Back: Mais inFAME ainda (06/06 a 12/06)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Cole em inFAMOUS 2 (PS3)Ah, a esperança de passar um fim de semana jogando tranquilo… Ultimamente, isso é pedir demais. Mais uma vez, pintou trabalho de última hora, e lá vamos nós fazer uma grande revisão do script de áudio de um jogo aê, recém-confirmado na E3. Durante a semana, me dediquei a terminar um dos jogos cuja sequência acabou de chegar. Só dei um tempo nele na quinta-feira para participar, mais uma vez, da “noite Mortal Kombat” – agora “oficialmente” na sala KOSMOGAMERBR, aberta a partir das 19h ou 20h. Fora isso, na correria do meio de semana, dediquei alguns minutos a duas demos recém-lançadas (El Shaddai e Dungeon Siege III). Também experimentei rapidinho os dois jogos que baixei no programa Welcome Back da PSN: Super Startdust HD e Wipeout HD, ambos bem interessantes. Só no domingo pude jogar qualquer outra coisa direito, e assim formar um arremedo de Top 5. Também finalmente tomei vergonha na cara, criei uma conta na Xbox Live americana e estou testando diversos jogos da Live Arcade, para decidir o que comprar com os 1600 pontos que pus lá (se é que vou pegar jogos arcade: no Games on Demand há alguns jogos do Xbox original que nunca joguei, como o primeiro Fable e Jade Empire, vendidos a 1200 pontos em vez de dinheiro). Espero que essa semana seja mais tranquila… Até porque amanhã o Rei está de volta, baby, e preciso jogá-lo (e trollar algumas resenhas, aparentemente).

Capa de inFAMOUS 2 (PS3)
1 hora
inFAMOUS 2 (PS3)

Não dá para julgar inFAMOUS 2 com apenas uma hora de partida, mas já deu para perceber alguns pontos de mudança em relação ao primeiro. Por exemplo, agora as cutscenes não são mais feitas com a engine do próprio jogo, o que causa estranheza de início (até pelo modelo do rosto de Cole ser um tanto esquisito nessas cenas). A câmera está mais próxima do personagem, quase a ponto de não exibi-lo completamente. O dublador do protagonista mudou, e embora ele tente manter o mesmo jeitão rouco de falar, o tom de voz dele é um pouco menos grave, o que deixa Cole menos caricato. Quem sentiu que inFAMOUS começa muito devagar vai ficar feliz com o início da sequência, com direito até uma luta contra chefe já de cara. Por outro lado, essa pressa em mostrar ação acabou introduzindo um novo personagem muito de sopetão na trama, e meio que passou por cima de uma ponta solta do primeiro jogo. Alguém aí se lembra de [SPOILER] Zeke deixando Cole na mão para se juntar a Kessler, na esperança de conseguir poderes? O final de inFAMOUS não resolveu essa amizade abalada, e o início do segundo jogo mal faz menção ao problema, com os dois já grandes amigos de novo [/SPOILER].

Sobre os poderes, vários dos efeitos que foram aprendidos ao longo do tempo no primeiro jogo agora estão liberados desde o começo, e Cole anda com uma arma branca que concentra energia e torne os golpes mais… Senão poderosos, mais chamativos. Tem até quick time event e câmera lenta para o golpe finalizador de um combo, embora os golpes básicos continuem no velho botão de quadrado. A engine do jogo recebeu um upgrade razoável; não só o visual está mais rico, como os prédios agora têm partes destrutíveis – acabar com um grupo de milicianos derrubando uma sacada inteira é prazeroso demais. E a direção de arte conseguiu recriar muitíssimo bem o clima do Lousiana na cidade fictícia de New Marais. Ou seja, até agora o jogo me impressionou em quase tudo, embora não apresente nenhuma graaande novidade nesse início.

Capa de Killzone 3 (PS3)
2 horas
Killzone 3 (PS3)

Tem horas que só um bom jogo de tiro em corredor faz a tua cabeça. Acho. Pelo menos, ao dar uma parada na looonga revisão no sábado, foi Killzone 3 que puxei da prateleira. Era pra ficar só uma horinha, e a ação ininterrupta do jogo parecia ideal. De fato era, tanto que fiquei duas horas jogando sem perceber. Mas não foi só isso. Ação desenfreada cansa, e Killzone 3 soube variar o suficiente no ritmo a partir de certo ponto. Controlar um mecha é, assim como foi em Killzone 2, um raro prazer – desta vez disponível já no primeiro terço da campanha, e com dificuldade maior (no jogo anterior, esse era um dos trechos mais babas). Algum tempo depois, a fase da selva mostrou que mesmo em ambientes lineares e fechados, dá para introduzir variações de gameplay, como por exemplo incentivar stealth – sim, cenas de furtividade em Killzone! A direção de arte nesta fase também está um primor, criando uma selva crível, porém muito diferente de qualquer coisa que veríamos no planeta Terra. Por fim, até agora a narrativa está decente, o que já é espantoso para a série. Dá pra perceber até um tema geral abordado em paralelo, tanto no alto escalão Helghan quanto nas tropas da ISA acuadas em ambiente hostil: a oposição entre dever e hierarquia, especialmente na hora de obedecer ou desafiar ordens (aparentemente) burras. Se continuar assim, vai sair melhor que a encomenda (mas ainda abaixo de Crysis 2 e Bulletstorm).

Capa de Portal 2 (PS3)
2 horas
Portal 2 (PS3)

Sabe aquela história que falei, em semanas anteriores, de que não estava conseguindo me prender muito em Portal 2? Bom, agora isso virou uma questão de querer saborear um prato fino bem devagar, em vez de devorá-lo de uma só vez. Assim como o jogo introduz gradativamente suas novidades (a última que experimentei foi o gel vermelho, o propulsor), percebi que eu não quero ficar preso nele direto como no primeiro. Em parte isso tem a ver com familiaridade, em parte tem a ver com não querer que ele acabe tão rápido… Mas também tem a ver com a narrativa, que mostra ao jogador alguma coisa nova – um personagem, uma situação, um mistério – em doses também homeopáticas. É quase como se o jogo fosse uma web series, com episódios mais curtos do que um programa de TV comum. E se [SPOILERS] ver GLaDOS ser reduzida a uma batata falante já foi surpreendente, reencontrá-la e sair carregando-a por aí foi o cúmulo. Na hora, cheguei a me recusar a salvá-la do pássaro, até todas as falas dela se esgotarem. Fico me perguntando, porém… A sala em que ela estava NÃO faz parte do caminho normal. Teria sido possível completar o jogo sem resgatá-la? [/SPOILERS]. Ah, é certo que eu vou jogar Portal 2 imediatamente de novo assim que terminar a campanha: com certeza há salas secretas que não vi, coisas que não destravei, e possibilidades que não testei.

Capa de Mortal Kombat (PS3)
5 horas e meia
Mortal Kombat (PS3)

Como já disse na abertura, quinta-feira virou a noite oficial do Mortal Kombat. Até aí tudo bem: continuei minha sina de ganhar uma suado, perder duas. No fim de semana, porém, resolvi arriscar jogar com desconhecidos. Pelo que o pessoal estava falando, tinha “muito viciado”. De fato, teve uma ou outra luta em que só não tomei Flawless Victory por pouco. De resto, enfrentei gente mais experimentada que eu, e só. Tanto que ainda assim, consegui ganhar uma ou outra luta – até dei sorte de pegar um completo novato mesmo e vencer com a tal Flawless Victory, o que dá o troféu Humiliation (e uma bela massagem no ego de brinde). O que me interessou mesmo, porém, foi continuar o modo História e tentar avançar no plano de completar a Ladder com todos os lutadores.

No Modo História, após alguns capítulos, tive que vencer o apelão Shao Kahn com o Liu Kang… E o modo História está na dificuldade Medium. Penei, mas percebi que dá para vencê-lo com a mesma técnica do modo Easy, é só que vai demorar mais (aliás, venci os dois rounds por tempo) porque o safado perde muito menos energia. Após isso, me surpreendi com o quanto gostei de jogar com o Capitão Nascimen… Quero dizer, o Striker. Pô, é só um cara da SWAT. Mas os golpes especiais dele são muito divertidos, desde o tiro de revólver até o Raio-X usando lanterna, cassetete e taser. Por fim, fui pro Ladder e o terminei com a Kitana, o Johnny Cage e a Jade. Porém, foi tão fácil chegar até o trio-de-ferro final (Shang Tsung, Kintaro e Shao Kahn, no caso) que fiquei me perguntando se já não estou pronto para partir pra dificuldade Medium. Vou arriscar essa semana, e vamos ver no que dá. Em tempo: não terminei o Ladder com mais do que 40% dos kombatentes, mal peguei 25% do material da Krypta, e não cheguei ainda aos 75% do modo História. Isso depois do quê? De 22 horas jogando. Mesmo que se desconte as cerca de 3-4 horas que passei online, é muita coisa ainda pra fazer. E eu amo tudo isso.

Capa de inFAMOUS (PS3)
9 horas e meia
inFAMOUS (PS3)

Desta vez eu resolvi levar a sério e pus na cabeça que ia terminar essa porra – especialmente na terça, em que fui comprar inFAMOUS 2 e fiquei me coçando para iniciá-lo e usar o editor de missões. O problema é que ele começa exatamente do ponto em que a narrativa do primeiro termina, e não queria correr o risco de tomar spoilers. Fiz bem: como previsto na semana passada, após mais uma hora ou duas no jogo original, a coisa toda começou a escalar de novo rumo ao clímax. Inclusive, finalmente alguns “momentos kármicos” me deixaram na dúvida quanto ao que fazer (estava tentando manter bom karma no máximo). Uma dessas decisões acabou de maneira tristíssima, e me lembrou até um pouco [SPOILER INDIRETO] a morte da Gwen Stacy nos quadrinhos do Homem-Aranha – com o agravante de que Cole é quem escolhe quem salvar, e pelo visto perde a namorada assim mesmo [/SPOILER]. Além disso, o terceiro e último distrito é casca-grossa: até um simples capanga pode te matar com dois ou três tiros bem dados, e nem por isso aparecem em menor quantidade. O jogo só não fica roubado pela existência de mais fontes de eletricidade e pelo acesso a novos poderes, como Polarity Wall (escudo elétrico que não gasta energia) e Lightning Storm (tempestade elétrica que pode ser guiada). Perdi a conta das vezes em que eles me salvaram, principalmente na área do parque (onde, obviamente, as fontes de eletricidade ficam mais distantes umas das outras).

O final do jogo não esconde sua influência dos quadrinhos, com direito a reviravolta de trama básica (embora [SPOILER] tenha sacado que Kessler não era um simples vilão e que havia algum segredo sério, nunca me passou pela cabeça que ele pudesse ser o próprio Cole vindo do futuro [/SPOILER]). Tenho certeza de que alguns vão achar o final forçado, provavelmente por causa de expectativas mal direcionadas; sim, o tom geral de inFAMOUS até sugere algo mais maduro, sem super-heróis de capa e roupa colada… Mas de resto, ele apresenta uma narrativa de fantasia, sem ambições literárias ou cinematográficas, desde o início. Nesse sentido, o final é muito apropriado. A única coisa que me incomodou foi só descobrir a existência [SPOILER] da Besta [/SPOILER] no final, ainda mais considerando o papel dessa informação na narrativa da sequência. Mas o que importa é que a sequência final de missões me prendeu como poucos jogos o fizeram, com diversas surpresas e variedade, sempre colocando à prova tudo o que você vinha “treinando” durante o jogo – corrida por cabos elétricos, o uso de cada poder em seu arsenal, a rapidez de raciocínio… Palmas pra Sucker Punch, que quase soltou um jogo nota 10 logo na estreia de uma nova série, o que é algo raro.

8 comentários sobre “Back: Mais inFAME ainda (06/06 a 12/06)

  1. Nunca comento aki, mais bem sempre tem a primeira vez, mais então fabio, com tantos jogos que vc tem certamente alguns exclusivos de pc chegam a ser interessante , vc ainda não pensou em montar uma makina pra fazer suas analises de jogos de pc …. ou pra vc não chega ser interessante a ponto de comprar um … ?

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    1. A máquina em si segura a grande maioria dos jogos atuais, apesar do sistema operacional (Vista OEM) dar problema em alguns.
      Mas a verdade é que não tenho mais saco de jogar no PC. Na hora de comprar um segundo controle pro Xbox 360, até comprei aquele com adaptador pra usar no PC, para jogos exclusivos e bagatelas do Steam. Mas ainda nem usei pra isso. Pôr o disco no console, deitar no sofá e ver tudo em uma televisão maior do que um monitor é muito mais confortável, especialmente quando seu tempo livre pra jogar é contado e precioso.

      E já aviso desde já: não percam tempo tentando me convencer do contrário. Se tem um tipo de gamer que me irrita nesse mundo, é PC gamer que acha que o PC vale. Se algum desses estiver me lendo, eu desejo de coração que você morra de ataque cardíaco e pare de ocupar espaço.

      Note que isso é diferente de outros tipos de PC gamer: quem só joga no PC porque não tem dinheiro (ou não quer gastá-lo) para comprar um console, tudo bem, eu entendo e respeito – tanto que passei anos da minha vida jogando só no PC. Mesma coisa para quem quer jogar no PC para ter a melhor qualidade visual possível: é seu direito e eu apoio. Agora, quando eu jogava só no PC, em nenhum momento eu concluí que, sei lá, o Dreamcast não era válido por não ter teclado ou sei lá o quê. Esse tipo de doença fanboyista eu não quero. Aliás, fanboy de PC hoje é o pior que existe, pior até do que o fanboy da Nintendo… E disparado o que mais faz mimimi.

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      1. 1- “Aliás, fanboy de PC hoje é o pior que existe, pior até do que o fanboy da Nintendo… E disparado o que mais faz mimimi.”
        Bom mas falando em quantidade, tem bem mais fanboy da nintendo q de PC, logo o barulho q eles fazem é bem maior. :p
        2- “Se algum desses estiver me lendo, eu desejo de coração que você morra de ataque cardíaco e pare de ocupar espaço.” Tu já leu Death Note?

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        1. 1-Pode até ser, mas tb há mais vascaínos no mundo que neonazistas, e mesmo que os vascaínos façam mais barulho, neonazistas continuam sendo piores. Por MUITO pouco, mas ainda assim piores.😄

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          1. Sei lá, Fabio… Fanboy de qualquer espécie é uma merda de qualquer jeito, não importa qual seja a plataforma enfiada em suas bundas. Aliás, ouvir/ler comentários de fanáticos de qualquer espécie me faz repensar seriamente se um holocausto nuclear seria realmente tão ruim assim.

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          2. Point taken. Leia cada comentário meu sobre um ser pior do que o outro como se estivesse escrito “tem merdas que cheiram pior do que outras (mas todas cheiram mal)”😄

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  2. Sou pc gamer, mas gostaria de ter um console. Alguns exclusivos, como Heavy Rain, Uncharted, Alan Wake e Little Big Planet são muito atraentes. Além disso, os controles de movimento, pelo curto prazo que testei, trazem uma diversão diferenciada, boa pra jogar com amigos. O que me impede de comprar um PS3 é o alto custo dos jogos.

    Sobre os fanboys, pra mim os da Nintendo são de longe o pior tipo. Tá certo que a nintendo sempre inova, mas os fanboys acham que a Nintendo é a dona exclusiva da criatividade.

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  3. Fiz um intensivão de inFamous aproveitando a oferta no Welcome Back e também o terminei. A conclusão que cheguei foi de que o jogo é arrastado pra caralho, com missões “opcionais” repetitivas e por vezes chatas.

    Mas não achei um jogo ruim, MUITO pelo contrário. Apesar de ser arrastado e de sofrer de outros problemas técnicos, o conjunto da obra me cativou como poucos jogos. Os poderes do Cole são sensacionais. Nada mais gratificante que explodir meio mundo disparando raios pelas mãos.

    Além disso, gostei absurdamente da história (acho que não preciso explicar que não é algo que mereça o Oscar ou entrar aqui no quesito de profundidade de roteiros nos games). Dentro de sua proposta, tem um enredo ótimo. Cole é basicamente um personagem dos quadrinhos que nasceu nos games. As influências do mundos das HQs é bem clara, inclusive a citada no artigo a qual eu só fui fazer a ligação depois, mas faz todo o sentido.
    O gancho no final talvez tenha ficado um pouco forçado, mas com certeza o final é um daqueles que a pessoa põe a mãozinha na boca e diz: “Oh meu Deus!”. Realmente me surpreendeu bastante.

    Só sei que recomendo esse jogo pra qualquer um e vou com certeza arrumar uma cópia do 2 pra mim logo logo. =D

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