”, “cara, como os controles e a jogabilidade são na medida!”… E aí empaco em alguma arena/inimigo/situação, repito várias vezes até conseguir e, com a tensão mais baixa, saio do game e vou jogar outra coisa. E assim fui avançado nele, em sessões de uma a duas horas por vez. Até que cheguei nas profundezas das cavernas e tive que enfrentar os Locust “de elite” equipados com Torque Bows.

Não tenho nada contra jogos que se proponham a ser mais difíceis; inclusive, o conceito de alguns jogos pede isso, e acho que Gears of War é um desses casos. Eu lido no meu próprio ritmo com esses jogos, mas isso é problema meu e não do jogo. O problema mesmo é que dificuldade é uma coisa, abuso de poder/excesso em design é outra. Quando um dos cinco Locust em uma arena normal consegue chegar perto de você e detoná-lo com um único tiro de bazuca, você não prestou atenção no seu flanco e pagou por isso. Quando você tem que enfrentar uma sessão longa com mais de 6 inimigos de elite equipados com uma arma capaz de one-hit kill a quase qualquer distância, a coisa passa um pouco da linha da habilidade pessoal do jogador e entra no terreno da sorte.

Sim, você pode entrar em cobertura e se esquivar, a Torque Bow demora para ser propriamente mirada, e ela emite uma luz que serve de sinal de que vem chumbo grosso por aí. Nada disso ajuda quando você tem que prestar atenção em 3 a 6 Torques sendo carregadas em intervalos diferentes, o que torna quase impossível sair da cobertura para mirar sem levar uma flecha explosiva na cara. Quando aconteceu de finalmente limpar todos os inimigos menos um e este conseguir acertar a quina da cobertura em que estava, matando-me na explosão, desisti e baixei a dificuldade para Casual. Sinto muito, tenho mais o que fazer do que ficar provando alguma coisa. Espero que Gears of War 2 tenha encontrado um equilíbrio melhor entre desafio e design justo.

Vampire: The Masquerade – Bloodlines (PC)

Capa de Vampire: the Masquerade - Bloodlines (PC)
7 horas

Eu tenho um carinho especial por Vampiro: A Máscara, que me fez gostar de RPGs muito
mais do que D&D jamais faria. Cansei de ler suplementos, mestrar mesas, e eventualmente virar “consultor” da linha do tempo da série. E por isso, quando Bloodlines saiu (2004), fiquei extremamente frustrado em descobrir que meu PC não tinha as configurações mínimas para rodá-lo. Anos depois, quando finalmente troquei de máquina, o problema foi outro: encontrar uma cópia dele, fosse original ou pirata.

O jogo foi lançado às pressas por um estúdio sendo fechado, a Troika Games (de onde saíram alguns profissionais hoje na Obsidian), e vendeu muito pouco. Também era cheio de bugs, como manda a tradição atual da Obsidian. Pior ainda se você tivesse que instalar uma cópia mandrake que rodava junto com um programa chamado Alcohol. Não vou entrar em detalhes técnicos, basta sacar o nome da bagaça… E mesmo assim, aos trancos e barrancos, fui até o final do jogo e imediatamente comecei outra partida com um personagem novo, o que diz muito sobre o quanto gostei de Bloodlines.

E no fim de semana passado, o jogo entrou em uma promoção do Steam, caindo de $20 para $5 doletas. Já estava “namorando” o jogo antes, mas não o comprava porque, afinal, já o terminei uma vez, e há diversos jogos a $20 no Steam dos quais ainda nem passei perto. Mas a esse preço, porra… Não resisti. A grande pergunta mesmo não era se devia comprá-lo, e sim se o jogo resistiria a um escrutínio mais exigente, agora que já joguei tantas coisas dos últimos anos e da época em que Bloodlines foi lançado. E pelas horas dedicadas ao game, vocês já podem adivinhar: vale sim. É claro que algumas coisas chamam mais a atenção, e que o visual ficou um pouco datado… Mas todo o resto continua atual, e as referências de jogos modernos até dão mais perspectiva ao jogo.

Por exemplo, eu não lembrava do movimento de câmera de 3ª para 1ª pessoa quando você se aproxima de alguém para conversar. A técnica é parecidíssima com Fallout 3, que veio depois. A física de objetos lembra um pouco a de Half-Life 2, até por usar a mesma engine, embora seja muito menos funcional (não me deparei com nenhum puzzle que use a movimentação de objetos). As árvores de diálogo não devem muito aos RPGs mais modernos, com opções de sedução e intimidação surgindo apenas quando o personagem tem os atributos numéricos necessários. Mas o que chama a atenção mesmo é que se trata de um RPG em que o combate mistura ação em 3ª pessoa com tiro em 1ª – e embora nenhum dos dois tipos de combate seja muito complexo se comparados a games de cada gênero em questão, ambos são funcionais em relação ao cenário e a coisas como Disciplinas (os poderes vampíricos).

Quero dizer, Bloodlines é um belo precursor pro modelo que iria se popularizar em Mass Effect – o do RPG de ação em que a parte de “ação” realmente parece com um jogo de tiro ou de combate “padrão”. Tudo isso com um dos roteiros mais interessantes já feitos para um RPG; um dos tutoriais mais inesquecíveis (tanto que não pensei duas vezes em jogá-lo de novo, e não só pelo XP e para lembrar dos controles); uma das cenas de terror mais marcantes dos video games, a do Ocean House Hotel; alguns dos personagens mais carismáticos que você encontrará em um RPG de cenário moderno (Smiling Jack em particular); e pelo menos um detalhe em comum a todos os finais, que… Basta dizer que 99% das crônicas de Vampiro: A Máscara que envolviam a Gehenna, o Fim dos Tempos, não tiveram culhão de dar uma rasteira dessas nas expectativas do jogador. Se um dia fizer uma lista de melhores finais de games, Bloodlines entra sem pestanejar.

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13 comentários em “Back: Sangue, suor e Windows 7 (25/07 a 31/07)

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  1. Nossa, que coincidência, eu estou jogando Bloodlines também! Mas comigo é pela primeira vez. Sempre lia/ouvia falar sobre esse jogo, mas só fui pegar pra jogar agora mesmo. E estou gostando muito, muito mesmo! Me surpreendeu e superou minhas expectativas, não só por já ser meio antigo, mas pelo jogo em si mesmo. Muitos personagens são carismáticos e marcantes, tem reviravoltas na história surpreendentes e que não são óbvias, quests com nível de dificuldade bom (e maneiras de você deixar ainda mais difícil se você quiser, como terminar sem matar ninguém), é um jogo bem escrito, etc, etc…
    A quest da Ocean House Hotel é marcante mesmo! Foi uma das primeiras que eu fiz, e fui achando que não ia ser nada demais, algo rápido e monótono, mas… caramba! Recomendo que joguem com o fone de ouvido, como eu fiz.
    E agora com o que você falou, estou ainda mais curiosa quanto ao final!
    É uma pena a Troika ter fechado e que eles tiveram que lançar o jogo tão rápido, sem ter tempo para cuidar dos detalhes técnicos. Ainda bem que existem fãs com conhecimento e dedicados o suficiente para fazer patches.
    Bloodlines é um jogo que merece uma sequência/spin-off, ou pelo menos um remake. Mas infelizmente isso é muito improvável de acontecer…

    Ah, eu leio seu blog há alguns meses, mas nunca comentei. Você escreve muito bem, e todos os seus posts são relevantes, parabéns! ^^

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    1. Obrigado, assim eu fico sem graça 🙂

      Sobre os personagens, há alguns detalhes interessantes. Por exemplo, alguns deles fazem parte do cânone de Vampiro: A Máscara, e apareceram em livros como LA By Night e outro da 3ª edição cujo nome esqueci agora… É um que apresenta cinco situações de crônicas pré-Gehenna, incluindo a invasão dos Cathayans (vampiros asiáticos) à cidade. O legal é que muitos desses personagens que já existiam, como Ninez Rodriguez e Smiling Jack, nunca apareceram de forma tão visível e detalhada quanto neste jogo. O Jack em especial era uma lenda misteriosa, que ninguém encontrava… Com certeza os fãs do RPG que jogaram na época, quando viram logo no começo o sujeito se apresentar como Jack, pensaram “nah, não pode ser *o* Smiling Jack”… 😄

      Mas há outros que foram criados pro jogo. As irmãs Therese/Jeanette, se não me engano (embora elas tenham relação com outro personagem conhecido, mas seria spoiler contar). O Príncipe LaCroix é novo também, se não me engano, assim como o Tremere Strauss e a dona do strip club cujo nome esqueci agora.

      Também vale dizer que, por mais que possamos saudar os bons roteiros do pessoal da Troika/Obsidian, no caso de Vampire: Bloodlines o roteiro foi supervisionado por Justin Achilli, que era o editor da linha de RPG Vampiro na época. Aliás, o final faz muito sentido com a forma como ele abordou a Gehenna na 3ª edição do RPG… 🙂

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  2. Amnesia é uma coisa linda. *-*

    Fui conferir a parte do Ocean House no Youtube, muito legal. Principalmente quando o personagem entra no quarto destruído que dá pra ver o farol, por um instante ele tem uma visão do ambiente como era antes da tragédia (lindo e iluminado). Adorei esse toque. =D

    Qual era seu clã em Vampiro, Fabio? Eu joguei um pouco na adolescência, mas de maneira bem descompromissada. Minha vampira era Malkaviana. ^^

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    1. Pois é, pena que no meu micro com Windows 7 alguns problemas de carregamento de textura e efeitos visuais deixaram a cena do hotel um pouco menos impactante :/ Mas ainda assim é marcante, especialmente quando coisas acontecem nos cantos do que a câmera está focalizando e, quando você vira para aquele lado, não há mais nada lá.

      Sabe que eu praticamente não joguei Vampiro como jogador? Sempre acabei sendo o mestre do jogo. Mas sempre quis jogar de Malkaviano, também. E com dupla personalidade, se possível. 🙂

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    1. Uma das coisas legais nesse jogo Bloodlines, inclusive, é que se você jogar de Malkaviano todas as suas linhas de diálogo disponíveis mudam de acordo – e há algumas opções e possibilidades que só aparecem para personagens desse clã. Nada que mude a história, mas divertido mesmo assim.

      Você lembra de como os vampiros temiam lobisomens nessa versão do RPG, em que um único lobisomem podia dar conta de um bando inteiro de sanguessugas? Tem uma cena com lobisomem nesse jogo que também é aterrorizante. E é uma daquelas fases em que vc vai morrer várias vezes se não pensar rápido, ou enquanto tenta descobrir como se safar. Bem legal.

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  3. Bem, eu já estou morrendo várias vezes na fase dos esgotos (em que você tem que encontrar os Nosferatus), então não quero nem pensar em lutar com um lobisomen D= Os monstros menores, apesar de grotescos, são fáceis de martar, mas os maiores são um desespero!
    To me arrependendo de ter escolhido uma Toreadora… são ótimos em diálogos, mas na hora de sobreviver…

    Não sabia que tinham personagens do RPG tradicional, achava que eram todos originais. O Smiling Jack é bem legal mesmo, eu até me debandearia pros anarquistas se fosse só por ele… rs E foi o único tutorial que já fiz que não foi chato/monótono.
    Sabendo disso me deu mais vontade de jogar o RPG “de mesa”. Nunca joguei aliás, pois nunca conheci ninguém ao vivo que jogasse. =\

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    1. Calma, que mais pro final do jogo (os esgotos Nosferatu são mais ou menos a metade, se me lembro direito), as disciplinas vão se encaixar muito bem com armas de fogo que você encontrar. Se você optou por gastar pontos em melee, aí não sei – eu completei o jogo pela primeira vez como Toreador com armas de fogo.

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  4. Cara… acho que a questão do Gears é que ele foi pensado para ser jogado de forma coperativa. Tenho o Triple Pack, então acabei jogando o 1 e o 2 praticamente em seguida e posso te dizer como funcionou comigo:

    No 1, optei por começar com o nível Casual e fui tranquilo até o momento de enfrentar o tal general RAAM. Ali eu penei MUITO, mas finalmente consegui superá-lo, embora por um momento tenha achado ser impossível.

    Quando peguei o 2, vi que havia mais um nível de dificuldade (Casual, Normal Hardcore e Insane). Comecei no normal, mas o jogo tava fácil demais e acabei terminando todo no hardcore (algumas fases em modo cooperativo, que é extremamente divertido e compensador).

    Terminado o desafio, me deu vontade de jogar o 1 de novo, agora em modo Hardcore e sei extamente o que você que dizer sobre esses Locust e seus arcos e flechas. Foi a parte mais complicada do jogo e senti muito a falta de outra inteligência humana para elaborar táticas de ataque. Os seus aliados controlados pela máquina praticamente ficam só assistindo!

    Penei bastante, mas passei, e já fiquei pensando o quanto sofreria ao reencontrar o General RAAM. Curiosamente, ao chegar lá, o matei na primeira tentativa, sem grandes dificuldades… vai entender!

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    1. Pois é, eu acabei de começar o 2 e, pelo menos no início, tive a mesma impressão que você: agora que tem o nível ‘Normal’, fui nele e estou achando um pouco fácil demais. Claro que pode ser justamente pelo ‘efeito sequência’: o jogo tem que ser projetado também para quem não jogou o primeiro, mas nós não só o jogamos como *acabamos* de fazê-lo – ou seja, estamos com horas de treino em Gears já. Estou esperando mais um pouco antes de reavaliar minha opção.

      Só tem uma coisa que senti diferente: achei o General RAAM relativamente simples no modo Casual. É chato não poder se movimentar livremente por causa dos corvos malditos, mas tive a impressão que foi só um boss de paciência: basicamente eu sempre ficava na cobertura iluminada de uma ponta do vagão, atirando até ele chegar, e aí corria pra outra ponta, sempre com cuidado para não ficar preso nas partes escuras. Imagino que no Hardcore isso não iria funcionar porque de perto ele deve te matar em dois segundos.

      Ainda preciso jogar ele no cooperativo, estava com medo de que isso fosse um fator também…

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