Back: Pé na tábua, mas com ajuda (18/07 a 24/07)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Corrida em Forza Motorsport 3 (X360)Juro que não foi planejado, mas a seção Back dessa semana mais uma vez acabou ficando semi-temática. Se há sete dias vocês leram as desventuras de #trollgame no país dos adventures, hoje temos uma fila de veículos tentando chegar à linha de chegada das mais diversas maneiras – ou simplesmente tentando impressionar os fãs e causar a maior destruição possível. Não sei explicar com certeza o porquê, mas deve ter a ver com a semana mais punk que já tive em toda a minha carreira de tradutor, seja autônomo ou assalariado. Com jornadas de 8 da manhã à meia-noite de segunda a sábado, quase não sobrou tempo de jogar, e quando o fiz, não queria saber de muita história ou enrolação. Porém, há diversas formas de obter ação pura, não é? Então por que jogos de corrida em especial? Simples: me dei de presente de aniversário um game de automobilismo que nem eu mesmo esperava adquirir um dia, e estou adorando-o tanto que resolvi voltar a jogar outros games do gênero para efeito de comparação. Portanto, relaxem no banco do passageiro, ponham o cinto de segurança e apreciem a paisagem.

Capa de Outland (XBLA)
1 hora e meia
Outland (XBLA)

Jogar Outland em si já é um prazer, como o jogo sólido de plataforma que é. Mas à medida que o jogo aos poucos, ele também se torna um exercício de referências e de pequenas surpresas. Já mencionei no blog como a mecânica principal de “troca de alinhamento” – isto é, passar de vermelho a azul de acordo com a necessidade do momento – foi chupinhada do “jogo de navinha” Ikaruga. Alguns inimigos, como a aranha, se movem e atacam de forma quase idêntica a seus equivalentes em Lost in Shadow, e a própria vibe do jogo é semelhante – tanto que, na primeira vez que minha esposa passou e me viu jogando Outland, perguntou “é aquele jogo da sombra?”. Tem até algo de Super Mario Bros – no caso, uma das habilidades desbloqueáveis tem efeito idêntico à “bundada”. Ao mesmo tempo, tudo parece coeso nessa pequena colcha de retalhos mítica, em grande parte graças à execução, aos cenários e ao excelente design de fases. Mesmo assim há novidades no jogo, como certos golpes do combate (a pancada de baixo pra cima que levanta adversários no ar, por exemplo) e formas de avançar no cenário (as bombas que você pode golpear em direção a uma parede destrutível). A dificuldade dos trechos com raios e plataformas de cores diferentes (lembre, se você estiver azul as plataformas vermelhas ficam imateriais para você e vice-versa) é desafiadora, o que vai prender muitos fãs do gênero. Jogar Outland continua um prazer, e provavelmente continuarei a fazê-lo sempre que der uma folguinha depois do almoço, até terminá-lo.

Capa de Blur (PS3)
2 horas
Blur (PS3)

Na semana em que outro jogo de corrida novo me deixou com vontade de dirigir mais bólidos virtuais, não podia deixar de voltar a Blur, cuja campanha nem cheguei perto de terminar (por ser extensa, espertinho, e não por qualquer problema do jogo em si). De cara, percebi que desaprendi a jogá-lo, mas isso era de se esperar – não por ser complicado, mas porque o uso de power-ups requer um pouco de estratégia e de macetes, e isso se esquece com o tempo. Não à toa, outro jogo ao qual volta e meia preciso me readaptar, ModNation Racers, também os usa. Mas voltando ao assunto, após algumas corridas de readaptação, percebi duas coisas.

Primeiro, pilotar carros no jogo que comprei essa semana me fez aprender a dirigir melhor os carros mais velozes e mais difíceis de manobrar em Blur. Antes, eu só conseguia jogá-lo com os carros mais firmes e que derrapavam menos, o que me dava um trabalhão no uso dos itens para compensar a falta de velocidade. Segundo, usar esses carros praticamente não me ajudou lhufas. Cheguei a um ponto da campanha em que as novidades circunstanciais, como fan demands e outros bichos, começaram a aparecer e complicar o que antes era só uma corrida com itens. Você não é obrigado a completar essas demandas opcionais, mas vai evoluir mais lentamente se não o fizer… E assim o jogo consegue quase instituir uma forma de grinding, em que você disputa a mesma corrida novamente só para tentar conseguir mais XP e destravar carros melhores. E já que pode fazer isso, porque não tentar cumprir os objetivos opcionais desta vez? E assim passei duas horas. Porém, a certo ponto cansou um pouquinho, e acabei voltando aos outros jogos de corrida.

Capa de Killzone 3 (PS3)
3 horas e meia
Killzone 3 (PS3)

Por mais que eu curta os jogos de corrida aqui mencionados, não consigo jogar só isso a semana inteira. Outland supriu minhas necessidades de algo diferente em pequenas doses, seja após o almoço ou na parada ocasional nos trabalhos, mas eu também precisava de alguma coisa mais… Séria? Sim, mas não tanto. Com narrativa? Não necessariamente, e não precisa ser cativante. Eu precisava mesmo era de combate, e isso Killzone 3 tem de sobra. Aliás, à medida que o jogo avança, ele vai ficando cada vez mais interessante na jogabilidade. O sistema de cobertura dele é ótimo, dos melhores que já experimentei. Após abusar de diversos momentos frenéticos no início, agora ele está um pouco mais cadenciado, construindo a tensão necessária para o clímax e soltando novidades na sua mão aos poucos, como uma arma que dispara pinos explosivos e o bendito jetpack. Pena que, de fato, a história ainda seja bem marromeno – embora seja bem melhor do que a de Killzone 2 graças aos conflitos internos de poder entre os helghast e o efeito que isso causa na guerra. Além disso, quanto mais o jogo, mais fico com vontade de ver como ele fica em 3D; mesmo sem o recurso, dá para perceber que partes do cenário e da ação provavelmente apareceriam mais à frente ou atrás, e alguns trechos devem ser impressionantes e imersivos com esse efeito, especialmente quando se usa o jetpack. Quem sabe daqui a alguns anos… Por enquanto, basta atirar em tudo pela frente até chegar ao final, o que já está bom, e depois voltar ao multijogador e ver o que mudou desde o beta.

Capa de Burnout Paradise: The Ultimate Box (PC/PS3/X360)
5 horas
Burnout Paradise: The Ultimate Box (PS3)

Já falei de Burnout Paradise aqui uma vez, e ele continua sendo meu jogo de corrida predileto. Ainda assim, ao que parece, não tinha descoberto tudo o que há para descobrir nele – e não estou me referindo a encontrar todos os postos de gasolina ou outdoors, e sim descobrir algo novo mesmo. No início da semana, só tinha posto o jogo no PS3 para relembrar suas características principais e me perder por aí… Até que, andando por Paradise City, vi um outdoor que ainda não havia estourado. Uma volta no quarteirão demonstrou que eu certamente precisaria chegar ao topo de um prédio de estacionamento. Em outras partes do cenário, isso envolveria subir rampas externas, mas aqui, se trata de subir as rampas do próprio estacionamento mesmo, enquanto o narrador avisa que há 10 desses acessíveis na cidade. Ao chegar o topo, não somente há uma rampa para alcançar aquele outdoor, como outra para realizar um daqueles saltos impossíveis de Burnout Paradise e chegar ao topo de outro prédio, que também dá acesso a um segundo outdoor. Depois disso, foi difícil largar o jogo, embora não tenha encontrado mais nenhum estacionamento. O que acabei fazendo foi rever vários modos de jogo e configurações, especialmente as de Road Rules, ou melhores tempos e pontuações online ou offline para cada rua. Aliás, falando nisso: alô Dori Prata, dá uma checada na rua/avenida Angus, que essa semana eu quintupliquei sua pontuação no modo Showtime. Olha lá, mais de 11 milhões de pontos! #metidopraca #trollface

Capa de Forza Motosport 3 (X360)
6 horas e meia
Forza Motosport 3 (X360)

“Peraí, como assim  Forza? Tu não é o cara que não gosta de simulação?”. Mais ou menos: não é que eu não goste, e sim (a) prefiro corridas mais despretensiosas, e (b) o fetichismo de Gran Turismo em especial é que me irrita (assim como a babação em cima do Kratos, que não me impede de ver a qualidade técnica do jogo). E eu cheguei a baixar e jogar a demo de Forza 3 há um tempo atrás. Pois bem: esses dias, enquanto procurava um jogo mais barato para me dar de presente, descobri que o preço de Forza 3 tinha baixado em pelo menos duas lojas. Fui caçar umas resenhas em vídeo dele e, somando as informações delas com a experiência que tive na demo, comecei a desconfiar que esse jogo não era tão comprometido com simulação assim. Por isso, resolvi arriscar: na pior das hipóteses, se acontecesse o mesmo que em Gran Turismo 3 e 4 e eu não conseguisse fazer uma curva direito nem com várias assistências ligadas, pelo menos Forza 3 provavelmente ainda teria algum valor de troca.

Mas eu, hein, que trocar o quê o quê o quê… Eu quero é mais. Fiquei com a impressão de que Forza 3 está para os simuladores de corrida assim como o mais recente Mortal Kombat está para os jogos de luta: é a versão mais amigável, a ponte mais suave entre jogo para completo iniciante e artigo de luxo pro admirador profissional do gênero. Da mesma forma, é claro que alguns desses últimos vão sempre encontrar defeitos e dizer que tais jogos não são de luta/simuladores “de verdade”… E sempre por causa de seus recursos pró-novatos – como o modo de treino de fatality em Mortal Kombat ou o botão de rewind em Forza 3, e assim por diante. Mas quer saber? Fodam-se eles e seu mundinho; se não conseguem ignorar esses recursos, na verdade isso prova que não são tão “profissionais” assim.

Voltando ao jogo, eu comecei no Médio, a 2ª das 5 dificuldades e que ainda conta com todas as assistências ligadas por padrão. O diabo é que cada assistência que você desliga dá um bônus de 5 a 15% nos seus ganhos de XP ao final de cada corrida. Com isso, fui desligando aos poucos algumas assistências e, seis horas depois, já estava correndo sem freio automático, sem controle de tração, com IA média e danos/gasto de pneus configurados para simulação completa, o que confere bônus total de +35%. Assim, é capaz de muito em breve o jogo “me ensinar” a fazer algo que nunca consegui fazer em games desse tipo: trocar marcha manualmente (coisas de quem nunca dirigiu na vida real, tenham paciência). A conclusão é simples: em vez de pensar somente na simulação, Forza 3 é bem bacana por ser quase didático em tudo que apresenta. E também é bastante amplo no que diz respeito à tunagem do carro, mas isso é pra outro dia… Até porque, como iniciante, quase todo o tempo que gastei fora de corridas foi pintando carros e aplicando decalques, não colocando a mão na graxa (salvo um pequeno ajuste de aerofólio dianteiro só de farra e para ver como é). Provavelmente terei algo mais a dizer sobre tunagem na semana que vem, especialmente se o jogo continuar a ser tão didático assim. Enquanto isso, visitem o site Forza Brasil Racing, que promove campeonatos do jogo e o automobilismo virtual em geral.

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